Mostrar mensagens com a etiqueta Linhares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Linhares. Mostrar todas as mensagens

domingo, 10 de junho de 2012

Aos 100 vai chegar


Quem souber comer,
E na vida andar,
Aos l00 vai chegar:
- Haja calma,
Barriga cheia,
Paz na alma,
Barriga meia,
Após a ceia!...
- E, quantas vidas se perdem,
Por não saberem ouvir
O que a vida lhes pede!
E quantas, quantas se vão,
Por não lhe saberem
Dizer: - Não.

Poema da autoria de Morais Fernandes, do livro Fogo e Lágrimas 2.
A fotografia; Sr. António Pereira, de Linhares.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Rostos transmontanos - Linhares

Rostos transmontanos - Linhares

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Oração à Primavera

 Chegou a Primavera, - a seiva, o fulgor,
A graça, o beijo do botão à flor;
Força a que mão divina imprimiu,
Suculenta seiva de onde emergiu,
Por vontade da vida, imperativo amor!
Primavera, a abelha em redor,
O néctar, o perfume,
O sonho que a vida ilude!
A graça, o berço, o ninho
Onde a vida despertou.

O caminho,
A delícia perfumada,
A alma a sorrir, sublimada!
O manto de noivado,
O sonho de esp'rança a florir;
E da criança a graça, em botão, a abrir!
A flor que do fruto foi manto,
A carícia, o beijo, o amor,
Asas de ninho, o encanto,
Esp'rança que em meus olhos veio pôr
A luz, a doce seiva do meu pranto!...

Linhares, Primavera de 1994


Poema da autoria de Morais Fernandes, do livro Fogo e Lágrimas 2.
As fotografias foram ambas tiradas no Amedo.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Igreja Matriz - Linhares

Planta longitudinal simples e regular, composta por dois corpos rectangulares justapostos, correspondentes à nave e à capela-mor, surgindo, ainda, a torre sineira, quadrada, no lado esquerdo, possuindo volumes diferenciados, numa disposição horizontalista das massas. Coberturas diferenciadas, com telhados de duas águas em telha de aba e canudo e coruchéu piramidal na sineira.
Fachadas parcialmente sem reboco (encontra-se em processo de remoção), excepto na capela-mor, completamente rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento de cantariana nave, circunscritas por cunhais apilastrados firmados por pináculos e fogaréus e remates em friso e cornija. A fachada principal, virada a O., ostenta portal em arco abatido com moldura recortada em cantaria lavrada com volutas nas extremidades inferiores das jambas e remate com ornamento relevado de acantos na chave, friso liso que acompanha o perfil do arco e frontão interrompido com pequeno espaldar encimado por cornija. Sobre o portal, óculo quadrilobado com moldura de granito ornamentada por enrolamentos, concheados e acantos. Por cima, possui um relógio, sobre o qual se vê cartela com data insculpida, em caracteres romanos "MDCCLXXIII".
A fachada remata em empena de lanços contornada por friso de cantaria e cornija, tendo no eixo uma cruz latina em granito, sobre peanha, com as extremidades das hastes trilobadas.
No lado esquerdo, torre sineira, embebida no pano da fachada e demarcada por cunhais, com três registos divididos por friso e cornija, os dois primeiros cegos, e, no registo superior, quatro sineiras de volta perfeita em cada uma das quatro faces. O conjunto remata em balaustrada de granito com pequenos pináculos nos ângulos.
As fachadas laterais são idênticas, rasgadas no corpo da nave, por vãos em arco abatido moldurados, correspondentes a uma porta e janelas gradeadas. O desnível do terreno obriga à existência de um degrau sobre pequeno estrado de pedra na porta da fachada N., onde também se observam os vestígios de um arco de volta perfeita, entretanto entaipado com um tipo de aparelho distinto.
A nave encosta-se a pilastras de granito lisas com capitéis compósitos, formando a divisória da capela-mor, que ultrapassa consideravelmente a altura do actual corpo da igreja, que remata em empena e com cruz latina em granito no vértice. A coroar cada uma das pilastras, sobre a estreita arquitrave lisa que assenta no ábaco do capitel, vestígios de uma cornija dupla em ressalto, coberta por telha e, por cima, plinto com fogaréu similar aos da fachada principal. Parcialmente cortadas por essas pilastras, outras duas de material e composições similares, mas de inferior altura, marcam o volume da cabeceira, divididas em três panos, por pilastras lisas com capitéis coríntios, os dois primeiros preenchidos por janelas em arco abatido molduradas com um óculo oval no avental, com ornato vegetalista e borla pendente do eixo, e remate em cornija borromínica alteada. No terceiro, rasgam-se dois vãos justapostos, ambos moldurados, tendo o inferior uma porta em arco abatido e o superior uma janela semelhante às anteriores.
Possui, nas extremidades, cunhais curvos apilastrados, que provocam um estreitamento da largura do espaço interno da cabeceira, cuja fachada posterior se apresenta dividida em dois panos, mas a pilastra que marca a divisão termina a cerca de dois terços da altura do pano murário, abrindo-se sobre ela uma janela rectilínea moldurada. Em cada pano, janela semelhante às laterais e, sobre estas, rasgam-se outras janelas molduradas, em forma de vieira. Sobre os cunhais, fogaréus distintos dos anteriores.

