Prova de BTT levada a cabo pela Associação Recreativa Desportiva e Cultural de Amedo, no dia 6 de Maio de 2012.
Participa!
terça-feira, 17 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
À Descoberta de Zedes (1/3)
Zedes é uma freguesia do concelho de Carrazeda de Ansiães que dista aproximadamente 6 quilómetros da sede de concelho. Situada nas terras mais altas do planalto, virada a sudeste, goza de uma boa exposição ao sol, estendendo-se em ruas compridas com povoamento mais disperso do que o normal, para a região em que nos encontramos. A aproximação à aldeia feita pela estrada que liga Carrazeda de Ansiães a Zedes permite, no lugar do Barreiro, apreciar uma paisagem das mais bonitas que existem no concelho. Trata-se do vale da Cabreira, percorrido na sua zona mais profunda por uma ribeira que tem início perto da Sainça, freguesia de Belver, e se estende por todo vale em direção a norte, fletindo depois para a esquerda e precipitando-se no rio Tua, já com um caudal considerável.
A este vale estão ligadas algumas das lendas que sobreviveram ao tempo, contadas de boca em boca, no calor das fogueiras de inverno. Num cabeço granítico que se destaca quase no início do vale há um buraco enorme, onde existe um tesouro. Esse tesouro é guardado por um touro medonho que lança longos mugidos e espuma pela boca, causando pavor a quem tem a infelicidade de ter que por ali passar ou se aventura atrás do tesouro. É junto deste cabeço (conhecido como Pé-de-Cabrito) que passa a linha divisória que separava o termo do antigo concelho de Freixiel (território doado aos Hospitalários, no séc. XII) e do de Ansiães, ligado ao antiquíssimo castelo de Ansiães.
Ao longo de crista da montanha, acompanhando a estrada que segue para Folgares, durante alguns quilómetros é possível encontrar um bom conjunto de marcações com cruzes gravadas nas rochas graníticas, umas da Ordem de Malta e outras não.
Mesmo antes de se chegar à aldeia é possível encontrar o mais antigo e significativo monumento de Zedes, trata-se da anta, ou dólmen, localmente conhecido como Casa da Moura. Encontra-se devidamente sinalizado, a poucas centenas de metros da estrada, sendo possível chegar junto dele mesmo em carro ligeiro, ou então, fazendo um pequeno passeio a pé, enquanto se admira a aldeia, ao longe, sobre um extenso pomar de macieiras, uma das maiores riquezas locais.
A Casa da Moura mantém-se em bom estado de conservação, apesar de muito pouco ter sido feito para a sua preservação. Ao longo dos anos foi servindo como local para guardar alfaias, de refúgio da chuva onde se podia acender uma fogueira e esperar que a intempérie passasse. Esta ausência de proteção puseram-na por várias vezes em risco, e disso deu conta o Abade de Baçal nas suas andanças. Mas sobreviveu ao tempo e, pelo menos agora, a agricultura em redor deixou de ser um problema, mas a falta de classificação mantêm-se. Apesar de não ser o único dólmen sobrevivente do concelho, tendo que dividir a atenção com a enorme Anta de Vilarinho da Castanheira, o monumento megalítico de Zedes tem umas linhas e uma implantação no terreno que lhe conferem uma beleza ímpar. Já circulou em selo dos correios e foi vendida como postal ilustrado, mas são muitos os que se deslocam a Zedes só para a poderem ver ao vivo. Consta de uma câmara poligonal e um corredor orientado a nascente. Estrutura-se em oito esteios imbricados, incluindo a pedra de cabeceira e a respetiva tampa do monumento funerário. Em vários dos seus esteios distinguem-se ainda vestígios de motivos pintados a ocre. A laje de cabeceira apresenta na face externa motivos gravados constituídos por sulcos e fossetes. A sua entrada virada a Este é marcada pela existência de um vestíbulo, constituído por duas lajes baixas.
