No dia 1 de Outubro passei grande parte do dia À Descoberta do concelho de Carrazeda de Ansiães.
A manhã foi passada a percorrer algumas ruas e a conversar com algumas pessoas em Marzagão. Há tantas coisas para conhecer, tantas para fotografar, que o tempo passa e não chega a nada. Quando se começa a conversar com as pessoas, tudo ganha mais graça e ficam-se a saber coisas bem mais interessantes, mas é necessário muito mais tempo. É necessário fazer algumas perguntas, mas também ouvir as pessoas que cada vez se sentem mais isoladas e têm muita necessidade de conversar.
Dos locais visitados em Marzagão, darei conta aqui, no blogue, e no novo blogue dedicado à freguesia, em próximos apontamentos.
Almocei em Carrazeda de Ansiães, no restaurante O Vinhateiro, já próximo das duas horas da tarde. Dado o adiantado da hora, não fui esquisito na ementa. Durante o almoço usufrui da companhia de um natural de Vila Flor, negociante de gado, com quem tive uma animada conversa, dado que conhecia profundamente os concelhos de Carrazeda, Vila Flor e outros como por exemplo Mogadouro.
Aproveitei o resto da tarde para conhecer a Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães. As únicas vezes que estive nesse espaço foi em realizações como a Feira do Livro, não tendo nem espreitado as prateleiras.
Não foi necessário fazer qualquer inscrição e subi ao primeiro andar, onde se situa o principal espaço da biblioteca.
Durante o meu 5.º e 6.º anos tive muitas vezes aulas neste edifício, quer de um lado, quer do outro. Curioso era o facto de que para se entrar nalgumas salas, tínhamos que atravessar outras! Nada reconheci no edifício da biblioteca que me fizesse lembrar esse tempo, há excepção do exterior.
Numa sexta à tarde o movimento era pouco. Um adulto consultava a Internet e duas jovens conversavam numa mesa, fazendo talvez algum trabalho escolar. Tal como noutras bibliotecas, escolares ou não, o grosso do movimento de crianças e jovens deve-se aos equipamentos informáticos. A utilização da Internet é muito mais aliciante do que sentar-se numa mesa a desfolhar um livro. É uma das grandes tendências da nossa sociedade que não sei onde nos vai levar.
Não precisei de procurar muito. A estante que procurava está mesmo em frente à porta de entrada. Pretendia inteirar-me dos livros que me falassem do concelho de Carrazeda de Ansiães. A estante está sinalizada como “Fundo Local”. Entre alguns, que possuo (e que não valia a pena consultar por os ter em casa), seleccionei 6 que, numa primeira abordagem, me pareceram interessantes.
Este primeiro contacto destinou-se a fazer o reconhecimento das obras existentes, uma vez que pretendo voltar mais vezes e requisitar as que me for possível requisitar. Fui informado de que os livros que têm uma fita vermelha na lombada não podem ser requisitados! Todos os que tinha em cima da mesa tinham uma fita vermelha!
Ao contrário do que me aconteceu em Vila Flor e Torre de Moncorvo, em que me foram cedidos livros editados pelas respectivas Câmaras Municipais, em Carrazeda de Ansiães a recepção (ao nível mais alto da Câmara Municipal) não foi muto animadora. Tenho comprado bastantes livros. O Blogue, além de muito tempo e muito trabalho, começa também a dar despesa.
Voltando aos livros. Dos que tinha em cima da mesa o que me mereceu mais interesse foi “Carrazeda de Ansiães e o Seu Termo”, de José Aguilar. Trata-se de uma edição da Câmara Municipal e estranhei nunca o ter encontrado à venda. Trata-se de um livro composto por pequenos textos que nos levam a percorrer locais bem característicos do concelho. A linguagem utilizada é muito agradável e de fácil leitura. É um livro que vou ler e que me ajudará bastante a conhecer melhor o concelho.
Quase ao cair da noite ainda fiz uma visita a Zedes. Apenas o tempo suficiente para visitar alguns familiares e dar alguns dedos de conversa no bar da Associação, que estranhamente estava aberto àquela hora.
Foi um dia muito agradável. Espero nos próximos tempos repetir a experiência e conhecer melhor outras freguesias do concelho.
