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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Trilho do Castelo - 13 de Maio 2012

 
Mais algumas fotografias tiradas no dia 13 de Maio de 2012 no Passeio Pedestre realizado em Lavandeira, Castelo de Ansiães, Marzagão e Selores.
A reportagem pode ser lida aqui e aqui.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Trilho do Castelo - 13 de Maio (1.ªParte)

Interior da igreja de Santa Eufémia
No dia 13 de maio, domingo, mais de uma centena de caminheiros optaram por passar uns bons momentos ao ar livre participando no Percurso Pedestre organizado pela Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, com o apoio das Juntas de Freguesia de Lavandeira e de Selores.
Adivinhar-se um percurso interessante, quer pela paisagem que se avista do castelo, quer pela visita a uma série de monumentos (além do castelo de Ansiães) muito interessantes e representativos no património construido do concelho.
Bandeira com Santa Eufémia
O grupo é assíduo, mantendo-se com pequenas variações desde a primeira caminha (esta foi a quarta). Gente de todas as idades, com constituição física e  interesses diversificados mas que gosta de fazer estes percursos pedestre e de participar nos convívios que a eles estão associados.
Pequeno almoço no Largo do Campo da Bola
O ponto de encontro foi no largo de Santa Eufémia, bem no centro de Lavandeira. O autocarro da autarquia transportou para o local mais de uma centena de participantes. Tal como como já disse, os interesses são diversificados mas uma visita à  bonita igreja matriz quase ninguém dispensou. Desde a minha última visita a Lavandeira, que não foi à muito tempo, notei a ausência dos leões junto à imagem de Santa Eufêmia. Soube que foram retirados para deles se fazer uma réplica, para serem colocados junto de outra imagem da Santa que existe na Casa dos Milagres. É curioso porque no último texto que escrevi para o jornal O Pombal, falei precisamente desses leões e do que eles significam.
Reza a lenda... que se ouvem os sinos da Sé de Braga
O interior da igreja (incluindo a sacristia) é digno de admiração. Os caixotões do teto contam muitas histórias e houvesse tempo para os admirar. Todos partiram em direção ao antigo campo da bola onde seria servido o pequeno almoço. O espaço é adequado, o tempo estava de feição e a Junta de Freguesia não se poupou a esforços para satisfazer o apetite de tanta gente, quer em quantidade quer em qualidade. Também não faltaram flores nas mesas.
Explicações sobre a história de Ansiães
Como novidades (para mim) neste percurso para o castelo refiro uma gravação numa rocha, a que chamaram "pegada de Nossa Senhora" e outra formação natural onde diziam que se "ouviam" os sinos da Sé de Braga. Esta história dos sinos suou-me a familiar e não fosse eu alertar os mais próximos de mim algum tinha caído na tentação de testar a audição. Achei interessante que tivessem assinalados estes pontos curiosos, mas não apreciei a aplicação de tinta spray nas rochas.
Aspeto do recinto dentro de primeira muralha
No pelotão da retaguarda lá consegui cegar ao castelo. A "multidão" já estaca acomodada para ouvir as explicações históricas sobre o monumento.
Nunca tinha visto o interior das muralhas tão limpo de vegetação. tal deve-se ao facto de estarem a decorrer obras de limpeza dos caminhos e  reconstrução de um torreão. Espero que os arqueólogos no terreno tenham os devidos cuidados para não destruírem. Estas pedras não são simples pedras são o esforço, história e possivelmente o sangue de uma região.
No Vértice Geodésico (810 metros de altitude)
Juntamente com um pequeno grupo de pessoas trocámos a visita ao interior da igreja de S. Salvador por uma subida ao ponto mais alto das muralhas. O dia estava luminoso e queria aproveitar a oportunidade de subir até ao Marco Geodésico no alto da muralha que assinala os 810 metros de altitude. Não me arrependi da opção.   Vale a pena subir ao topo do castelo para apreciar 360 graus de Carrazeda, desde a Vila, até ao pinocro de Fontelonga ou no sentido oposto, onde o planalto de desfaz ao encontrar  o leito do Douro.
Apetecia-me ficar por ali mais algum tempo, mas, entretanto, o grupo já se preparava para abandonar as muralhas, em direção a Marzagão.

