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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cores de Outono (II)




Fotografias tiradas no Parque Verde de Carrazeda de Ansiães, junto à barragem de Fontelonga.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Cores de Outono




Fotografias tiradas no Parque Verde de Carrazeda de Ansiães,junto à barragem de Fontelonga.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Caminho azul

Uma fotografia um pouco insólita que captei na albufeira de Fontelonga. O passadiço estava molhado e o dias estava no fim. Estes fatores ajudaram a criar um ambiente que me agrada bastante na fotografia.

domingo, 14 de outubro de 2012

O Outono chegou

Por estes dias quem poder passar pelo parque verde de Carrazeda de Ansiães, situado na zona envolvente às Piscinas Municipais, na Barragem de Fontelonga, poderá apreciar um cenário outonal único no concelho. Trata-se do colorido outonal de algumas espécies arbóreas e arbustivas, não autóctones mas que proporcionam um regalo para a vista.
O espaço já conheceu melhores dias. As pequenas "ilhas" de arbustos estão praticamente abandonadas e a precisar de manutenção. Também, não admira, a falta de pessoal, verbas ou vontade deixou morrer grande parte das oliveiras plantadas recentemente ao longo da estrada no Moinho do Vento. Não percebo para que gastam dinheiro com as coisas para depois as deixarem ao abandono.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Picnic de Caminheiros (2012)


No dia 22 de julho, no parque de merendas da barragem de Fontelonga, realizou-se o 1.º Encontro de Caminheiros do concelho.
Durante o ano de 2012 realizaram-se mais de uma dúzia de caminhadas, que foram criando o hábito da caminhar e aproximando um grupo de pessoas, mais assíduas, uma após a outra caminhada. Distribuídos por várias aldeias e pela vila, estiveram presentes na maior parte das caminhadas, aproveitando o contacto com a natureza, o exercício físico mas também a amizade. Esta foi a génese do grupo, informal, diversificado em todos os aspetos, que foi ganhando forma e que decidiu juntar-se num piquenique.
Na última caminhada, em Beira Grande, já circulava a ideia de um último encontro, diferente, aberto aos familiares que não participavam nas caminhadas.
 A família Curralo, numerosa nas caminhadas, disponibilizou-se para núcleo organizador, com o "centro das operações" no Café Planalto.
Foram feitas as inscrições, com o pagamento de 5€. O grupo de caminheiros, e seus familiares, mobilizou à volta de 40 pessoas. O facto de se tratar de um picnic, e não de uma caminhada, como se poderia esperar, prende-se com vários fatores: pessoas que normalmente não caminham, idosos, crianças, etc, puderam participar; os dias estão muito quentes para caminhar; não havia ninguém responsável pela logística, por isso foram os próprios caminheiros a tratar da aquisição dos géneros, tratar da confeção e serviço.
Bem cedo, foram marcadas algumas mesas, para que a sombra não faltasse  e reservados os assadores. Às onze os aromas da carne no churrasco já recebeu os participantes que chegaram em força.
Pão, queijo, presunto, azeitonas constituíram as entradas. Foi feita uma grande quantidade de salada mista para, com pão, acompanhar a carne de porco e de vitela assadas na brasa. O almoço decorreu, sem pressas, com boa disposição e partilha. Partilha de bebidas (obrigado Baltazar, o teu vinho era ótimo), de pudins, bolos e frutas, que circulavam pelas mesas para provocação dos regimes mais apertados.
No almoço participaram alguns dos Presidentes de Junta das aldeias que colaboraram ou realizaram caminhadas. Registei a presença de Lavandeira, Beira Grande, Amedo e Carrazeda de Ansiães, mas é possível que outras estivessem também representadas. Marcaram também presença vários funcionários da autarquia, mais diretamente envolvidos no planeamento e execução das caminhadas ou que nelas participaram. O sr. Presidente da Câmara, apesar de ter uma agenda muito preenchida, fez questão de passar pelo local do piquenique, para comer a sobremesa e cumprimentar os presentes.
Durante a tarde houve tempo para tudo. Os mais ensonados fizeram uma soneca. Os mais despertos jogaram as cartas, saltaram a corda e fizeram outras brincadeiras.
No final da tarde os assadores acenderam-se de novo. O grupo já era mais reduzido mas o ambiente de festa foi o mesmo.
Estiveram no piquenique perto de meia centena de pessoas vindas dos mais variados pontos do concelho. Pessoas que (muitas) não se conheciam nos inícios de março, mas que agora se veem de outra forma.
Sobre as caminhadas que decorreram entre março e junho pretendo ainda fazer uma pequena reflexão, a publicar mais tarde. Sobre este piquenique só falta dizer que foi uma excelente ideia. Estou certo que, se no próximo ano continuarem a realizar caminhadas, haverá mais piqueniques de caminheiros (quem sabe se não os haverá antes do próximo ano...).
Parabéns as todos os que marcaram presença e em especial àqueles que se esforçaram um pouco mais, quer planificando e comprando, para que não faltasse nada, quer aos que confecionaram, lavaram a louça, ofereceram o vinho, etc.

