Mais uma boa razão para visitar Carrazeda de Ansiães.
Eu vou fazer os possíveis por estar presente e adquirir mais alguns livros que me ajudem a Descobrir o concelho de Carrazeda de Ansiães. A publicação de de obras de autores locais, ou sobre o concelho, não é muito abundante mas, este ano, haverá a apresentação de um interessante livro de Alexandre Parafita, Património Imaterial do Douro, onde tenho também alguma participação a nível fotográfico.
Infelizmente no dia 4 de Junho não vou poder estar, mas espero visitar a feira no dia 3.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Ribalonga (III)
Foi publicado na última edição do jornal "O Pombal" de Pombal de Ansiães, o relato da minha memorável visita a Ribalonga no dia 19 de Março. Foi um dia de reconhecimento dos mais pequenos recantos da aldeia, mas, o deslumbramento começou mesmo antes de aí chegar. Esta é a visão que se tem, mal se deixa o Castanheiro em direcção a Ribalonga.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Domingo de Ramos (Pinhal do Norte)
Hoje foi Domingo de Ramos. Estive em várias aldeias do concelho, mas escolhi para mostrar duas fotografias que tirei em Pinhal do Norte, porque, precisamente esta foi a última aldeia de que falei no Blogue.
A bênção dos ramos aconteceu em frente à capela de S. Bartolomeu, no Largo do Terreiro. O sr. Padre Bernardo, com quem tive o prazer de conversar depois da celebração que fez em Zedes, presidiu também às cerimónias no Pinhal.
Chamou-me a atenção em Pinhal, os volumosos ramos que as pessoas levaram para serem benzidos. A par da oliveira, árvore sagrada, e do rosmaninho, quase todos tinham loureiro, que não estou habituado a ver! Com a proximidade do rio Tua pensei que alguns ramos poderiam ter bucho, mas não parece ser esse o habito, nestas paragens. O bucho é usado nalgumas aldeias de Mogadouro, próximas do rio Sabor, onde o bucho é endémico.
A bênção dos ramos aconteceu em frente à capela de S. Bartolomeu, no Largo do Terreiro. O sr. Padre Bernardo, com quem tive o prazer de conversar depois da celebração que fez em Zedes, presidiu também às cerimónias no Pinhal.
Chamou-me a atenção em Pinhal, os volumosos ramos que as pessoas levaram para serem benzidos. A par da oliveira, árvore sagrada, e do rosmaninho, quase todos tinham loureiro, que não estou habituado a ver! Com a proximidade do rio Tua pensei que alguns ramos poderiam ter bucho, mas não parece ser esse o habito, nestas paragens. O bucho é usado nalgumas aldeias de Mogadouro, próximas do rio Sabor, onde o bucho é endémico.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
1 dia por terras de Ansiães (04)
Não tenho dado continuidade à rubrica 1 Dia por Terras de Ansiães, não porque eles não tenham acontecido, mas simplesmente porque os dias têm 24 horas, e, por vezes, são poucas.
Hoje passei mais 1 Dia por Terras de Ansiães. Entrei pela Brunheda, vindo de Milhais e Sobreira, onde me deliciei com as encostas das montanhas pintadas como se fossem telas. São as urzes, carqueja, giestas e sargaços que criam manchas de cores dignas dos mais afamados artistas.
Antes de atravessar a ponte dobre o Tua ainda subi algumas centenas de metros de forma a puder apreciar a obra de engenharia que estão a construir. Trata-se de uma nova ponte sobre o rio, que vai integrar o IC5. Começa a ganhar forma e, aqui e entre Areias e Amedo, são dois pontos onde o betão vai levar o traçado pelas alturas. Não sou adepto do betão, mas o homem consegue fazer coisas fantásticas!
Nestes dias por Ansiães tenho privilegiado as sedes de freguesia e Brunheda pertence à freguesia de Pinhal do Norte. Decidi abrir uma exceção e parei o carro no largo do Olival, à sombra de enormes plátanos. Já visitei a Brunheda outras vezes, mas nunca de forma metódica, explorando todas as ruas, travessa e becos.
