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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Passeio Pedestre - Parambos

 O IV Passeio Pedestre previsto para o dia 6 de julho prometia uma boa caminhada, na companhia de muitos amigos, com as bonitas paisagens como já estamos habituados a admirar em Parambos, qualquer que seja o percurso escolhido.
Por isso, bem cedo, "rumei" até Parambos com muito entusiasmo, até porque tenho andado um pouco arredado dos caminhos de Ansiães.
Aprovei o facto de chegar cedo para "apalpar" o terreno, mas o que se via em direcção a Castanheiro e ao rio Tua não era nada prometedor em termos climatéricos, mas, tal como no dia anterior que amanheceu húmido e se compôs ao longo da manhã, o mesmo poderia acontecer, essa era pelo menos a esperança.
Perto das 8 e meia da manhã chegou o autocarro com os participantes vindos de Carrazeda de Ansiães. O número de presenças evidenciou, ou o medo ao calor do verão, ou o medo à chuva que ameaçava cair a qualquer instante.
 O pequeno almoço já estava pronto na antiga escola primária actual Centro de Convívio "A Nossa Escola". A mesa estava farta e, como já e hábito, o pequeno almoço foi um momento de convívio.
Infelizmente o tempo não melhorou e as primeiras gotas de chuva começaram a cair mal demos os primeiros passos!
Uma volta pela Rua da Figueirinha, com passagem junto ao cemitério, trouxe-nos ao centro da aldeia, numa altura em que a chuva era intensa. Ninguém acreditou que continuaria assim e seguimos pela Rua da Fonte Velha até à estrada.
Não chovia muito e assim continuou até que chegámos à Quinta da Borraceira. O problema é que, mesmo com pouca chuva, optei por não tirar fotografias, lutando  para que a água não estragasse o material fotográfico. Gosto de caminhar, mas também gosto de registar os locais por onde passo e não me foi possível.
Depois de passarmos juntos à quinta, regressámos à estrada nacional N314-1, onde nos aguardava o veículo dos Bombeiros e a equipa de apoio. Chovia com alguma intensidade e alguns dos participantes optaram por terminar aí a sua caminhada, outros, mais afoitos, teimaram em contrariar o mau tempo e seguir para o coração da serra, quase até à aldeia de Amedo.
 Esta parte do percurso, sob uma mata de castanho, foi sem dúvida a mais bonita, mas também a mais difícil. Independentemente da chuva que não parecia querer ir embora, o declive era acentuado e o suor misturou-se com a água da chuva.
Próximo de Amedo já conhecia o caminho, quer de outras caminhadas, quer de alguns passeios que já por ali fiz sozinho. Além da verdura da cobertura da serra, com uma exuberante capa de folhas, debaixo das árvores também havia uma infinidade de vida, com muito verde de musgo e algumas flores que ainda resistem.
Onde a cobertura arbórea o permitia olhar para em direcção a Areias, Pombal e Paradela deixava antever belas paisagens, não fosse a chata da chuva que teimava em cair,
Entretidos com a conversa nem demos conta do caminho percorrido, mas chegámos à Rua da Escola, em Misquel. Já não se avistavam muitos caminheiros e num grupo de 5 fizemos o restante percurso até Parambos.
Enquanto esperávamos que o almoço fosse ultimado, a chuva continuou a cair, mas já pouco nos afectou. Aproveitámos o tempo para uma vista à história do Sporting Clube de Parambos, através das fotografias e outras recordações expostas no local.
Com o almoço servido e no calor do convívio, já ninguém mais se lembrou da chuva. O arroz estava uma delícia, o vinho era bom e a companhia ainda melhor. Por fim chegou a fruta e ainda houve tempo para um café no Clube.
Quando fazíamos as despedidas eis que o sol decidiu aparecer, como que a zombar de nós! Independentemente dos contratempos, foi uma boa manhã de passeio e convívio. A comissão de Festas de S. Bartolomeu e a Junta de Freguesia estão de parabéns. Também o Café Planalto, os Bombeiros Voluntários e a Câmara Municipal (que cedeu o transporte) foram imprescindíveis para esta molhada, mas alegre caminhada.