terça-feira, 12 de junho de 2012

III Passeio Pedestre - Carrazeda/Fontelonga (2)

 São muitas a imagens para recordar do III Passeio Pedestre realizado entre Carrazeda de Ansiães e Fontelonga. Hoje deixo mais um conjunto de fotografias, o terceiro, com diferentes fazes da caminhada.
A primeira foi logo em Carrazeda, depois da partida, na sede da Junta de Freguesia, quando o grupo ainda seguia todo em pelotão. À cabeça o amigo Manuel Joaquim, do blogue Ripar Ansiães, também divulgador destes eventos e do concelho.
Depois do moinho do vento o grupo já seguia um pouco disperso, por entre pomares de macieiras.
Fazia momentos de sol, mas o ar era muito frio. Ainda chegaram a cair algumas gotas de chuva.
 Após o reforço havia dois percursos alternativos. Quem seguiu o percurso mais longo foi brindado com uma paisagem fantástica onde o amarelo das maias e o verde das giestas se destacavam em forte contraste. Parte deste percurso entrou pelo termo da freguesia de Selores, com a aldeia bem próxima.
À chegada a Fontelonga a Igreja Matriz deu-nos as boas-vindas. O céu alindou-se, as árvores criaram um moldura e não resisti a tirar mais uma fotografia. Esta já é a terceira fotografia que publico das traseiras desta igreja, mas vale a pena admirá-la (Primeira, Segunda).

Mais sobre esta caminhada:

 

sábado, 9 de junho de 2012

III Passeio Pedestre - 27 de Maio

 Depois de se terem realizado uma série de caminhadas no concelho, durante os meses de Abril e Maio, o grupo de adeptos das caminhadas foi engrossando e era esperado um bom número de pessoas para o III Passeio Pedestre da Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães, esta ano estendendo-se a Fontelonga, também com o apoio da Junta de Freguesia local. Devo salientar, desde já, que a organização deste evento se fez de forma distinta das anteriores que aqui tenho mostrado, quase todas organizadas pela Câmara Municipal. A Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães já organizou Passeios Pedestres em anos anteriores e, por isso, já tinha alguma experiência na planificação destes eventos.
Nos dias anteriores já se sabia que o número de participantes seria elevado, ultrapassando o número de participantes dos anos anteriores e surpreendendo até a própria organização. Foi necessário proceder a alguns ajustes na logística para que não faltasse nada no que seria um excelente manhã por terras de Ansiães.
 A concentração aconteceu na Junta de Freguesia de Carrazeda. O grupo habitual estava presente, mas desta vez havia muito mais gente. Foram dadas algumas instruções e fornecido um esboço do percurso a fazer. Não se tratou de nenhum Trilho com marcações definitivas mas de um percurso delineado de propósito para o passeio.
Descemos da fundo da vila e dali ao Moinho de Vento. Foi pena ainda não ter as velas, pois seria uma inauguração em grande. Mesmo assim muitos aproveitaram para entrar no moinho e ver toda a estrutura que enche quase por completo o interior. À entrada foram distribuídas cerejas!
Descemos à estrada N214 atravessando-a em direção ao ribeiro da Verga. O percurso estendeu-se por uma zona bastante plana em direção a sudoeste entrando nos pomares de macieiras perto da barragem da Barragem de Fontelonga. Foi pena não terem prevista a passagem junto da barragem, talvez até visitar a fraga das ferraduras, ali próxima. Mesmo sem estes atrativos a paisagem estava fantástica e em o estado do tempo instável perturbava a caminhada.
 Numa curva do percurso esperava-nos o reforço. Sumo, fruta, água, sandes e madalenas eram os géneros  disponíveis. A paragem foi curta e o grupo não chegou a juntar-se. À medida que chegaram partiam em grupos mais pequenos, com dois percursos alternativos: um de 9 quilómetros, outro de 12 quilómetros. Optei pelo mais longo e acho que fiz uma boa escolha. À medida que o caminho se aproximava de Selores, foi percorrendo áreas mais arborizadas, com pinheiros e giestas em flor. À distância via-se o castelo de Ansiães vigilante do vale do Douro, fronteira to território do concelho. Foi a parte do percurso que mais apreciei.
Ao som de cânticos dos escuteiros seguimos até que o caminho fletiu para sueste, ao encontro da estrada Fontelonga - Besteiros. Foi percorrendo esta estrada que atingimos a aldeia. Embora o percurso fosse agora ascendente, quase não se deu por isso.
Atravessámos a aldeia para seguirmos depois em direção ao pinocro, que em Fontelonga dizem pinoco!
A azáfama já era grande com os preparativos para dar de comer a mais de 220 pessoas. Os assadores já estavam acessos e as mesas e cadeiras preparadas. Formaram-se filas para o caldo verde, para a feijoada e para a carne assada. O vinho era bom, o ambiente animado e a companhia bem disposta. Não faltou mesmo a música pimba para dar o ambiente de um arraial.
Estão de parabéns os organizadores do evento. Conseguiram mobilizar um grande número de participantes e tudo correu às mil maravilhas. O Sr. presidente da Junta de Freguesia de Carrazeda (com raízes em Fontelonga) mostrou-se bastante satisfeito com adesão e com a forma como tudo decorreu. As experiência de partilha da organização com Fontelonga foi positiva proporcionando além da caminhada momentos de convívio entre pessoas de vários pontos do concelho e de várias faixas etárias. Esta foi a caminhada que teve gente mais jovem, de todas as que participei.
GPSies - Carrazeda_Pinoco

