No dia 9 de Junho realizou-se em Pereiros aquele que parece ser o último Passeio Pedestre organizado pela Câmara Municipal antes do Verão. Num fim de semana cheia o de atividades, um pouco por todo o lado, consegui reservar o domingo para participar nesta caminhada.
Em vez de Trilho da Ponte das Olgas, devia chama-se, por terras dos Hospitalários, uma vez que, historicamente, Pereiros pertenceu ao extinto concelho de Freixiel, da Ordem de Malta.
A situação geográfica de Pereiros talvez só se possa comparar com Pinhal do Douro, ou Coleja, num grande isolamento. Não admira que seja desconhecida para grande parte das pessoas do concelho.
A minha avó materna era de Pereiros e, na minha meninice e adolescência, mantive uma grande proximidade com esta aldeia. Tenho em Pereiros alguns familiares e também muitos amigos.
A concentração aconteceu junto à igreja Matriz. O autocarro da Câmara fez algumas viagens desde a sede de concelho, não sei quantas, porque optei por ir em carro próprio até Pereiros, para desta forma poder ter mais mobilidade para o resto do dia.
O pequeno almoço foi servido no adro da igreja (ainda bem que não estava lá o chefe dos escutas, caso contrário éramos todos hereges). Muita comida e variada! Pela primeira vez vi uma clara amostra nos produtos da terra e também em sumos e laticínios (havia muitos iogurtes de beber!).
Também foi muito boa ideia ter a igreja aberta. É o monumento mais significativo de Pereiros e, tal como eu, muita gente aproveitou para a visitar, alguns por turismo, outros para rezarem.
A Srª arqueóloga fez uma resenha do património arqueológico da aldeia, nomeadamente o Castelo, a igreja e a Ponte das Olgas. A vontade partir é grande, e mau foi dada a ordem, foi um regalo vê-los partir.
Logo na aldeia fiquei para o fim do pelotão e assim me mantive até ao final. Fui acompanhado por um filho e por um colega e seguimos os três durante todo o percurso.
A única parte do percurso que não conhecia era a descida até à ribeira da Cabreira. Gostei. Como vou sempre com atenção à flora encontrei uma área cheia de malmequeres selvagens! Não são muito frequentes e apenas os conhecida no pé-de-cabrito, não muito longe dali. Na linha encontrei mais uma espécie pouco frequente, fetos. São gigantes e só os tinha visto nas imediações do Cachão.
A caminhada teve mais de centena e meia de participantes. Para além dos habituais (registei a falta de alguns), havia muitas caras novas e, muita juventude, o que me deixou feliz. Não sei porque mas notou-se um ambiente diferente, para melhor.
A parte da linha do Tua que percorremos é bastante bonita. Não havia gente com muita pressa e fizemos paragens frequentes. As flores de maio já tinham desaparecido, foi pena, mas o rio oferecia beleza suficiente para uma excelente caminhada.
A subida de estação de Codeçais até à aldeia também já era minha conhecida. Espera chegar à aldeia e ainda explorar algumas ruelas, porque a acho muito fotogénica. Quando cheguei perto da capela muitas pessoas já estavam a comer a sobremesa! Foi a primeira vez que tal coisa aconteceu! Fica como uma nota negativa desta caminhada. Depois de mim ainda chegaram algumas dezenas de pessoas. Não achei correto que comessem sem chegar toda a gente. Assim como não foi nada bom que se acabasse o vinho. Felizmente em Codeçais não falta bom vinho.
Apesar destes contratempos não comecei a comer sem visitar a capela. Para comer tinha tempo, mas nunca tinha encontrado a capela aberta. O espaço é muito bonito. O altar lateral do lado direito tem cores e desenhos muito pouco habituais. Parece uma obra da das civilizações antigas da América! Seria interessante saber a história daquele altar.
O almoço foi um pouco desordenado. As pessoas circulavam de um lado para o outro, de dentro do espaço coberto para o exterior. Comi junto a um grupo de pessoas de Beira Grande, gente bem disposta. O almoço estava muito bom, desde a sopa ao porco no espeto. Não cheguei a provar as sardinhas.
Terminei a refeição um pouco azedo porque a conversa com alguns responsáveis pelo concelho resvalou para a Linha do Tua. Os políticos têm a condão de me fazerem perder a paciência facilmente. É que, felizmente, a minha memória não é tão curta quanto a deles.
Regressei a Pereiros de autocarro. O meu carro estava no recreio da escola. Ainda houve tempo para falar com algumas pessoas e tirar mais algumas fotografias à aldeia.
Foi uma manhã bem passada, em companhia de muitos amigos, numa paisagem já bem conhecida.
Mostrar mensagens com a etiqueta Pereiros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pereiros. Mostrar todas as mensagens
domingo, 16 de junho de 2013
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Flores de Amendoeira
Flores de amendoeira em Pereiros. A fotografia não é deste ano, porque a floração está bastante atrasada.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Pereiros (4)
Vista parcial da torre sineira da igreja matriz de Pereiros. O frontispício desta igreja é muito bonito, um dos mais bonitos do concelho. A torre sineira é lateral, com quatro sinos. Esta visão não é muito frequente, uma vez que a fotografia foi tirada de uma rua secundária, quase das traseiras da igreja.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
N. S. de Fátima em Pereiros
Procissão da festa em honra de Nossa Senhora de Fátima realizada em Pereiros, no dia 10 de Julho de 2011.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
À Descoberta de Pereiros 3/3
Continuação de - À Descoberta de Pereiros 2/3
A paragem seguinte foi no largo Luís de Camões. Talvez tenha sido esta uma das primeiras áreas a ser povoada. A antiguidade das casas assim o demonstram, embora haja outras zonas igualmente antigas.