A Biblioteca funciona das 9:00 h às 12:30 h e das 14:00 h às 17:30.
Regulamento da Biblioteca Municipal (em PDF)
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Tapetes primaveris 2
Mais uma fotografia ilustrativa da Primavera, tirada em Zedes, em Maio de 2010.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Tapetes primaveris
No Domingo passado, numa visita que fiz a Zedes fiquei fascinado com o tapete de flores amarelas que se espalha por muitos hectares. Toda a área que ardeu no Verão passado, que infelizmente foi muita, apresenta este aspecto, muito pouco usual e bastante bonito. Na zona do Barreiro, no cruzamento para Folgares, há zonas com autênticos tapetes primaveris.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Bom Natal
Desejo a todos os naturais do concelho de Carrazeda, principalmente aos que se encontram longe da sua terra e longe dos seus e todos os visitantes deste Blogue, UM EXCELENTE NATAL.
Fotografia: presépio na igreja de Zedes.
Fotografia: presépio na igreja de Zedes.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Castanheiros (I)
No dia 1 de Dezembro fui passar a tarde a Zedes. O dia não estava agradável, fazia muito frio e havia nevoeiro. Mesmo assim, saí com a máquina fotográfica a visitar os soutos que ainda existem no termo da aldeia. O nevoeiro e a folhagem outonal proporcionaram-me os ingredientes necessários para algumas fotografias realmente surpreendentes. Aqui deixo, hoje, a primeira.
Souto no lugar do Trugano, em Zedes.
Souto no lugar do Trugano, em Zedes.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Castanheiro, em Zedes
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Festa de S. Bárbara - Zedes
Decorreu no passado fim-de-semana, em Zedes, a tradicional festa de Verão em honra de S. Bárbara. Com uma programação distribuída pelos dias 6, 8 e 9, houve momentos desportivos, recreativos, e, é claro, religiosos, que são, sem dúvidas, os momentos mais altos de todos os festejos.Na Sexta realizou-se um encontro de futebol feminino. Ao início da noite actuou o Rancho Folclórico os Mursenses, enquanto o recinto se foi enchendo de gente para o primeiro arraial. A noite esteve muito fria, mas, mesmo assim, foi bastante animado.
No Sábado foi a vez dos homens mostrarem as suas capacidades num jogo de futebol amigável entre Zedes e Pereiros. Ao início da noite deu-se a actuação de mais um rancho folclórico, desta vez o Rancho Folclórico de Saboroso de Aguiar.
A arraial foi abrilhantado pelo grupo musical Sobaile. Esta noite teve como novidade a Festa da Espuma. Apesar do frio que se fazia sentir, pequenos e graúdos fizeram a festa, dançando na espuma e fazendo todo o género de brincadeiras. Se a temperatura ambiente fosse outra, certamente haveria muito mais pessoas a experimentar essas emoções.
O início da manhã de Domingo foi animado com a chegada da Banda Filarmónica de Vila Flor. Às dezassete horas e trinta minutos iniciou-se a Eucaristia, acompanhada pela banda de música que tocaram e cantaram cânticos. No final uma majestosa procissão percorreu as principais ruas da aldeia. Foram mais de uma dezena de andores e muitas figuras, que, a passo lento, ao som da música da banda, levaram mais de uma hora antes de regressarem à igreja matriz, quando a noite se aproximou.O arraial do terceiro dia esteve a cargo do grupo musical Estrelas da Noite. A noite esteve mais amena e o arraial pertenceu praticamente por inteiro ao povo de Zedes.