O panorama em Brunheda é o mesmo de todas as aldeias do concelho. Apenas me cruzei com duas ou três pessoas, quase todas idosas. Não se ouve o choro de um bebé ou o sorriso de uma criança. A escola primária é agora sede de uma associação, ponto de encontro aos domingos. Os jardins estão floridos como da última vez que aí estive.
Pela primeira vez percorri toda a rua Augusto Martins. É longa e levou-me a lugares onde nunca tinha estado. Um desses lugares foi aos tanques de lavar, agora sem uso. Trata-se de uma construção interessante, em granito, aparelhado, que estão bem preservados e limpos. Daí se tem uma bela vista em direção ao rio e a Carlão.
A paragem seguinte foi em Pinhal do Norte. Também não foi a minha primeira visita a esta aldeia. Curiosamente encontrei uma convocatória da Junta de freguesia com uma interessante fotografia da aldeia tirada por mim!
Almocei no Largo do Terreiro, à sombra da capela de S. Bartolomeu. Senti-me um privilegiado. A tranquilidade, o som dos pássaros e da água a jorrar da fonte condimentaram o farnel.
Após uma visita à bonita igreja matriz, afastei-me do povoado em busca das capelas da Senhora dos Aflitos e de Santa Marinha. Sempre que passava na estrada olhava para a capela de Santa Marinha e imaginava visitá-la um dia. Finalmente o dia chegou.
Apeteceu-me ficar junto dela, à sombra, com o perfume de vincas e violeta. A tarde não estava muito agradável, circulavam pelo ar nuvens de pólen dos pinheiros juntamente com poeira vinda da estrada em construção nas proximidades. Até a água do ribeiro corria completamente cheia de lodo!
De volta à aldeia, percorri algumas das ruas que desconhecia, como a Rua da Escola. Fiquei admirado com o espaço que há à frente da escola e também junto a um café, ali próximo. Só é pena que já não haja crianças apara aí brincarem.
Perdido, de rua em rua, fui encontrado pelo senhor Manuel, que me ofereceu um copo. Aceitei, o vinho do Pinhal não é de se recusar. No fresco da adega conversámos até ao fim da tarde. Quando tinha finalmente chegado à conversa com as pessoas o dia chegou ao fim. Senti pena, mas haverá outras oportunidades para descobrir mais alguns dos recantos e encantos de Pinhal do Norte.
Hoje passei mais 1 Dia por Terras de Ansiães. Entrei pela Brunheda, vindo de Milhais e Sobreira, onde me deliciei com as encostas das montanhas pintadas como se fossem telas. São as urzes, carqueja, giestas e sargaços que criam manchas de cores dignas dos mais afamados artistas.
Antes de atravessar a ponte dobre o Tua ainda subi algumas centenas de metros de forma a puder apreciar a obra de engenharia que estão a construir. Trata-se de uma nova ponte sobre o rio, que vai integrar o IC5. Começa a ganhar forma e, aqui e entre Areias e Amedo, são dois pontos onde o betão vai levar o traçado pelas alturas. Não sou adepto do betão, mas o homem consegue fazer coisas fantásticas!
Nestes dias por Ansiães tenho privilegiado as sedes de freguesia e Brunheda pertence à freguesia de Pinhal do Norte. Decidi abrir uma exceção e parei o carro no largo do Olival, à sombra de enormes plátanos. Já visitei a Brunheda outras vezes, mas nunca de forma metódica, explorando todas as ruas, travessa e becos.
O panorama em Brunheda é o mesmo de todas as aldeias do concelho. Apenas me cruzei com duas ou três pessoas, quase todas idosas. Não se ouve o choro de um bebé ou o sorriso de uma criança. A escola primária é agora sede de uma associação, ponto de encontro aos domingos. Os jardins estão floridos como da última vez que aí estive.
Pela primeira vez percorri toda a rua Augusto Martins. É longa e levou-me a lugares onde nunca tinha estado. Um desses lugares foi aos tanques de lavar, agora sem uso. Trata-se de uma construção interessante, em granito, aparelhado, que estão bem preservados e limpos. Daí se tem uma bela vista em direção ao rio e a Carlão.