Fonte do texto: SIPA

domingo, 11 de março de 2012

O Canto do Melro

Despertava a Aurora, silenciosa e meiga.
Lá baixo, junto à ribeira, - suave a veiga.
Um melro, por entre a ramagem, cantava.
Cantava a sua terna melodia, - trinava!...
Oh! Céus, o que ele dizia à sua namorada!...
Sonho da noite, o despertar da Alvorada!...
E o melro, no galho do amieiro, empoleirado,
Rei-maestro, forte e vigoroso, - um Senhor, -
Cantava as mais belas canções de amor!...
O que dizia por entre a fresca ramagem!...
Do Céu, por certo, era a sua linguagem...
A namorada, do outro lado do rio,
Sorria, sorria contente, mas, nem pio!...
E o triste cantava, cantava, ou... chorava!...
Enquanto ela, dos olhos, as lágrimas limpava,
De alegria, bem por certo,
Que de si o desejava mais perto!...
Silenciosa, chorava, chorava...
E, em desejos, toda ela o devorava.
E ele, assobiava, assobiava!...
Que, em desejos, o peito lhe ardia;
E, em lágrimas, toda ela o sorvia.
- Eis que num último estretor,
Num voo meigo, em asas de amor,
Voou, voou, sorridente e já vencida,
Até junto dele, toda enternecida!...

Linhares, Abril de 1993

Poema da autoria de Morais Fernandes, do livro Fogo e Lágrimas 2.
Fotografia: os últimos raios de sol, perto de Parambos.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Trilho de Linhares - 04 de Março