sexta-feira, 8 de junho de 2012

III Passeio Pedestre - Carrazeda/Fontelonga (1)

Ainda não tive tempo para escrever algumas linhas sobre o III Passeio Pedestre que aconteceu no dia 27 de Maio, em Carrazeda de Ansiães, organizado pelas Juntas de Freguesia de Carrazeda de Ansiães e Fontelonga. Entretanto, e como o tempo passa, adianto algumas fotografias que já fui pondo a circular na página do Facebook que criei, dedicada ao concelho de Carrazeda de Ansiães.
Só há aqui fotografias junto à sedes da Junta de Freguesia em Carrazeda de Ansiães e depois já no parque de merendas junto ao Pinoco, na Fontelonga. O caminho foi longo e cheiro de paisagens bonitas, que espero mostrar.
O almoço foi do melhor, num espaço que estava preparado para nos receber. Até o S. Pedro ajudou, com uma temperatura mais amena do que aquela que eu esperava encontrar no ponto mais elevado do concelho.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

S. Luzia - Besteiros

Capela de Santa Luzia, Besteiros
 No dia 9 de Abril rumei a Besteiros. Tradicionalmente na segunda-feira de Páscoa festeja-se Santa Luzia e as romarias à capela da aldeia têm fama nas freguesias vizinhas e nas redondezas.  Não conhecia o programa e cheguei pela manhã ao calmo lugar pertencente à freguesia de Fontelonga.
A calma do lugar deu-me a indicação de que pouca coisa iria acontecer, mas já me dei por satisfeito por encontrar a capela aberta (e sem nenhum automóvel, autocarro ou carrinha estacionado à frente, o que é bastante raro).
A capela é cheia de cor. As imagens são antigas principalmente as laterais, de S. Gonçalo (padroeiro de Zedes) e de S. Domingos. A imagem central que representa Santa Luzia ou Santa Lúcia (nome original), não tem os símbolos que normalmente a caracterizam, uma salva com dois olhos. A imagem no altar lembrou-me imediatamente a de Santa Cecília do santuário em Seixo de Manhoses e tenho dúvidas que seja de Santa Luzia. Há outras imagens mais antigas de Santa Luzia na capela que não oferecem qualquer duvidas.
Interior da capela de Santa Luzia, Besteiros
Santa Luzia viveu em Siracusa e morreu no início do Séc. IV, virgem (dai as flores em volta da cabeça) e executada.  Não há nada que a relacione com a cegueira, a não ser o seu nome (Luz), podendo os olhos que normalmente segura serem também interpretados como iluminação divina. A sua festa ocorre a 13 de dezembro, poucos dias antes do solstício de inverno.
Esta Santa é venerada como protetora dos olhos, de doenças como a cegueira, miopia ou estigmatismo, daí o ritual, que também se verifica no culto a outros santos de passar a palma da imagem pelos olhos, enquanto se reza em frente da imagem. Também é habito oferecem uma salva com dois olhos, em cera.
No local encontrei quatro ou cinco pessoas que com quem falei, nos seus intervalos de oração e cumprimentos de promessas. Além da passagem da palma pelos olhos (a palma simboliza muitas vezes a vitória), fazem-se voltas à capela enquanto se reza.
Pagamento de promessas
Tentei obter informações sobre as romarias de outros tempos, mas pouco consegui apurar. Nos contactos que já tive com pessoas de Fontelonga e do Seixo de Ansiães fiquei com a ideia que a segunda-feira de Páscoa se passava em Besteiros. Juntavam-se grupos de pessoas que se deslocavam a pé, muitas vezes acompanhadas por instrumentos musicais. Depois das cerimónias religiosas as pessoas espalhavam-se pelo largo e pelos lameiros em redor a comerem as suas merendas em festa. Cantavam, tocavam e dançavam.Noutros tempos as romarias eram momentos privilegiados para conhecimento e aproximação dos jovens, que quase nunca eram bem aceites pelos rapazes da aldeia das raparigas. Havia alguma rivalidade entre os grupos das aldeias que referi. O regresso a casa também se fazia em festa.
Há quem diga que a festa foi esmorecendo porque o Sr. Padre Antonione não gostava do convívio que se seguia às cerimónias religiosas, mas pode haver muitas razões. Certo é que já não se comem os folares em Besteiros, em dias de festa à Santa Luzia.
A procissão de Fontelonga a Besteiro iria realizar-se ao fim da tarde. Ainda não foi em 2012 que acompanhei o que resta desta tradição.