A paragem seguinte foi em Pinhal do Norte. Também não foi a minha primeira visita a esta aldeia. Curiosamente encontrei uma convocatória da Junta de freguesia com uma interessante fotografia da aldeia tirada por mim!
Almocei no Largo do Terreiro, à sombra da capela de S. Bartolomeu. Senti-me um privilegiado. A tranquilidade, o som dos pássaros e da água a jorrar da fonte condimentaram o farnel.
Após uma visita à bonita igreja matriz, afastei-me do povoado em busca das capelas da Senhora dos Aflitos e de Santa Marinha. Sempre que passava na estrada olhava para a capela de Santa Marinha e imaginava visitá-la um dia. Finalmente o dia chegou.
Apeteceu-me ficar junto dela, à sombra, com o perfume de vincas e violeta. A tarde não estava muito agradável, circulavam pelo ar nuvens de pólen dos pinheiros juntamente com poeira vinda da estrada em construção nas proximidades. Até a água do ribeiro corria completamente cheia de lodo!
De volta à aldeia, percorri algumas das ruas que desconhecia, como a Rua da Escola. Fiquei admirado com o espaço que há à frente da escola e também junto a um café, ali próximo. Só é pena que já não haja crianças apara aí brincarem.
Perdido, de rua em rua, fui encontrado pelo senhor Manuel, que me ofereceu um copo. Aceitei, o vinho do Pinhal não é de se recusar. No fresco da adega conversámos até ao fim da tarde. Quando tinha finalmente chegado à conversa com as pessoas o dia chegou ao fim. Senti pena, mas haverá outras oportunidades para descobrir mais alguns dos recantos e encantos de Pinhal do Norte.
terça-feira, 22 de março de 2011
Chegou a Primavera (Ribalonga)
No sábado passado fiz um longo passeio pela freguesia de Ribalonga. Ao longo de quase todo o dia percorri as ruas, canelhos, largos e até deu para sair da aldeia e procurar fotografá-la vista de fora. Fiz um conjunto bastante considerável de fotografias.
Uma das coisas que me surpreendeu foi sentir que estava na presença de um dia de Primavera (mesmo sem estar). O clima ameno local proporciona a animais e plantas condições favoráveis para o seu desenvolvimento temporão. Fotografei algumas espécies em flor, mas também os aves entoavam já os seus cantos de Primavera.
Aqui ficam as primeiras imagens de Ribalonga.
Uma das coisas que me surpreendeu foi sentir que estava na presença de um dia de Primavera (mesmo sem estar). O clima ameno local proporciona a animais e plantas condições favoráveis para o seu desenvolvimento temporão. Fotografei algumas espécies em flor, mas também os aves entoavam já os seus cantos de Primavera.
Aqui ficam as primeiras imagens de Ribalonga.
sábado, 19 de março de 2011
Abraço ao Tua
Abraço ao Tua – Dia 27 de Março pelas 15h – na Foz do Tua
Na Foz do Tua, os cidadãos pela defesa da Linha e Vale do Tua querem mostrar que Há Vida no Tua e apelámos a todos a participar no Abraço de Solidariedade com as pessoas que vivem na Região de Trás-os-Montes e Alto Douro e que dependem deste Bem Comum.
Programa:
(saídas do Porto e de Lisboa)
(saídas do Porto e de Lisboa)
Programa
7h25 Saída de Estação Campanhã/Porto
10H00 Encontro na estação do Tua
10h30 Início da caminhada pela Linha do Tua: Castanheiro até Foz Tua*
14h00 Almoço/Piquenique (trazer farnel)
15h00 ABRAÇO ao TUA
16h00 Convívio e outras actividades
7h25 Saída de Estação Campanhã/Porto
10H00 Encontro na estação do Tua
10h30 Início da caminhada pela Linha do Tua: Castanheiro até Foz Tua*
14h00 Almoço/Piquenique (trazer farnel)
15h00 ABRAÇO ao TUA
16h00 Convívio e outras actividades
* Transporte de autocarro até Castanheiro (5€) + Seguro (1€); percurso de média dificuldade (sobre travessas dos carris) – trazer botas, água, reforço alimentar e roupa adequada às condições metereológicas.
