terça-feira, 8 de julho de 2008

O Aniversário


O fazer anos é comer fatias
Deste bolo-mistério da existência
Cozinhado no Céu todos os dias
P'ra que à vida não falte a subsistência.

Fazer anos é ver de cotovias
Tapetada a manhã, e uma estridência
Nova mal pressentir nas melodias
Das rosas, cada qual co'a sua essência.

É receber sorrisos francos, ledos,
Das pedras, dos beirais, dos arvoredos
Como se nosso todo o mundo fosse!

E embora represente mais idade,
É sempre uma ilusão de felicidade,
É sempre um amargor que sabe a doce!

Soneto de um poeta vilaflorense, Cabral Adão.
Um dia especial, para um(a) visitante especial.
Parabéns!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Festa de S. Sebastião, em Areias

Na tarde de um domingo ensolarado mas frio, fui sem querer, encontrar a Festa de S. Sebastião, em Areias. Foi no dia 6 de Julho.
Percorri um bom grupo de aldeias do concelho e, já de regresso a casa, encontrei as ruas de Areias engalanadas para a festa. A festa seria a “desculpa”, porque aproveitei para fazer um demorado passeio.

Quando cheguei estavam na missa, bastante longa, com a pequena igreja completamente cheia. Além das exéquias típicas de uma festa, havia várias crianças a realizarem a primeira comunhão, que também deu mais brilho à cerimónia.
Se Areias é uma pequena aldeia, muitos foram os que se juntaram à festa, vindos de Zedes, Pereiros, Amêdo e mesmo Carrazeda. Alguns, talvez aproveitando o facto da igreja estar cheia, foram procurando um lugar com sombra, onde se dedicaram ao culto de outros deuses, talvez Dionísio, ou mesmo Baco.
Aproveitei o momento de acalmia para subir rua acima. Havia bandeiras de todas as cores e até vasos com flores, dando um colorido mais natural.

No Beco das Chãs fui encontrar alguns motivos de reportagem bem curiosos. Aqui se situa um dos núcleos mais antigos de casas. Numa delas, encontrei esculpidos em baixo relevo uma série de desenhos. São aves ou dinossauros? É evidente a marca dos séculos, até o corrimão que ajuda a subir as escadas, nos faz recuar no tempo.
Voltei ao largo, em dias de festa, o centro da aldeia. A procissão preparava-se para sair. Quase como em todos os lugares, falta a força masculina para carregar os andores. O senhor padre, que não recebeu a virtude da paciência, ameaça. Por fim, com força masculina ou sem ela, organizam-se os andores e a procissão sai pela Rua do Barreiro.

A aldeia é pequena mas estendeu-se em duas linhas perpendiculares, quase seguindo os quatro pontos cardeais. Em passo cadenciado, a frescura do dia também ajudava, percorreu as principais ruas da aldeia. Acompanhei-a, atalhando aqui e ali para fazer os meus registos fotográficos, perante a curiosidade de alguns e a brincadeira de outros, que queriam a todo o custo ser fotografados! É interessante verificar que algumas casas estão a ser recuperadas, mantendo os traços típicos de outrora.
Regressou, por fim a procissão, ao largo da pequena igreja, ricamente recuperada em tons dourados.
Preparou-se um lanche, oferecido por alguém que passou por dificuldades. A necessidade aproxima do divino e não posso deixar de recordar o que escrevi num outro Blog, há pouco tempo, citando um poeta vilaforense (Cabral Adão):
"O segredo é pedir
Com jeito, já, de agradecer
A concessão da graça pretendida."

Ao recolher da procissão, achei que era também hora de regressar a casa. Pelo caminho, lembrei-me de um célebre burrico que, da erva tenra dos lameiros, passou a estufado para a aldeia inteira (visitantes incluídos). É mais uma história que recordo, dos anos loucos da minha juventude.

domingo, 6 de julho de 2008

Castanheiro


Beco das Flores, na freguesia do Castanheiro.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Santrilha - Capela

Tem-me chegado o feedback da Sentrilha. Depois de esclarecida a questão do nome, definitivamente Sentrilha, deixo, hoje, uma fotografia do exterior da capela, elegante, sob um céu azul, majestoso, que só vê, quem para para olhar.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Marzagão - S. João


