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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Trilho do Castelo - 13 de Maio 2012

 
Mais algumas fotografias tiradas no dia 13 de Maio de 2012 no Passeio Pedestre realizado em Lavandeira, Castelo de Ansiães, Marzagão e Selores.
A reportagem pode ser lida aqui e aqui.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Trilho do Castelo - 13 de Maio (2.ªParte)

Vista parcial de Marzagão
Continuação de: Trilho do Castelo - 13 de Maio (1.ªParte)
Entusiasmado com o Castelo de Ansiães perdi-me do grupo! O percurso oficial do Trilho do Castelo foi alterado levando a caminhada a Marzagão. Não é coisa que me tenha incomodado, mas para não ser agradável anunciar um percurso de 5,3 km e alarga-lo mais de 10!
Interior da Igreja Matriz de Marzagão
Junto à Igreja de S. João Baptista o percurso deixou a estrada e meteu por um caminho que desce o vale em direção ao Douro. Há tempos que sonhava conhecer este vale, mas não me senti muito à vontade. O carro vassoura já tinha passado e foi recolhendo as marcações existente. Um companheiro da caminhada apercebeu-se da minha ausência e esperou por mim. Não sabíamos se estávamos no percurso certo e não conseguimos apreciar a paisagem como pretendíamos.
Apesar de toda a área ter ardido à poucos anos, há muita vegetação. Algumas manchas não arderam, outras recuperaram parte da vegetação. Havia muita erva e de vários locais corria água que se juntava no ribeiro da Ferradosa para se precipitar no Rio Douro.
Exterior da Igreja Matriz de Marzagão (e S. João Batista)
 Quando nos pareceu que podíamos inverter o sentido descendente e tentar alcançar Marzagão, fizémo-lo e foi a opção correta. Ficámos mais sossegados quando chegámos à Igreja Matriz, pouco depois de terminar a Eucaristia. A festa de Nossa Senhora do Rosário aconteceu dia 6 de Maio e a igreja ainda ostentava uma roupagem florida exuberante. Mas não precisava. A igreja de S. João Baptista da paróquia extra-muros do castelo de Ansiães foi transladada para aqui no ano de 1575. A ela estiveram ligadas mais de metade das atuais paroquias do concelho, tendo Marzagão um papel invejável na vida religiosa (e não só) do concelho.É um templo que visito muitas vezes, mas nunca me canso de apreciar o trabalho em talha dourada dos altares, os caixotões do teto, as imagens...desta vez o que entusiasmou foi apreciar a imagem de S. João Baptista que era exibida na igreja mãe, no castelo!
Sobremesas, em Selores
Mais seguros do caminho a seguir, dirigi-mo-nos em direção ao cemitérios e depois à Quinta da Abeleira. Esta é uma grande exploração de maçã, sendo este uma das principais produções agrícolas também em Selores e mesmo na Lavandeira.
Sargaço (em Mazagão)
Atingimos a a estrada municipal 632 sabendo que todo o grupo nos levava um grande avanço. Seguimo-la até Selores. Pretendíamos "saltar" a visita à igreja para termos hipótese de visitar a capela de S. António, em Alganhafres, era uma oportunidade rara de a encontrarmos aberta. Acabámos por desistir de Alganhafres. Havia um grupo de pessoas na igreja que nos informou que o almoço já estava a ser serviço na antiga Escola Primária da aldeia. Acabámos também por entrar na igreja e dar por termino o nosso percurso pedestre.
Altares laterais da Igreja Matriz de Selores
A igreja matriz de Selores, de orago de S. Gregório, é de arquitetura religiosa, seiscentista e barroca. Igreja de planta retangular composta por nave e capela-mor. Fachada principal em empena truncada por sineiras. O retábulo-mor de talha barroca joanina.
Entradas, em Selores
Dirigimo-nos ao local do almoço. Depois da longa caminhada, com momentos de bastante calor, o apetite já era muito. Tivemos direito a entradas, com presunto, rissóis e bolinhos de bacalhau. O prato principal foram panados com arroz seco e alface, servido depois de uma sopa de legumes. Houve ainda como segundo prato rojões. De sobremesa tivemos direito a laranjas, maçãs e diversos tipos de bolos.
A refeição foi mais uma vez servida pelo serf-service D. Miguel, de Carrazeda de Ansiães, mas muitos dos alimentos que mencionei foram da responsabilidade da Junta de Freguesia de Selores.
Almoço (Selores)
Durante este trilho andei constantemente atrasado, não conseguindo acompanhar o grupo. Isso fez-me perder as preciosas explicações da arqueóloga e não tirei muitas fotografias ao grupo. Não sei se também foi culpa minha não perceber o percurso. Não adianta distribuir um panfleto com um percurso que não é seguido. A refeição em vários espaços e sem lugar para todos se sentarem também foi algo conturbada. É complicado comer de faca e garfo, segurando o prato, o garfo, o copo, etc. Isto também se deveu ao crescente número de participantes, aos quais se soma um bom grupo de pessoas responsáveis pela logística.
O descanso depois da tarefa concluída
O Trilho do Castelo tem um conjunto de ingredientes que fazem dele único no conjunto de todos os percursos sinalizados. Quer pelas ruínas do castelo, quer pelo conjunto de templos, ou ainda pela paisagem que se avista do castelo. A somar a estes ingredientes houve também o facto desta caminhada acontecer em Maio, mês das flores. Posso ter andado sempre atrasado em relação ao grupo, mas não perdi a oportunidade de captar alguns exemplares da flora que muito chamam à atenção nesta altura do ano.
Trilho do Castelo Sinalizado (5,3 kms)
GPSies - Trilho do Castelo
Percurso realizado em 13-05-2012 (10,6 kms)
GPSies - Trilho do Castelo (modificado)