domingo, 16 de junho de 2013

Trilho Ponte das Olgas - Pereiros

 No dia 9 de Junho realizou-se em Pereiros aquele que parece ser o último Passeio Pedestre organizado pela Câmara Municipal antes do Verão. Num fim de semana cheia o de atividades, um pouco por todo o lado, consegui reservar o domingo para participar nesta caminhada.
Em vez de Trilho da Ponte das Olgas, devia chama-se, por terras dos Hospitalários, uma vez que, historicamente, Pereiros pertenceu ao extinto concelho de Freixiel, da Ordem de Malta.
A situação geográfica de Pereiros talvez só se possa comparar com Pinhal do Douro, ou Coleja, num grande isolamento.  Não admira que seja desconhecida para grande parte das pessoas do concelho.
A minha avó materna era de Pereiros e, na minha meninice e adolescência, mantive uma grande proximidade com esta aldeia. Tenho em Pereiros alguns familiares e também muitos amigos.
A concentração aconteceu junto à igreja Matriz. O autocarro da Câmara fez algumas viagens desde a sede de concelho, não sei quantas, porque optei por ir em carro próprio até Pereiros, para desta forma poder ter mais mobilidade para o resto do dia.
O pequeno almoço foi servido no adro da igreja (ainda bem que não estava lá o chefe dos escutas, caso contrário éramos todos hereges). Muita comida e variada! Pela primeira vez vi uma clara amostra nos produtos da terra e também em sumos e laticínios (havia muitos iogurtes de beber!).
Também foi muito boa ideia ter a igreja aberta. É o monumento mais significativo de Pereiros e, tal como eu, muita gente aproveitou para a visitar, alguns por turismo, outros para rezarem.
 A Srª arqueóloga fez uma resenha do património arqueológico da aldeia, nomeadamente o Castelo, a igreja e a Ponte das Olgas. A vontade partir é grande, e mau foi dada a ordem, foi um regalo vê-los partir.
Logo na aldeia fiquei para o fim do pelotão e assim me mantive até ao final. Fui acompanhado por um filho e por um colega e seguimos os três durante todo o percurso.
A única parte do percurso que não conhecia era a descida até à ribeira da Cabreira. Gostei. Como vou sempre com atenção à flora encontrei uma área cheia de malmequeres selvagens! Não são muito frequentes e apenas os conhecida no pé-de-cabrito, não muito longe dali. Na linha encontrei mais uma espécie pouco frequente, fetos. São gigantes e só os tinha visto nas imediações do Cachão.
A caminhada teve mais de centena e meia de participantes. Para além dos habituais (registei a falta de alguns), havia muitas caras novas e, muita juventude, o que me deixou feliz. Não sei porque mas notou-se um ambiente diferente, para melhor.
A parte da linha do Tua que percorremos é bastante bonita. Não havia gente com muita pressa e fizemos paragens frequentes. As flores de maio já tinham desaparecido, foi pena, mas o rio oferecia beleza suficiente para uma excelente caminhada.
A subida de estação de Codeçais até à aldeia também já era minha conhecida. Espera chegar à aldeia e ainda explorar algumas ruelas, porque a acho muito fotogénica. Quando cheguei perto da capela muitas pessoas já estavam a comer a sobremesa! Foi a primeira vez que tal coisa aconteceu! Fica como uma nota negativa desta caminhada. Depois de mim ainda chegaram algumas dezenas de pessoas. Não achei correto que comessem sem chegar toda a gente. Assim como não foi nada bom que se acabasse o vinho. Felizmente em Codeçais não falta bom vinho.
 Apesar destes contratempos não comecei a comer sem visitar a capela.  Para comer tinha tempo, mas nunca tinha encontrado a capela aberta. O espaço é muito bonito. O altar lateral do lado direito tem cores e desenhos muito pouco habituais. Parece uma obra da das civilizações antigas da América! Seria interessante saber a história daquele altar.
O almoço foi um pouco desordenado. As pessoas circulavam de um lado para o outro, de dentro do espaço coberto para o exterior. Comi junto a um grupo de pessoas de Beira Grande, gente bem disposta. O almoço estava muito bom, desde a sopa ao porco no espeto. Não cheguei a provar as sardinhas.
Terminei a refeição um pouco azedo porque a conversa com alguns responsáveis pelo concelho resvalou para a Linha do Tua. Os políticos têm a condão de me fazerem perder a paciência facilmente. É que, felizmente, a minha memória não é tão curta quanto a deles.
Regressei a Pereiros de autocarro. O meu carro estava no recreio da escola. Ainda houve tempo para falar com algumas pessoas e tirar mais algumas fotografias à aldeia.
Foi uma manhã bem passada, em companhia de muitos amigos, numa paisagem já bem conhecida.