Neste largo é possível observar uma das casas mais nobres da aldeia, com o seu brasão, que também ostenta o elmo eclesiástico. Pertenceu ao reitor dos Pereiros no séc. XVIII e XIX. Tem, no balcão, gravado o ano de 1843 e é conhecida pela designação de Casa dos Caiados.
De junto dela parte uma canelha que desce em direcção ao ribeiro e a outro representante emblemático do património edificado de Pereiros: a ponte das Olgas. As águas que escorrem das montanhas formam várias ribeiras. Uma das mais importantes é a ribeira da Gricha. Juntam-se, passam sob a ponte das Olgas, e a água corre em rodopio pela ribeira das Lajes até atingir a ribeira da Cabreira, já perto do rio Tua. O declive foi aproveitado para a colocação de moinhos, movidos pelas abundantes águas do Inverno. Hoje restam alguma ruína, que não tive tempo de visitar.
A ponte (elemento representado na bandeira da freguesia) serviria para estabelecer a ligação entre Freixiel e Pereiros, fazendo possivelmente parte de uma via, em grande parte, calcetada. Apresenta um único arco de volta perfeita, um tabuleiro plano lajeado a granito, guardas também em granito e duas rampas de acesso. Embora de cronologia indeterminada, parece-me exagerada a designação de ponte Romana. Esta designação é atribuída a muitas fontes e pontes muito posteriores aos Romanos.
De regresso ao povoado atravessei a rua principal, onde, além de algumas interessantes construções em granito, é possível encontrar a fonte da Rua. Neste local concentram-se as pessoas nas tardes de Domingo, dado que aqui existem, desde há muitos anos, uma taberna e agora um café. Esta fonte está bem preservada, mas, a fonte do Poço vai-se apagando na memória das pessoas, foi soterrada.
Outra das curiosidades existentes, na travessa Cândido dos Reis, é uma cara esculpida em granito, na parede duma casa, a que dão o nome de “cara” de Pereiros. Uma situação semelhante já constatei em de Mogo de Malta, mas há outras, por exemplo em Parambos.
Mesmo no final da rua está a capela de Santo André. Voltada para a rua, ocupa uma posição elevada em relação a esta. Esta posição foi-se acentuando por rebaixamento da estrada. A sua construção foi provavelmente entre os anos de 1807 e 1810. À pequena torre sineira, possivelmente encimada por uma cruz, faltam algumas pedras e o sino. O interior está recuperado e limpo. Santo André, Santa Eufémia e o Menino Jesus de Praga são as imagens que se encontram no altar. A base deste altar tem muitas semelhanças com as da igreja de Zedes. No exterior, num dos alçados laterais, há um painel de azulejo monocromático de alminhas, colado de uma forma muito humilde. O painel é muito bonito e pouco frequente, dentro daquilo que é o meu conhecimento. Apresenta, em baixo, a mensagem: “É o Santo Sacrifício da Missa o Sufrágio por Excelência das Benditas Almas do Purgatório”.
Depois de percorrer os principais pontos de interesse e as ruas mais importantes, seria interessante embrenhar-me nas ruelas mais estreitas que sobem para o cabeço, concentrar-me nas tradicionais casas rusticamente construídas em granito, mas o calor era muito. Para descansar um pouco procurei um dos lugares mais calmos e frescos que existe na aldeia, a fonte do Vale.
Situada a algumas centenas de metros do povoado, desta fonte brota água fresca de forma ininterrupta. Aqui se reabasteciam de água potável no passado e lavavam a roupa no enorme tanque. Recentemente já foi uma solução alternativa, uma vez que a falta de água tem sido uma constante no concelho.
Beber a água fresca saída da montanha e apreciar a bela paisagem que começa em Codeçais (aldeia anexa de Pereiros) e se prolonga por terras de Murça e Mirandela, na outra margem do Tua, foi uma boa forma de terminar a minha visita a Pereiros. Uma visita a esta simpática terra cheia de gente acolhedora, proporciona uma experiência completamente diferente em cada época do ano. Só vindo cá, se pode viver essa experiência na plenitude. O convite está feito.
-------------------------------
Bibliografia
PEREIRA, António Luís e LOPES, Isabel Alexandra Justo (2005)- Património Arqueológico do Concelho de Carrazeda de Ansiães. Carrazeda de Ansiães: Câmara Municipal.
MORAIS, Cristiano (1995) – Estudos Monográficos Vila Flor - Freixiel. Vila Flor: Câmara Municipal.
TAVARES, Vírgilio (1999) – Conheça a Nossa Terra – Carrazeda de Ansiães. Edição do Autor.
MORAIS, Cristiano (2006) – Por Terras de Ansiães, Estudos Monográficos. Volume 1. Carrazeda de Ansiães: Câmara Municipal.
Agradeço ao Sr. Presidente da Junta da Freguesia de Pereiros e a Fátima Calixto todos os apoios que me deram.