A forte inclinação de alguns dos seus esteios motivou, em 1991, uma intervenção de consolidação estrutural.
Não muito distante desta anta é possível encontrar os esteios de outro monumento semelhante e não está afastada a possibilidade de terem existindo mais, constituindo uma necrópole megalítica mais vasta.
Pouco antes de se encontrar a primeira casa da aldeia há, junto da estrada, um nicho dedicado a Nossa Senhora de Fátima e uma fonte em granito. Trata-se de estruturas novas (a fonte é mais recente) que vieram aumentar os pontos de interesse da aldeia.
Toda a rua do Emigrante é constituída por construções pouco antigas, fruto da segunda vaga de emigração, sina de muitos dos filhos da terra. Nos anos 60 os destinos foram a França, Canadá, Angola e Alemanha; hoje os destinos mudaram, mas a necessidade de partir continua a ser forte levando Zedenses principalmente para a Suíça e Luxemburgo.
A escola primária e o seu espaçoso recreio, são uma amostra da vida que a terra já teve, quando as crianças corriam em volta das amendoeiras em flor, ou dançavam em jogos de roda. Está encerrada há vários anos, apenas se abrindo a porta em esporádicos momentos eleitorais.
Continua em: À Descoberta de Zedes (2/3)
A este vale estão ligadas algumas das lendas que sobreviveram ao tempo, contadas de boca em boca, no calor das fogueiras de inverno. Num cabeço granítico que se destaca quase no início do vale há um buraco enorme, onde existe um tesouro. Esse tesouro é guardado por um touro medonho que lança longos mugidos e espuma pela boca, causando pavor a quem tem a infelicidade de ter que por ali passar ou se aventura atrás do tesouro. É junto deste cabeço (conhecido como Pé-de-Cabrito) que passa a linha divisória que separava o termo do antigo concelho de Freixiel (território doado aos Hospitalários, no séc. XII) e do de Ansiães, ligado ao antiquíssimo castelo de Ansiães.
Ao longo de crista da montanha, acompanhando a estrada que segue para Folgares, durante alguns quilómetros é possível encontrar um bom conjunto de marcações com cruzes gravadas nas rochas graníticas, umas da Ordem de Malta e outras não.
Mesmo antes de se chegar à aldeia é possível encontrar o mais antigo e significativo monumento de Zedes, trata-se da anta, ou dólmen, localmente conhecido como Casa da Moura. Encontra-se devidamente sinalizado, a poucas centenas de metros da estrada, sendo possível chegar junto dele mesmo em carro ligeiro, ou então, fazendo um pequeno passeio a pé, enquanto se admira a aldeia, ao longe, sobre um extenso pomar de macieiras, uma das maiores riquezas locais.
A Casa da Moura mantém-se em bom estado de conservação, apesar de muito pouco ter sido feito para a sua preservação. Ao longo dos anos foi servindo como local para guardar alfaias, de refúgio da chuva onde se podia acender uma fogueira e esperar que a intempérie passasse. Esta ausência de proteção puseram-na por várias vezes em risco, e disso deu conta o Abade de Baçal nas suas andanças. Mas sobreviveu ao tempo e, pelo menos agora, a agricultura em redor deixou de ser um problema, mas a falta de classificação mantêm-se. Apesar de não ser o único dólmen sobrevivente do concelho, tendo que dividir a atenção com a enorme Anta de Vilarinho da Castanheira, o monumento megalítico de Zedes tem umas linhas e uma implantação no terreno que lhe conferem uma beleza ímpar. Já circulou em selo dos correios e foi vendida como postal ilustrado, mas são muitos os que se deslocam a Zedes só para a poderem ver ao vivo. Consta de uma câmara poligonal e um corredor orientado a nascente. Estrutura-se em oito esteios imbricados, incluindo a pedra de cabeceira e a respetiva tampa do monumento funerário. Em vários dos seus esteios distinguem-se ainda vestígios de motivos pintados a ocre. A laje de cabeceira apresenta na face externa motivos gravados constituídos por sulcos e fossetes. A sua entrada virada a Este é marcada pela existência de um vestíbulo, constituído por duas lajes baixas.