Imigrantes e residentes viveram com muita intensidade estes três dias de festa. Já se fazem planos e contactos para que a festa do próximo ano seja tão ou mais animada do que a que acabou de ser viver em Zedes.
sábado, 8 de agosto de 2009
Zedes - Convite
Hoje deixo mais uma imagem da Anta de Zedes, com um convite para que visitem esta aldeia nos dias 8 e 9 de Agosto (vai estar em festa).
domingo, 26 de abril de 2009
Marcas da história
A fotografia que partilho hoje foi tirada algures entre Zedes e Mogo de Malta. Estas marcações serviram há alguns séculos atrás para marcar os termos dos concelhos. Há marcações semelhantes a esta desde o Vilarinho da Castanheira passando por Alagoa, Mogos, Zedes, Pereiros e Codeçais. Possivelmente muitas delas perderam-se, com pedreiras ou pela destruição dos marcos onde elas estavam esculpidas.As freguesias de Zedes e de Freixiel pertenciam a Ansiães uma e ao concelho de Freixiel outra. Ainda é possível encontar bastantes marcações destas entre estas duas freguesias. Esta, que está na fotografia, é a cruz da Ordem de Malta, portanto do antigo concelho de Freixiel.
Seria interessante fazer um levantamento destas marcações, onde elas ainda existem.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Tradições da Páscoa

A tradição de enfeitar o ramo de oliveira do Domingo de Ramos, esteve praticamente perdida em Zedes. Mas, nos últimos 3 anos, a tradição está a ressuscitar. Tradicionalmente os ramos eram enfeitados com rebuçados, bolachas e até laranjas! Embora houvesse alguma proa em levar um ramo bonito, não me parece que fosse uma tradição consumista, porque tudo era feito com meia dúzia de tostões, comprando rebuçados na taberna da senhora Ilda.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
"Rota por Trilhos Vinhateiros" em BTT
A concentração para o PR4 - Percurso Pedestre Trilho da Fraga das Ferraduras (Carrazeda de Ansiães) e para o percurso em BTT, aconteceu em junto às piscinas municipais. A adesão ao evento não foi das melhores e, no caso do BTT, não fosse a amizade entre os praticantes da modalidade entre Carrazeda e Vila Flor, através do Clube de Ciclismo de Vila Flor, e o grupo ficaria reduzido a metade.
O primeiro contratempo aconteceu logo no momento de pagamento das inscrições. O reforço distribuído aos participantes limitou-se a uma barra de chocolate, uma maçã e uma garrafa de água. Tudo isto no início de um percurso com 29 quilómetros!O sr. Presidente da Câmara brindou os participantes com algumas palavras dando-se de seguida a partida em direcção ao Alto da Pranheira. Foi feita com alguma apreensão, dado que estava muito frio e ameaçava chover. Contudo, o estado do tempo foi melhorando ao longo do dia, sem no entanto chegar a aquecer. A organização não tinha previsto qualquer distribuição de água.
Todos as inquietações terminaram quando começou a descida para o Amedo. A paisagem é fantástica e os tons laranja e amarelos das folhas dos castanheiros, cerejeiras e outras fruteiras emprestam uma beleza digna de ser admirada. Por mim ficava já por ali, fotografando o outono, mas deixei-me ir, perseguindo o pelotão que entretanto se atrasou com uma pausa numa adega(?).
Depois da passagem pelo centro do Amedo, a descida continua acentuada em direcção a Paradela. Não houve muito tempo para apreciar a antiga Ponte do Torno, interessante construção pelo menos da época medieval. Tinha curiosidade em conhecer esta ponte, e ainda bem que o percurso por aqui passou.Antes de chegar a Paradela há que fazer um esforço extra, desde o Ribeiro do Frarido, até às primeiras casas. Depois, já na Rua Principal, de novo se ganha velocidade descendo até junto da calçada medieval de Pombal. Esta calçada, já do conhecimento de muitos dos participantes conduz ao centro da aldeia, meia encolhida com o frio apenas perturbado pelos cânticos de louvor ao Senhor que se ouviam pela porta entreaberta da igreja. Eu também não conhecia toda a extensão da calçada e gostei de a conhecer.
Não há tempo para muitas pausas, o caminho ainda é longo. O pelotão parte de novo em direcção ao Pinhal do Norte, seguindo pela estrada N314-1. Estes quilómetros, por estrada, não eram necessários, há bons caminhos rurais quase paralelos à estrada!Depois de uma passagem quase pelo centro da aldeia de Pinhal, começa uma das partes mais duras do percurso, quando está percorrida metade do mesmo. Nos quilómetros seguintes é necessário vencer 300 metros de desnível. A paisagem é mais uma vez deslumbrante e muito agreste. O lugar de Felgueira, plantado no meio dos fraguedos, é um oásis de humanidade em muitos quilómetros onde só os bichos gostam de andar. Avista-se a paisagem do outro lado do Tua, terras do concelho de Murça, ao mesmo tempo que se enchem os pulmões de ar, ignorando alguma fraqueza nas pernas. Fiz uma pequena pausa para comer uma sande que por precaução trouxe de casa e beber um pouco de água.
