terça-feira, 19 de maio de 2009

4 Km na Linha do Tua

Apesar de as minhas reportagens sobre a Linha do Tua estarem mais ou menos afastadas deste Blogue, tal não significa que eu tenha deixado de fazer longas caminhadas ao longo da linha. Isso deve-se apenas ao facto de ter criado um Blogue inteiramente dedicado à Linha do Tua e ao rio Tua. Aí tenho reportadas quase uma vintena de caminhadas que somam mais de duas centenas e meia de quilómetros percorridos a pé. Foi um ano completo, conhecendo o vale do Tua, em completa solidão, saboreando a paisagem.

O vídeo de hoje reúne fotografias e pequenos vídeos feitos no mês de Março, entre o Tua e o apeadeiro de Tralhariz. É zona que estará prestes a ser desactivada para dar espaço à tal malfadada barragem que vai engordar a conta de alguns gestores da EDP (ex- políticos).
Tenho outras imagens à espera de algum tempo livre para puder fazer outras montagens no género como por exemplo sobre S. Lourenço.

Mais informação no Blogue: A Linha é TUA

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Reflexos de Luzelos

Mais uma bonita fotografia do simpático lugar de Luzelos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Fonte de Seixas - Parambos

O tempo não chega para visitar todos os locais que apetece descobrir ou redescobrir. Mas, de vez em quando, arranjo uma tarde soalheira para percorrer caminhos que já percorri alguns (muitos) anos atrás.
Num domingo à tarde, convenci a família (não lhes disse nada) a visitar as gravuras da Fonte de Seixas, em Parambos. Apesar de sinalizadas, deu algum trabalho encontrá-las, mas valeu a pena. Para explicar as duas fotografias que mosto, transcrevo sem qualquer alteração o texto existente no sítio web do Ministério da Cultura.
"O complexo de gravuras da Fonte de Seixas centra-se em três penedos aos quais se associam alguns elementos gravados em pequenas rochas que circundam o epicentro desse conjunto. O local tem sido classificado como um possível santuário com um tipo de representação artística que poderá ser inserida na Idade do Bronze Final ou mesmo na Idade do Ferro. Tal enquadramento cronológico deverá merecer uma reflexão mais fundamentada, uma vez que não existe qualquer documento material ou estratigráfico extraído no local que permitam avançar cronologias fidedignas.
A arte rupestre da Fonte Seixas parece evidenciar, mais do que qualquer outro núcleo de arte rupestre detectado no concelho de Carrazeda de Ansiães, alguns elementos característicos de uma fase cristã, revelando um significativo número de motivos que poderão ser enquadrados na panóplia dos símbolos com um significado aparentemente religioso.
As fragas gravadas de Fonte de Seixas revelam um expressivo conjunto de representações que à falta de melhor designação ou terminologia denominaremos de "terços" ou "rosários", uma vez que o resultado final do agrupamento de covinhas associadas constantemente a um cruciforme nos sugere a imagem desse tradicional símbolo cristão que, como é sabido, surge a partir da Idade Média, altura em que os frades dominicanos por volta do séc. XIV introduzem o rosário para facilitar a prática religiosa entre os que não sabiam ler. Todos esses motivos se estruturam a partir de uma série de pequenas fossetes (covinhas) circulares homogéneas que criam vários conjuntos de configuração ovalada e sistematicamente encimados por uma cruz. Tais representações distribuem-se em séries repetitivas e estão presentes na maioria das rochas gravadas. Além destes conjuntos, estão patentes as tradicionais ferraduras, os círculos, as fossetes e várias tipologias de cruciformes.
Embora ainda em estudo, e tendo sempre presente a dificuldade e a responsabilidade de aventar hipóteses interpretativas em relação ao significado e à cronologia destas gravuras, pensamos que pelo menos a maioria dos motivos representados se deverão incluir num horizonte cronológico mais recente, que poderá oscilar entre a Idade Média e a Idade Moderna, embora não possa ser descorado um conjunto de outras representações, aqui também presentes, que poderão ser ancoradas num horizonte cronológico bastante mais antigo."

domingo, 3 de maio de 2009

Ponte do Galego, Marzagão

Hoje, com especial carinho para Marzagão, que teve a sua festa, deixo uma fotografia da Ponte do Galego que tirei na minha última deslocação à aldeia (5 de Abril). Esta ponte é conhecida como sendo uma ponte romana, vejamos o que dela dizem os entendidos:
"A Ponte do Galego constitui um belo exemplar de arquitectura civil no actual concelho de Carrazeda de Ansiães. Esta estrutura, realizada com silhares de granito, possui dois arcos de volta perfeita e um tabuleiro plano. No seu lado montante exibe um talhamar de secção triangular, um talhante no pegão central e quatro agulheiros sob cada um dos arcos. O tabuleiro possui cerca de 24 m. de comprimento por 3.80 m. de largura e é precedido e antecedido por vestígios de uma calçada com marca de rodados. Esta calçada poderá testemunhar um dos últimos vestígios de um eixo viário que ligava a antiga vila de Ansiães com Arnal, estabelecendo-se a partir daqui a ligação ao Douro, nomeadamente à foz do rio Tua. A ponte do Galego, que permite a travessia da Ribeira de Linhares, encontra-se ainda em bom estado, possui as respectivas guardas e um aparelho em excelentes condições de conservação. A cronologia da sua fundação poderá remontar à Idade Média."