Inscrição 6€
Inscrição em http://www.campoaberto.pt/contacte-nos/inscricoes-1/
Inscrição em http://www.campoaberto.pt/contacte-nos/inscricoes-1/
Com o avanço das políticas que levam à ruína uma Linha Ferroviária que é parte do Património Vivo desta região a única forma de preservar o coração do Vale do Tua é dar os braços e impedir a sua destruição e garantir a prosperidade de todas as pessoas que subsistem desta enorme grandeza natural e cultural. Com este ABRAÇO ao TUA queremos expressar a profunda admiração que nutrimos pela beleza natural do rio e a harmonia que a Linha do Tua serpenteou ao longo de uma paisagem cheia de cor e vida.
A Linha do Tua tem uma importância fundamental para o desenvolvimento sustentável e para a qualidade de vida das pessoas desta região e é um meio de grande interesse para a exploração do Turismo na Região de Trás-os-Montes e Alto Douro. O corte da linha amputa um importante eixo de mobilidade inutilizando os 133km de linha férrea que liga Bragança e Mirandela à Linha do Douro e impede a ligação à Régua e Porto. Esta barragem acaba também com a possibilidade de modernização da Linha do Tua desde Bragança até Puebla de Sanábria, um troço de 40km que ligaria toda esta região às redes ferroviárias convencionais de Espanha e também à Rede Internacional de Alta Velocidade.
Todo o Vale do Tua é um potencial de desenvolvimento que se deve defender e uma boa gestão dos recursos passa por modernizar a Linha do Tua para assegurar um transporte seguro, económico e ecológico que não dependa de combustíveis fósseis.
É tempo de aproveitar aquilo que Portugal tem de bom! Todos perdemos com a construção da barragem!
Juntem-se neste Abraço ao Tua. Pelo Vale, pela Linha, pelo Tua!
** A organizar por associações culturais locais
Ergue a tua Voz
À Luz da Lua!
Junta-te a Nós,
A Linha é Tua!
À Luz da Lua!
Junta-te a Nós,
A Linha é Tua!
O comboio vai passar
Traz nele uma criança
Está feliz vem a cantar
Muito perto de Bragança!
Traz nele uma criança
Está feliz vem a cantar
Muito perto de Bragança!
Mais informações:
Nuno Pereira – 962621945
Email: abracoTUA@gmail.com
Nuno Pereira – 962621945
Email: abracoTUA@gmail.com
A Linha e Vale do Tua conta com todos.
O Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua
Contacto: Armando Azevedo ou Graciela Nunes – gracielanunes@sapo.pt
TM: 965 622 858
Contacto: Armando Azevedo ou Graciela Nunes – gracielanunes@sapo.pt
TM: 965 622 858
A Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua
Campo Aberto
Contacto: Daniel Carvalho – danielpc@fastmail.fm
TM: 965402834
http://www.campoaberto.pt/
Contacto: Daniel Carvalho – danielpc@fastmail.fm
TM: 965402834
http://www.campoaberto.pt/
GAIA
Contacto: André Studer – andre.studer@gmail.com
TM: 965698370
http://www.gaia.org.pt/
Contacto: André Studer – andre.studer@gmail.com
TM: 965698370
http://www.gaia.org.pt/
COAGRET
Contacto: António Lourenço – ajm_lourenco@hotmail.com
http://www.coagret.com/
Contacto: António Lourenço – ajm_lourenco@hotmail.com
http://www.coagret.com/
Quercus
Contacto: Melissa Shin – melissa.shinn@gmail.com
http://www.quercus.pt/
Contacto: Melissa Shin – melissa.shinn@gmail.com
http://www.quercus.pt/
sexta-feira, 11 de março de 2011
Seixo de Ansiães - Panorâmica
A 11 de Março de 1908 foi inaugurada a feira mensal em Seixo de Ansiães.
