
Mais uma fotografia de Pinhal do Norte, tirada do adro da igreja.
Nos Codeçais, junto à estrada N630, entre a Rua do Olmo e a Rua da Santrilha, podemos apreciar estas bonitas alminhas. Se em muitas alminhas é difícil precisar a data em que surgiram, estas são muitos recentes uma vez que têm bem visível o ano de 1983 (26 anos). Consistem num painel de azulejo rectangular implantado num bloco de granito. Por cima do retábulo está uma cruz, simples, em alto relevo, fazendo parte também do bloco de granito. Este bloco apoia noutro horizontal que lhe serve de base e que suporta também um candeeiro onde arde uma chama alimentada a azeite.
Quem desce da Beira Grande para a Senhora da Ribeira utilizando a estreita estrada com excelentes miradouros, poderá encontrar em flor esta espécie de estranha "esteva". Embora parentes próximos das estevas são arbustos muito mais pequenos e pouco abundantes no nordeste trasmontano (pelo que eu conheço). Já os encontrei no concelho de Carrazeda de Ansiães e junto ao Rio Sabor (Moncorvo e Mogadouro) mas sempre em espaços muito limitados. Não é fácil saber a espécie através de uma fotografia, mas poderá tratar-se de Cistus crispus, conhecida por roselha-pequena.
Esta é a capela de S. Lourenço, no lugar de S. Lourenço, Pombal de Ansiães. Na minha última descida a pé pela Linda do Tua até Foz-Tua tive tempo de subir ao lugar e dar um largo passeio. Almocei aí e na tranquilidade das casas e dos pinheiros, admirando o azul das águas do rio que nesse dia estava inacreditável.
Este é um dos cruzeiros que podemos encontrar no Amedo. Encontra-se logo à entrada da aldeia, para quem vai de Carrazeda. Embora tenha a forma característica das Alminhas, é um cruzeiro, apresentando ao centro um painel de azulejos policromático representando Nossa Senhora da Assunção.
Desde criança sempre tive uma paixão especial por aves, paixão que ainda hoje mantenho. Gosto de as estudar, de conhecer o seu canto, o seu habitat e as suas formas de vida. Como apaixonado pela fotografia, anseio fotografar estes pequenos seres cheios de cor e de vida, mas esta é uma área muito específica que exige material fotográfico adequado, uma grande dose de paciência, conhecimentos e ... paixão.
"O complexo de gravuras da Fonte de Seixas centra-se em três penedos aos quais se associam alguns elementos gravados em pequenas rochas que circundam o epicentro desse conjunto. O local tem sido classificado como um possível santuário com um tipo de representação artística que poderá ser inserida na Idade do Bronze Final ou mesmo na Idade do Ferro. Tal enquadramento cronológico deverá merecer uma reflexão mais fundamentada, uma vez que não existe qualquer documento material ou estratigráfico extraído no local que permitam avançar cronologias fidedignas.
Todos esses motivos se estruturam a partir de uma série de pequenas fossetes (covinhas) circulares homogéneas que criam vários conjuntos de configuração ovalada e sistematicamente encimados por uma cruz. Tais representações distribuem-se em séries repetitivas e estão presentes na maioria das rochas gravadas. Além destes conjuntos, estão patentes as tradicionais ferraduras, os círculos, as fossetes e várias tipologias de cruciformes.
Hoje, com especial carinho para Marzagão, que teve a sua festa, deixo uma fotografia da Ponte do Galego que tirei na minha última deslocação à aldeia (5 de Abril). Esta ponte é conhecida como sendo uma ponte romana, vejamos o que dela dizem os entendidos:"A Ponte do Galego constitui um belo exemplar de arquitectura civil no actual concelho de Carrazeda de Ansiães. Esta estrutura, realizada com silhares de granito, possui dois arcos de volta perfeita e um tabuleiro plano. No seu lado montante exibe um talhamar de secção triangular, um talhante no pegão central e quatro agulheiros sob cada um dos arcos. O tabuleiro possui cerca de 24 m. de comprimento por 3.80 m. de largura e é precedido e antecedido por vestígios de uma calçada com marca de rodados. Esta calçada poderá testemunhar um dos últimos vestígios de um eixo viário que ligava a antiga vila de Ansiães com Arnal, estabelecendo-se a partir daqui a ligação ao Douro, nomeadamente à foz do rio Tua. A ponte do Galego, que permite a travessia da Ribeira de Linhares, encontra-se ainda em bom estado, possui as respectivas guardas e um aparelho em excelentes condições de conservação. A cronologia da sua fundação poderá remontar à Idade Média."
A fotografia que partilho hoje foi tirada algures entre Zedes e Mogo de Malta. Estas marcações serviram há alguns séculos atrás para marcar os termos dos concelhos. Há marcações semelhantes a esta desde o Vilarinho da Castanheira passando por Alagoa, Mogos, Zedes, Pereiros e Codeçais. Possivelmente muitas delas perderam-se, com pedreiras ou pela destruição dos marcos onde elas estavam esculpidas.
Enbutida na parede de uma casa, em Pereiros, fui encontrar este fotogénico arranjo. Gosto muito de tirar fotografias em Pereiros e Codeçais. São aldeias muito rústicas onde o granito ainda aparece quase como na época medieval fazendo-nos sentir personagens de filmes.