domingo, 9 de junho de 2013

Carrazeda de Ansiães - Caminhada Solidária

 A Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães e a Liga Portuguesa Contra o Cancro organizaram no dia 19 de Maio, em Carrazeda de Ansiães, uma Caminhada Solidária. Dos 5€ da inscrição, 3 revertiam diretamente para a Liga e os participantes tiveram direito a um reforço, durante a manhã, a o almoço e ao seguro. A adesão foi maior do que o esperado, porque a prometida T-shirt não chegou para todos!
As caminhadas são um sucesso no concelho e, portanto, não seria de esperar outra coisa senão uma grande adesão. Para incentivar a participação havia ainda alguns atrativos extra: o termo de Carrazeda de Ansiães é bastante plano, pelo que seria de esperar uma caminhada fácil; ao almoço haveria porco no espeto, não é que tenha alguma coisa contra o dito animal, mas costuma atrair alguns apreciadores; tratava-se de uma caminhada solidária e por isso seria de esperar que atraísse pessoas que habitualmente não participam neste tipo de eventos. Isso verificou-se, havendo pessoas que se inscreveram e só participaram no almoço.
Como já disse a adesão foi grande, a rondar as 200 pessoas. A receção foi um pouco demorada, mas isso não veio a atrasar a caminhada porque o percurso era fácil e curto. A prevista subida à capelinha de Nossa Senhora da Graça, mesmo só para aqueles que o desejassem, acabou por ser retirada.
 Para os mais assíduos o traçado não trouxe muita novidade, já era conhecido de caminhadas anteriores. Diria até que não houve a preocupação de inovar ou criar mais interesse no percurso. Isso verificou-se na vila, com uma rápida passagem junto à Fonte das Sereias e continuou com a visita já habitual às macieiras perto da Barragem de Fontelonga, com regresso ao Moinho do Vento.
Apreciei a parte do percurso entre o Moinho do Vento e Samorinha. Apesar de ser muito curto, não o conhecia. Pela negativa impressionou-me a passagem perto da zona industrial numa autêntica lixeira, coisa para envergonhar todos os fregueses. Ao que me disseram o local já está no termo do Amedo, mas não acredito que sejam os habitantes do Amedo que ali venham depositar todo aquele  lixo.
Apesar do local ter sido limpo há pouco tempo, bastou menos de um ano para ficar num miserável estado. Não mostro as fotografias porque me envergonho. Se o problema não se consegue resolver a bem, pode ser resolvido a mal. A GNR tem um grupo que trata destes crimes e as coimas não são nada "amigáveis".
Chegámos ao final, o Parque de Escuteiros, muito cedo, ainda o porco estava a ganhar cor.
O tempo estava instável, e pouco agradável, mas a espera serviu para que mais gente se juntasse ao grupo, para fazermos um grande almoço.
Além do porco no espeto havia sardinha assada, pão, caldo verde, salada e fruta. Claro que a água e o vinho não faltaram (e também cerveja).
Já depois do almoço começar a ser servido começou a chover. Algumas pessoas procuraram abrigo na capela o que não deixou muito contentes alguns dirigentes dos escuteiros.
 Apesar do final inesperado, por causa da chuva, foi muito agradável participar em mais esta caminhada.
Não houve lindas paisagens nem sítios arqueológicos, mas houve bonitos caminhos, ladeados de flores e boa companhia para conversar durante todo o caminho.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Rota das Maias 2013