A paragem seguinte foi no largo Luís de Camões. Talvez tenha sido esta uma das primeiras áreas a ser povoada. A antiguidade das casas assim o demonstram, embora haja outras zonas igualmente antigas.
Neste largo é possível observar uma das casas mais nobres da aldeia, com o seu brasão, que também ostenta o elmo eclesiástico. Pertenceu ao reitor dos Pereiros no séc. XVIII e XIX. Tem, no balcão, gravado o ano de 1843 e é conhecida pela designação de Casa dos Caiados.
De junto dela parte uma canelha que desce em direcção ao ribeiro e a outro representante emblemático do património edificado de Pereiros: a ponte das Olgas. As águas que escorrem das montanhas formam várias ribeiras. Uma das mais importantes é a ribeira da Gricha. Juntam-se, passam sob a ponte das Olgas, e a água corre em rodopio pela ribeira das Lajes até atingir a ribeira da Cabreira, já perto do rio Tua. O declive foi aproveitado para a colocação de moinhos, movidos pelas abundantes águas do Inverno. Hoje restam alguma ruína, que não tive tempo de visitar.
A ponte (elemento representado na bandeira da freguesia) serviria para estabelecer a ligação entre Freixiel e Pereiros, fazendo possivelmente parte de uma via, em grande parte, calcetada. Apresenta um único arco de volta perfeita, um tabuleiro plano lajeado a granito, guardas também em granito e duas rampas de acesso. Embora de cronologia indeterminada, parece-me exagerada a designação de ponte Romana. Esta designação é atribuída a muitas fontes e pontes muito posteriores aos Romanos.
De regresso ao povoado atravessei a rua principal, onde, além de algumas interessantes construções em granito, é possível encontrar a fonte da Rua. Neste local concentram-se as pessoas nas tardes de Domingo, dado que aqui existem, desde há muitos anos, uma taberna e agora um café. Esta fonte está bem preservada, mas, a fonte do Poço vai-se apagando na memória das pessoas, foi soterrada.
Outra das curiosidades existentes, na travessa Cândido dos Reis, é uma cara esculpida em granito, na parede duma casa, a que dão o nome de “cara” de Pereiros. Uma situação semelhante já constatei em de Mogo de Malta, mas há outras, por exemplo em Parambos.
Mesmo no final da rua está a capela de Santo André. Voltada para a rua, ocupa uma posição elevada em relação a esta. Esta posição foi-se acentuando por rebaixamento da estrada. A sua construção foi provavelmente entre os anos de 1807 e 1810. À pequena torre sineira, possivelmente encimada por uma cruz, faltam algumas pedras e o sino. O interior está recuperado e limpo. Santo André, Santa Eufémia e o Menino Jesus de Praga são as imagens que se encontram no altar. A base deste altar tem muitas semelhanças com as da igreja de Zedes. No exterior, num dos alçados laterais, há um painel de azulejo monocromático de alminhas, colado de uma forma muito humilde. O painel é muito bonito e pouco frequente, dentro daquilo que é o meu conhecimento. Apresenta, em baixo, a mensagem: “É o Santo Sacrifício da Missa o Sufrágio por Excelência das Benditas Almas do Purgatório”.
Depois de percorrer os principais pontos de interesse e as ruas mais importantes, seria interessante embrenhar-me nas ruelas mais estreitas que sobem para o cabeço, concentrar-me nas tradicionais casas rusticamente construídas em granito, mas o calor era muito. Para descansar um pouco procurei um dos lugares mais calmos e frescos que existe na aldeia, a fonte do Vale.
Situada a algumas centenas de metros do povoado, desta fonte brota água fresca de forma ininterrupta. Aqui se reabasteciam de água potável no passado e lavavam a roupa no enorme tanque. Recentemente já foi uma solução alternativa, uma vez que a falta de água tem sido uma constante no concelho.
Beber a água fresca saída da montanha e apreciar a bela paisagem que começa em Codeçais (aldeia anexa de Pereiros) e se prolonga por terras de Murça e Mirandela, na outra margem do Tua, foi uma boa forma de terminar a minha visita a Pereiros. Uma visita a esta simpática terra cheia de gente acolhedora, proporciona uma experiência completamente diferente em cada época do ano. Só vindo cá, se pode viver essa experiência na plenitude. O convite está feito.
-------------------------------
Bibliografia
PEREIRA, António Luís e LOPES, Isabel Alexandra Justo (2005)- Património Arqueológico do Concelho de Carrazeda de Ansiães. Carrazeda de Ansiães: Câmara Municipal.
MORAIS, Cristiano (1995) – Estudos Monográficos Vila Flor - Freixiel. Vila Flor: Câmara Municipal.
TAVARES, Vírgilio (1999) – Conheça a Nossa Terra – Carrazeda de Ansiães. Edição do Autor.
MORAIS, Cristiano (2006) – Por Terras de Ansiães, Estudos Monográficos. Volume 1. Carrazeda de Ansiães: Câmara Municipal.
