domingo, 28 de dezembro de 2008

O frio, em Pereiros

As baixas temperaturas que se fizeram sentir no Natal, nos Pereiros, permitiram fotografias de rara beleza.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Chegou o Inverno

Imagens como estas espalham-se um pouco por todo o concelho. Presenciei-as em Pereiros, Codeçais, Pinhal, Pombal e Paradela. A fotografia foi tirada perto do Pombal, ao meio-dia do dia 26/12/2008.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Coleja

A tranquilidade da aldeia de Coleja aquando da minha última visita, em Abril último.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Fonte, em Vilarinho da Castanheira


Fonte de mergulho, em Vilarinha da Castanheira, perto da casa Quinta da Urraca. Toda a envolvente foi arranjada recentemente com recurso a fundos comunitários.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Fontes, em Beira Grande

Depois de uma visita às fontes de Areias, apresento hoje duas fotografias de fontes em Beira Grande, uma mais antiga e outra mais actual.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

"Rota por Trilhos Vinhateiros" em BTT

No dia 16 de Novembro foi inaugurada em Carrazeda de Ansiães a Rede Municipal de Percursos. Juntamente com mais 5 percursos pedestres espalhados por várias aldeias do concelho, integra também a rede, uma “Rota por Trilhos Vinhateiros” para BTT.
A concentração para o PR4 - Percurso Pedestre Trilho da Fraga das Ferraduras (Carrazeda de Ansiães) e para o percurso em BTT, aconteceu em junto às piscinas municipais. A adesão ao evento não foi das melhores e, no caso do BTT, não fosse a amizade entre os praticantes da modalidade entre Carrazeda e Vila Flor, através do Clube de Ciclismo de Vila Flor, e o grupo ficaria reduzido a metade.
O primeiro contratempo aconteceu logo no momento de pagamento das inscrições. O reforço distribuído aos participantes limitou-se a uma barra de chocolate, uma maçã e uma garrafa de água. Tudo isto no início de um percurso com 29 quilómetros!
O sr. Presidente da Câmara brindou os participantes com algumas palavras dando-se de seguida a partida em direcção ao Alto da Pranheira. Foi feita com alguma apreensão, dado que estava muito frio e ameaçava chover. Contudo, o estado do tempo foi melhorando ao longo do dia, sem no entanto chegar a aquecer. A organização não tinha previsto qualquer distribuição de água.
Todos as inquietações terminaram quando começou a descida para o Amedo. A paisagem é fantástica e os tons laranja e amarelos das folhas dos castanheiros, cerejeiras e outras fruteiras emprestam uma beleza digna de ser admirada. Por mim ficava já por ali, fotografando o outono, mas deixei-me ir, perseguindo o pelotão que entretanto se atrasou com uma pausa numa adega(?).
Depois da passagem pelo centro do Amedo, a descida continua acentuada em direcção a Paradela. Não houve muito tempo para apreciar a antiga Ponte do Torno, interessante construção pelo menos da época medieval. Tinha curiosidade em conhecer esta ponte, e ainda bem que o percurso por aqui passou.
Antes de chegar a Paradela há que fazer um esforço extra, desde o Ribeiro do Frarido, até às primeiras casas. Depois, já na Rua Principal, de novo se ganha velocidade descendo até junto da calçada medieval de Pombal. Esta calçada, já do conhecimento de muitos dos participantes conduz ao centro da aldeia, meia encolhida com o frio apenas perturbado pelos cânticos de louvor ao Senhor que se ouviam pela porta entreaberta da igreja. Eu também não conhecia toda a extensão da calçada e gostei de a conhecer.
Não há tempo para muitas pausas, o caminho ainda é longo. O pelotão parte de novo em direcção ao Pinhal do Norte, seguindo pela estrada N314-1. Estes quilómetros, por estrada, não eram necessários, há bons caminhos rurais quase paralelos à estrada!
Depois de uma passagem quase pelo centro da aldeia de Pinhal, começa uma das partes mais duras do percurso, quando está percorrida metade do mesmo. Nos quilómetros seguintes é necessário vencer 300 metros de desnível. A paisagem é mais uma vez deslumbrante e muito agreste. O lugar de Felgueira, plantado no meio dos fraguedos, é um oásis de humanidade em muitos quilómetros onde só os bichos gostam de andar. Avista-se a paisagem do outro lado do Tua, terras do concelho de Murça, ao mesmo tempo que se enchem os pulmões de ar, ignorando alguma fraqueza nas pernas. Fiz uma pequena pausa para comer uma sande que por precaução trouxe de casa e beber um pouco de água.
Por volta do quilómetros 17.º avista-se noutra direcção o cabeço da Senhora da Assunção, altivo, tal como o da Senhora da Cunha, lá para os lados de Alijó, que se avista ao descer do Amedo.
Pouco depois está-se em Zedes. Do Bairro entra-se na Fonte do Galego admirando o colorido das macieiras, e o sabor de alguns frutos rebuscados, que ajudam a matar a fome aos mais famintos. Segue-se mais uma zona difícil, a pior de todas na opinião de muitos. A descrição do percurso fala num pequeno desvio para visitar a Anta de Zedes, mas não vi qualquer marcação nesse sentido, nem vi nenhum participante a ir nessa direcção. No alto da Senhora da Graça, na Samorinha, atinge-se o ponto maior altitude do concelho e do percurso. É altura de respirar de alívio enquanto se inundam os olhos de paisagem. Os últimos quilómetros até Carrazeda são em descida, num percurso bem do agrado dos adeptos do BTT.
O banho revigorante foi nos balneários da Escola EB2,3 e Secundário.
O almoço, na Quintinha do Manel, era mais prometedor do que aquele que tinha sido servido em eventos de BTT, em Carrazeda. Infelizmente também o almoço deixou muito a desejar. Foi servida uma feijoada de fraco aspecto que em nada dignifica o restaurante nem a organização do evento.
Se o grupo de participantes no BTT já era pequeno, foram ainda menos os que se inscreveram no almoço. Ou já sabiam o que os esperava, ou não se sentem bem na companhia dos restantes companheiros do pedal.
Durante o almoço foi distribuído um inquérito com algumas questões sobre o percurso. A insatisfação era maior com a organização do que propriamente com o percurso, no entanto, este também merece alguns reparos: a classificação do grau de dificuldade do percurso como Fácil é um eufemismo. Mesmo os mais experientes no BTT acharam que esta classificação não estava correcta. Os quilómetros feitos por estrada entre Pombal e Pinhal podiam e deviam ser feitos por caminhos rurais. Chamar ao percurso “Trilhos Vinhateiros” também é exagero. Apenas se encontram vinhas em menos de um quarto do percurso, com maior concentração à volta de Paradela e Pombal, há freguesias no concelho com muito mais vinhedos do que Zedes!
Quanto à organização, há a ressalvar pela negativa: o preço elevado da inscrição (12€); a não existência de qualquer brinde ou recordação; o reforço alimentar que praticamente não existiu; a distribuição de bebidas ao longo da prova, que também não existiu e a fraca qualidade do almoço.
Salva-se disto tudo: as bonitas paisagens percorridas, que, mesmo com um dia pouco agradável, provocaram algumas exclamações de espanto e a companhia de um grupo de pessoas de Carrazeda e de Vila Flor que levam a amizade para além das provas ou passeios de BTT.