A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães teve a feliz ideia de provocar os seus munícipes para fazerem alguns percursos pedestres, durante os meses de Março, Abril, Maio e Junho. Trata-se de percursos de Pequena Rota, marcados em 2008 e que integram a Rede Municipal de Percursos Pedestres do Concelho de Carrazeda de Ansiães.
Para iniciar este conjunto de 5 percursos foi escolhido o PR1, com a designação de Trilho de Linhares, junto à aldeia de Linhares. O principal motivo de interesse deste percurso é a paisagem, mas também são visitados alguns monumentos representativos da aldeia e até significativos para o concelho.
O local de concentração foi junto à Câmara Municipal. A adesão foi grande, ultrapassando em mais do dobro o número de participantes potencialmente previstos. Houve 80 participantes! Foi necessário o autocarro da autarquia fazer duas viagens, deslocando todos os participantes para a Junta de Freguesia de Linhares, onde foi feita uma pequena receção.
Depois de toda a gente reunida, o sr. Presidente da Junta deu as boas vindas, mostrando-se satisfeito e disponíveis para colaborar neste tipo de eventos. Foi servido um Porto acompanhado por um bom mata-bicho.
As condições atmosféricas não eram as melhores, mas ninguém se mostrou desmoralizado, deslocando-se todos para a Igreja Matriz, local onde se inicia o percurso.
Já há bastante tempo que pretendia conhecer a igreja e esta foi uma excelente oportunidade que não desperdicei. Pena que não tivessem também aberto as portas das capelas por onde passámos, mas, vamos à igreja.
Este templo é do Séc. XVIII de estilo barroco. O interior é rococó. Foi inicialmente planeada para ser de maiores dimensões do que aquelas com que foi terminada, daí que haja um desnível muito evidente, no telhado, entra a capela mor e o corpo da igreja. A torre sineira é quadrada e lateral. No interior chamam à atenção os altares em talha dourada , tendo uma configuração bastante diferente do habitual noutras igrejas do concelho. Ao centro há uma grande representação de S. Miguel, padroeiro de Linhares, mas a imagem quase passa despercebida, do lado direito do altar-mor.
A arqueóloga (Isabel Lopes) que acompanhava o percurso chamou a atenção para o facto haver uma igreja anterior, junto do castelo, onde já era praticado o culto a S. Miguel. Quando as pessoas se deslocaram para uma zona mais baixa, foi edificado este novo templo.
A paragem seguinte seria junto ao Pelourinho, mas sem antes atravessarmos novamente a Ponte Românica, de cuja beleza original já quase nada se pode apreciar. A necessidade de a alargar e possivelmente reforçar, deixou os seus arcos com pouca visibilidade. O ribeiro, que aqui já vem de longe, está praticamente seco.
O Pelourinho é muito simples. Não ostenta elementos decorativos de vulto, apresenta-se como uma estrutura em cantaria de granito, composto por soco quadrangular de três degraus, onde assenta fuste liso e redondo com tendência a estreitar à medida que se aproxima do remate. Este último é em forma de florão.
É, possivelmente, do Séc. XVII.
Depois da visita a estes locais de interesse começou a caminhada propriamente dita. O grupo integrava algumas crianças, e, em maior número, pessoas de avançada idade, muitas delas de Linhares.
O percurso deixa a casas e dirige-se par os campos agrícolas para jusante da Ribeira de Linhares até perto do local onde esta se cruza com a Ribeira da Lameira, que nasce perto de Parambos. No meio dos terrenos fica a Capela de S. Gonçalo. É bastante grande. Tem à frente um espaço coberto, não chegando a ser um átrio, porque não tem qualquer parede. Pelo que foi dito por alguns habitantes locais é bastante útil, porque as pessoas que andam a trabalhar nos campos recolhem-se aqui, quando vem alguma chuvada.
Depois de atravessada a ribeira, o percurso dirigi-se de novo para a aldeia, passando junto à fonte do Carvalhal. Apesar de eu ter chamado à atenção para a existência desta interessante fonte de mergulho, não sei se alguém passou por lá, uma vez que é necessário fazer um desvio de umas dezenas de metros.
De novo na aldeia o percurso dirigi-se para o ponto mais elevado das redondezas, o Castelo. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é castelo só de nome, tendo mesmo ali existindo um castelo até à idade média, mas o espaço já era povoado na pré-história. Este castelo, juntamente com o castelo de Ansiães e o Castelo das Donas (Marzagão), deviam fazer parte de uma linha defensiva, na margem norte do rio Douro, onde os árabes espreitavam uma oportunidade de alargarem a sua influência.
A subida é íngreme, mas depois de ver alguns idosos a fazê-la com grande destreza, não vi razão para me queixar. Levantou-se algum vento e caíram algumas gotas de chuva. Realmente não esteve o melhor dia para apreciar a lindíssima passagem que se avista deste ponto. São 360º de deslumbramento que é necessário apreciar com calma.
No ponto mais alto (729 metros de altitude) está uma enorme cruz, com a data de 18-06-67. São visíveis alguns restos de muralhas e ao longo do percurso foram aparecendo fragmentos de cerâmica, alguns mais antigos, outros mais recentes.
Depois de algumas fotografias no topo, para recordar o momento, iniciámos a descida, pelo mesmo caminho da subida, e que a Junta de Freguesia tinha limpo expressamente para a caminhada.
Depois de uma visita a uma loja escura onde diziam que estava a verdadeira pia de S. Miguel (realmente estava lá uma antiga pia em granito!), todos se juntaram na Casa do Povo, onde foi servido o almoço.
A ementa constou de sopa, carne assada no churrasco, vinho, sumo e pão. De sobremesa havia maçãs e laranjas. Escusado será dizer que para comer aparecem sempre mais uns quantos!
Eu (e o meu colega de caminhadas Helder Magueta) não tínhamos previsto almoçar com o grupo, mas como nem sequer foi facultado o transporte para Carrazeda, não nos pareceu má ideia continuar com os restantes. O almoço custou 5€ (esta informação não é disponibilizada nos cartazes ou na ficha de inscrição). Tinha a ideia que a refeição seria em Carrazeda, num restaurante, mas, assim, no lugar da caminhada, acaba por ser mais interessante. Se o dia estivesse mais convidativo, a capela de S. Bárbara tinha sido um bom local para servir o almoço.
Depois do almoço, eu e o meu colega, decidimos voltar para Carrazeda de Ansiães a pé. Foi uma boa ideia porque o dia acabou por melhorar, proporcionando uma excelente tarde de caminhada.
O balanço neste primeiro Percurso Pedestre foi bastante positivo. Gostei de encontrar muita gente que já não via há muito tempo, mas também de conversar com as pessoas de Linhares que fizeram o percurso.
Foi uma bom momento de Descoberta, tal como este blogue pretende ser.
Vamos esperar pelos próximos percurso (o seguinte é no dia 1 de Abril).