Agradeço ao Sr. Presidente da Junta da Freguesia de Pereiros e a Fátima Calixto todos os apoios que me deram.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
À Descoberta de Pereiros 2/3
Continuação de - À Descoberta de Pereiros 1/3
Pereiros tem a sua história ligada ao concelho de Freixiel. A sua localização geográfica faz com que as deslocações fossem mais fáceis para Freixiel, ou Abreiro do que para Ansiães. Transpor o acentuado declive em direcção a Carrazeda de Ansiães, depois de uma noite de geada, era uma tarefa difícil para o autocarro, quando este começou a transportar os estudantes da aldeia para Carrazeda. Isto há poucos anos! Para atestar estas dificuldades nas vias de comunicação, ainda estão bem preservados restos de caminhos lajeados, lembrando as calçadas romanas. Quando se desce de Zedes para Pereiros, perto da estrada actual, há vários troços destes caminhos.
Não admira que as deslocações para Freixiel fossem mais fáceis, até porque, o termo da freguesia, estende-se até ao cume da Serra Tinta, a poucos quilómetros do Vieiro, muito para lá da ribeira da Cabreira. Nesta ribeira existiu uma ponte em madeira que permitia transpô-la. Na encosta da Serra Tinta existiu uma capela de que ainda são visíveis as ruínas.
No séc. XVI Pereiros integrava o concelho de Freixiel, pertença do Marquês de Vila Real e tinha 21 moradores . Em 1706 tinha 60 e em 1758, 112 moradores. Nos séculos XVIII e XIX a população evoluiu da seguinte forma: 1864, 635 habitantes; 1890, 753 habitantes; 1920, 645 habitantes; 1940, 728 habitantes; 1960, 684 habitantes; 1981, 524 habitantes (dados sempre referentes à freguesia e, por isso, incluindo os habitantes de Codeçais).
Em 1836, com a extinção do concelho de Freixiel, a freguesia de Pereiros (Pereiros e Codeçais) foi anexada ao concelho de Carrazeda de Ansiães.
Em 1967 Pereiros foi a capital de freguesia eclesiástica. Integrava as freguesias de Pereiros, Pinhal do Norte, Pombal, Zedes e Freixiel. A paróquia civil de Pereiros tinha 845 fogos enquanto que a de Carrazeda de Ansiães contava apenas com 536!
Deixei o Cabeço em direcção à igreja. Pouco depois de passar a Junta de Freguesia encontrei a Fonte Nova. Trata-se de uma bonita e bem preservada fonte de mergulho, onde corre sempre água fresca. Alguns peixes dão vida ao reservatório de água e há um tanque exterior para os animais beberem.
Junto à igreja está uma outra fonte, no Largo de S. Amaro. Neste largo realizava-se o arraial das festas da aldeia: Santo Amaro, a 15 de Janeiro e Nossa Senhora de Fátima, no segundo Domingo de Julho. Nos últimos anos também se tem realizado a Festa do Emigrante, em Agosto. Foi também neste largo que fui encontrar a anfitriã que me acompanharia na visita à igreja, onde foi catequista e é zeladora há muitos anos: Helena Borges. Esta anciã mantém uma vitalidade e lucidez invejáveis, sendo ainda procurada por muitas pessoas para lhe administrar injecções! É um dos meus familiares em Pereiros e, antes da visita à igreja, fizemos uma visita ao passado.
Durante muitos anos fez mantas de trapos, no tear, sendo solicitada por gente de várias freguesias, como Zedes e Freixiel. Recordei, com saudade, uma viagem que fiz a Pereiros, em menino, de burro, transportando sacos de trapos cortados em tiras, para a prima Helena, que morava no Cabeço, fazer uma manta. As encomendas eram tantas que chegaram a somar 80, não chegando o espaço em casa para tanto saco com tiras. Houve necessidade de montar uma estrutura em madeira de forma a guardar os sacos por cima das suas cabeças, junto ao telhado. Teceu linho e estopa, mas o grosso do seu trabalho foram as mantas, chegando a contar 23 mantas feitas num só mês. Havia outro tear na aldeia que fazia cobertores de lã.
Chegaram a existir 7 rebanhos de ovelhas e 2 de cabras na aldeia, mas actualmente não há nenhum.
A igreja é muito bonita, a começar pelo frontispício em granito ricamente trabalhado, onde se destaca o nicho com uma imagem de S. Amaro. A sua torre sineira, quadrangular, com quatro sinos, rematada por uma cúpula, também é de granito. No interior é impossível não reparar nas pinturas do tecto e nalgumas imagens de grande dimensão bem como noutras muito antigas. O pavimento é em pedra tendo à vista as tradicionais divisões numeradas, para aí serem enterrados os fiéis. O tecto do corpo da igreja tem pintado o padroeiro, S. Amaro e nos cantos, os quatro Evangelistas. No tecto da capela-mor destacam-se os símbolos da Ordem de Malta (ou Hospitalários), na qual o concelho de Freixiel se encontrava incluído.
O padroeiro ocupa o ponto mais alto do altar-mor, ao centro. No lugar normalmente dedicado ao padroeiro, à direita do altar, está a imagem de S. José.
As imagens que se destacam pelo seu tamanho são a do Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora das Dores e a do Senhor dos Passos. Esta última, tem dobradiças nos membros que lhe permitem adoptar uma postura no altar e outra no seu próprio andor, onde se apresenta de joelhos e com a cruz aos ombros. Nossa Senhora das Dores não apresenta as tradicionais 7 lanças no peito, mas elas existem. Uma das mais preciosas imagens presentes é uma que representa S. Roque, que se encontra na sacristia. Nossa Senhora de Fátima está representada por várias imagens.