Mais fotografias:
Clube de Ciclismo de Vila Flor
Passeios de BTT e Estrada
Pelotão Aventura
ABCDesporto

Percurso:

Nota: Este percurso pode não coincidir com o traçado oficia, dado que o tracei unicamente recorrendo à minha memória dos locais por onde passei.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

As fontes, em Areias


Foi já há alguns meses atrás que estive em Areias à procura da Fonte do Cunho. Embora pensasse conhecer bem a aldeia, há sempre muita coisa que desconhecemos e tive de recorrer ao sr. Lopes que me guiou até à Fonte. Fica num ponto bastante periférico e não havia nenhuma habitação por perto. Neste momento a situação está diferente uma vez que o Álvaro construiu uma bela casa, perto da fonte. Esta fonte é um dos pontos de interesse da aldeia, dada a sua antiguidade e as recordações que dela têm as pessoas mais idosas. As fontes eram locais de encontro, um dos poucos locais onde os namoros tinham grandes hipóteses de acontecerem.

A segunda fonte está junto a uma estrada, precisamente na saída de Areias para a nova estrada que conduz ao Amedo ou ao Pinhal do Norte.
Junto da capela há uma zona bastante húmida mas desconheço se algum dia aí existiu alguma fonte. Existe um fonte nova dentro do adro da capela, possivelmente para permitir regar o jardim que costuma estar muito bem cuidado.
Há pela menos uma fonte completamente desactivada.


O fontanário principal situa-se no Largo Principal, no coração da aldeia, onde se cruza estrada N628 e a N1136. É aqui que se situa o único café da aldeia e onde se juntam as pessoas a conversar nos domingos à tarde. Já há um bom conjunto de bancos convidando ao descanso.
Há também uma fonte com água abundante à entrada da aldeia na estrada N628 (Avenida Principal).

