
Fonte de mergulho, em Vilarinha da Castanheira, perto da casa Quinta da Urraca. Toda a envolvente foi arranjada recentemente com recurso a fundos comunitários.

O primeiro contratempo aconteceu logo no momento de pagamento das inscrições. O reforço distribuído aos participantes limitou-se a uma barra de chocolate, uma maçã e uma garrafa de água. Tudo isto no início de um percurso com 29 quilómetros!
Depois da passagem pelo centro do Amedo, a descida continua acentuada em direcção a Paradela. Não houve muito tempo para apreciar a antiga Ponte do Torno, interessante construção pelo menos da época medieval. Tinha curiosidade em conhecer esta ponte, e ainda bem que o percurso por aqui passou.
Não há tempo para muitas pausas, o caminho ainda é longo. O pelotão parte de novo em direcção ao Pinhal do Norte, seguindo pela estrada N314-1. Estes quilómetros, por estrada, não eram necessários, há bons caminhos rurais quase paralelos à estrada!
Por volta do quilómetros 17.º avista-se noutra direcção o cabeço da Senhora da Assunção, altivo, tal como o da Senhora da Cunha, lá para os lados de Alijó, que se avista ao descer do Amedo.
O banho revigorante foi nos balneários da Escola EB2,3 e Secundário.
Durante o almoço foi distribuído um inquérito com algumas questões sobre o percurso. A insatisfação era maior com a organização do que propriamente com o percurso, no entanto, este também merece alguns reparos: a classificação do grau de dificuldade do percurso como Fácil é um eufemismo. Mesmo os mais experientes no BTT acharam que esta classificação não estava correcta. Os quilómetros feitos por estrada entre Pombal e Pinhal podiam e deviam ser feitos por caminhos rurais. Chamar ao percurso “Trilhos Vinhateiros” também é exagero. Apenas se encontram vinhas em menos de um quarto do percurso, com maior concentração à volta de Paradela e Pombal, há freguesias no concelho com muito mais vinhedos do que Zedes!


Há pela menos uma fonte completamente desactivada.
Há também uma fonte com água abundante à entrada da aldeia na estrada N628 (Avenida Principal).


A aldeia é pequena e como não é lugar de passagem, só nela entra quem tenha realmente intenção. Talvez por isso, os três idosos que conversavam de forma preguiçosa no largo, ao calor do sol, receberam-me com alguma surpresa. Não é todos os dias que parece algum “turista” interessado em conhecer becos e ruelas e capelas. Foram necessários poucos minutos para ficar com uma ideia daquilo que eles acham que vale a pena visitar. No entanto, repetiram de forma bem incisiva que Luzelos começa junto à Vila, sendo actualmente uma anexa de Marzagão, mas com muita população. Luzelos esteve desanexada de Marzagão entre o séc. XVII e o séc. XIX.

Houve mesmo quem se prontificasse a mostrar-me alguma rocha curiosa, a adega ou o quintal! É que a surpresa da chegada deu lugar à confiança.
O passeio estendeu-se até perto do cemitério. Ainda há algumas vinhas por vindimar. Contornei-as e fui entrar de novo na aldeia pela ponta do bairro mais afastado do centro. Aí abriu-se-me a adega, para provar um tinto muito agradável. O do ano passado, porque o deste ano fermenta ainda, prometendo muita qualidade.

A festa de Nossa Senhora da Graça, no seu santuário, na Samorinha, sempre fez parte dos finais de Verão da minha infância. Por isso, é com saudade que a recordo. Nos últimos anos não tem havido festa, não sei se este ano aconteceu o mesmo.