Não sei se há festa em Marzagão, Mas hoje, dia de S. João, não podia deixar de fazer este agrado às pessoas: uma painel completo da sua freguesia.
A ponte de Marzagão surge aqui como evocação do papel evangelizador de S. João. Primo directo de Jesus, baptizou muitos judeus, entre os quais o próprio Jesus, nas águas do Rio Jordão.
Exemplar na sua vida, foi pastor enquanto jovem para sustentar a casa, depois da morte de seu pai. Depois da morte de sua mãe, desfez-se de todos os bens que possuía e dedicou-se por inteiro a anunciar o Messias.
A sua morte é uma das cenas mais marcantes da bíblia. Foi decapitado e a sua cabeça exibida numa bandeja, numa festa de Herodes.

domingo, 22 de junho de 2008

Pereiros - Santo Amaro

Aproxima-se a festa de Pereiros. Penso que será no início de Julho.
A fotografia de hoje é de Santo Amaro, padroeiro da freguesia de Pereiros.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Escultura em Granito ao Ar Livre

Mais uma escultura em granito das que decoram os jardins de Carrazeda. Esta é das mais antigas. "A Pedra Bulideira", de Carlos Barreira, no Jardim da Telheira, na Rua Luís de Camões.
Só é pena que os acessos estejam tão maus e seja necessário engolir bastante pó para se chegar a este bonito espaço relvado.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Linha do Tua

Linha do Tua, pouco antes de chegar ao S. Lourenço, vindo de Mirandela.
A circulação das automotoras já foi restabelecida sem qualquer limitação, em toda a estensão da linha.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Ainda há Primavera em Zedes


Não consigo passar indiferente, quando, na berma da estrada, me observa todo este espectáculo. A solução é parar e admirar a beleza que encerra a simplicidade de formas e de cores que a natureza nos oferece.
Porque é que os carros andam tão depressa?

Lugar das Barrancas, em Zedes.
08 de Junho de 2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

À Descoberta da Santrilha

À Descoberta do concelho de Carrazeda de Ansiães levou-me de novo ao lugar de Sentrilha, na freguesia de Pinhal do Norte. Encaixada entre fragas, passa despercebida a tudo e a todos, sendo um local completamente desconhecido, até para muitos habitantes no concelho.

No Domingo à tarde que a revisitei, encontrei mais pessoas na rua, do que em muitas conhecidas aldeias por onde passei! Junto da pequena capela, no largo, logo à entrada, ou à sombra do chorão, são locais aprazíveis para se descansar um pouco. É que, na Sentrilha, talvez ainda se viva em vizinhança, aproveitando a tarde quente do Domingo para conversar com os restantes habitantes, como uma família.
Desta vez, levava um objetivo concreto: conhecer a lagareta escavada na rocha granítica, de que já ouvira falar. O diálogo com as pessoas é fácil. Sou praticamente vizinho (basta atravessar a Serra do Pinhal) e encontrei quem me levasse ao sítio certo. Estava à espera que fosse fora do perímetro das casas, mas é mesmo no meio delas, por detrás da capela.
Esta lagareta consiste numa depressão, com cerca de meio metro de profundidade, escavada no granito, com inclinação para poente. Há um entalhe, mais ou menos retangular, numa posição superior. Nesse entalhe, seriam possivelmente esmagadas as azeitonas, escorrendo depois a mistura para a depressão, fazendo-se a separação por decantação. Imagino que seria um trabalho fastidioso, dada a pequena dimensão do lagar. Esta estrutura é de cronologia indeterminada. Imagino que possa ser da idade média, uma vez que a rocha foi escavada com bastante rigor, no bordo, em semicírculo.

Tive ainda a possibilidade de visitar a pequena capela, cuidada com muito dedicação. Apesar de pequena, recebeu recentemente a visita de D. António Moreira Montes, bispo da diocese Miranda-Bragança. Esta visita é também fruto do carinho que o sr. Padre Bernardo tem pela Sentrilha. O interior é muito simples. A talha foi restaurada, o teto revisto e a forro é novo.
Percorri o pequeno povoado. A par de algumas casas abandonadas, há outras mais recentes, onde com certeza não faltarão as comodidades da vida moderna.
Indiferente à minha visita, ficou o simpático burro, que, desta vez, não abriu a porta (é real!) para me ver passar. Mas outra porta se abriu, a de uma adega, para me dar a provar o bom néctar que estas fragas produzem.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Ainda Belver


Mais algumas fotografias da minha visita a Belver no dia 8 de Junho de 2008, estas para visitantes especiais e assíduos deste Blog .