terça-feira, 3 de abril de 2012

1 Dia por terras de Ansiães (7b)

Flores de macieira (Selores)
Depois da partida da Lavandeira e de uma passagem demorada pelas capelas de S. Salvador e de S. João Batista, já no castelo de Ansiães, o percurso estendeu-se a Selores. O tempo passou rapidamente e foi com muita pena minha que não subimos à muralha interior do Castelo. É sempre um prazer desfrutar da paisagem e creio que haveria muito a dizer sobre as estruturas que aí existem. Mas, nunca se pode ver tudo...
Capela de S. Brás (Selores)
Entre as ruínas do castelo e a aldeia de Selores é possível encontrar vestígios de um habitat romano. Este habitat estende-se praticamente desde das traseiras da igreja de S. João Batista, onde funcionou um cemitério na época medieval, até próximo do povoado de Selores. A presença dos romano nesta área é só mais uma que vem engrandecer a história do espaço, que foi ocupado por mais de cinco mil anos e que merece toda a atenção, agora que está praticamente ao abandono.
Ao aproximar-nos de Selores começámos a sentir o cheiro das flores de macieira. Apesar de estas fruteiras ainda não estarem em floração em todo o concelho, é aqui que me parece que a floração está mais adiantada.
Pormenor da talha do altar da igreja matriz de Selores.
Já em Selores pensava visitar a capela de Nossa Senhora do Prado e a Capela de S. António, a primeira junto à estrada e completamente abandonada e a segunda integrada na chamada Casa de Selores, brasonada, uma joia, mas será para correnteza noutra oportunidade. Os espaços estão fechados e não é fácil ter acesso a ales. O que eu não contava, aliás desconhecia totalmente a sua existência, foi conhecer a capela de S. Brás, em Selores. É particular, dessacralizada, serve para arrumos e passa completamente desapercebida  a quem circula na rua.
Casa e Capela de Santo António (Alganhafres)
 No centro da aldeia é a igreja matriz de Selores. Esta foi objeto de uma visita cuidada e demorada o que me permitiu ver pormenores que me passaram desapercebidas numa visita que lhe fiz recentemente.
Seguiu-se o pequeno povoado de Alganhafres. Praticamente não se percebe quando se deixa Selores e quando começa Alganhafres! Não me tinha apercebido da proximidade destas duas aldeias porque não fiz todo o percurso da procissão no dia 12 de Março.
Ruínas da capela do Divino Espírito Santo (Alganhafres)
Em Alganhafres conheci também a capela de Santo António, que faz parte de um casal senhorial. Em redor há muitas casas em granito, em completa ruína.
O percurso pedestre terminou junto às ruínas da capela de Ferraz ou do Divino Espírito Santo.
Seguimos mais ou menos de perto o traçado do Trilho do Castelo, que integra a Rede Municipal de Percursos, mas, penso que este trilho não contempla Alganhafres.
