Linha do Tua, pouco antes de chegar ao S. Lourenço, vindo de Mirandela.A circulação das automotoras já foi restabelecida sem qualquer limitação, em toda a estensão da linha.
Linha do Tua, pouco antes de chegar ao S. Lourenço, vindo de Mirandela.

Desta vez, levava um objetivo concreto: conhecer a lagareta escavada na rocha granítica, de que já ouvira falar. O diálogo com as pessoas é fácil. Sou praticamente vizinho (basta atravessar a Serra do Pinhal) e encontrei quem me levasse ao sítio certo. Estava à espera que fosse fora do perímetro das casas, mas é mesmo no meio delas, por detrás da capela.

Quando os velhinhos mais afoitos me perguntam porque ando a fotografar as casas velhas, costumo responder: – Ainda tenho muito tempo para fotografar as novas. Infelizmente o passado vai-se apagando, um pouco por todo o lado. São as casas abandonadas que caiem; são as reconstruções à moda do momento, sem gosto, descaracterizando tudo; é muitas vezes o próprio poder local que não está sensibilizado para a preservação de um património que constitui um vector importante de uma identidade, com as juntas de freguesia a limparem, deitarem abaixo, entulharem querendo dar uma ideia de modernismo.
A par da história, há também em Belver a curiosidade que lhe parece ter dado o nome - Belo Ver - , um local de onde se têm vistas bonitas. Embora a minha visita se destinasse apenas à aldeia, nunca me consigo abstrair da paisagem circundante, não havendo, no caso de Belver, nenhum cabeço de onde se tenha uma vista geral de toda a aldeia.
Segui pela Rua do Vale até à antiga escola primária. Subindo as escadas, é um bom local para apreciar a paisagem circundante. De volta ao centro, reparei numa pequena pedra embutida numa parede recente. Trata-se com certeza de uma pedra de alguma construção mais antiga.
Claro que só reparei nestes pormenores, depois de alertado para o curioso altar que me esperava no interior.
O seu interior é muito bonito com toda a talha dourada em fundo branco. Também chama à atenção o tecto azul com pinturas muito bem conservadas representado os quatro evangelistas, a Senhora das Dores ao centro, outros santos, não sei se os doze apóstolos. Do lado direito do altar, lá estava a imagem de Nossa Senhora das Neves, padroeira da freguesia.


Entrada de Belver, para quem vem de Fontelonga. É a Rua Marechal Gomes da Costa, que é também a estrada N627. Há direita há uma capela que apresenta estar bem preservada, mas que desconheço o interior.
A crise do preço dos combustíveis não influenciou as práticas em Areias, freguesia de Amedo. Ainda encontramos com frequência imagens como esta: o regresso a casa, depois de uma manhã a cuidar da horta ou a regar a batatas.
Ontem, do passeio, constou uma passagem pela Anta de Zedes, conhecida localmente por Casa da Moura. A pujança da Primavera ainda está por todo o lado. O amarelo das pequenas flores e maias contrasta com o verde que as chuvas dos últimos meses têm ajudado a manter,
A fotografia de hoje retrata Vilarinho da Castanheira, para juntar à fotografia anterior. Claro que a aldeia tem muitos motivos de interesse, que com tempo, pretendo visitar e mostrar. Mas esta visão geral da aldeia, permite àqueles que a não conhecem, uma ideia bastante correcta.