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sexta-feira, 9 de março de 2012

Areias (06)

Coluna em granito numa das mais características casas em Areias, freguesia de Amedo. Não sei se a casa que tem a coluna pertence à família Barbosa, as as seguintes sim.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

1 dia por terras de Ansiães (05)

 Já tinha vontade de passar mais um dia À Descoberta de terras de Ansiães! Arranja-se a mochila com algumas sandes, fruta e água, prepara-se o material fotográfico, apronta-se o caderno de campo, estudam-se alguns dados sobre a freguesia a visitar e "ala... que se faz tarde" (como se diz no planalto Mirandês).
A segunda-feira passada começou bem cedo com uma visita à Biblioteca Municipal em Carrazeda de Ansiães. O objetivo era devolver alguns livros requisitados para as férias, de que dei conhecimento no blogue. Gostei bastante de ler "Como sombras no muro", romance de Gilberto Pinto e Fogo e Lágrimas, livro de poemas de Morais Fernandes. Já aqui tinha falado do livro Fogo e Lágrimas 2, do mesmo autor e senti-me com curiosidade de ler também o primeiro livro, o que aconteceu nas férias de Verão.
Quando cheguei à biblioteca foi surpreendido com muita música e animação. A biblioteca desenvolveu uma série de iniciativas relacionadas com o Dia Mundial da Música (1 de Outubro) e tinha um grupo de idosos do Centro Social e Paroquial de Mogos assistirem a um momento musical. Achei muito interessante a iniciativa e não pude deixar de ficar algum tempo a assistir ao fantástico desempenho musical do senhor Machado, do Castanheiro e de conversar um pouco com os idosos.
 O destino do dia era Pinhal do Norte.
Estes dias de final de verão e início de outono não proporcionam muitos motivos fotográficos mas um olhar atento consegue encontrar muitos momentos que vale a pena registar. O dia estava quente, diria mesmo muito quente. Enquanto descia em direção a Areias foi recordando alguns momentos passados no Amedo. Sou realmente um privilegiado.
As obras do IC5 estão adiantadas e, vistas as coisas de longe, parece estar quase pronta. Quer em Areias, quer junto ao Pinhal do Norte, o movimento era intenso.
Cheguei ao Pinhal pouco antes da hora do almoço. Contrariamente ao que é habitual encontrei bastantes pessoas que passavam ou que estavam sentadas à sombra junto das casas. Estive também nos dois cafés que existem na aldeia.
Como esta era a minha segunda visita, pretendia ver alguns locais específicos e, se possível, falar com algum membro da junta. Por norma faço uma volta completa às aldeias e raramente falo com as pessoas, que são poucas e por vezes desconfiadas. Não foi o que se passou no Pinhal. Conversei com muitas pessoas, principalmente com um grupo de idosos no café do sr. Gonçalves.
 Os lagares cheiravam a mosto e fazia-se a carreja das uvas. A chuva que não cai causa transtornos na agricultura e os campos estão secos. Os trabalhos nas hortas são mínimos e terminadas as vindimas são as chuvas que dão início a um novo ciclo, mas estas tardam em chegar.
Visitei a igreja, a Cruz, várias fontes e lagares. Quase sem dar pela conta adiantou-se a tarde, forçando o regresso a casa.
 Mais do que as fotografias tiradas, o que marcou o dia foram mesmo os momentos de conversa que tive com vários habitantes da aldeia. Foi muito interessante ouvi-los falar da aldeia da sua meninice, das tradições, das alegrias e das necessidades. São imensas e bonitas as histórias de vida que se escondem por detrás de muitos dos rostos que ainda povoam as nossas aldeias.

domingo, 4 de julho de 2010

Festa de S. Sebastião

No dia 4 de Julho realizaram-se em Areias, as tradicionais festas em honra de S. Sebastião. Esta é a primeira fotografia do evento.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Areias (5)


Fotografia de Areias com as tradicionais casas transmontanas em granito.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Banda de Música de Vila Flor