Seixo de Ansiães - Panorâmica
Seixo de Ansiães - Panorâmica
domingo, 6 de março de 2011
À Descoberta de Marzagão (2.ªParte)
Continuação de: À Descoberta de Marzagão (1.ªParte)
O melhor lugar para deixar o automóvel é o Largo da Igreja. O resto da aldeia deve ser explorado a pé. Tomando a Rua de S. João Baptista chega-se à capela de S. João. É uma construção sóbria, pequena, recuperada depois de muitos anos de abandono. Não tem qualquer altar, mas no tecto são visíveis alguns vestígios de pintura.
Depois de se passar na Fonte da Santinha (tem um painel de azulejo representando Nossa senhora de Fátima) e a Rua do Loureiro há uma capela com um pórtico de volta perfeita, em granito. É propriedade privada e poucos sabem o que está lá dentro.
Continuando na rua de S. João Baptista surge, à esquerda, mais um cruzeiro. Agora completamente lavado, já teve um aspecto bastante diferente. Estava decorado com a imagem de Cristo crucificado, tendo pintado à frente de uma das mãos um martelo; à frente da outra mão uma turquês; num dos lados da cruz estava pintada uma escada. Os restos da pintura desapareceram há mais de meio século, após uma limpeza.
É preciso percorrer a rua de S. João Baptista até ao final, ultrapassar as últimas casas em direcção ao Carrascal, para se encontrar a Fonte do Gricho. Completamente recuperada é, de novo, motivo de orgulho para todos os habitantes. Aqui alguns passaram momentos importantes das suas vidas, num tempo em que ir à fonte era uma das actividades mais interessantes, principalmente para as moças solteiras. Quando aparecia um rapaz com habilidade para o realejo, os pesados canecos de madeira ficavam esquecidos na borda da fonte e improvisava-se um baile, que durava até ao fim da tarde.
A fonte do Gricho é uma bonita fonte de mergulho, talhada em granito, embutida numa parede, a que se tem acesso do caminho descendo alguns degraus. Do lado direito está gravada uma data, que não se percebe completamente. Parece ser 1844A, mas não tenho a certeza.
De regresso à aldeia, foi a altura de me perder pelas ruas mais estreitas, becos e caminhos sem nome. Nome? Têm … como Rua da Portelinha, Rua do Cruzeiro, Rua das Poldras, Rua do Loureiro, Rua da Pereira, Rua da Escola, Rua da Fonte Nova, Largo do Terreiro, Cimo do Povo, Laja, etc. O problema é que não existem placas, e, mesmo os residentes, não sabem bem o nome da rua em que moram! Segundo consegui apurar, há muitos anos atrás as ruas tiveram placas com os nomes, mas foram retiradas! Se forem placas em chapa, esmaltadas, como a que está no início da rua S. João Baptista, acho que é de as repor, são muito bonitas.
Não resisti a subir ao Cimo do Povo. Deixei as casas para trás e subi ao alto de um rochedo de onde tinha uma nova perspectiva da aldeia. O núcleo mais antigo de casas está muito degradado. Há locais onde não chegam os automóveis e onde praticamente não mora ninguém. Também Marzagão sobre do mal geral, a desertificação. Os que restam procuram melhores condições, construindo à volta, em bairros novos, com mais espaço, com melhores acessos. Apesar da falta de pessoas, as condições são melhores do que alguma vez foram, com os estreitos caminhos calcetados e limpos.
Espreitando aqui e além, fui descobrindo curiosidades que me tinham passado despercebidas em visitas anteriores. Quando descia do Cimo do Povo encontrei outra fonte de mergulho, muito mais rústica e antiga do que a Fonte do Gricho. Pelo desgaste na soleira que lhe dá acesso, deve ter sido muito utilizada. Mesmo em frente da fonte, uma casa velha tem gravado na ombreira da porta as iniciais A. J. e o ano de 1760.
Há várias janelas e portas com estilo manuelino. Nada de muito elaborado, mas o suficiente para merecerem ser preservadas. Perto da rua da Pereira há duas coisas que também merecem ser referenciadas. Uma delas é o pórtico de uma casa, em granito, ricamente trabalhado. Infelizmente estava tapado por fitas para as moscas! A outra são dois ornamentos, chamados mísulas com representação de duas cabeças. Uma, dizem que representa Marzagão e a outra a sua esposa.