Entrada no recinto muralhado pela Porta da Vila
Continua...

domingo, 1 de abril de 2012

1 Dia por terras de Ansiães (7a)

 Para passar mais um dia por terras de Ansiães juntei-me a um grupo de pessoas numa iniciativa organizada, ao contrário do habitual, em que todas as opções são tomadas por mim. A iniciativa denominar-se Reviver Ansiães / Pôr-do-sol - Anta do Vilarinho da Castanheira. Tive conhecimento da iniciativa através do Sr. Padre Bernardo e do colega Alegre Mesquita, do Blogue Pensar Ansiães. Apesar de não constar no programa, quem esteve por detrás da iniciativa foi a Liga dos Amigos da Anta. Já tive vontade de participar na sua iniciativa levada a cabo em setembro de 2011, em Zedes, mas não me foi possível.
O ponto de encontro foi na Lavandeira, no largo de Santa Eufémia. Mal o grupo ganhou forma, iniciou-se o percurso com uma visita guiada à Igreja Matriz. Curiosamente a paróquia é do Divino Rei Salvador e não de Santa Eufémia que "rouba" grande parte do protagonismo ao padroeiro da aldeia. Mas não faltam razões para uma visita cuidada a este templo. Com o senhor Padre Bernardo como guia, as coisas ganham ainda mais interesse.
A primeira curiosidade prende-se com o facto de existir alguma confusão na imagem e culto a Santa Eufémia. É que, na verdade, não existiu uma, nem duas, mas três santas com o mesmo nome. O que permite distinguir um santo de outro é um conjunto de elementos designados como iconografia, como no caso de Santa Eufémia da Lavandeira, a presença de dois leões junto da imagem. Ora, a imagem mais antiga desta santa existente na capela representa Santa Eufémia de Braga (e Orense), irmã de Santa Quitéria e de Santa Marinha (entre outras). Santa Eufémia com os leões representa Santa Eufémia da Calcedónia morta no ano 307 d.C. e que tem o seu  principal templo na Croácia. A que está representada nos caixotões do teto da igreja é a primeira (juntamente com as suas irmãs), a que é levada no andor nas grandes festas de setembro é a segunda, ou a imagem da primeira a que juntaram dois leões, induzindo as pessoas em erro.
 A caminhada prolongou-se até ao Castelo de Ansiães. O caminho não é longo e foi feita com calma, com paragens frequentes como a que aconteceu junto à Fonte Nova.
No castelo a igreja de S. Salvador foi alvo de uma atenção especial. Cada pedra tem uma história e o tímpano da igreja tem mil histórias para contar, tantas que a minha cabeça não as conseguiu processar todas, mas a que voltarei noutra altura.
A visita à igreja foi tão demorada que já não foi possível subir e visitar o resto das muralhas, o que foi uma pena. Saímos pela Porta de S. Francisco em direção a Selores, não sem antes visitarmos a Igreja de S. João Batista e o conjunto de sepulturas rupestres junto dela.

Continua...

domingo, 18 de março de 2012

O Blogue completou 5 anos!

O blogue À Descoberta de Carrazeda de Ansiães completou 5 anos de existência esta semana. Cinco anos não é muito em anos humanos mas em anos de "blogues" é bastante, uma vez que não é fácil manter o interesse (e com interesse) no projeto durante tanto tempo.
Apesar de não ser o eu primeiro do género, antes vindo no seguimento do À Descoberta de Miranda do Douro e À Descoberta de Vila Flor, como meu concelho natal, Carrazeda de Ansiães ocupa e sempre ocupará um lugar especial na minha vida. Tal como eu escrevi na pequena introdução que fiz para o blogue "foi o concelho onde começaram todas as descobertas e ainda tem muito para descobrir".
O blogue é muito pessoal, mostrando a minha forma de olhar o concelho. Podia conhece-lo sem sem criar o blogue, mas tenho as minhas dúvidas se seria a mesma coisa. Eu também preciso de incentivos e partilhar as fotografias, os passeios pelas diferentes aldeias e alguns acontecimentos em que posso participar, são uma "desculpa" que dou a mim próprio para seguir em frente.
O blogue manteve sempre uma postura isenta, afastado de todas as questões políticas que fervilham neste pequeno espaço. Não pondo de lado a crítica, a defesa de alguma causa em que acredito, o ponto forte sempre foi mostrar as belezas do concelho, o património, as pessoas e deixar para outros o troca de palavras azedas e a defesa de interesses que não fazem parte do meu estilo de vida.
Foi por causa do blogue que fui contactado pelo diretor do jornal O Pombal. Desafiou-me a colaborar no jornal e a minha aceitação contou com o pressuposto de que o Blogue ficaria a ganhar e assim aconteceu. Passei a fazer visitas mais regulares a diferentes freguesias do concelho, a adquirir e a consultar livros que falam do concelho ou são escritos por gente que aqui teve a sua origem. São também frequentes as visitas que faço à Biblioteca Municipal, onde tenho sido muito bem recebido.
Uma iniciativa paralela ao blogue aconteceu em Agosto de 2011, em Pombal de Ansiães, com a realização de da exposição de fotografia "Profissões Antigas". Foi um trabalho que me deu muito gozo fazer e que gostava de continuar - quem sabe?
Olhando para os números, só posso sentir satisfação por verificar que os visitantes do blogue foram sempre aumentando. O fato de constatar que  o blogue é visitado diariamente por um grupo de pessoas é também um bom incentivo para eu continuar.  Algumas fazem comentários no blogue, outras escrevem-me diretamente, o feedback sempre foi positivo.
Não faço promessas quanto ao futuro. Tenho muita vontade de continuar À Descoberta de todo o concelho e tudo farei para visitar todas as freguesias dando-lhes o relevo que todas merecem. Algumas têm os seus próprios blogues e sites, mas cada um tem a sua forma de olhar, sentir e mostrar. Tenho um bom relacionamento com a blogosfera do concelho e já ajudei a criar outros blogues. Apesar de tudo, considero que esta forma de comunicar pode ser enriquecedora, para quem escreve e para quem visita. O espaço Internet está cada vez mais povoado de alternativas, mas, a maior parte delas são tão efémeras que as pessoas nem se dão ao cuidado de escrever palavras completas ou olhar uma fotografias durante mais de um segundo.
Agradeço a todos os que me têm apoiado e, já agora, continuem a visitar o blogue.