Por volta do quilómetros 17.º avista-se noutra direcção o cabeço da Senhora da Assunção, altivo, tal como o da Senhora da Cunha, lá para os lados de Alijó, que se avista ao descer do Amedo.Pouco depois está-se em Zedes. Do Bairro entra-se na Fonte do Galego admirando o colorido das macieiras, e o sabor de alguns frutos rebuscados, que ajudam a matar a fome aos mais famintos. Segue-se mais uma zona difícil, a pior de todas na opinião de muitos. A descrição do percurso fala num pequeno desvio para visitar a Anta de Zedes, mas não vi qualquer marcação nesse sentido, nem vi nenhum participante a ir nessa direcção. No alto da Senhora da Graça, na Samorinha, atinge-se o ponto maior altitude do concelho e do percurso. É altura de respirar de alívio enquanto se inundam os olhos de paisagem. Os últimos quilómetros até Carrazeda são em descida, num percurso bem do agrado dos adeptos do BTT.
O banho revigorante foi nos balneários da Escola EB2,3 e Secundário.O almoço, na Quintinha do Manel, era mais prometedor do que aquele que tinha sido servido em eventos de BTT, em Carrazeda. Infelizmente também o almoço deixou muito a desejar. Foi servida uma feijoada de fraco aspecto que em nada dignifica o restaurante nem a organização do evento.
Se o grupo de participantes no BTT já era pequeno, foram ainda menos os que se inscreveram no almoço. Ou já sabiam o que os esperava, ou não se sentem bem na companhia dos restantes companheiros do pedal.
Durante o almoço foi distribuído um inquérito com algumas questões sobre o percurso. A insatisfação era maior com a organização do que propriamente com o percurso, no entanto, este também merece alguns reparos: a classificação do grau de dificuldade do percurso como Fácil é um eufemismo. Mesmo os mais experientes no BTT acharam que esta classificação não estava correcta. Os quilómetros feitos por estrada entre Pombal e Pinhal podiam e deviam ser feitos por caminhos rurais. Chamar ao percurso “Trilhos Vinhateiros” também é exagero. Apenas se encontram vinhas em menos de um quarto do percurso, com maior concentração à volta de Paradela e Pombal, há freguesias no concelho com muito mais vinhedos do que Zedes!Quanto à organização, há a ressalvar pela negativa: o preço elevado da inscrição (12€); a não existência de qualquer brinde ou recordação; o reforço alimentar que praticamente não existiu; a distribuição de bebidas ao longo da prova, que também não existiu e a fraca qualidade do almoço.
Salva-se disto tudo: as bonitas paisagens percorridas, que, mesmo com um dia pouco agradável, provocaram algumas exclamações de espanto e a companhia de um grupo de pessoas de Carrazeda e de Vila Flor que levam a amizade para além das provas ou passeios de BTT.

Mais fotografias:
Clube de Ciclismo de Vila Flor
Passeios de BTT e Estrada
Pelotão Aventura
ABCDesporto
Percurso:
Nota: Este percurso pode não coincidir com o traçado oficia, dado que o tracei unicamente recorrendo à minha memória dos locais por onde passei.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Ainda há Primavera em Zedes

Não consigo passar indiferente, quando, na berma da estrada, me observa todo este espectáculo. A solução é parar e admirar a beleza que encerra a simplicidade de formas e de cores que a natureza nos oferece.
Porque é que os carros andam tão depressa?
Lugar das Barrancas, em Zedes.