A forte inclinação de alguns dos seus esteios motivou, em 1991, uma intervenção de consolidação estrutural.
Não muito distante desta anta é possível encontrar os esteios de outro monumento semelhante e não está afastada a possibilidade de terem existindo mais, constituindo uma necrópole megalítica mais vasta.
Pouco antes de se encontrar a primeira casa da aldeia há, junto da estrada, um nicho dedicado a Nossa Senhora de Fátima e uma fonte em granito. Trata-se de estruturas novas (a fonte é mais recente) que vieram aumentar os pontos de interesse da aldeia.
Toda a rua do Emigrante é constituída por construções pouco antigas, fruto da segunda vaga de emigração, sina de muitos dos filhos da terra. Nos anos 60 os destinos foram a França, Canadá, Angola e Alemanha; hoje os destinos mudaram, mas a necessidade de partir continua a ser forte levando Zedenses principalmente para a Suíça e Luxemburgo.
A escola primária e o seu espaçoso recreio, são uma amostra da vida que a terra já teve, quando as crianças corriam em volta das amendoeiras em flor, ou dançavam em jogos de roda. Está encerrada há vários anos, apenas se abrindo a porta em esporádicos momentos eleitorais.
Continua em: À Descoberta de Zedes (2/3)
domingo, 15 de abril de 2012
Capela do Divino Espírito Santo - Alganhafres
Capela do Divino Espírito Santo - Alganhafres
Completamente em ruínas e ao abandono, merecia um pouco mais de atenção, quanto mais não seja livrá-la do lixo e das silvas.
Fica situada à entrada da localidade de Alganhafres e também é conhecida por Capela do Ferraz
Completamente em ruínas e ao abandono, merecia um pouco mais de atenção, quanto mais não seja livrá-la do lixo e das silvas.
Fica situada à entrada da localidade de Alganhafres e também é conhecida por Capela do Ferraz
sexta-feira, 13 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Visita Pascal
Visita Pascal, na segunda-feira de Páscoo, em Coleja e na Quinta da Senhora da Ribeira.
9 de Abril de 2012.
9 de Abril de 2012.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Oração à Primavera
Chegou a Primavera, - a seiva, o fulgor,
A graça, o beijo do botão à flor;
Força a que mão divina imprimiu,
Suculenta seiva de onde emergiu,
Por vontade da vida, imperativo amor!
Primavera, a abelha em redor,
O néctar, o perfume,
O sonho que a vida ilude!
A graça, o berço, o ninho
Onde a vida despertou.
O caminho,
A delícia perfumada,
A alma a sorrir, sublimada!
O manto de noivado,
O sonho de esp'rança a florir;
E da criança a graça, em botão, a abrir!
A flor que do fruto foi manto,
A carícia, o beijo, o amor,
Asas de ninho, o encanto,
Esp'rança que em meus olhos veio pôr
A luz, a doce seiva do meu pranto!...
Linhares, Primavera de 1994
Poema da autoria de Morais Fernandes, do livro Fogo e Lágrimas 2.
As fotografias foram ambas tiradas no Amedo.
A graça, o beijo do botão à flor;
Força a que mão divina imprimiu,
Suculenta seiva de onde emergiu,
Por vontade da vida, imperativo amor!
Primavera, a abelha em redor,
O néctar, o perfume,
O sonho que a vida ilude!
A graça, o berço, o ninho
Onde a vida despertou.
O caminho,
A delícia perfumada,
A alma a sorrir, sublimada!
O manto de noivado,
O sonho de esp'rança a florir;
E da criança a graça, em botão, a abrir!