domingo, 22 de abril de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

Capela do Divino Espírito Santo - Alganhafres

Capela do Divino Espírito Santo - Alganhafres
Completamente em ruínas e ao abandono, merecia um pouco mais de atenção, quanto mais não seja livrá-la do lixo e das silvas.
Fica situada à entrada da localidade de Alganhafres e também é conhecida por Capela do Ferraz

terça-feira, 3 de abril de 2012

1 Dia por terras de Ansiães (7b)

Flores de macieira (Selores)
Depois da partida da Lavandeira e de uma passagem demorada pelas capelas de S. Salvador e de S. João Batista, já no castelo de Ansiães, o percurso estendeu-se a Selores. O tempo passou rapidamente e foi com muita pena minha que não subimos à muralha interior do Castelo. É sempre um prazer desfrutar da paisagem e creio que haveria muito a dizer sobre as estruturas que aí existem. Mas, nunca se pode ver tudo...
Capela de S. Brás (Selores)
Entre as ruínas do castelo e a aldeia de Selores é possível encontrar vestígios de um habitat romano. Este habitat estende-se praticamente desde das traseiras da igreja de S. João Batista, onde funcionou um cemitério na época medieval, até próximo do povoado de Selores. A presença dos romano nesta área é só mais uma que vem engrandecer a história do espaço, que foi ocupado por mais de cinco mil anos e que merece toda a atenção, agora que está praticamente ao abandono.
Ao aproximar-nos de Selores começámos a sentir o cheiro das flores de macieira. Apesar de estas fruteiras ainda não estarem em floração em todo o concelho, é aqui que me parece que a floração está mais adiantada.
Pormenor da talha do altar da igreja matriz de Selores.
Já em Selores pensava visitar a capela de Nossa Senhora do Prado e a Capela de S. António, a primeira junto à estrada e completamente abandonada e a segunda integrada na chamada Casa de Selores, brasonada, uma joia, mas será para correnteza noutra oportunidade. Os espaços estão fechados e não é fácil ter acesso a ales. O que eu não contava, aliás desconhecia totalmente a sua existência, foi conhecer a capela de S. Brás, em Selores. É particular, dessacralizada, serve para arrumos e passa completamente desapercebida  a quem circula na rua.
Casa e Capela de Santo António (Alganhafres)
 No centro da aldeia é a igreja matriz de Selores. Esta foi objeto de uma visita cuidada e demorada o que me permitiu ver pormenores que me passaram desapercebidas numa visita que lhe fiz recentemente.
Seguiu-se o pequeno povoado de Alganhafres. Praticamente não se percebe quando se deixa Selores e quando começa Alganhafres! Não me tinha apercebido da proximidade destas duas aldeias porque não fiz todo o percurso da procissão no dia 12 de Março.
Ruínas da capela do Divino Espírito Santo (Alganhafres)
Em Alganhafres conheci também a capela de Santo António, que faz parte de um casal senhorial. Em redor há muitas casas em granito, em completa ruína.
O percurso pedestre terminou junto às ruínas da capela de Ferraz ou do Divino Espírito Santo.