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Amostras de Outono

Aspecto do Rio Tua, junto à estação de Codeçais.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Quem me dera voar...


Certo dia ao passar por Parambos, parei na Fonte da Presa para me refrescar. Esta água tem fama de ser fresca e a localização da fonte é excelente, a dois passos da estrada nacional, pouco antes de chegar ao cruzamento da Portelinha (quem desce para o Castanheiro).
Na fonte corria água abundantemente e estava realmente fresca. Quando voltei à estrada e olhei o céu azul à minha frente, não me apeteceu entrar no carro, mas sim voar por sobre o verde dos pinheiros e, de lá de cima, espreitar a Linha do Tua no seu namoro com o rio.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

largo, em Belver

Fotografia do Largo do Vale, em Belver.

sábado, 11 de outubro de 2008

em Luzelos


A aldeia é pequena e como não é lugar de passagem, só nela entra quem tenha realmente intenção. Talvez por isso, os três idosos que conversavam de forma preguiçosa no largo, ao calor do sol, receberam-me com alguma surpresa. Não é todos os dias que parece algum “turista” interessado em conhecer becos e ruelas e capelas. Foram necessários poucos minutos para ficar com uma ideia daquilo que eles acham que vale a pena visitar. No entanto, repetiram de forma bem incisiva que Luzelos começa junto à Vila, sendo actualmente uma anexa de Marzagão, mas com muita população. Luzelos esteve desanexada de Marzagão entre o séc. XVII e o séc. XIX.

Logo à entrada de Luzelos está a escola primária, actualmente encerrada. Longe vão os tempos em que as crianças da aldeia, atravessavam lavouras e pinhais, até a ponte romana de Marzagão, para aí frequentarem a escola. Não raras vezes ficavam-se pela sombra dos pinheiros, a meio do caminho, saboreando o farnel que levavam para o almoço. A escola não era fácil, e os colegas de Marzagão também não os acolhiam de braços abertos.

Actualmente a escola já não tem crianças e os dedos de uma mão são mais do que as crianças que existem na aldeia.
Uma visita a Luzelos tem que começar pelo largo. Aqui as casas são antigas, modestas, feitas em granito, com escadas externas com alpendres e varandas, em pedra ou madeira. Encontram-se algumas mísulas nas janelas. Há um par de mísulas bem curiosas numa janela, têm uma face esculpida com bastante rigor.
Houve mesmo quem se prontificasse a mostrar-me alguma rocha curiosa, a adega ou o quintal! É que a surpresa da chegada deu lugar à confiança.
Segui pela Rua da Igreja, na esperança de que alguém me franqueasse a entrada, mas tal não foi possível. A igreja de Santo Amaro ainda está rodeada de campas, o pequeno adro foi durante muito tempo o único cemitério, mas actualmente existe já uma nova estrutura a poucas centenas de metros, para noroeste. A igreja foi construída desviada do núcleo habitacional, mas acabou por ser absorvida por ele, havendo vários bairros já depois dela.

O frontispício é bonito, possivelmente da igreja original do séc. XVI, ao contrário do corpo da igreja e capela-mor que sofreram possivelmente obras de ampliação. Dignos de realce no frontispício são a porta principal em arco-quebrado e o campanário de uma só sineira. Sobre o campanário há uma cruz de pedra com Cristo crucificando, numa forma bastante estilizada. O interior da igreja ficou para uma próxima visita.
O passeio estendeu-se até perto do cemitério. Ainda há algumas vinhas por vindimar. Contornei-as e fui entrar de novo na aldeia pela ponta do bairro mais afastado do centro. Aí abriu-se-me a adega, para provar um tinto muito agradável. O do ano passado, porque o deste ano fermenta ainda, prometendo muita qualidade.
De regresso ao centro, tropecei numa vala que percorre as ruas. Trata-se da colocação da estrutura de fibra óptica que vai dotar alguns dos concelhos do sul do distrito de uma rede de banda larga para internet ou televisão por cabo.

As sombras já cobriam a rua, quando cheguei ao automóvel. Os telhados das casas, sem sinais de vida, pintaram-se de cores quentes, de silêncio e paz.
Chegou o autocarro com os estudantes da vila e eu parti para o Amêdo, em busca de mais algumas imagens melancólicas.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Paradela em azul e verde


Este é o aspecto das redondezas de Paradela no início de Julho.
Não deixa de ser interessante a disputa entre Paradela e Belver, na votação do próximos fotografias!
É claro que as restantes localidades não serão esquecidas, simplesmente a burocracia na escola está insuportável e não me resta muito tempo livre para fazer o que tanto gosto, tirar fotografias por este trás-os-montes fora.