Alguns números:
79 000 Visitantes
181 000 Páginas vistas
393 Postagens
900 Fotografias
707 Comentários

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Fonte das Sereias

Vista parcial da Fonte das Sereias em Carrazeda de Ansiães.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Cavalos na Época Medieval

A quando da realização da Feira Medieval em Carrazeda de Ansiães, quando me dirigi para o Castelo de Ansiães para assistir à representação do assalto ao castelo integrado no evento, deparei com dois belos cavalos presos a um castanheiro junto à capela de S. João Baptista. Para mim foi dos cenários mais bonitos que pude observar nesta representação. Acredito que a imagem não tenham chamado à atenção à maioria dos presentes, mas, para mim, foram quadros enternecedores que me transportaram ao passado (não fosse a quantidade de automóveis estacionados em volta).
As imagens foram tratadas, nas cores e na luz e deram no que agora mostro.
São os cavalos dos actores que realizaram os combates na liça.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

XXII Feira do Livro

Ontem, dia 13 de Junho desloquei-me a Carrazeda de Ansiães para visitar a Feira do Livro, que vai já XXII edição.
Quase sem querer, entrei pelo fundo vila e foi parar o local certo, espaço verde junto à Biblioteca Municipal. Pretendia tirar algumas fotografias para uso posterior e encontrei a feira, sem querer, visto que estava a contar com ela no salão dos Bombeiros, onde se realizou pelo menos nos anos em que eu a visitei.
O dia (tarde) estava destinado à “prata da casa” com actuação de Associações do concelho e lançamento do livro “Poesia Temática”, de Ramiro Mercides Esteves, natural de Codeçais. Na abertura da feira desfilaram os tradicionais Zingaros de Carrazeda, também conhecidos por Zés Pereiras. As gaitas, os bombos e demais músicos e figuras animam qualquer festa e a tarde prometia ser animada.
 Também actuou um grande grupo de jovens aprendizes, tocando violas e cavaquinhos, acompanhados por acordeões. Integrava jovens de várias freguesias que frequentam aulas de música. Foram apresentados alguns sketch de teatro e, às 17 horas , foi feita apresentação do livro de poesia. Curiosamente o livro não se encontrava à venda na feira, e, mesmo depois da sua apresentação não me foi possível encontrá-lo. Tentei adquiri-lo e pedir um autógrafo ao autor, mas não encontrei nem um, nem outro!
Dei uma volta pelas diferentes barraquinhas à procura de outros livros para adquirir. Algumas nem chegaram a abrir! Não se pode dizer que os livros estavam expostos. Estavam colocados em pilhas, de forma pouco prática e pouco apelativa. Pela família, acabámos por comprar perto de 100€ em livros. Daqueles que eu escolhi, sobre o concelho e editados pela Câmara Municipal, vou receber pelo correio um recibo da sua aquisição, dos restantes, nada feito.
Do meu lote destaco um pequeno livro de Ana Mafalda Damião, “Subsídios para o Estudo Hagiográfico”. Em poucas palavras, trata-se de um inventário das imagens de santos e santas existentes nas igrejas e capelas do concelho. Não será um tema que interesse a todos, mas, ainda na noite anterior tinha passado bastante tempo a tentar identificar uma imagem de Santa Clara da igreja de Fontelonga. Estava mesmo a precisar deste livrinho! Comprei mais três, de autores bem conhecidos, do concelho, que espero algum dia divulgar aqui.
 Passei o resto da tarde a conversar com amigos e conhecidos, sobre livros, fotografias, blogues e outras banalidades.
Fiquei com a sensação que o espaço usado este ano para a feira é propício a este tipo de encontros. Em frente do palco não faltou gente, aplaudindo entusiasmada, mas, quanto a mim, os livros ficaram a perder, com a forma como estavam expostos. O estado do tempo nem sempre foi o mais favorável, nos dias em que decorreu a feira. Talvez também tenha ficado com a impressão própria do último dia, mas, o que interessa, é que encontrei livros para ler e “para o ano há mais”.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