 A Rota das Maias, passeio pedestre organizado pela Associação Recreativa e Cultural de Pombal de Ansiães (ARCPA), teve lugar no dia 12 de Maio.
A já conhecida forma de receber desta Associação, da respetiva aldeia e os maravilhosos percursos possíveis nas encostas do rio Tua, levaram mais uma vez quase centena e meia de participantes a concentrarem-se junto à sede da Associação bem cedo ainda. Muitos dos participantes foram transportados de Carrazeda de Ansiães, de autocarro para Castanheiro. Foi necessário  deslocar também para Castanheiro as pessoas que se encontravam em Pombal, uma vez que o início do percurso e o pequeno almoço estavam marcados para essa aldeia. Esta deslocação foi bastante demorada, uma vez que apenas só foi disponibilizado um autocarro, o que atrasou todo o evento.
O pequeno almoço foi servido na Junta de Freguesia de Castanheiro. Mesas bem recheadas esperavam os participantes já um pouco inquietos.
Há medida que o grupo de caminheiros tem vindo a aumentar, notam-se formas diferentes de encarar estas caminhadas ou passeios. Há pessoas que só pensam em chegar ao final! Para mim é a caminhada que conta e esta tem que ser aproveitada. Aproveitada para apreciar a paisagem, para ver e conversar sobre a fauna e a flora, monumentos e sítios de interesse, se ou houver, conhecer e conversar com outros participantes, já amigos ou desconhecidos. Julgo que esta Rota das Maias encheu bem as minhas "medidas", uma vez que não me preocupei nada com o caminho e cheguei ao final integrado no último grupo de pessoas.
A descida de Castanheiro até a estação da linha do Tua com o mesmo nome foi bastante acelerada. A paisagem é fantástica e as maias começaram a aparecer logo nos primeiros metros do percurso. Em cada curva do caminho se tem uma visão diferente do agreste vale e as touças de castanho dão um sombreado e uma frescura agradável a alguns troços do caminho. A descida é de grande declive e pode ser perigosa se não houver algum cuidado.
Atingida a linha não havia necessidade de mais marcações. O traçado seria pela linha até se atingir S. Lourenço, onde estaria mais uma vez o autocarro para nos transportar para a aldeia de Pombal.
Já tinha saudades da Linha, e foi com muita satisfação que pisei mais uma vez as travessas.
A paisagem é bem conhecida minha e sei de cor cada rocha, cada curva, cada canteiro de flores selvagens que crescem na escarpa rochosas.
Aprecio muito a passagem por Santa Luzia e pelo Amieiro. O isolamento da aldeia e a forma como que aninha na encosta surpreenderem sempre quem por ali passa pela primeira vez. Mas todos os que voltam a passar, nunca se cansam de fotografar aquele presépio que parece parado no tempo, onde não se ouvem nem pessoas nem animais, apenas as pareces e os telhados das casas estão a marcar a presença humana, uma vez que os terrenos de cultivo em redor não chamam à atenção de tão camuflados que se encontram na paisagem.
As pernas e os pés dos menos habituados nas caminhadas começaram a fraquejar. Fomos ficando para trás para incentivar e ajudar alguém que precisasse.
Os últimos quilómetros na linha foram feitos muito lentamente, já com bastante calor.  Finalmente avistou-se a estação de S. Lourenço, onde já não havia ninguém, uma vez que o autocarro já tinha feito várias viagens à aldeia.
Aproveitei alguns momentos de espera para "provocar" um grupo de pescadores que se encontravam junto às termas a almoçar. Ganhei um copo de vinho e o privilégio de provar do seu almoço. Acreditem que a carne assada estava uma delícia! Obrigado, amigos. A pesca também é uma boa atividade para juntar pessoas e aquele grupo era um bom exemplo. Apesar de serem de vários lugares, até de concelhos diferentes, deslocam-se com frequência ao rio Tua para pescarem e para conviverem. Um deles dedicava-se exclusivamente ao almoço!
Chegou o autocarro e o último grupo tomou-o para Pombal.
Às duas da tarde começaram a entrar as primeiras pessoas para o salão da ARCPA. Para almoçar o grupo era ainda maior e o salão ficou cheio.
O prato principal foi arroz à Valenciana , acompanhado de salada e boa pinga (alguma da produção da terra, outra da zona dos vinhos verdes). O almoço com toda a gente sentada acaba por ter as suas vantagens, como o repouso e a calma para a conversa. Acaba por se conviver menos, porque estamos sempre juntos das mesmas pessoas. Há pessoas que desde há mais de um ano não perderam uma caminhada! Já devem ser perto de 20 caminhadas e passeios. Já se criou um verdadeiro espírito de grupo, sempre com boa disposição.
O evento terminou com um café no bar da Associação.
Foram pouco mais de 11 km percorridos, de forma agradável. O pequeno almoço e o almoço também estiveram ao nível que a Associação já nos habituou e é sempre agradável rever os amigos e voltar à aldeia de Pombal.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Trilho da Senhora da Ribeira