08 de Junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Casa da Moura
Ontem, do passeio, constou uma passagem pela Anta de Zedes, conhecida localmente por Casa da Moura. A pujança da Primavera ainda está por todo o lado. O amarelo das pequenas flores e maias contrasta com o verde que as chuvas dos últimos meses têm ajudado a manter,
segunda-feira, 3 de março de 2008
Amendoeiras em Flor
Numa altura em que nas zonas mais quentes as amendoeiras em flor são cada vez menos, este é o espectáculo que ainda se pode observar no concelho de Carrazeda de Ansiães. Esta fotografia foi conseguída no dia 01 de Março, em Zedes, onde já há muitas amendoeiras floridas mas também há algumas que vão florir ao longo desta semana que agora começa.Aproveitem para fazer um passeio pelo planalto do concelho. Se vem gente de tão longe para apreciar as amendoeiras em flor, porque razão não devemos nós mesmos gozar estes quadros maravilhosos?
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Minha terra

Minha terra
que encerras
tantas fontes!
Oh, Serra de Bornes
Qual Marão meditador,
quando te vejo
és meu canto embalador.
Rumo em direcção
ao nosso mundo.
Vejo a gente a labutar,
arados, enxadas, jeiras,
romarias, enrugados montes...
Oh, Trás-os-Montes,
terra rude e franca
que me encantas
e embebedas
e enrijeces com nevadas
minhas frontes!...
Poema de João Manuel Sampaio*, do livro "Rude (A)gosto no olhar". Edição da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, 2000.
João Manuel Sampaio é natural de Zedes e reside actualmente em Tomar.
A fotografia foi tirada no Vale da Cabreira, entre Zedes e Mogo de Malta.
domingo, 11 de novembro de 2007
À Descoberta de Ansiães

Hoje foi dia de partir À Descoberta de Carrazeda de Ansiães… de BTT. E não fui sozinho! O III Passeio BTT organizado pela Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães com o lema “À Descoberta de Ansiães” veio mesmo a calhar. A minha expectativa era muita.
Primeiro porque uma descida à Senhora da Ribeira prometia ser muito agradável e depois porque ia acompanhado de um grupo de amigos do Clube de Ciclismo de Vila Flor. Tenho que começar por pedir desculpa se induzi alguém em erro no meu anterior post, do dia 15 de Outubro. A organização falhou na divulgação uma vez que apenas fez chegar ao Clube de Vila Flor metade do desdobrável de divulgação, com a agravante de neste constar o que parece ser o mapa do I Passeio (de há dois anos atrás). No interior do desdobrável estava o programa, um pequeno texto e imagens da Anta de Zedes e da Calçada do Mogo. Bastavam estas imagens para eu (e muitos outros) não ter feito a confusão que fiz. Quando soube que o percurso não era ao Douro, fiquei um pouco descontente, mas rapidamente recuperei, até ia poder visitar a minha terra!
Inscreveram-se 67 atletas e quase todos compareceram na partida. Havia muita juventude de ambos os sexos. É claro que o grupo de Vila Flor era o mais numeroso (e bem disposto).Partimos de frente da Piscina Coberta em direcção à Zona Industrial. O dia estava agradável, fresco mas solarengo. Na descida para o Amedo, largámos a estrada e embrenhá-mo-nos por caminhos rurais ladeados de castanheiros com todos os tons de verde, amarelo e laranja. Também as cerejeiras decoravam de vermelho algumas calçadas.
Sem esforço chegámos ao Amedo, que cortámos a meio em direcção a Areias. Deixámos a estrada e seguimos em direcção a Zedes, pelos Moinhos. Há quantos anos não passava eu por ali? Gostei de recordar aqueles caminhos, de subir pela Ribeira e reviver locais onde passei grandes momentos dos meus tempos de garoto.

Em Zedes, na sede da Associação Cultural e Desportiva já nos esperava o reforço alimentar. O esforço ainda tinha sido pouco, mas, ninguém se fez rogado, só a fruta sobrou.
O percurso continuou pela Rua do Emigrante e depois o desvio para a Anta de Zedes. Ninguém parou, todos queriam aproveitar a frescura de pausa recente. Eu parei para uma fotografia, o que me valeu conseguir a cauda do pelotão na subida até à Samorinha.