Perfil de altitude (altimetria) Elevação: 599 m @ 4.6 km
Diferenças de Altitudes 136 Metros (Altitude desde 562 Metros para 698 Metros)
Subida acumulada 150 Metros
Descida acumulada 151 Metros
GPSies - Trilho de Linhares

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Entre duas Metas

Fui criança,
A tudo afeito;
Envolto na dança,
Saltava, brincava,
- Tudo a eito!
Livre como era,
Colorida Primavera.
- Cresci, fui gente, -
Envelheci.
E, de repente,
Olhei-me ao espelho,
- Nada do que vi, -
Antes um velho
Que não reconheci.
Meditei...
- Como quem vê o fim. -
Orei.
Braços cruzados, em mim,
Fiquei.. .
Ponto Final, - Sol posto, -
Profundos sulcos dourados,
Espinhos cravados no rosto;
Na alma, cilícios gravados.
Ponto final, - a Meta. -
No peito, o silêncio aperta!...
Agora, ó terra amada,
- Já meus anos volvidos, -
Rói meus ossos bem roídos!...
E, se um dia eu voltar,
De novo, à vida, ao nada;
Fecha-me a porta bem fechada!...

Poema da autoria de Morais Fernandes, do livro Fogo e Lágrimas 2.
Fotografia: Capela, em Felgueira, freguesia de Pinhal do Norte.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Livros - "Fogo e Lágrimas 2"

Numa das minhas visitas à Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães encontrei o livro Fogo e Lágrimas 2 - Poemas-, da autoria de Morais Fernandes. Não sendo um grande apreciador de poesia, gosto daquela que fala de coisas da terra, sejam elas vivências, locais, ou qualquer outro aspeto que possa ajudar na minha Descoberta.
Alguns dos poemas agradaram-me, outros, nem tanto. Há alguns com uma forte carga ideológica, política, até religiosa que o autor assume, mas que não compreendo, nem partilho. No entanto, não posso deixar de saborear e mostrar no blogue alguns poemas que me parecem muito bons.
Há dias, no lançamento de um livro de poemas, conversava eu com o autor da obra a ser lançada sobre o que é bom, ou menos bom, em literatura. Para mim, é bom aquilo que me desperta emoções, que me faz viajar, que me transporta para um mundo diferente daquele em que me encontro. Quando dou comigo a saborear as palavras como se de um prato refinado se tratasse, ou como a ouvir as notas de uma bela peça musical, então a escrita é boa. Como não gostamos todos do mesmo prato, nem das mesmas músicas, também não gostamos dos mesmos textos ou dos mesmos poemas.
Morais Fernandes nasceu em Linhares. Escreve a sua terra e as suas vivências (também num período muito conturbado). O título do livro, Fogo e Lágrimas, sugere algo forte, mesmo violento. Os poemas que pretendo partilhar, de vez em quando, são exceções.