É possível que este templo não seja o inicial. A corroborar esta ideia está o facto de, sobre a porta da sacristia estar grava a data de 1711, na porta do frontispício a de 1779, data em que a igreja terá sido construída. No arco da capela-mor está a data de 1834. Indica o ano em que foi pintado. Esta data faz também parte de uma inscrição pintada no tecto, no coro, fazendo alusão a obras, possivelmente pintura. Para completar este conjunto de datas, junto à porta lateral do adro está gravado o ano de 1951.
Os altares não têm todos a mesma antiguidade. Os do Sagrado Coração de Jesus, Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores, foram feitos mais tarde, obrigando a tapar algumas janelas a fim de se aproveitar o espaço para a sua montagem. Foram pintados em 1874.
Continua aqui - À Descoberta de Pereiros 3/3
Pereiros tem a sua história ligada ao concelho de Freixiel. A sua localização geográfica faz com que as deslocações fossem mais fáceis para Freixiel, ou Abreiro do que para Ansiães. Transpor o acentuado declive em direcção a Carrazeda de Ansiães, depois de uma noite de geada, era uma tarefa difícil para o autocarro, quando este começou a transportar os estudantes da aldeia para Carrazeda. Isto há poucos anos! Para atestar estas dificuldades nas vias de comunicação, ainda estão bem preservados restos de caminhos lajeados, lembrando as calçadas romanas. Quando se desce de Zedes para Pereiros, perto da estrada actual, há vários troços destes caminhos.
Não admira que as deslocações para Freixiel fossem mais fáceis, até porque, o termo da freguesia, estende-se até ao cume da Serra Tinta, a poucos quilómetros do Vieiro, muito para lá da ribeira da Cabreira. Nesta ribeira existiu uma ponte em madeira que permitia transpô-la. Na encosta da Serra Tinta existiu uma capela de que ainda são visíveis as ruínas.
No séc. XVI Pereiros integrava o concelho de Freixiel, pertença do Marquês de Vila Real e tinha 21 moradores . Em 1706 tinha 60 e em 1758, 112 moradores. Nos séculos XVIII e XIX a população evoluiu da seguinte forma: 1864, 635 habitantes; 1890, 753 habitantes; 1920, 645 habitantes; 1940, 728 habitantes; 1960, 684 habitantes; 1981, 524 habitantes (dados sempre referentes à freguesia e, por isso, incluindo os habitantes de Codeçais).
Em 1836, com a extinção do concelho de Freixiel, a freguesia de Pereiros (Pereiros e Codeçais) foi anexada ao concelho de Carrazeda de Ansiães.
Em 1967 Pereiros foi a capital de freguesia eclesiástica. Integrava as freguesias de Pereiros, Pinhal do Norte, Pombal, Zedes e Freixiel. A paróquia civil de Pereiros tinha 845 fogos enquanto que a de Carrazeda de Ansiães contava apenas com 536!
Deixei o Cabeço em direcção à igreja. Pouco depois de passar a Junta de Freguesia encontrei a Fonte Nova. Trata-se de uma bonita e bem preservada fonte de mergulho, onde corre sempre água fresca. Alguns peixes dão vida ao reservatório de água e há um tanque exterior para os animais beberem.
Junto à igreja está uma outra fonte, no Largo de S. Amaro. Neste largo realizava-se o arraial das festas da aldeia: Santo Amaro, a 15 de Janeiro e Nossa Senhora de Fátima, no segundo Domingo de Julho. Nos últimos anos também se tem realizado a Festa do Emigrante, em Agosto. Foi também neste largo que fui encontrar a anfitriã que me acompanharia na visita à igreja, onde foi catequista e é zeladora há muitos anos: Helena Borges. Esta anciã mantém uma vitalidade e lucidez invejáveis, sendo ainda procurada por muitas pessoas para lhe administrar injecções! É um dos meus familiares em Pereiros e, antes da visita à igreja, fizemos uma visita ao passado.
Durante muitos anos fez mantas de trapos, no tear, sendo solicitada por gente de várias freguesias, como Zedes e Freixiel. Recordei, com saudade, uma viagem que fiz a Pereiros, em menino, de burro, transportando sacos de trapos cortados em tiras, para a prima Helena, que morava no Cabeço, fazer uma manta. As encomendas eram tantas que chegaram a somar 80, não chegando o espaço em casa para tanto saco com tiras. Houve necessidade de montar uma estrutura em madeira de forma a guardar os sacos por cima das suas cabeças, junto ao telhado. Teceu linho e estopa, mas o grosso do seu trabalho foram as mantas, chegando a contar 23 mantas feitas num só mês. Havia outro tear na aldeia que fazia cobertores de lã.
Chegaram a existir 7 rebanhos de ovelhas e 2 de cabras na aldeia, mas actualmente não há nenhum.
A igreja é muito bonita, a começar pelo frontispício em granito ricamente trabalhado, onde se destaca o nicho com uma imagem de S. Amaro. A sua torre sineira, quadrangular, com quatro sinos, rematada por uma cúpula, também é de granito. No interior é impossível não reparar nas pinturas do tecto e nalgumas imagens de grande dimensão bem como noutras muito antigas. O pavimento é em pedra tendo à vista as tradicionais divisões numeradas, para aí serem enterrados os fiéis. O tecto do corpo da igreja tem pintado o padroeiro, S. Amaro e nos cantos, os quatro Evangelistas. No tecto da capela-mor destacam-se os símbolos da Ordem de Malta (ou Hospitalários), na qual o concelho de Freixiel se encontrava incluído.