Ao longo de toda a aldeia há interessantes alpendres em madeira, pedras gravadas com desenhos e datas (dizem que algumas vieram do castelo), bem como alguns trabalhos em ferro forjado dignos serem fotografados.
Existe na aldeia um bonito café, mas que raramente está aberto. A taberna Trigo também já está encerrada, depois de ter servido durante dezasseis anos. A idade avançada e a falta de clientes, ditaram a morte do espaço, que pouco mudou desde então. E foi com um copo de vinho fino na taberna, aberta só para satisfazer a minha curiosidade, que terminei o meu périplo pela aldeia de Marzagão.
Ficou muita coisa por visitar: o castelo das Donas; uma necrópole; a Fonte Santa; os moinhos de água que se estendiam pela Ribeira de Linhares, etc. Ficou por fazer; um passeio pedestre entre Marzagão e o castelo; explorar o vale ao longo da ribeira da Ferradosa, quem sabe até uma caminhada entre Marzagão e Campelos. São muitas as razões para voltar a Marzagão em breve.
O melhor lugar para deixar o automóvel é o Largo da Igreja. O resto da aldeia deve ser explorado a pé. Tomando a Rua de S. João Baptista chega-se à capela de S. João. É uma construção sóbria, pequena, recuperada depois de muitos anos de abandono. Não tem qualquer altar, mas no tecto são visíveis alguns vestígios de pintura.
Depois de se passar na Fonte da Santinha (tem um painel de azulejo representando Nossa senhora de Fátima) e a Rua do Loureiro há uma capela com um pórtico de volta perfeita, em granito. É propriedade privada e poucos sabem o que está lá dentro.
Continuando na rua de S. João Baptista surge, à esquerda, mais um cruzeiro. Agora completamente lavado, já teve um aspecto bastante diferente. Estava decorado com a imagem de Cristo crucificado, tendo pintado à frente de uma das mãos um martelo; à frente da outra mão uma turquês; num dos lados da cruz estava pintada uma escada. Os restos da pintura desapareceram há mais de meio século, após uma limpeza.
É preciso percorrer a rua de S. João Baptista até ao final, ultrapassar as últimas casas em direcção ao Carrascal, para se encontrar a Fonte do Gricho. Completamente recuperada é, de novo, motivo de orgulho para todos os habitantes. Aqui alguns passaram momentos importantes das suas vidas, num tempo em que ir à fonte era uma das actividades mais interessantes, principalmente para as moças solteiras. Quando aparecia um rapaz com habilidade para o realejo, os pesados canecos de madeira ficavam esquecidos na borda da fonte e improvisava-se um baile, que durava até ao fim da tarde.
A fonte do Gricho é uma bonita fonte de mergulho, talhada em granito, embutida numa parede, a que se tem acesso do caminho descendo alguns degraus. Do lado direito está gravada uma data, que não se percebe completamente. Parece ser 1844A, mas não tenho a certeza.
De regresso à aldeia, foi a altura de me perder pelas ruas mais estreitas, becos e caminhos sem nome. Nome? Têm … como Rua da Portelinha, Rua do Cruzeiro, Rua das Poldras, Rua do Loureiro, Rua da Pereira, Rua da Escola, Rua da Fonte Nova, Largo do Terreiro, Cimo do Povo, Laja, etc. O problema é que não existem placas, e, mesmo os residentes, não sabem bem o nome da rua em que moram! Segundo consegui apurar, há muitos anos atrás as ruas tiveram placas com os nomes, mas foram retiradas! Se forem placas em chapa, esmaltadas, como a que está no início da rua S. João Baptista, acho que é de as repor, são muito bonitas.
Não resisti a subir ao Cimo do Povo. Deixei as casas para trás e subi ao alto de um rochedo de onde tinha uma nova perspectiva da aldeia. O núcleo mais antigo de casas está muito degradado. Há locais onde não chegam os automóveis e onde praticamente não mora ninguém. Também Marzagão sobre do mal geral, a desertificação. Os que restam procuram melhores condições, construindo à volta, em bairros novos, com mais espaço, com melhores acessos. Apesar da falta de pessoas, as condições são melhores do que alguma vez foram, com os estreitos caminhos calcetados e limpos.