Vídeo da Banda de Música de Vila Flor na festa em honra de S. Sebastião, em Areias, no dia 5 de Julho.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ainda a festa em Areias

No dia 5 de Julho realizou-se em Areias a tradicional festa em honra de S. Sebastião. Já em 2008 esbarrei com a festa sem estar a contar e, em 2009, aconteceu praticamente o mesmo. Soube da festa por alguns elementos da Banda Filarmónica de Vila Flor, que estiveram presentes, a abrilhantar a procissão.
Cheguei a Areias a meio da tarde quando ainda eram poucos os foliões, mesmo em volta do bar. Alguns já treinavam a sua precisão num interessante jogo do Burro. Aproveitei para fazer uma visita à pequena igreja. Foi restaurada há pouco tempo e brilha como nova. Destacam-se no altar de talha dourada três figuras femininas com formas bastante acentuadas, quase provocantes. Não conheço o significado dessas três figuras mas podem muito bem representar a Fé a Esperança e a Caridade. O cálice simbolizaria a Fé, a pomba é um símbolo de Esperança (Noé soltou uma pomba que regressou com um raminho de oliveira) e a figura central que amamenta uma criança enquanto segura outra, seria a Caridade. O culto a S. Sebastião vem desde o século XVII existindo inúmeras confrarias dedicadas a este santo em quase todas as aldeias do concelho e também em Areias. Foi no século XVIII (1790-92) que se deu a construção da actual igreja matriz do Amedo. É bem possível que a pequena igreja de Areias seja da mesma época ou até mais antiga.



Na igreja já se encontravam os andores, pequenos mas ricamente enfeitados com flores naturais. Das imagens, S. Sebastião, Nossa Senhora de Fátima, S. Bárbara e a que deve ser Santa Luzia, destaco esta última, seguramente a mais antiga. Devia ter uma folha de palma na mão direita, mas já não a tem e não entendo o porquê da coroa.
A procissão só saiu depois das seis da tarde, o que me deu tempo para deambular pela aldeia, cumprimentar amigos e integrar-me por completo no espírito da festa. O jogo do Burro continuou, com muitos a tentarem a sua sorte. Os prémios esperavam à sombra da uma pereira: garrafas de vinho e licores, mel, um coelho mas também algumas caixas com prémios surpresa. Com o apertar do calor, foi a cerveja e os tradicionais tremoços (havia uma antiga tremoceira em Areias, mas não a vi na festa) que juntaram mais adeptos.
Eram quase dezanove horas quando a procissão subiu a Rua do Barreiro, seguindo depois para o início da aldeia na Nacional 628. Cortei caminho para procurar alguns pontos estratégicos que me permitissem fotografar o melhor possível. Exibiram-se as colchas de renda, que se juntaram ao colorido das fitas (agora plásticas) espalhadas pelas ruas. A passo lento deixaram a Avenida Principal e subiram ao ponto mais alto da aldeia, pela Rua da Eira, regressando ao centro pela Rua do Eiró.
Quando a procissão recolheu, já o grupo musical (com o meu amigo Reixelo) tocava os primeiros acordes de música popular para animar a malta.
Não fiquei para ao arraial, mas agradeço os convites que recebi para o jantar. Ainda bem que há gente em Areias que se apercebe que eu gosto de divulgar a aldeia, e que, desta forma, chega rapidamente a todos os cantos do mundo.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Houve festa em Areias

Mais uma vez sem querer, terminei o dia de ontem em Areias. Estou a pensar escrever um pequeno texto sobre o que se passou, mas, enquanto não aparece, ficam duas fotografias da procissão.

domingo, 28 de dezembro de 2008

em Areias

Em Areias o panorama do Natal foi diferente. As noites estiveram frias mas os dias foram quentes e luminosos. No centro da aldeia ainda se viam os restos da fogueira de Natal.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