No centro da aldeia cortámos à esquerda, descemos à igreja e continuámos pelos campos até encontrarmos a estrada de Zedes-Carrazeda, que atravessámos, a caminho do Mogo. Rodeámo-lo a alguma distância por Sul. Quando eu já esperava regressar a Carrazeda abre-se perante os meus olhos o esplendoroso Vale Covo. Estávamos fora do concelho de Carrazeda, os terrenos que percorríamos já pertenciam a Vila Flor. Senti uma mistura de alegria e de receio. Alegria porque sabia que ia encontrar uma paisagem agreste e bela, receio porque sabia que quanto mais descesse aquele vale mais difícil seria voltar aos 780 metros de altitude do Mogo. A paisagem era simplesmente avassaladora. Perdi o contacto com os restantes atletas, só de tempos a tempos, encontrava alguns dos mais jovens. O percurso tinha tanto de belo como de perigoso! As descidas eram íngremes e com curvas em cotovelo muito acentuadas. Havia areia e muitos buracos. Deixei-me levar, calmamente, ao coração do vale, apreciando a paisagem e tentando não cometer erros que me pudessem sair caros.
Quando encontrei a ribeira, pelos 500 metros de altitude, respirei fundo, os músculos já me doíam, não seria mais fácil deixar-me ir até Freixiel? Cerrei os dentes e carreguei a bicicleta encosta acima. Quando se atinge um elevado grau de cansaço, a paisagem perde alguma beleza, todas as forças são usadas para progredir no terreno.
Também o dia começou a ficar mais cinzento e a câmara digital teimava em não funcionar devido ao pó que já tinha engolido. Não sei quanto tempo demorei, mas, finalmente encontrei o marco geodésico Pedrianes (785m), o Mogo de Malta estava perto. Perto do Santuário de Nossa Senhora da Saúde encontrei um grupo de ciclistas renitentes em continuar. Com o corpo num frangalho, meti pela Calçada do Mogo abaixo. Mais uma vez o percurso se tornou belo, perigoso e maçador do físico. Felizmente este era curto. Rodeámos o monte do santuário por Norte e voltámos, desta vez ao Mogo de Malta e logo depois ao de Ansiães. Seguimos por caminhos rurais até à entrada de Belver. Como eu gostava de ter o físico mais “descansado” para aproveitar o passeio…De Belver seguimos em direcção a Carrazeda de Ansiães, entrando mesmo no fundo da vila. Com o humor a regressar, ainda tive a ousadia de perguntar a uma pessoa que nos olhava de uma janela se estávamos em Carrazeda ou em Belver!
Com o grupo todo reunido, foi a altura de um refrescante banho. Já ninguém se lembrava das dificuldades do Vale Covo.
O almoço, às três da tarde, foi no restaurante O Vinhateiro. O prato não me desgostou, dobrada com feijão branco. Não fosse o apetite voraz que todos tínhamos e a dobrada tinha sobrado quase toda. Já comi muito melhor. O vinho também não dignificava nada o restaurante nem a categoria vinícola do concelho de Carrazeda. A refeição terminou com castanhas, não estivéssemos nós no Dia de S. Martinho, profundamente marcado pelos magustos no concelho. Também estas não satisfizeram ninguém! Aproveitou-se a boa disposição do grupo que já falava de novos planos, novas pedaladas, nas semanas seguintes.Eu descobri mais um pouco de Carrazeda. Com algum esforço e algum suor, é certo, mas amanhã voltava.
Outras reportagens:
Blog - Clube de Ciclismo de Vila Flor
Homepage - ZEDES
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Entre a chuva e o Verão

Hoje, entre Zedes e Folgares, o meu olhar deslizou do centeio já seco, à espera da segada, e as nuvens escuras que se estendiam até para além da Serra de Bornes. O local é bonito e tentei fazer uma fotografia panorâmica onde coubesse o máximo de horizonte.
terça-feira, 5 de junho de 2007
Em Junho ainda há maias

O mês de Maio já lá vai mas ainda é possível encontrar belezas como as que mostro na imagem. No dia do Corpo de Deus apanhavam-se muitas maias para fazer passadeiras nas ruas. É possível que a tradição ainda se mantenha, e, a ser assim, na próxima quinta-feira algumas ruas das aldeias do concelho vão engalanar-se para passar a procissão.
A fotografia foi tirada em Zedes, dia 03 de Junho de 2007.
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