Seguimos mais ou menos de perto o traçado do Trilho do Castelo, que integra a Rede Municipal de Percursos, mas, penso que este trilho não contempla Alganhafres.
Almoço - Albufeira da Fontelonga
Não foi possível regressar à Lavandeira a pé porque a hora já ia adiantada. Também não havia nada que obrigasse a respeitar qualquer percurso.
Recuperados os carros, rumámos ao Parque de Merendas junto à albufeira de Fontelonga. A zona é muito aprazível, embora não esteja nas melhores condições (não há qualquer casa de banho e há algum lixo espalhado).
O almoço foi preparado pelo grupo e consistiu de carne assada no churrasco, alheira, caldo verde, pão e fruta. Para beber foi servido um bom vinho tinto, especial, produzido por um grupo de amigos para ocasiões especiais.
Folar e vinho fino (Casa Dona Urraca, Vilarinho da Castanheira)
Depois de almoço rumámos a Vilarinho da Castanheira. O programa previa uma deslocação aos moinhos de água e assistir ao pôr-do-sol junto à Pala da Moura, por isso houve que improvisar para ocupar o tempo.
Fizemos uma visita cultural a alguns locais da aldeia: o pelourinho, a necrópole da Cerca do Fidalgo, o futuro Museus e a capela de S. Sebastião. Foi uma sorte por apesar de já me ter deslocado inúmeras vezes a esta aldeia aldeia, nunca tinha ali entrado. Também não estava planeada uma visita à Casa de Dona Urraca, uma infraestrutura de Turismo Rural que nos recebeu muito bem. Visitámos a adega e o folar juntamente com o vinho tratado da casa fizeram um dos melhores momentos do dia.
Na levada do moinho (Vilarinho da Castanheira)
A deslocação para os moinhos da aldeia foi em automóvel. Infelizmente não há água para dar beleza e romantismo ao local. O ribeiro apenas tem pequenos charcos e fazer rodar as mós dos moinhos é impossível. A maior parte das pessoas não conhecia o local e gostaram muito.
Já perto do pôr-do-sol deslocámo-nos para a Pala da Moura. Por coincidência ou "milagre" o céu escuro com ameaças de chuva abriu-se e o último raio de sol atravessou o espaço dos fortes esteios da anta. Foi um momento mágico.
A investigar a orientação da Pala da Moura
O sr. Padre Bernardo chegou momento certo para explicar o significado a a função destes monumentos megalíticos. Defende que tinham funções muito mais interessantes do que meras câmaras funerárias. A sua orientação está de acordo com o "movimento" solar, a sua posição enquadra-se na conjunção de forças que vêm da terra e que esses povos antigos já seriam capazes de detetar e respeitar.
Pôr-do-sol na Pala da Moura (Vilarinho da Castanheira)
Já quase noite cerrada, terminou o Passeio Cultural. Foi um longo dia À Descoberta do concelho de Carrazeda de Ansiães. E foi completo. Além da história, da beleza da paisagem, da delicadeza das flores, houve também a gastronomia, o convívio o olhar diferente para o que temos e de que nos orgulhamos.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Detalhes em Ferro (5)

Pormenor da porta do adro da igreja matriz em Selores.