Fonte: site do Ministério da Cultura

domingo, 26 de abril de 2009

Marcas da história

A fotografia que partilho hoje foi tirada algures entre Zedes e Mogo de Malta. Estas marcações serviram há alguns séculos atrás para marcar os termos dos concelhos. Há marcações semelhantes a esta desde o Vilarinho da Castanheira passando por Alagoa, Mogos, Zedes, Pereiros e Codeçais. Possivelmente muitas delas perderam-se, com pedreiras ou pela destruição dos marcos onde elas estavam esculpidas.
As freguesias de Zedes e de Freixiel pertenciam a Ansiães uma e ao concelho de Freixiel outra. Ainda é possível encontar bastantes marcações destas entre estas duas freguesias. Esta, que está na fotografia, é a cruz da Ordem de Malta, portanto do antigo concelho de Freixiel.
Seria interessante fazer um levantamento destas marcações, onde elas ainda existem.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Pormenores, em Pereiros

Enbutida na parede de uma casa, em Pereiros, fui encontrar este fotogénico arranjo. Gosto muito de tirar fotografias em Pereiros e Codeçais. São aldeias muito rústicas onde o granito ainda aparece quase como na época medieval fazendo-nos sentir personagens de filmes.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Tradições da Páscoa


A tradição de enfeitar o ramo de oliveira do Domingo de Ramos, esteve praticamente perdida em Zedes. Mas, nos últimos 3 anos, a tradição está a ressuscitar. Tradicionalmente os ramos eram enfeitados com rebuçados, bolachas e até laranjas! Embora houvesse alguma proa em levar um ramo bonito, não me parece que fosse uma tradição consumista, porque tudo era feito com meia dúzia de tostões, comprando rebuçados na taberna da senhora Ilda.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Cruzeiro, em Marzagão

Este cruzeiro situado ainda dentro da aldeia de Marzagão na berma da estrada M532-1 estava decorado para o dia, Domingo de Ramos. Ramos de oliveira e alecrim davam um ar festivo. Precisamente onde estavam colocados os ramos, deve ter existido em tempos antigos uma pintura com alminhas.
Marzagão, dia 5 de Abril de 2009.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Alminhas (Mogo de Malta)

Embora a origem das alminhas possa ir beber a práticas religiosas já do tempo dos romanos, é bem possível que a disseminação destas representações do purgatório a que chamamos vulgarmente de alminhas se tenha iniciado depois do século XVI com uma forte intenção corrente com origem em Roma.
As alminhas estão espalhadas por todas as aldeias, muitas à entrada, mas também nas encruzilhadas e mesmo ao longo dos caminhos. No concelho de Carrazeda de Ansiães há bastantes, umas mais artísticas outras mais simples. Estas fotografei-as em Mogo de Malta, no domingo passado. Trata-se de um modelo bastante utilizado, em granito que deve ter sofrido alterações ao longo dos tempos. Possivelmente o painel de azulejo não é original, sendo mais provável que aí existisse uma pintura feita à mão num fundo caiado de branco ou mesmo numa chama de zinco ou madeira.

Quem estiver interessado em saber mais sobre as alminhas pode ler este artigo que escrevi no blogue À Descoberta de Vila Flor.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O Carnaval em Carrazeda

Mais uma vez participei no "enterro" do Pai Fartura, em Carrazeda de Ansiães. Enterro como quem diz, porque em Carrazeda o coitado do entrudo é pura e simplesmente desfeito em pó com uma vela de dinamite!
O desfile é de arrepiar os cabelos, com a sirene dos bombeiros sempre a tocar e os gritos da(s) viúva(s) completamente desfeita com a perca do seu amado. Só o rufar dos tambores animam a noite, quase parecendo um ritual satânico, assustador, mas que ninguém quer perder.
Junto do recinto da feira foi lida a sentença, ou coisa parecida. Os versos lançaram alguns dardos a políticos e a políticas (ou falta delas), que, numa sátira bem disposta, arrancaram aplausos dos muitos presentes.
Depois da explosão do "Pai Fartura", (fartura não sei se houve) seguiu-se uma sessão de fogo de artifício, comedida, porque a fartura já lá vai.
Desta vez "inventei" um vídeo. Aqui fica:

As fotografias ficam a aguardar os tais versos satíricos que ficaram de me enviar...

26-03 - Com muita pena minha os versos não me foram enviados... paciência. As fotografias ficam na gaveta para a história.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A Linha do Tua - Outono

Hoje completam-se dois anos desde que ocorreu o primeiro acidente na Linha do Tua, onde morreram três pessoas. Depois disso, a linha ainda não saiu das luzes da ribalta, sempre envolta em polémica.
Eu vesti a camisola da defesa da linha. Não acredito no progresso propagandeado pelos políticos. Não acredito que a barragem seja uma reserva de água potável para dar de beber aos milhares de humanos que aqui vivemos. Cada vez somos menos os que aqui vivemos e a água da barragem dificilmente será potável. Para mim a principal riqueza do vale do Tua é a Linha. Esta linha, não outra, moderna, larga e rápida. Tem que ser esta, centenária mas remodelada, segura, eficiente, ao serviço das populações ribeirinhas, apostada na atracção de turistas e apoiada por novos autarcas que a conhecem.
Enquanto se mantém esta indecisão, faço aquilo que posso fazer: percorro a linha a pé, fotografando todas as suas belezas e mostrando ao mundo os encantos deste recanto trasmontano, que é nosso, e não está à venda.
Deixo para saborearem, uma viagem de Outono, em forma de diaporama entre Codeçais e Mirandela. Apesar de já conhecer bem a linha, não deixei de ser surpreendido com quadros de rara beleza, quadros esses que estão vedados à maioria das pessoas, porque a linha se encontra fechada, afastando aos poucos todos os que dela dependiam para fazer a sua vida.
Espero que esta situação mude em breve.


A Linha é Tua
http://alinhaetua.blogspot.com/

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O Outono em Zedes

Castanheiros no Outono passado, em Zedes.