O padroeiro ocupa o ponto mais alto do altar-mor, ao centro. No lugar normalmente dedicado ao padroeiro, à direita do altar, está a imagem de S. José.
As imagens que se destacam pelo seu tamanho são a do Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora das Dores e a do Senhor dos Passos. Esta última, tem dobradiças nos membros que lhe permitem adoptar uma postura no altar e outra no seu próprio andor, onde se apresenta de joelhos e com a cruz aos ombros. Nossa Senhora das Dores não apresenta as tradicionais 7 lanças no peito, mas elas existem. Uma das mais preciosas imagens presentes é uma que representa S. Roque, que se encontra na sacristia. Nossa Senhora de Fátima está representada por várias imagens.
É possível que este templo não seja o inicial. A corroborar esta ideia está o facto de, sobre a porta da sacristia estar grava a data de 1711, na porta do frontispício a de 1779, data em que a igreja terá sido construída. No arco da capela-mor está a data de 1834. Indica o ano em que foi pintado. Esta data faz também parte de uma inscrição pintada no tecto, no coro, fazendo alusão a obras, possivelmente pintura. Para completar este conjunto de datas, junto à porta lateral do adro está gravado o ano de 1951.
Os altares não têm todos a mesma antiguidade. Os do Sagrado Coração de Jesus, Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores, foram feitos mais tarde, obrigando a tapar algumas janelas a fim de se aproveitar o espaço para a sua montagem. Foram pintados em 1874.
Continua aqui - À Descoberta de Pereiros 3/3
domingo, 28 de novembro de 2010
À Descoberta de Pereiros 1/3
Esta é a primeira parte de um conjunto de três, de um artigo publicado no n.º 163 do jornal "O Pombal", em Setembro de 2010. O texto é o mesmo, mas terá mais fotografias.
A minha visita a Pereiros, "À Descoberta", aconteceu no dia 27 de Julho. Situada a 12 quilómetros de Carrazeda de Ansiães, é uma das aldeias mais isoladas do concelho, numa depressão que se estende até ao rio Tua, rodeada por altas encostas repletas das mais rijas formas rochosas que existem por estas paragens.
Dada a proximidade com a minha aldeia natal, e também pelo facto de a minha avó materna ser natural desta freguesia, mantive sempre bastante contacto com a aldeia e com os seus habitantes, onde conto com familiares e amigos.
Quando nos aproximamos do povoado, vindos de Zedes, é impossível não repararmos na inospitalidade envolvente. As rochas nuas, deixadas à vista por sucessivos incêndios, intercalam pequenos espaços onde crescem oliveiras, videiras, figueiras e outras culturas de onde, há séculos, os habitantes retiram o seu sustento. Destaca-se também uma formação rochosa que se eleva acima dos 500 metros de altitude a que chamam Castelo. Na minha juventude subi várias vezes a esse local, mas, não encontrei nada que satisfizesse a minha curiosidade. Pela sua posição estratégica foi, certamente, utilizado para aí edificarem um pequeno castro, proporcionando defesa natural às pessoas. Há, no local, muita pedra miúda solta mas não pude constatar a existência de alguma espécie de túmulo que dizem aí existir. Abundantes são também as lendas à cerca de secretos túneis que descem até ou rio Tua, ou mesmo que chegam ao rio Douro. Quem neles entrar não pode sentir medo ou nunca mais sairá.
À entrada da aldeia, um nicho com Nossa Senhora de Fátima, construído em 1993, dá as boas vindas aos visitantes. Um pouco mais adiante, sobre uma rocha, elevam-se umas curiosas alminhas, vigiando o caminho e pedindo uma oração a quem passa. Apresentam um painel de azulejo policromado, com Cristo pregado na cruz e as almas padecendo nas chamas do purgatório, de onde são retiradas pelos anjos.
Alguns metros depois encontram-se os edifícios das escolas. O mais velho, com a data de 1813, é a actual sede da Junta de Freguesia. Da escola que aí funcionou, quando as crianças eram às dezenas falou-me Adérito Fidalgo, recordando com orgulho algumas das matérias que aprendeu. Eu apenas recordava o espaço como sala de baile, centro de entretenimento aos domingos à tarde.
No seu interior pude admirar um conjunto de taças e troféus conquistados pela juventude de Pereiros em provas desportivas e a bandeia da freguesia, com símbolos representativos do passado e do presente da aldeia: uma ponte, um ramo com pêras, uma mitra e o rio. O rio representa o Tua; as pêras relacionam-se com o nome da aldeia, Pereiros; a mitra recorda a importância eclesiástica que a aldeia teve em tempos idos, tendo sido curato amovível “ad nutum” do bispo de Bragança e o padroeiro, S. Amaro. Da ponte falarei mais tarde.
Não muito distante do edifício da antiga escola está a “nova”, também ela privada do barulho das crianças, uma vez que está encerrada já há alguns anos. No recreio, onde agora existe um polidesportivo, joguei eu futebol com os meus colegas de escola primária, em entusiásticos intercâmbios que fazíamos com os alunos de Pereiros, por altura do S. Martinho. O recinto da escola é utilizado pela população como recinto de festas, ganhando uma nova vida.