terça-feira, 27 de março de 2012

Propostas para o próximo fim de semana

Caminho / Fonte Nova
O próximo fim de semana em Carrazeda de Ansiães promete boas oportunidades para quem gosta de partir À Descoberta das diferentes vertentes do concelho.
A oferta começa, no sábado, dia 31,  com um Passeio Cultural que tem início na acolhedora aldeia da Lavandeira. O percurso estende-se desde a Lavandeira até ao Castelo de Ansiães; descida a Selores; passagem por Alganhafres e fim da caminhada no ponto de partida na Lavandeira.
Se o o cenário é, como muitos conhecem do melhor que o nosso concelho pode oferecer, há pelo menos mais dois ingredientes a juntar a este "caldo" cultural: o anfitrião será o Padre Bernardo, de Zedes, que dá gosto ouvir; alguns locais a visitar têm monumentos importantes da história do concelho,  que será um prazer conhecer melhor. Como se isto ainda não bastasse, o PROGRAMA continua com um almoço volante na zona da Barragem da Fontelonga. É um local aprazível, onde nunca tive o prazer de comer. Se o tempo ajudar, tenho a certeza que será um bom momento de convívio.
Ainda não terminou o dia.
Pela tarde está prevista uma visita a Vilarinho da Castanheira. O leque de  locais que se podem visitar nesta aldeia é vasto, mas uma passagem pela ribeira com os seus moinhos recuperados é, por certo, seria uma boa escolha. Ao final da tarde acontecerá outro momento alto do dia com o momento do pôr-do-sol a partir da Anta do Vilarinho da Castanheira.
Esta iniciativa parte do grupo de pessoas que pessoas que já organizou o nascer do sol na Casa da Moura de Zedes, a 23 de Setembro de 2011, com o Prof. José Mesquita como um dos organizadores.
No domingo, dia 1 de Abril, está previsto mais um Passeio Pedestre, dos conjunto que a Câmara Municipal está a promover. Desta vez o percurso será o Trilho de Foz Tua, com a distância de 9,8 Km para percorrer. Esta parte do concelho não é das que melhor conheço e por isso seria um prazer poder percorrer os caminhos rurais das aldeias de Castanheiro, Tralhariz e outras por onde este trilho possa passar. Vou fazer os possíveis por estar presente.
Com a amostra do que se passou em Linhares, no primeiro Passeio Pedestre é de esperar um bom grupo de pessoas com muito boa disposição. O almoço deverá ser servido no local, quem sabe se junto à igreja, entre Castanheiro e Tralhariz. O preço deve rondar os 5/6€.
Dia 31 de Março, dia 1 de Abril, ou, quem sabe, os dois dias, são oportunidades a não perder, para quem quer manter a forma e aumentar os conhecimento do concelho onde vive e/ou de que gosta.

Contactos para o dia 31 de Março:
 Contactos para o dia 1 de Abril:

    terça-feira, 13 de março de 2012

    1 Dia por terras de Ansiães (6)

    Já há algum tempo que que não passava um dia completo À Descoberta de Carrazeda de Ansiães. Desde Outubro do ano passado.
    As alternativas eram tantas, que me senti baralhado na momento de escolher. Dado o mês, e a pensar nas amendoeiras em flor, pensei que dar uma volta pela parte mais alta do concelho me podia proporcionar algumas fotografias interessantes.
    O passeio (de carro), começou em Belver. O movimento era pouco e a paisagem pareceu-me muito adormecida. A par das amendoeiras, as nabiças em flor emprestam um colorido que vale a pena ver. Por ouro lado, os ribeiros secos, os lameiros sem pinga de água... são cenários que metem dó. Já para não falar dos incêndios que não param, lavrando, pouco a pouco, a parca verdura que consegue sobreviver nos nossos montes.
     A viagem seguiu até Fontelonga. A água abundante que sempre corre na fonte à entrada da aldeia, não estava lá! Após uma curta paragem continuei até Besteiros. Com o céu limpo e sem nada a obstruir-me a visão, pode ser, quase perto, Vilarinho da Castanheira, num morro onde se podia quase imaginar o seu antigo castelo. Recordei uma série de fotografias que fiz em Besteiros no meio do nevoeiro. Como a paisagem muda com o estado do tempo!
    A estrada para Seixo de Ansiães tem sido bastante percorrida por mim. Fiz algumas paragens para tentar captar a magia que se vê lá para os lados de Coleja. Nem sempre a máquina fotográfica consegue captar as nuances que o nossos olhos observam, A neblina do vale é uma destas situações.
    As amendoeiras em flor foram aparecendo, espelhadas por entre fragas em pequenos terrenos agrícolas. Foi no Seixo, junto à aldeia que fui encontrar o amendoal mais bonito que já vi este ano! As amendoeiras foram cortadas e enxertadas já de grandes. A floração é uniforme em todas as plantas e estava no auge da floração. O terreno estava vedado e fiz o que pude para conseguir algumas fotografias através dos buracos da rede.
     Ainda desci até Beira Grande, mas nem cheguei a sair do carro. Voltei ao Seixo e rumei até à Lavandeira. Fez uma ano há poucos dias que passei lá um dia inteiros, mas ficou muita coisa por ver.
    Almocei no Largo de Santa Eufémia, um almoço volante, daqueles que se levam na mochila sem muito esforço. Comecei um percurso pelas ruas da aldeia, mas quando dei por mim estava a subir o caminho em direção ao Castelo. Não pretendia lá chegar, mas apenas encontrar uma fonte que existe algures pelo caminho, a Fonte Nova. Apenas estive nesse lugar uma única vez e já devem ter passado mais de 25 anos.
    Gostei de percorrer o caminho. Encontrei a fonte e voltei para trás. Acabei por me demorar mais do que o que esperava porque saí do caminho e comecei a explorar algumas formas rochosas e espécies vegetais. Encontrei dois medronheiros, mas não deu para perceber se eram espontâneos ou se foram ali plantados.
    Na descida, já perto da aldeia, encontrei o Sr. Padre Bernardo, meu conterrâneo e uma das pessoas que me dá gosto ouvir. Conversámos um pouco e regressámos à Lavandeira para visitar a igreja. É algo de extraordinário. Chegaram mais dois padres para as confissões. Como também ia haver Eucaristia e não ficava bem andar a circular pela igreja,  parti para Selores.
     A paróquia de Selores estava a festejar S. Gregório, o seu padroeiro. As celebrações iniciaram pela manhã, às onze horas, com as confissões e a Eucaristia, concelebrada pelo  Padre Bernardo e pelo Padre Humberto.
    S. Gregório Magno nascido no ano 540, em Roma, foi papa da Igreja Católica tendo um papel de relevo. Fundou mosteiros, enviou missionários às ilhas Britânicas e também lhe é atribuída a divulgação do canto gregoriano, bastante conhecido na atualidade.
    Às cinco realizava-se a procissão com o andor de S. Gregório a percorrer as principais ruas de Selores e de Alganhafres.
    A imagem de S. Gregório foi restaurada há pouco tempo, sendo a primeira vez que saiu em procissão após o restauro.
    A procissão demorou a sair. Percebi que esperavam que as crianças chegassem da escola. Achei bem, são poucas, mas são importantes. Aproveitei para fazer um passeio, em circulo, o mesmo que sempre faço. É uma terra bastante pequena.
     Acompanhei a procissão em parte do percurso. Regressei rapidamente à Lavandeira onde alguém me esperava para eu poder ver a igreja sem perturbar o culto.
    Entretanto a noite chegou! Faltou tempo, para ver tanta coisa!...
    Em nova passagem por Selores o palco já estava montado. certamente se encontravam a jantar para depois animar as festa. Para mim, o dia por terras de Ansiães já tinha terminado.
     A coleção de fotografias do dia é grande. Espero mostrá-las aos poucos, antes de 1 novo dia À Descoberta...

    quinta-feira, 8 de março de 2012

    Brasão da Casa de Selores

    Um dos brasões existentes na chamada Casa de Selores, na freguesia de Selores.
    Mostra no 1º quartel as armas dos Caldeiras, o 2º são as dos Morais, o 3º as dos Sousas e o 4º as dos Mesquitas.

    segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

    Selores (3)

    Na sexta-feira passada fiz uma paragem em Selores para percorrer algumas ruas da freguesia, que mal conheço. Logo quando estacionei chamou-me à atenção o enorme chorão junto ao coreto que começa a rebentar depois da pausa invernal. As nuvens puseram-se a jeito e não resisti a registar o momento, que, diga-se, estava digno de ser admirado.
    Posteriormente mostrarei mais algumas fotografias do passeio.

    sexta-feira, 19 de novembro de 2010

    1 dia por terras de Ansiães (03)