As fontes, em Areias


Foi já há alguns meses atrás que estive em Areias à procura da Fonte do Cunho. Embora pensasse conhecer bem a aldeia, há sempre muita coisa que desconhecemos e tive de recorrer ao sr. Lopes que me guiou até à Fonte. Fica num ponto bastante periférico e não havia nenhuma habitação por perto. Neste momento a situação está diferente uma vez que o Álvaro construiu uma bela casa, perto da fonte. Esta fonte é um dos pontos de interesse da aldeia, dada a sua antiguidade e as recordações que dela têm as pessoas mais idosas. As fontes eram locais de encontro, um dos poucos locais onde os namoros tinham grandes hipóteses de acontecerem.

A segunda fonte está junto a uma estrada, precisamente na saída de Areias para a nova estrada que conduz ao Amedo ou ao Pinhal do Norte.
Junto da capela há uma zona bastante húmida mas desconheço se algum dia aí existiu alguma fonte. Existe um fonte nova dentro do adro da capela, possivelmente para permitir regar o jardim que costuma estar muito bem cuidado.
Há pela menos uma fonte completamente desactivada.


O fontanário principal situa-se no Largo Principal, no coração da aldeia, onde se cruza estrada N628 e a N1136. É aqui que se situa o único café da aldeia e onde se juntam as pessoas a conversar nos domingos à tarde. Já há um bom conjunto de bancos convidando ao descanso.
Há também uma fonte com água abundante à entrada da aldeia na estrada N628 (Avenida Principal).

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Saudades das férias


Ainda mal chegaram as chuvas, mas já sinto saudades do calor, de uma bebida fresca e de uma conversa franca à porta da taberna.
Areias; Verão de 2008

sábado, 26 de julho de 2008

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Festa de S. Sebastião, em Areias

Na tarde de um domingo ensolarado mas frio, fui sem querer, encontrar a Festa de S. Sebastião, em Areias. Foi no dia 6 de Julho.
Percorri um bom grupo de aldeias do concelho e, já de regresso a casa, encontrei as ruas de Areias engalanadas para a festa. A festa seria a “desculpa”, porque aproveitei para fazer um demorado passeio.

Quando cheguei estavam na missa, bastante longa, com a pequena igreja completamente cheia. Além das exéquias típicas de uma festa, havia várias crianças a realizarem a primeira comunhão, que também deu mais brilho à cerimónia.
Se Areias é uma pequena aldeia, muitos foram os que se juntaram à festa, vindos de Zedes, Pereiros, Amêdo e mesmo Carrazeda. Alguns, talvez aproveitando o facto da igreja estar cheia, foram procurando um lugar com sombra, onde se dedicaram ao culto de outros deuses, talvez Dionísio, ou mesmo Baco.
Aproveitei o momento de acalmia para subir rua acima. Havia bandeiras de todas as cores e até vasos com flores, dando um colorido mais natural.

No Beco das Chãs fui encontrar alguns motivos de reportagem bem curiosos. Aqui se situa um dos núcleos mais antigos de casas. Numa delas, encontrei esculpidos em baixo relevo uma série de desenhos. São aves ou dinossauros? É evidente a marca dos séculos, até o corrimão que ajuda a subir as escadas, nos faz recuar no tempo.
Voltei ao largo, em dias de festa, o centro da aldeia. A procissão preparava-se para sair. Quase como em todos os lugares, falta a força masculina para carregar os andores. O senhor padre, que não recebeu a virtude da paciência, ameaça. Por fim, com força masculina ou sem ela, organizam-se os andores e a procissão sai pela Rua do Barreiro.