Almoço - Albufeira da Fontelonga
Não foi possível regressar à Lavandeira a pé porque a hora já ia adiantada. Também não havia nada que obrigasse a respeitar qualquer percurso.
Recuperados os carros, rumámos ao Parque de Merendas junto à albufeira de Fontelonga. A zona é muito aprazível, embora não esteja nas melhores condições (não há qualquer casa de banho e há algum lixo espalhado).
O almoço foi preparado pelo grupo e consistiu de carne assada no churrasco, alheira, caldo verde, pão e fruta. Para beber foi servido um bom vinho tinto, especial, produzido por um grupo de amigos para ocasiões especiais.
Folar e vinho fino (Casa Dona Urraca, Vilarinho da Castanheira)
Depois de almoço rumámos a Vilarinho da Castanheira. O programa previa uma deslocação aos moinhos de água e assistir ao pôr-do-sol junto à Pala da Moura, por isso houve que improvisar para ocupar o tempo.
Fizemos uma visita cultural a alguns locais da aldeia: o pelourinho, a necrópole da Cerca do Fidalgo, o futuro Museus e a capela de S. Sebastião. Foi uma sorte por apesar de já me ter deslocado inúmeras vezes a esta aldeia aldeia, nunca tinha ali entrado. Também não estava planeada uma visita à Casa de Dona Urraca, uma infraestrutura de Turismo Rural que nos recebeu muito bem. Visitámos a adega e o folar juntamente com o vinho tratado da casa fizeram um dos melhores momentos do dia.
Na levada do moinho (Vilarinho da Castanheira)
A deslocação para os moinhos da aldeia foi em automóvel. Infelizmente não há água para dar beleza e romantismo ao local. O ribeiro apenas tem pequenos charcos e fazer rodar as mós dos moinhos é impossível. A maior parte das pessoas não conhecia o local e gostaram muito.
Já perto do pôr-do-sol deslocámo-nos para a Pala da Moura. Por coincidência ou "milagre" o céu escuro com ameaças de chuva abriu-se e o último raio de sol atravessou o espaço dos fortes esteios da anta. Foi um momento mágico.
A investigar a orientação da Pala da Moura
O sr. Padre Bernardo chegou momento certo para explicar o significado a a função destes monumentos megalíticos. Defende que tinham funções muito mais interessantes do que meras câmaras funerárias. A sua orientação está de acordo com o "movimento" solar, a sua posição enquadra-se na conjunção de forças que vêm da terra e que esses povos antigos já seriam capazes de detetar e respeitar.
Pôr-do-sol na Pala da Moura (Vilarinho da Castanheira)
Já quase noite cerrada, terminou o Passeio Cultural. Foi um longo dia À Descoberta do concelho de Carrazeda de Ansiães. E foi completo. Além da história, da beleza da paisagem, da delicadeza das flores, houve também a gastronomia, o convívio o olhar diferente para o que temos e de que nos orgulhamos.