No dia 28 de abril realizou-se mais uma memorável caminhada, desta vez na zona do Douro, com início em Beira Grande. Ainda tinha bem presente a caminhada realizada em junho de 2012, que me agradou bastante, apesar do calor e não quis perder esta oportunidade de conhecer melhor as encostas do Douro.
 Foram tantos os participantes que demorou algum tempo a transportar toda a gente para Beira Grande, onde as cornetas  colocadas no campanário da igreja debitavam a mais animada música pimba. Ainda bem, porque se armou um baile para manter as pernas quentes. Apesar de estar um sol destapado, o ar estava fresco.
A igreja estava aberta e alguma pessoas aproveitaram para tirar algumas fotografias ou para fazer as algumas orações. Trata-se de um templo bastante interessante, não tanto na arquitetura mas mais na talha dourada e nas imagens.
A caminhada iniciou-se com a deslocação do grupo da Igreja Matriz à Junta de Freguesia, situada numa antiga escola.
O mata-bicho foi farto. As pessoas mal cabiam no salão, mas houve espaço e comida para todos. Fiquei com ideia de que ninguém tocou no vinho espumoso, mas o tratadinho era fantástico e aqueceu o corpo e a alma.
 O destino era a Senhora da Ribeira e desde o início que o traçado do percurso seguiu nessa direção. A vegetação estava cheia de força, mostrando já o esplendor da primavera.
Como já vem sendo habitual, o grupo desfez-se ao fim de poucos quilómetros. Há pessoas com muita pressa de chegar ao final. Acabam por causar algum stress nos restantes que não se querem atrasar muito. Não me preocupei muito com o grupo, seguindo ao meu ritmo com paragens frequentes para tirar algumas fotografias. Cheguei mesmo a separar-me do grupo subindo ao cume de um monte procurando alargar os horizontes em direção ao Douro.
Ao fundo do vale há grandes quintas, que se avistam do caminho que seguimos: Quintas dos Canais, Quinta do Camparado, Quinta da Fonte Santa e Quinta da Senhora da Ribeira.
Tirando uma pequena subida, todo o percurso foi descendente, com uma descida acumulada de 550 metros. 
Já em Senhora da Ribeira passámos junto à capela onde se venera a Senhora da Ribeira, que dá também nome à quinta. Foi pena a capela não estar aberta. Foi a primeira e a última oportunidade de muitas das pessoas que por lá passaram de a visitarem.
A localização deste pequeno lugar é idílica. O olhar estende-se pelo douro e vinhedos em redor inspirando calma, tranquilidade. O azul e o verde combinam-se tão completamente que tudo em redor parece ter saído de uma tela naturalista.
Apesar de ser dos últimos a chegar, ainda fui a tempo de fotografar e comer os peixes do rio com cebolada de escabeche, servidos como aperitivo. Seguiu-se uma sopa e como prato principal carnes assadas variadas servidas em inúmeras travessas. Seria mais de centena e meia de pessoas, com bastante fome, que foram ficando saciadas pouco a pouco.
A música popular fazia-se ouvir convidando ao baile. Poucos se sentiram motivados para dar uns passos de dança. Todos queriam regressar a casa mas o transporte foi bastante demorado. Apenas havia um mini-autocarro que fazia o transporte até Carrazeda. Como a distância ainda é muita e foi necessário fazer muitas viagens este transporte demorou bastante.
 O percurso foi de aproximadamente 9 km. Foi fácil de fazer e com paisagens deslumbrantes. Foi dos melhores percursos que já fiz em caminhadas deste género. Também na alimentação os organizadores (Junta de Freguesia de Beira Grande) merecem os parabéns. Estava tudo 5 estrelas. Penso que terá sido o restaurante de Senhora da Ribeira a servir a refeição. Não é fácil servir tanta gente em simultâneo (e ainda com o próprio restaurante aberto) mas deram bem "conta do recado" e estão também de parabéns.
Como pontos menos positivos aponto a dispersão dos participantes, as explicação técnicas da arqueóloga que não se ouviram, a capela da Senhora da Ribeira estar fechada e a demora nos transportes. O ponto mais alto continua a ser a amizade entre os participantes.