A aldeia é pequena mas estendeu-se em duas linhas perpendiculares, quase seguindo os quatro pontos cardeais. Em passo cadenciado, a frescura do dia também ajudava, percorreu as principais ruas da aldeia. Acompanhei-a, atalhando aqui e ali para fazer os meus registos fotográficos, perante a curiosidade de alguns e a brincadeira de outros, que queriam a todo o custo ser fotografados! É interessante verificar que algumas casas estão a ser recuperadas, mantendo os traços típicos de outrora.
Regressou, por fim a procissão, ao largo da pequena igreja, ricamente recuperada em tons dourados.
Preparou-se um lanche, oferecido por alguém que passou por dificuldades. A necessidade aproxima do divino e não posso deixar de recordar o que escrevi num outro Blog, há pouco tempo, citando um poeta vilaforense (Cabral Adão):
"O segredo é pedir
Com jeito, já, de agradecer
A concessão da graça pretendida."

Ao recolher da procissão, achei que era também hora de regressar a casa. Pelo caminho, lembrei-me de um célebre burrico que, da erva tenra dos lameiros, passou a estufado para a aldeia inteira (visitantes incluídos). É mais uma história que recordo, dos anos loucos da minha juventude.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Crise de combustíveis

A crise do preço dos combustíveis não influenciou as práticas em Areias, freguesia de Amedo. Ainda encontramos com frequência imagens como esta: o regresso a casa, depois de uma manhã a cuidar da horta ou a regar a batatas.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Areias (3)

É no mínimo curioso verificar que Areias está em primeiro lugar na votação como próxima aldeia a fotografar, recolhendo mais votos do que outras localidades mais populosas. É com satisfação que coloco mais uma fotografia de Areias, para permitir aos muitos que estão lá fora, pela França e pela Suiça, matarem saudades da sua terra.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Poesia - Esta Arma de Defesa


Com esta caneta escrevo
palavras com pouco sentido
não sei o que faço mas devo
usar as palavras que escrevo
quando me sinto perdido

é esta arma que uso
não tenho outra tão igual
de amar o ódio me resumo
quero desta arma fazer uso
para poder manter amor real

na ponta destes meus dedos
seguro a caneta que escreve
dores, angústias e medos
algumas verdades e segredos
alguns sonhos em sono leve

é tamanha minha ansiedade
que às vezes não me domino
e esta caneta na verdade
corre com tal velocidade
que perco a direcção e tino

tomo-me um ser irracional
escrevo só por instinto
minha situação é tal
que me sinto num pantanal
onde me atolo e sujo me sinto

o pantanal é o meu mundo
onde vivo só e inseguro
meu sofrer é tão profundo
por saber que lá no fundo
não há o amor que procuro.

Poema do livro Ecos do Pensamento, de João Cardoso, natural de Areias.
Fotografia tirada no dia, em Areias, a 24-03-2008.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Areias (2)

Lembro que na margem direita do Blog decorre uma votação sobre as Próximas Fotografias a colocar no Blog. Repito que essa votação não tem carácter vinculativo, mas serve-me de orientação sobre os visitantes e suas preferências. A votação começou há poucos dias, mas já estão registados 48 votos. A aldeia que vai à frente é Areias, pertencente à freguesia de Amedo, com 4 votos. Aqui fica uma fotografia de Areias. Não sei como se chama a rua mas é a estrada N1136, que desce em direcção à capela (onde até já fotografei um casamento!). O ponto onde foi tirada a fotografia, pode dizer-se que é o coração da aldeia. Daqui partem estradas em quatro direcções opostas e toda a vida da aldeia acaba por confluir neste ponto.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Areias (1)

Areias é uma pequena localidade da freguesia de Amedo.
Nesta aldeia tenho muitos amigos. A proximidade com Zedes e o facto de por aqui passarem para se deslocaram a Carrazeda, sempre aproximou a população de Zedes e Areias. Muitas vezes joguei futebol em Areias.
Também leccionei na Escola Primária de Areias num curso nocturno, que dava equivalência ao 2.ºciclo, há alguns (muitos) anos atrás.
A aldeia tem praticamente duas ruas que se cruzam na perpendicular. As alminhas da fotografia situam-s e à saída da aldeia, em direcção à nova estrada Carrazeda - Pinhal do Norte.