    Hoje o dia estava destinado para mais uma incursão À Descoberta de mais alguns cantinhos do concelho de Carrazeda de Ansiães, mas, acordou chuvoso e até os recantos mais coloridos pelos tons do Outono pareceriam cinzentos.
    Como a tecnologia actual nos permite viagens infindáveis, por mundos distantes (e mesmo imaginários), aqui estou eu para mostrar e descrever mais viagens anteriores.
    Vai para um mês fiz uma viagem a Seixo de Manhoses. Para chegar à aldeia usei uma estrada que nunca tinha utilizado antes. Liga Seixo de Ansiães a Besteiros e Fontelonga. No Outono gosto muito de passar por Fontelonga, entre outras coisas porque os castanheiros ganham tonalidades muito interessantes que gosto de fotografar.
    Entre Besteiros e Seixo tem-se contacto com o concelho profundo, tal como noutros pontos do concelho, como por exemplo Pereiros e Codeçais. Por entre videiras e amendoeiras que devem habitar estes locais há séculos, quase se avista o Douro, por entre as copas dos pinheiros esturricados pelos incêndios do último Verão. Algumas vinhas e pomares também não resistiram às chamas.
    A aproximação à aldeia mostra-nos uma capelinha no alto do monte, trata-se de Nossa Senhora da Costa. É um desafio que vale a pena vencer, uma vez que a paisagem que se avista deste lugar vale bem a energia despendida para aqui chegar.
    Seixo de Ansiães é uma aldeia para Descobrir sem pressas. As ruas mais antigas oferecem construções bem características da nossa região, algumas das quais em ruínas. Que me desculpem se fotografo principalmente casas velhas. A ideia não é mostrar a decadência das aldeias, mas sim a beleza que existe na simplicidade. Muitas das vivendas modernas, hão-de um dia ser velhas e talvez haja quem se interesse por elas como antigas e simples. É o ritmo da vida e das coisas.
    Na aldeia há uma zona com ruas largas, planeadas, que fazem inveja a algumas vilas, mas é nas ruas estreitas, cheias de contrastes, que me sinto mais entusiasmado. São portões e gradeamentos em ferro forjado muito bonitos, são janelas e portas abertas no rústico granito, são recantos que convidam à calma (como a Rua do Forno), que me atraem.
    No Seixo não pode deixar de se visitar algumas fontes antigas como a Fonte do Barroso e o Chafariz, a capela do Espírito Santo, cruzeiros, duas interessantes alminhas e, é claro, a igreja matriz.
    Sem dar por isso, encantado também pela conversa que fui mantendo com algumas pessoas, chegou a hora de almoço. Como bom aventureiro que sou, estava prevenido, o almoço estava comigo. Subi ao alto do monte sobranceiro à aldeia onde se situa a capela de Nossa Senhora da Costa e almocei nesse lugar, com uma vista privilegiada de 360 graus de beleza.
    A capela não é uma construção de grande relevo. Tem gravado o ano de 1968, talvez o ano da sua construção em substituição da Senhora da Costa “velha”. Encontrei algumas pessoas que me falaram dela.
    Depois do almoço desci de novo à aldeia. A minha curiosidade levou-me À Descoberta de uma singular fonte a alguns quilómetros do povoado, entre vinhedos, nas encostas para o Douro. Desorientado e preocupado com a viatura, pouco própria para estas aventuras, desisti de encontrar a Fonte da Calçada, mas sei que estive perto.
    A paragem seguinte foi em Selores. A porta da igreja matriz estava aberta, o que constituiu uma boa oportunidade para uma visita. Fiquei fascinado. Infelizmente o senhor presidente da junta, presente no local, não me permitiu a recolha de imagens. Estou certo que, numa próxima visita, compreenderá as minhas boas intenções, nem que para isso tenha que falar com o pároco da freguesia.
    É impossível passar por Selores sem fazer uma paragem na conhecida Casa de Selores. É mais famosa a casa do que a aldeia! Entre outros pontos de interesse “é obrigatório” fotografar os três (!) brasões que ostenta.
    Depois de uma rápida passagem por Marzagão, que adormecido, nem deu pela minha passagem, segui para Carrazeda de Ansiães. Parei na Praça, onde tantas vezes joguei futebol à socapa. Agora com um bonito jardim, é um dos locais mais bonitos da Vila, que, sinceramente, pouco tenho gozado.
    A minha paragem destinou-se principalmente ao reconhecimento das esculturas em granito que aí foram implantadas. Neste jardim, de nome Lopo Vaz de Sampaio, encontram-se As Nossas Mesas, 4 obras do escultor holandês Mark Brusse.
    Mesmo com o sol a esconder-se por detrás do casario, gostei de admirar estas obras de arte. Sou favorável à arte, seja ela em que suporte for, questionável é o estado das finanças locais em que ficou a nossa câmara. Apesar de viver fora, a minha residência continua a ser no concelho, bem como o meu cartão de eleitor. Infelizmente Carrazeda é uma terra onde muito se promete, muito se discute, e pouco se faz. A esperança é a última a morrer.
    O dia terminou, já sem luz, com a máquina fotográfica extenuada de tanto fotografar. Eu, pelo contrário, estava muito eufórico por verificar que, quanto mais percorro o concelho, mais razões encontro para o admirar e para gostar dele.