"Rota por Trilhos Vinhateiros" em BTT

No dia 16 de Novembro foi inaugurada em Carrazeda de Ansiães a Rede Municipal de Percursos. Juntamente com mais 5 percursos pedestres espalhados por várias aldeias do concelho, integra também a rede, uma “Rota por Trilhos Vinhateiros” para BTT.
A concentração para o PR4 - Percurso Pedestre Trilho da Fraga das Ferraduras (Carrazeda de Ansiães) e para o percurso em BTT, aconteceu em junto às piscinas municipais. A adesão ao evento não foi das melhores e, no caso do BTT, não fosse a amizade entre os praticantes da modalidade entre Carrazeda e Vila Flor, através do Clube de Ciclismo de Vila Flor, e o grupo ficaria reduzido a metade.
O primeiro contratempo aconteceu logo no momento de pagamento das inscrições. O reforço distribuído aos participantes limitou-se a uma barra de chocolate, uma maçã e uma garrafa de água. Tudo isto no início de um percurso com 29 quilómetros!
O sr. Presidente da Câmara brindou os participantes com algumas palavras dando-se de seguida a partida em direcção ao Alto da Pranheira. Foi feita com alguma apreensão, dado que estava muito frio e ameaçava chover. Contudo, o estado do tempo foi melhorando ao longo do dia, sem no entanto chegar a aquecer. A organização não tinha previsto qualquer distribuição de água.
Todos as inquietações terminaram quando começou a descida para o Amedo. A paisagem é fantástica e os tons laranja e amarelos das folhas dos castanheiros, cerejeiras e outras fruteiras emprestam uma beleza digna de ser admirada. Por mim ficava já por ali, fotografando o outono, mas deixei-me ir, perseguindo o pelotão que entretanto se atrasou com uma pausa numa adega(?).
Depois da passagem pelo centro do Amedo, a descida continua acentuada em direcção a Paradela. Não houve muito tempo para apreciar a antiga Ponte do Torno, interessante construção pelo menos da época medieval. Tinha curiosidade em conhecer esta ponte, e ainda bem que o percurso por aqui passou.
Antes de chegar a Paradela há que fazer um esforço extra, desde o Ribeiro do Frarido, até às primeiras casas. Depois, já na Rua Principal, de novo se ganha velocidade descendo até junto da calçada medieval de Pombal. Esta calçada, já do conhecimento de muitos dos participantes conduz ao centro da aldeia, meia encolhida com o frio apenas perturbado pelos cânticos de louvor ao Senhor que se ouviam pela porta entreaberta da igreja. Eu também não conhecia toda a extensão da calçada e gostei de a conhecer.
Não há tempo para muitas pausas, o caminho ainda é longo. O pelotão parte de novo em direcção ao Pinhal do Norte, seguindo pela estrada N314-1. Estes quilómetros, por estrada, não eram necessários, há bons caminhos rurais quase paralelos à estrada!
Depois de uma passagem quase pelo centro da aldeia de Pinhal, começa uma das partes mais duras do percurso, quando está percorrida metade do mesmo. Nos quilómetros seguintes é necessário vencer 300 metros de desnível. A paisagem é mais uma vez deslumbrante e muito agreste. O lugar de Felgueira, plantado no meio dos fraguedos, é um oásis de humanidade em muitos quilómetros onde só os bichos gostam de andar. Avista-se a paisagem do outro lado do Tua, terras do concelho de Murça, ao mesmo tempo que se enchem os pulmões de ar, ignorando alguma fraqueza nas pernas. Fiz uma pequena pausa para comer uma sande que por precaução trouxe de casa e beber um pouco de água.
Por volta do quilómetros 17.º avista-se noutra direcção o cabeço da Senhora da Assunção, altivo, tal como o da Senhora da Cunha, lá para os lados de Alijó, que se avista ao descer do Amedo.
Pouco depois está-se em Zedes. Do Bairro entra-se na Fonte do Galego admirando o colorido das macieiras, e o sabor de alguns frutos rebuscados, que ajudam a matar a fome aos mais famintos. Segue-se mais uma zona difícil, a pior de todas na opinião de muitos. A descrição do percurso fala num pequeno desvio para visitar a Anta de Zedes, mas não vi qualquer marcação nesse sentido, nem vi nenhum participante a ir nessa direcção. No alto da Senhora da Graça, na Samorinha, atinge-se o ponto maior altitude do concelho e do percurso. É altura de respirar de alívio enquanto se inundam os olhos de paisagem. Os últimos quilómetros até Carrazeda são em descida, num percurso bem do agrado dos adeptos do BTT.
O banho revigorante foi nos balneários da Escola EB2,3 e Secundário.
O almoço, na Quintinha do Manel, era mais prometedor do que aquele que tinha sido servido em eventos de BTT, em Carrazeda. Infelizmente também o almoço deixou muito a desejar. Foi servida uma feijoada de fraco aspecto que em nada dignifica o restaurante nem a organização do evento.
Se o grupo de participantes no BTT já era pequeno, foram ainda menos os que se inscreveram no almoço. Ou já sabiam o que os esperava, ou não se sentem bem na companhia dos restantes companheiros do pedal.
Durante o almoço foi distribuído um inquérito com algumas questões sobre o percurso. A insatisfação era maior com a organização do que propriamente com o percurso, no entanto, este também merece alguns reparos: a classificação do grau de dificuldade do percurso como Fácil é um eufemismo. Mesmo os mais experientes no BTT acharam que esta classificação não estava correcta. Os quilómetros feitos por estrada entre Pombal e Pinhal podiam e deviam ser feitos por caminhos rurais. Chamar ao percurso “Trilhos Vinhateiros” também é exagero. Apenas se encontram vinhas em menos de um quarto do percurso, com maior concentração à volta de Paradela e Pombal, há freguesias no concelho com muito mais vinhedos do que Zedes!
Quanto à organização, há a ressalvar pela negativa: o preço elevado da inscrição (12€); a não existência de qualquer brinde ou recordação; o reforço alimentar que praticamente não existiu; a distribuição de bebidas ao longo da prova, que também não existiu e a fraca qualidade do almoço.
Salva-se disto tudo: as bonitas paisagens percorridas, que, mesmo com um dia pouco agradável, provocaram algumas exclamações de espanto e a companhia de um grupo de pessoas de Carrazeda e de Vila Flor que levam a amizade para além das provas ou passeios de BTT.

