Paradela de Ansiães, pertence à freguesia de
Pombal de Ansiães, distando dela quatro quilómetros. Situada junto da única estrada de acesso a
Carrazeda (N314-7), mesmo assim, sempre me pareceu muito distante. Daí que o meu conhecimento de
Paradela seja muito escasso. Hoje a realidade alterou-se e os acessos são mais rápidos, tendo mais de que uma opção para chegar a
Carrazeda.
Tal como todas as aldeias do concelho,
Paradela é uma aldeia envelhecida. A época de maior pujança deve ter sido antes das vagas e emigração, que levou muitos residentes a procuraram melhor vida, no estrangeiro.

O aglomerado populacional situa-se praticamente todo numa rua, a
Rua Principal. As casas são feitas de granito, com varandas em madeira e escadas em
granito, que lhes dão acesso. Gosto muito de fotografar este tipo de ambientes, também existente em
Codeçais ou
Pereiros. Infelizmente muitas casas estão desabitadas e mostram já marcas de abandono. Os que continuam na aldeia, optaram por fazer casas novas, fora deste núcleo, com mais espaço circundante e uma melhor vista. Surge assim a
Rua do Reiro, da
Capela e da
Escola, com casas bonitas, rodeadas de quintais cheios de árvores de fruto, que se desenvolvem muito bem.

A aldeia encontra-se protegida, encostada à serra da
Lama Grande, com a
Rua Principal voltada a sol, que a inunda de luz no seu máximo de força. A melhor
visão da aldeia tem-se da estrada, logo que se encontram as primeiras casas. O conjunto compacto de tem um aspecto bem curioso e fotogénico. Ao longe vêem-se as casas de
Pombal, num cenário de montanhas, já do lado de lá do
Tua. O centro da aldeia é à entrada da
Rua Principal. Aqui se juntam os idosos a apanhar sol e a conversarem, e aqui realizam as festas, que alegram a pacatez do lugar, aqui se situa a capela e o cemitério.

Aliada à simpatia das gentes, há o vinho, de qualidade superior, nascido das videiras cultivadas em socalcos, onde o granito das fragas o permite. Também abundam oliveiras, amendoeiras e muitas árvores de fruto, nos melhores terrenos.
À saída da aldeia, para
Pombal, há um
cruzeiro com o ano de 1793, na base, mas o nicho onde se encontra
N. Senhora da Saúde tem gravado o ano de 1993.
Também digna de destaque é a
Fraga da Aborraceira, que julgo encontrar-se nos terrenos de
Paradela. Trata-se de um exemplo de arte rupestre, onde se encontram insculpidos uma série de círculos e semi-círculos e as tradicionais ferraduras em associação alguns cruciformes, mas que ainda não tive o prazer de visitar.

A
paisagem onde a
Ribeira de Paradela se precipita para o
Rio Tua, é de uma grandeza colossal, assustando pela sua agressividade, povoada de fragas e zimbros.
Paradela merece uma visita cuidada, oferecendo bonitos cenários para fotografias, dentro da sua rusticidade e antiguidade.
Para conhecer melhor Paradela:
Álbum fotográfico de Paradela de Ansiães