segunda-feira, 6 de abril de 2009

Cruzeiro, em Marzagão

Este cruzeiro situado ainda dentro da aldeia de Marzagão na berma da estrada M532-1 estava decorado para o dia, Domingo de Ramos. Ramos de oliveira e alecrim davam um ar festivo. Precisamente onde estavam colocados os ramos, deve ter existido em tempos antigos uma pintura com alminhas.
Marzagão, dia 5 de Abril de 2009.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Alminhas (Mogo de Malta)

Embora a origem das alminhas possa ir beber a práticas religiosas já do tempo dos romanos, é bem possível que a disseminação destas representações do purgatório a que chamamos vulgarmente de alminhas se tenha iniciado depois do século XVI com uma forte intenção corrente com origem em Roma.
As alminhas estão espalhadas por todas as aldeias, muitas à entrada, mas também nas encruzilhadas e mesmo ao longo dos caminhos. No concelho de Carrazeda de Ansiães há bastantes, umas mais artísticas outras mais simples. Estas fotografei-as em Mogo de Malta, no domingo passado. Trata-se de um modelo bastante utilizado, em granito que deve ter sofrido alterações ao longo dos tempos. Possivelmente o painel de azulejo não é original, sendo mais provável que aí existisse uma pintura feita à mão num fundo caiado de branco ou mesmo numa chama de zinco ou madeira.

Quem estiver interessado em saber mais sobre as alminhas pode ler este artigo que escrevi no blogue À Descoberta de Vila Flor.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O Carnaval em Carrazeda

Mais uma vez participei no "enterro" do Pai Fartura, em Carrazeda de Ansiães. Enterro como quem diz, porque em Carrazeda o coitado do entrudo é pura e simplesmente desfeito em pó com uma vela de dinamite!
O desfile é de arrepiar os cabelos, com a sirene dos bombeiros sempre a tocar e os gritos da(s) viúva(s) completamente desfeita com a perca do seu amado. Só o rufar dos tambores animam a noite, quase parecendo um ritual satânico, assustador, mas que ninguém quer perder.
Junto do recinto da feira foi lida a sentença, ou coisa parecida. Os versos lançaram alguns dardos a políticos e a políticas (ou falta delas), que, numa sátira bem disposta, arrancaram aplausos dos muitos presentes.
Depois da explosão do "Pai Fartura", (fartura não sei se houve) seguiu-se uma sessão de fogo de artifício, comedida, porque a fartura já lá vai.
Desta vez "inventei" um vídeo. Aqui fica:

As fotografias ficam a aguardar os tais versos satíricos que ficaram de me enviar...

26-03 - Com muita pena minha os versos não me foram enviados... paciência. As fotografias ficam na gaveta para a história.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A Linha do Tua - Outono

Hoje completam-se dois anos desde que ocorreu o primeiro acidente na Linha do Tua, onde morreram três pessoas. Depois disso, a linha ainda não saiu das luzes da ribalta, sempre envolta em polémica.
Eu vesti a camisola da defesa da linha. Não acredito no progresso propagandeado pelos políticos. Não acredito que a barragem seja uma reserva de água potável para dar de beber aos milhares de humanos que aqui vivemos. Cada vez somos menos os que aqui vivemos e a água da barragem dificilmente será potável. Para mim a principal riqueza do vale do Tua é a Linha. Esta linha, não outra, moderna, larga e rápida. Tem que ser esta, centenária mas remodelada, segura, eficiente, ao serviço das populações ribeirinhas, apostada na atracção de turistas e apoiada por novos autarcas que a conhecem.
Enquanto se mantém esta indecisão, faço aquilo que posso fazer: percorro a linha a pé, fotografando todas as suas belezas e mostrando ao mundo os encantos deste recanto trasmontano, que é nosso, e não está à venda.
Deixo para saborearem, uma viagem de Outono, em forma de diaporama entre Codeçais e Mirandela. Apesar de já conhecer bem a linha, não deixei de ser surpreendido com quadros de rara beleza, quadros esses que estão vedados à maioria das pessoas, porque a linha se encontra fechada, afastando aos poucos todos os que dela dependiam para fazer a sua vida.
Espero que esta situação mude em breve.