Espreitando aqui e além, fui descobrindo curiosidades que me tinham passado despercebidas em visitas anteriores. Quando descia do Cimo do Povo encontrei outra fonte de mergulho, muito mais rústica e antiga do que a Fonte do Gricho. Pelo desgaste na soleira que lhe dá acesso, deve ter sido muito utilizada. Mesmo em frente da fonte, uma casa velha tem gravado na ombreira da porta as iniciais A. J. e o ano de 1760.
Há várias janelas e portas com estilo manuelino. Nada de muito elaborado, mas o suficiente para merecerem ser preservadas. Perto da rua da Pereira há duas coisas que também merecem ser referenciadas. Uma delas é o pórtico de uma casa, em granito, ricamente trabalhado. Infelizmente estava tapado por fitas para as moscas! A outra são dois ornamentos, chamados mísulas com representação de duas cabeças. Uma, dizem que representa Marzagão e a outra a sua esposa.
Ao longo de toda a aldeia há interessantes alpendres em madeira, pedras gravadas com desenhos e datas (dizem que algumas vieram do castelo), bem como alguns trabalhos em ferro forjado dignos serem fotografados.
Existe na aldeia um bonito café, mas que raramente está aberto. A taberna Trigo também já está encerrada, depois de ter servido durante dezasseis anos. A idade avançada e a falta de clientes, ditaram a morte do espaço, que pouco mudou desde então. E foi com um copo de vinho fino na taberna, aberta só para satisfazer a minha curiosidade, que terminei o meu périplo pela aldeia de Marzagão.
Ficou muita coisa por visitar: o castelo das Donas; uma necrópole; a Fonte Santa; os moinhos de água que se estendiam pela Ribeira de Linhares, etc. Ficou por fazer; um passeio pedestre entre Marzagão e o castelo; explorar o vale ao longo da ribeira da Ferradosa, quem sabe até uma caminhada entre Marzagão e Campelos. São muitas as razões para voltar a Marzagão em breve.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Prosas e poesias (I)
"A aldeia era animada e havia muita mocidade, especialmente raparigas, que os rapazes estavam a ir em bandos para o Brasil, no sonho de fortuna seguramente rápida, a abanar a árvore das patacas; composta de um aglomerado velho de casas de pedra nua, atravessado a meio por um caminho largo que conduzia a Montelongo, capela de dois altares e igreja matriz da Senhora das Neves com torre sineira e relógio accionado por dois pesos de granito, três fontes de mergulho: a da gricha, a do valtalho e a da canelha. Era nesta última que Joaquina recolhia os canecos de água, não só por ser a mais próxima mas também por ser a mais limpa: nas outras duas os animais bebiam com frequência da mesma água das pessoas. Esta tinha uma abóbada de pedra colocada de tal forma que os animais tinham dificuldade em chegar à água e dois degraus laterais que serviam de banco, num plano inferior ao do caminho, onde as pessoas podiam conversar. Além disso, a canelha não tinha muito movimento, pois só de manhã e à noite os lavradores passavam por ali para levar ou trazer os animais dos lameiros da pontesinha, e por isso os namorados a preferiam."Do romance "O violino do meu pai: Partir ou Ficar em Trás-os-montes" da autoria de Campos Gouveia.
A fotografia foi tirada a 28 de Janeiro de 2011, em Belver.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Selores (3)
Na sexta-feira passada fiz uma paragem em Selores para percorrer algumas ruas da freguesia, que mal conheço. Logo quando estacionei chamou-me à atenção o enorme chorão junto ao coreto que começa a rebentar depois da pausa invernal. As nuvens puseram-se a jeito e não resisti a registar o momento, que, diga-se, estava digno de ser admirado.
Posteriormente mostrarei mais algumas fotografias do passeio.
Posteriormente mostrarei mais algumas fotografias do passeio.
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