quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Na barragem de Fontelonga


O passeio ao complexo na barragem da Fontelonga aconteceu no dia 21 de Outubro. Depois de ter estado na Barragem Valtorno-Morão, completamente vazia, segui pela Alagoa, Penafria e Fontelonga. Não fui ao acaso, fui mesmo com curiosidade em relação às Cores do Outono das lindas fotografias postadas no Blog Ansiães Aventura. Comecei por dar uma volta à albufeira. Tem bastante água, mas o que me chamou mais à atenção foi um bando de aves “estacionado” perto dela. Assim, vistos à distância, pareceu-me um bando de corvos-marinhos-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo). Trata-se de uma ave de grande porte, pertencente à mesma Ordem que as cegonhas, que prefere a orla costeira mas que aparece em habitats muito variados. Muitas destas aves deslocam-se do Norte da Europa para a Península Ibérica nos finais de Agosto. Alimentam-se principalmente de peixe, podem viver mais de 20 anos e medir mais de um metro de asa a asa.

Depois deste encontro ocasional, já considerava a viagem por bem paga, mas, quando me aproximei da piscina, fiquei maravilhado olhando em contraluz as pequenas árvores cobertas de folhas vermelhas. Dependendo do ângulo da luz, as tonalidades vão do vermelho ao amarelo, passando pelo bronze, laranja, púrpura, e, é claro, verde. Não é uma só árvore, mas sim dezenas delas, alinhadas, vestidas de cores diferentes desafiando a criatividade, a visão, a focagem e a desfocagem, a harmonia e o contraste.
A tarde estava calma, solarenga, talvez com um pouco de sol a mais que dava uma tonalidade demasiado descorada ao chão. O meu filho mais novo encontrou distracção nos baloiços, o que me deixou mais à vontade para gozar com tempo, passeando calmante por entre as árvores. Em termos botânicos, penso tratar-se de um acer (Acer palmatum). Chegaram até nós vindos do Japão, China e Coreia. São plantas pouco exigentes em termos de solos, podendo atingir entre 4 a 7 metros de altura e de copa. São usadas como árvores ornamentais, precisamente devido à coloração das suas folhas no Outono. Há muitas outras plantas curiosas nos jardins do parque de merendas, mas, só desviei os olhos dos acer para admirar e provar alguns bonitos frutos vermelhos, verdadeiros medronhos, a cair de maduros. Os medronheiros (Arbutus unedo), estão repletos de flores brancas, mas também em início de maturação dos frutos.

A tarde foi passando, tal como os carros na estrada. Toda a gente vive com pressa. Muitos foram os carros que passaram a grande velocidade! Mas, mesmo num Domingo à tarde, ninguém parou para olhar de perto aquela paisagem magnífica, que ainda está lá, por uns dias, à espera de ser admirada.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Outono


No dia 21 de Outubro fiz uma pequena visita à Barragem de Fontelonga. A tarde estava luminosa e fiz um conjunto de fotografias interessantes, da folhagem Outonal. Enquanto as preparo e procuro algum tempo para acompanhar com algumas palavras, deixo apenas uma, como homenagem ao Outono.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

à Descoberta de Ansiães


Embora não se trate concretamente da descoberta do Castelo, de Ansiães, mas sim de uma parcela do concelho de Carrazeda, desafios todos os amigos de Carrazeda, do desporto e da aventura, com alguma saúde para darem ao pedal, para partir "À Descoberta de Carrazeda de Ansiães", em bicicleta, no dia 11 de Novembro de 2007.
Não disponho de muita informação, mas pelo que posso ver na ficha de inscrição, o percurso será Carrazeda, Fontelonga, Vilarinho da Castanheira, Senhora da Ribeira, Beira Grande, Selores, Carrazeda.

Não conheço o percurso em pormenor, tentei "adivinhar-lo" com o intuito de ter uma ideia da distância e da altimetria. No esboço que fiz o percurso ficou com 45 quilómetros. Como se pode ver no gráfico a maior dificuldade está em chegar da Senhora da Ribeira, ao Seixo de Ansiães.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Vilarinho da Castanheira