Notas sobre o autor, transcritas do livro
Joaquim Morais Fernandes - Médico, nascido a 5 de Julho de 1917, no lugar e freguesia de Linhares, concelho de Carrazeda de Ansiães - Bragança.
Filho de Carlos Augusto Morais e Maria Augusta Fernandes.Autor de Fogo e Lágrimas e do presente - Fogo e Lágrimas 2.
Ex Delegado de Saúde. Fundador do centro de Saúde e do Ensino Secundário Liceal em Carrazeda de Ansiães.

Ao Povo Transmontano

Sabes fazer amigos, que amigo és Tu,
Já que em teu peito reina a Forja do Bem;
Que abraço verdadeiro, fraterno e nu,
Só nasce no coração de quem o tem!...

Não o abraço protocolar do momento,
Ou a conveniência da ocasião;...
Mas o forte e profundo sentimento
Que, à força do Bem, pões força e razão!

E, já das lavas do reino de Vulcano,
São tuas mágoas de bênção e de amor,
- Grinaldas, elmo do Povo Transmontano.

Assim nasceste e assim viverás!
Alma em fogo, o teu peito de granito,
Transmontano irmão, tudo vencerás;
Teu corpo é dor, tua alma infinito.
Luta até ao último adeus, - à morte, -
No frio ardente do gelo da sorte!...

Linhares, 1 de Abril 1993

terça-feira, 7 de junho de 2011

Ao Povo Transmontano


Sabes fazer amigos, que amigo és Tu,
Já que em teu peito reina a Forja do Bem;
Que abraço verdadeiro, fraterno e nu,
Só nasce no coração de quem o tem!...
Não o abraço protocolar do momento,
Ou a conveniência da ocasião;. . .
Mas o forte e profundo sentimento
Que, à força do Bem, pões força e razão!
E, já das lavas do reino de Vulcano,
São tuas mágoas de benção e de amor,
- Grinaldas, elmo do Povo Transmontano.
Assim nasceste e assim viverás!
Alma em fogo, o teu peito de granito,
Transmontano irmão, tudo vencerás;
Teu corpo é dor, tua alma infinito.
Luta até ao último adeus, - à morte, -
No frio ardente do gelo da sorte!...

Linhares, 1 de Abril 1993

Poema de Morais Fernandes, natural de Linhares, retirado do livro "Fogo e Lágrimas 2 - Poemas", editado em 1997, editado pela Coimbra Editora, Limitada.
Fotografia: Rio Tua visto do termo de Parambos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Igreja de Linhares (pormenor)


Trata-se de uma igreja do século XVIII, orientada a oeste, cuja fachada apresenta um portal de arco levemente abatido, encimado por um frontão triangular interrompido. Por cima deste abre-se uma janela lobulada, em formato de flor com quatro pétalas, rodeada por forte aplicação fitomórfica. Por cima desta janela foi feita, no início do século XX, a aplicação de um relógio. Inserida numa cartela está a data de 1773, em numeração romana. O remate do edifício tenta atingir o triângulo se bem que de forma ondulante e só no lado direito, pois do lado esquerdo ergue-se a torre sineira. Esta está dividida em dois registos, estando o sino no último. Encima a torre uma balaustrada e um telhado em forma de agulha.
No interior, o chão é de cantaria e a cobertura é em abóbada de meio canhão, pintada. Os altares são ornamentados em talha.

Acesso: EN 214 de Carrazeda de Ansiães para o Tua, cruzamento à esquerda para Linhares. Praça do Pelourinho.
Protecção: Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 41 191, DG 162 de 18 Julho 1957.

Fonte do texto: aqui

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cores de Novembro

O último passeio À Descoberta por terras de Ansiães levou-me até Linhares. Foi um passeio entusiasmante marcado com encontros frequentes com as cores do Outono. Esta é a primeira amostra.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Arnal


Portão de uma casa, em Arnal (Freguesia de Linhares).

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Linhares (2)


Linhares em 5 de Julho de 2007.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Linhares (1)

Linhares é uma freguesia que bem merece um passeio fotográfico. A par da sua história, recheada de acontecimentos e testemunhos, tem recantos plenos de encantos. As ruas estreitas, as casas típicas, o granito que aparece em cada esquina, são motivos que despertam olhares e cativam a objectiva.