Pela rua Gil Eanes chega-se ao Cabeço ou Alto de S. Amaro. É talvez o ponto de onde se tem uma visão mais completa do povoado e também o local onde a evolução é bastante evidente. A par das bonitas residências que ali têm sido construídas, há uma área ajardinada, sombra, bancos e um nicho dedicado ao padroeiro da aldeia, S. Amaro. Neste local também se encontra um cruzeiro, centenário, com bastante importância religiosa. A ele se deve a designação “Calvário”, também atribuída. Por altura da Páscoa realizava-se uma importante procissão, com o Senhor dos Passos a percorrer algumas ruas da aldeia e Nossa Senhora das Dores outras. No Calvário dava-se o Encontro e era feito o sermão. Esta tradição perdeu-se já algum tempo, sendo o Sr. Padre Valentim (muito querido em Pereiros) o último a realizá-la.
Ao passearmos o olhar pela aldeia é impossível não repararmos na imponente igreja, uma das mais belas do concelho. Como é possível que uma aldeia tão isolada tenha um templo com esta dimensão? A resposta encontra-se na história e na importância da aldeia como paróquia.
Os parcos vestígios arqueológicos existentes no Castelo não tornam possível clarificar a história mas, segundo alguns especialistas, os pequenos fragmentos de cerâmica de fabrico manual poderão situar a construção na idade do ferro. Poderá também integrar esta linha do tempo uma espécie de lagareta, talvez para a produção artesanal de azeite, escavada no rés-do-chão de uma casa no largo Luís de Camões . Tirando estes dois marcos históricos os restantes, igreja, fontes, ponte, etc., terão que ser referenciados, no máximo, à idade média tardia, ou, o mais provável, já à idade moderna.
Continua aqui - À Descoberta de Pereiros 2/3
A minha visita a Pereiros, "À Descoberta", aconteceu no dia 27 de Julho. Situada a 12 quilómetros de Carrazeda de Ansiães, é uma das aldeias mais isoladas do concelho, numa depressão que se estende até ao rio Tua, rodeada por altas encostas repletas das mais rijas formas rochosas que existem por estas paragens.
Dada a proximidade com a minha aldeia natal, e também pelo facto de a minha avó materna ser natural desta freguesia, mantive sempre bastante contacto com a aldeia e com os seus habitantes, onde conto com familiares e amigos.
Quando nos aproximamos do povoado, vindos de Zedes, é impossível não repararmos na inospitalidade envolvente. As rochas nuas, deixadas à vista por sucessivos incêndios, intercalam pequenos espaços onde crescem oliveiras, videiras, figueiras e outras culturas de onde, há séculos, os habitantes retiram o seu sustento. Destaca-se também uma formação rochosa que se eleva acima dos 500 metros de altitude a que chamam Castelo. Na minha juventude subi várias vezes a esse local, mas, não encontrei nada que satisfizesse a minha curiosidade. Pela sua posição estratégica foi, certamente, utilizado para aí edificarem um pequeno castro, proporcionando defesa natural às pessoas. Há, no local, muita pedra miúda solta mas não pude constatar a existência de alguma espécie de túmulo que dizem aí existir. Abundantes são também as lendas à cerca de secretos túneis que descem até ou rio Tua, ou mesmo que chegam ao rio Douro. Quem neles entrar não pode sentir medo ou nunca mais sairá.
À entrada da aldeia, um nicho com Nossa Senhora de Fátima, construído em 1993, dá as boas vindas aos visitantes. Um pouco mais adiante, sobre uma rocha, elevam-se umas curiosas alminhas, vigiando o caminho e pedindo uma oração a quem passa. Apresentam um painel de azulejo policromado, com Cristo pregado na cruz e as almas padecendo nas chamas do purgatório, de onde são retiradas pelos anjos.
Alguns metros depois encontram-se os edifícios das escolas. O mais velho, com a data de 1813, é a actual sede da Junta de Freguesia. Da escola que aí funcionou, quando as crianças eram às dezenas falou-me Adérito Fidalgo, recordando com orgulho algumas das matérias que aprendeu. Eu apenas recordava o espaço como sala de baile, centro de entretenimento aos domingos à tarde.
No seu interior pude admirar um conjunto de taças e troféus conquistados pela juventude de Pereiros em provas desportivas e a bandeia da freguesia, com símbolos representativos do passado e do presente da aldeia: uma ponte, um ramo com pêras, uma mitra e o rio. O rio representa o Tua; as pêras relacionam-se com o nome da aldeia, Pereiros; a mitra recorda a importância eclesiástica que a aldeia teve em tempos idos, tendo sido curato amovível “ad nutum” do bispo de Bragança e o padroeiro, S. Amaro. Da ponte falarei mais tarde.
Não muito distante do edifício da antiga escola está a “nova”, também ela privada do barulho das crianças, uma vez que está encerrada já há alguns anos. No recreio, onde agora existe um polidesportivo, joguei eu futebol com os meus colegas de escola primária, em entusiásticos intercâmbios que fazíamos com os alunos de Pereiros, por altura do S. Martinho. O recinto da escola é utilizado pela população como recinto de festas, ganhando uma nova vida.