Como nem só de visitas virtuais vive o homem, no dia 8 de Setembro fui mesmo até ao Vilarinho da Castanheira. Pelo caminho ainda passei pela aldeia abandonada de S. Sampainho, mas isso fica para outras Descobertas.
Não tinha muito tempo disponível, por isso procurei um ponto de onde podesse ter uma visão geral da aldeia. Essa visão geral era importante para eu me orientar, uma vez que, apesar de já ter estado muitas vezes no Vilarinho, isso já foi há muitos anos e poucas recordações tenho. Em 1989 fiz algumas caminhadas, visitei a Pala da Moura e recordo-me de um forno de telha, pouco mais.
Tal como os homens fizeram há alguns milhares de anos atrás, procurei o ponto mais alto. Soube depois que era conhecido por Castelo. Aqui deve ter existido um castro e posteriormente um castelo.
Não há um local de onde se possa ver toda a imensidão de paisagem em redor. Confiante na boa vontade das pessoas, pedi licença e subi a algumas varandas de onde pude admirar, quer a totalidade da aldeia, quer a paisagem que se estende a alguns concelhos vizinhos. Foi também um vizinho, habitante na zona do Castelo, que me serviu de cicerone, respondendo com prontidão e gosto à minha curiosidade. Mostrou-me o Seixo de Ansiães, Fontelonga, Alagoa, Seixo de Manhoses, Vila Flor, etc. Aproveitei-me do seu conhecimento e boa vontade para me inteirar de algumas informações úteis para próximas visitas.
Com muita pena minha, saí do Vilarinho sem sequer visitar o Santuário da Senhora da Assunção, ou sem ter dado um passeio pelo resto da aldeia. Com certeza voltarei. Esta terra, que já foi concelho e é repleta de história, tem muito para mostrar a quem a visita.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Visita virtual a Carrazeda de Ansiães

Além das ligações permanentes que existem aqui ao lado no Blogue, compilei um conjunto de outras ligações de forma que se possa fazer uma demorada "viagem" pelo concelho de Carrazeda de Ansiães, sem sair de casa. Esta listagem pretendia mesmo ser exaustiva, sem grandes filtros de importância ou qualidade. Assim, se conhece algum site que fale de Carrazeda de Ansiães, ou sobre alguma das aldeias do concelho, agradeço que me indiquem o endereço a fim de ser acrescentado a esta listagem.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

XII Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite


Ontem foi dia de um passeio “À Descoberta”, por Carrazeda. O programa da XII Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite, prometia uma tarde e noite animadas: missa, procissão, feira e música da banda Metamorphosis.
O cartaz da feira, de design moderno e parco em palavras, anunciou uma Super Nova, que pensei ser um espectáculo de astronomia, um artista mistério (The Mistery Artist), que não era o Abrunhosa...
No dia 2 de Setembro, a Feira ganhou contornos de festa religiosa votando para o esquecimento a Festa da Senhora da Graça, da qual tenho muitas saudades. De qualquer forma, os homens (e mulheres) de fé contavam com os Padroeiros do Concelho, seja lá o que isso for.
O dia estava muito quente. Esperei calmamente que se iniciasse a procissão enquanto passei em revista as obras no centro da vila. Pouco depois das quatro da tarde, fui-me aproximando da igreja. Foram chegando carrinhas com andores que supostamente seriam os Padroeiros do Concelho. A maioria das freguesias trouxe o seu padroeiro, outras trouxeram imagens de outros santos, talvez com mais "prestígio" na freguesia ou no concelho. Algumas houve, que não se fizeram representar.
Calmamente, aproveitei para fazer fotografias, enquanto os vários andores se foram organizando.
Terminada a Eucaristia, tomei posição na rotunda, juntamente com muitas centenas de pessoas. Tal como noutros locais, a percentagem dos que participam activamente na procissão frente aos que assistem à sua passagem, é ínfima. Reinou alguma confusão se a procissão devia seguir para o Fundo da Vila mas acabou por subir para a Rua Eng. Camilo Mendonça. Um a um, foram passando os estandartes e os andores das diferentes freguesias, todos ricamente enfeitados com flores naturais. Encerrava o cortejo o andor de Santa Águeda, padroeira de Carrazeda de Ansiães.

Apesar das horas de maior calor já terem passado, a progressão foi lenta, demorando os andores quase duas horas a regressar junto à Igreja Matriz.
Viveu-se nesse momento um dos pontos mais bonitos da procissão, quando todos os estandartes e andores se concentraram em volta da rotunda para uma oração final.
A Banda de Gaita de Mazeda e a Banda de Música de Vila Flor, que tinham acompanhado a procissão, emprestavam maior solenidade ao momento. Quando o Sol se escondeu, os andores recolheram ao seu local de origem e eu aproveitei para visitar a igreja. Não me recordo de alguma vez ter entrado nesta igreja. O ambiente no interior era de recolhimento, com algumas pessoas rezando. A tranquilidade era tal, que senti que a minha presença, o flash da máquina não combinavam com o local e o momento. Arrisquei algumas fotografias sem flash. A igreja é simples mas bonita.
Numa capela lateral havia uma linda imagem que me pareceu Nossa Senhora das Dores, não sei se será. Entre muitas outras imagens, gostei também de Santa Bárbara, à direita, próximo da entrada.
Dali dirigi-me à feira. O bilhete era de 3 euros, mas os mais novos não pagaram. Achei caro, mas sem visitar a Feira não podia avaliar se valia, ou não, a pena.