Mais fotografias:
Clube de Ciclismo de Vila Flor
Passeios de BTT e Estrada
Pelotão Aventura
ABCDesporto

Percurso:

Nota: Este percurso pode não coincidir com o traçado oficia, dado que o tracei unicamente recorrendo à minha memória dos locais por onde passei.

sábado, 17 de maio de 2008

Castelo de Ansiães

Porta da Igreja de S. Salvador, no Castelo de Ansiães, situado na freguesia da Lavandeira.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

18 de Abril é o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios


Hoje, 18 de Abril é o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. O Ministério da Cultura escolheu como tema deste ano “Património Religioso e Espaços Sagrados” abrangendo não só os locais cristãos mas também locais ligados ao culto em épocas anteriores ao cristianismo.

No concelho de Carrazeda de Ansiães há muitos locais que se podem visitar. Além da beleza e do valor histórico que apresentam as antas de Zedes e a do Vilarinho da Castanheira, atrevo-me a recomendar a Igreja de S. Salvador, no Castelo de Ansiães. Verifiquei com agrado que agora há uma pessoa para acompanhar os visitantes e abrir a igreja, permitindo admirar todo um conjunto de peças arqueológicas que se encontram no seu interior. Vale bem uma visita.
Se ainda assim sobrar algum tempo, é sempre agradável descer à Lavandeia e visitar a Igreja de S.ª Eufémia ou dar um saltinho a Linhares para apreciar a Igreja de S. Miguel.

sábado, 7 de julho de 2007

Castelo de Ansiães


Neste dia, 07-07-2007, com poderes mágicos, onde se desvendam Maravilhas, deixo uma fotografia de Ansiães. Este castelo maravilha das maravilhas da nossa história, merecia um pouco mais do que sabandono e silvas. Apesar de tudo, dá gosto subir ao ponto mais alto e dominar todo o horizonte, sentindo-nos conquistadores de reinos imaginários, defensores imbatíveis de Terras de Ansiães.