A Linha é Tua
http://alinhaetua.blogspot.com/

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O Outono em Zedes

Castanheiros no Outono passado, em Zedes.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Vilarinho da Castanheira em Janeiro

Num dia de Inverno não esperava encontrar um céu tão azul em Vilarinho da Castanheira!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Estação de Foz Tua

Na tranquilidade do anoitecer
descansei as pernas de tanto andar,
enchi o peito de ar fresco,
na ânsia de me encontrar.
Olhei a linha que se perdia pela noite,
além do olhar,
e pensei:
Não vou falar.
Tudo o que eu possa dizer vai estragar
A completa sinfonia de emoções.
Basta estar.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Capela, Vilarinho da Castanheira

Logo à entrada da aldeia de Vilarinho da Castanheira, é possível encontrar esta curiosa capela (Nossa Senhora da Fé).De forma circular, é também um bom ponto de observação da paisagem. Na altura que a visitei tinha também um lindo jardim florido, cuidado com esmero.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A caminho de Paradela

O cenário que se podia observar em Pombal, prolongava-se quase até Paradela.
Na berma da estrada os arames que suportam as videiras tinham uma beleza especial quando olhados em contraluz.
Poucos metros antes de chegar à aldeia, o cenário mudava. Apenas se encontravam mantas de gelo à sombras das calçadas ou das casas.

À saída de Paradela olhei para trás e despedi-me do gelo. Sabia que na parte mais alta do concelho não encontraria cenários como estes, uma vez que o sol brilhava com bastante intensidade.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Um frio de admirar, em Pombal

A viagem até ao Pombal aconteceu no dia 26 de Dezembro. Quando olhei a aldeia, pouco depois de ter saído de Areias, a visão era curiosa com a povoação a ser atravessada por uma língua de nevoeiro que subia do S. Lourenço e se prolongava até depois da capela de S.ta Bárbara.
Mas, pouco depois de passar o Pinhal apercebi-me de um espectáculo fantástico, como já não apreciava há alguns anos. As oliveiras, pinheiros e giestas vergavam com o peso do gelo, que se acumulava colado às folhas e ramos.
Junto à aldeia havia apenas um ligeira neblina com o sol a ser coado por ela. Mas, mais abaixo na estrada para Paradela o cenário ganhava de novo o colorido de uma enorme nevada, com o sol a tentar penetrar nos ramos mais altos das árvores.
Parei o carro em vários locais e tirei mesmo algumas fotografias de dentro dele. Onde havia espaço para estacionar aproveitei para mostrar ao meu filho mais novo estas paisagens de rara beleza, porque ele nunca tinha presenciado nada semelhante.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A paisagem vista da Felgueira

Foi no dia de Natal que decidi dar um pulinho até à pequena Felgueira, na freguesia de Pinhal do Norte. O objectivo era admirar a paisagem em redor, uma vez que do caminho que lhe dá acesso se avistam das paisagens mais bonitas que é possível admirar do concelho de Carrazeda de Ansiães. O olhar pode deslizar desde o Cabeço, a Nossa Senhora da Assunção, até ao leito do rio que de emcaminha para Foz-Tua. Levantando o olhar, perde-se a visão até ao Marão, já para além de Vila Real. Mas também os concelhos de Mirandela e de Murça se avistam daqui.
As minhas expectativas acabaram por ser superadas dado o espectáculo que o nevoeiro proporcionava. Fazia muito frio e era possível encontrar muito gelo à sombra das fragas, onde o calor do sol não chegava. Eram tantas as montanhas que despontavam acima do mar de nevoeiro que não as conseguia identificar. Nossa Senhora da Cunha, pela sua configuração, essa distinguia-se de todas as outras.
Não me aproximei muito do conjunto das habitações. Havia alguns sinais de vida, mas o silêncio era total.

domingo, 28 de dezembro de 2008

em Areias

Em Areias o panorama do Natal foi diferente. As noites estiveram frias mas os dias foram quentes e luminosos. No centro da aldeia ainda se viam os restos da fogueira de Natal.