Entrei no pavilhão, à direita e fiz um passeio de reconhecimento. O azeite, as maçãs, o vinho, estavam lá todos. Também o artesanato, os casacos de peles, os livros, juntamente com a caça, o hardware, etc. Terminada a visita, preparava-me para passar ao pavilhão seguinte, mas não havia mais!
Pelo menos havia ao lado um enorme pavilhão, com meia dúzia de restaurantes, a transbordar de clientes. A falta de expositores foi compensada pelo número de restaurantes. Havia muita gente para jantar e demorei bastante tempo a ser servido. Quando me dirigi de novo ao pavilhão, para uma visita mais demorada, um segurança disse-me que não podia entrar, ia encerrar! Só me restava a música.
A banda, Metamorphosis, tinha um bom conjunto de metais. O seu som era claro, ritmado, convidando à dança a cada nova música. Infelizmente as pessoas eram poucas e estavam apáticas. Vozes à parte, a banda era uma boa banda de baile, pena que o local e a disposição dos presentes não estavam para aí virados.
Foi uma tarde/noite agradável. Encontrei familiares, amigos, caminhámos um pouco, comemos e até dançámos. A feira valeu por isso. Fico à espera de mais e melhor.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Areias (1)

Areias é uma pequena localidade da freguesia de Amedo.
Nesta aldeia tenho muitos amigos. A proximidade com Zedes e o facto de por aqui passarem para se deslocaram a Carrazeda, sempre aproximou a população de Zedes e Areias. Muitas vezes joguei futebol em Areias.
Também leccionei na Escola Primária de Areias num curso nocturno, que dava equivalência ao 2.ºciclo, há alguns (muitos) anos atrás.
A aldeia tem praticamente duas ruas que se cruzam na perpendicular. As alminhas da fotografia situam-s e à saída da aldeia, em direcção à nova estrada Carrazeda - Pinhal do Norte.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Lugar da Felgueira


Felgueira é um pequeno lugar pertencente à freguesia de Pinhal do Norte. Apesar de pequeno e praticamente despovoado, a proximidade com Zedes, fez com que eu o visitasse muitas vezes, goste das sua única rua e sinta uma grande nostalgia cada vez que o visito.
A tranquilidade, o silêncio, a paisagens, são ingredientes extraordinários para alguns momentos de introspecção. Um passeio pelas ruínas das casas mostra-nos que o lugar nem sempre foi assim, devem ter morado aqui bastantes famílias. A pequena capela lá está, serena, também ela rodeada pela natureza, erva, flores e até uma cerejeira.
O meu filho mais novo rapidamente vestiu a pele de "investigador" e "arqueólogo" e espreitou cada canelho. Temos que voltar à Felgueira. É um bom passeio, de bicicleta ou a pé, mas os carros chegam sem dificuldades, apanhando um estradão de terra batida, a poucos quilómetros de Zedes, na estrada que conduz a Pereiros.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Noite dos Bombos, em Parambos

Ontem, solidário com o Blog Viver Parambos, juntei-me à rusga na já tradicional Noite dos Bombos, em Parambos. Crianças, jovens e velhos tocaram o bombo animadamente pelas ruas da aldeia, perturbando o sono a quem pretendia dormir cedo. Uma concertina e uma gaita de foles ajudaram a dar mais colorido à música. Já depois da uma da manhã, o grupo chegou ao recinto da igreja, onde continuou o arraial.
Os meus parabéns a Parambos, por esta iniciativa. Desejo que a festa de S. Bartolomeu seja animada.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Paradela (2)

No dia 4 de Agosto fiz uma curta passagem por Paradela. Apesar disso tive ainda tempo para percorrer as suas ruas estreitas e para ensaiar algumas fotografias panorâmicas. Nota-se um aumento da área de vinha, desde as últimas vezes que por aqui passei. As uvas começam a ganhar cor e brevemente estarão doces.
Espero voltar a Paradela, com mais tempo, para fotografar alguns pormenores.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Linhares (1)

Linhares é uma freguesia que bem merece um passeio fotográfico. A par da sua história, recheada de acontecimentos e testemunhos, tem recantos plenos de encantos. As ruas estreitas, as casas típicas, o granito que aparece em cada esquina, são motivos que despertam olhares e cativam a objectiva.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Luzelos

Na minha última passagem por Luzelos, o que me chamou à atenção, foram estas apetitosas ginjas, mesmo ao pé da pequenina capela.