terça-feira, 13 de março de 2012

1 Dia por terras de Ansiães (6)

Já há algum tempo que que não passava um dia completo À Descoberta de Carrazeda de Ansiães. Desde Outubro do ano passado.
As alternativas eram tantas, que me senti baralhado na momento de escolher. Dado o mês, e a pensar nas amendoeiras em flor, pensei que dar uma volta pela parte mais alta do concelho me podia proporcionar algumas fotografias interessantes.
O passeio (de carro), começou em Belver. O movimento era pouco e a paisagem pareceu-me muito adormecida. A par das amendoeiras, as nabiças em flor emprestam um colorido que vale a pena ver. Por ouro lado, os ribeiros secos, os lameiros sem pinga de água... são cenários que metem dó. Já para não falar dos incêndios que não param, lavrando, pouco a pouco, a parca verdura que consegue sobreviver nos nossos montes.
 A viagem seguiu até Fontelonga. A água abundante que sempre corre na fonte à entrada da aldeia, não estava lá! Após uma curta paragem continuei até Besteiros. Com o céu limpo e sem nada a obstruir-me a visão, pode ser, quase perto, Vilarinho da Castanheira, num morro onde se podia quase imaginar o seu antigo castelo. Recordei uma série de fotografias que fiz em Besteiros no meio do nevoeiro. Como a paisagem muda com o estado do tempo!
A estrada para Seixo de Ansiães tem sido bastante percorrida por mim. Fiz algumas paragens para tentar captar a magia que se vê lá para os lados de Coleja. Nem sempre a máquina fotográfica consegue captar as nuances que o nossos olhos observam, A neblina do vale é uma destas situações.
As amendoeiras em flor foram aparecendo, espelhadas por entre fragas em pequenos terrenos agrícolas. Foi no Seixo, junto à aldeia que fui encontrar o amendoal mais bonito que já vi este ano! As amendoeiras foram cortadas e enxertadas já de grandes. A floração é uniforme em todas as plantas e estava no auge da floração. O terreno estava vedado e fiz o que pude para conseguir algumas fotografias através dos buracos da rede.
 Ainda desci até Beira Grande, mas nem cheguei a sair do carro. Voltei ao Seixo e rumei até à Lavandeira. Fez uma ano há poucos dias que passei lá um dia inteiros, mas ficou muita coisa por ver.
Almocei no Largo de Santa Eufémia, um almoço volante, daqueles que se levam na mochila sem muito esforço. Comecei um percurso pelas ruas da aldeia, mas quando dei por mim estava a subir o caminho em direção ao Castelo. Não pretendia lá chegar, mas apenas encontrar uma fonte que existe algures pelo caminho, a Fonte Nova. Apenas estive nesse lugar uma única vez e já devem ter passado mais de 25 anos.
Gostei de percorrer o caminho. Encontrei a fonte e voltei para trás. Acabei por me demorar mais do que o que esperava porque saí do caminho e comecei a explorar algumas formas rochosas e espécies vegetais. Encontrei dois medronheiros, mas não deu para perceber se eram espontâneos ou se foram ali plantados.
Na descida, já perto da aldeia, encontrei o Sr. Padre Bernardo, meu conterrâneo e uma das pessoas que me dá gosto ouvir. Conversámos um pouco e regressámos à Lavandeira para visitar a igreja. É algo de extraordinário. Chegaram mais dois padres para as confissões. Como também ia haver Eucaristia e não ficava bem andar a circular pela igreja,  parti para Selores.
 A paróquia de Selores estava a festejar S. Gregório, o seu padroeiro. As celebrações iniciaram pela manhã, às onze horas, com as confissões e a Eucaristia, concelebrada pelo  Padre Bernardo e pelo Padre Humberto.
S. Gregório Magno nascido no ano 540, em Roma, foi papa da Igreja Católica tendo um papel de relevo. Fundou mosteiros, enviou missionários às ilhas Britânicas e também lhe é atribuída a divulgação do canto gregoriano, bastante conhecido na atualidade.
Às cinco realizava-se a procissão com o andor de S. Gregório a percorrer as principais ruas de Selores e de Alganhafres.
A imagem de S. Gregório foi restaurada há pouco tempo, sendo a primeira vez que saiu em procissão após o restauro.
A procissão demorou a sair. Percebi que esperavam que as crianças chegassem da escola. Achei bem, são poucas, mas são importantes. Aproveitei para fazer um passeio, em circulo, o mesmo que sempre faço. É uma terra bastante pequena.
 Acompanhei a procissão em parte do percurso. Regressei rapidamente à Lavandeira onde alguém me esperava para eu poder ver a igreja sem perturbar o culto.
Entretanto a noite chegou! Faltou tempo, para ver tanta coisa!...
Em nova passagem por Selores o palco já estava montado. certamente se encontravam a jantar para depois animar as festa. Para mim, o dia por terras de Ansiães já tinha terminado.
 A coleção de fotografias do dia é grande. Espero mostrá-las aos poucos, antes de 1 novo dia À Descoberta...