Pela rua Gil Eanes chega-se ao Cabeço ou Alto de S. Amaro. É talvez o ponto de onde se tem uma visão mais completa do povoado e também o local onde a evolução é bastante evidente. A par das bonitas residências que ali têm sido construídas, há uma área ajardinada, sombra, bancos e um nicho dedicado ao padroeiro da aldeia, S. Amaro. Neste local também se encontra um cruzeiro, centenário, com bastante importância religiosa. A ele se deve a designação “Calvário”, também atribuída. Por altura da Páscoa realizava-se uma importante procissão, com o Senhor dos Passos a percorrer algumas ruas da aldeia e Nossa Senhora das Dores outras. No Calvário dava-se o Encontro e era feito o sermão. Esta tradição perdeu-se já algum tempo, sendo o Sr. Padre Valentim (muito querido em Pereiros) o último a realizá-la.
Ao passearmos o olhar pela aldeia é impossível não repararmos na imponente igreja, uma das mais belas do concelho. Como é possível que uma aldeia tão isolada tenha um templo com esta dimensão? A resposta encontra-se na história e na importância da aldeia como paróquia.
Os parcos vestígios arqueológicos existentes no Castelo não tornam possível clarificar a história mas, segundo alguns especialistas, os pequenos fragmentos de cerâmica de fabrico manual poderão situar a construção na idade do ferro. Poderá também integrar esta linha do tempo uma espécie de lagareta, talvez para a produção artesanal de azeite, escavada no rés-do-chão de uma casa no largo Luís de Camões . Tirando estes dois marcos históricos os restantes, igreja, fontes, ponte, etc., terão que ser referenciados, no máximo, à idade média tardia, ou, o mais provável, já à idade moderna.
Continua aqui - À Descoberta de Pereiros 2/3
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Fonte do Vale - Pereiros
Numa visita a Pereiros podemos encontrar um interessante conjunto de fontes e fontanários. A água fresca ainda corre, em grande parte delas. São bom exemplo disso a fonte da Rua e a fonte Nova. Mas, a fonte onde se pode beber água fresca e apreciar uma bela paisagem é na Fonte do Vale.
Está situada fora da aldeia a pouco mais de 150 metros de distância da rua de Santo André, partindo de onde esta se encontra com a rua Bartolomeu Dias (estrada que contorna Pereirose segue para Codeçais).
É pena que a área envolvente tenha ardido recentemente, porque, anteriormente, o local era ainda mais agradável, com sombras e mais frescura.
Está situada fora da aldeia a pouco mais de 150 metros de distância da rua de Santo André, partindo de onde esta se encontra com a rua Bartolomeu Dias (estrada que contorna Pereirose segue para Codeçais).
É pena que a área envolvente tenha ardido recentemente, porque, anteriormente, o local era ainda mais agradável, com sombras e mais frescura.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
cara de Pereiros
Quando no ano passado publiquei uma fotografia de uma bonita varanda em Pereiros, uma leitora atenta chamou a atenção para a existência, na mesma habitação, de uma cara talhada no granito conhecida como a "cara de Pereiros". Na minha seguinte visita à aldeia procurei a dita cara e não me foi difícil encontrá-la. Curiosamente situações semelhantes acontecem em muitas das aldeias do concelho, como mostrarei em breve a respeito de Mogo de Malta.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Novo Blogue - Pereiros
É com alegria que comunico à comunidade de visitantes deste Blogue a abertura de um novo espaço inteiramente dedicado a Pereiros. Este espaço é dinamizado pelo Prof. Hernâni Fidalgo, professor de história na Escola Secundária de Mirandela. É também um entusiasta da fotografia.
O endereço é: http://pereiros-de-ansiaes.blogspot.com e o link estará sempre disponível na margem direita do blogue À Descoberta de Carrazeda de Ansiães.
O endereço é: http://pereiros-de-ansiaes.blogspot.com e o link estará sempre disponível na margem direita do blogue À Descoberta de Carrazeda de Ansiães.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Pereiros (3)
Mais uma imagem de Pereiros, desta vez tirada do Alto de Santo Amaro, apenas com a companhia da imagem do santo, uma vez que fazia muito frio. O alecrim em primeiro plano mereceu o destaque.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Santo António, em Pereiros
Ontem, a chuva e o nevoeiro levaram-me até Pereiros e depois até Codeçais.O objectivo era fotografar estas aldeias envoltas em nevoeiro, mas ele andou sempre a brincar comigo e não consegui apanhá-lo. A viagem não foi em vão. Em Pereiros, no largo Luís de Camões, fui encontrar este painel de azulejos com S. António com uma interessante protecção. Também em Codeçais encontrei algumas curiosidades que mostrarei noutra oportunidade.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Pereiros (2)
Casa tradicional em granito que podemos encontrar em várias aldeias do concelho. Em Pereiros e Codeçais há exemplares muito fotogénicos.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Vai haver festa em Pereiros
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Pormenores, em Pereiros
Enbutida na parede de uma casa, em Pereiros, fui encontrar este fotogénico arranjo. Gosto muito de tirar fotografias em Pereiros e Codeçais. São aldeias muito rústicas onde o granito ainda aparece quase como na época medieval fazendo-nos sentir personagens de filmes.
domingo, 28 de dezembro de 2008
O frio, em Pereiros
As baixas temperaturas que se fizeram sentir no Natal, nos Pereiros, permitiram fotografias de rara beleza.
Subscrever:
Mensagens (Atom)














