A flor que do fruto foi manto,
A carícia, o beijo, o amor,
Asas de ninho, o encanto,
Esp'rança que em meus olhos veio pôr
A luz, a doce seiva do meu pranto!...
Linhares, Primavera de 1994
Poema da autoria de Morais Fernandes, do livro Fogo e Lágrimas 2.
As fotografias foram ambas tiradas no Amedo.
sábado, 7 de abril de 2012
Trilho de Foz do Tua - 1 de Abril (2ªParte)
Continuação de - Trilho de Foz Tua - 1 de Abril (1ªParte)
Depois de deixarmos o Castanheiro, passarmos por Tralhariz e pela Quinta da Ribeira, chegámos a Fiolhal.
Visitámos a Igreja de Santo António. A imagem de Santo António, conhecido por Santo António do Saco, tem na realidade uns alforges ao ombro, onde o Menino Jesus parece estar a meter bocados de pão.
O percurso de volta ao Castanheiro foi feito por uma calçada que penso que não integra o traçado original do Trilho de Foz do Tua. É muito interessante é é pena que tenha passado por lá uma giratória que tenha destruído bocados desta construção antiga e que interessava preservar. Quem destruiu a calçada devia ser responsabilizado. Estamos a falar em Património da Humanidade destruído desnecessariamente. Fiz questão de alertar o sr. Presidente da Junta.
Chagámos ao Castanheiro quase sem darmos por isso. O Almoço já esperava e não tive tempo de visitar a fonte de mergulho ali perto.
A alteração dos traçados realmente marcados talvez seja com boa intenção, mas fica ser ser testado o traçado original dos percursos. Este, do Castanheiro, pareceu-me muito bonito e interessante. Se fosse eu a imaginá-lo ou a planear este passeio, faria os possíveis por integrar o máximo de elementos do património que fosse possível, como igrejas, capelas, alminhas, fontes de mergulho, curiosidades naturais, etc.
Os quilómetros percorridos são secundários, o importante é desfrutar de cada passada, apreciar cada um dos elementos que integram a paisagem e conhecer (Descobrir) a particularidade das aldeias em que passámos. Não compreendo porque é que a igreja de S. Brás não estava aberta.
Esquecidas as dificuldades do caminho, agora estava no momento do almoço. O que restou do mata-bicho serviu de aperitivo enquanto o espaço, antiga Escola Primária, foi preparado. A ideia era comer em pé, mas não sei se pelo cansaço, se pela elevada média de idades, quase todos procuraram uma cadeira para se sentarem.
Vinho, água, sumo, pão, fruta e feijoada compuseram o almoço. Não faltou o folar, característico da época, com as carnes saborosas. Não percebi porque é que numa das mesas se bebia vinho verde! Serão alguns turistas pouco habituados à qualidade dos vinhos da terra? Talvez não.
Em jeito de balanço, foi uma excelente manhã. As expectativas foram preenchidas e até superadas. Ficou a vontade de visitar outros locais, mas isso ficará para outra caminhada, mais demorada, quem sabe se a fazer em breve.
A próxima caminhada está marcada para o Vilarinho da Castanheira dia 22 de Abril. Se esteve nas anteriores, já sabe que não pode perder mais esta, se ainda não participou, do que é está à espera?
Depois de deixarmos o Castanheiro, passarmos por Tralhariz e pela Quinta da Ribeira, chegámos a Fiolhal.
Visitámos a Igreja de Santo António. A imagem de Santo António, conhecido por Santo António do Saco, tem na realidade uns alforges ao ombro, onde o Menino Jesus parece estar a meter bocados de pão.
O percurso de volta ao Castanheiro foi feito por uma calçada que penso que não integra o traçado original do Trilho de Foz do Tua. É muito interessante é é pena que tenha passado por lá uma giratória que tenha destruído bocados desta construção antiga e que interessava preservar. Quem destruiu a calçada devia ser responsabilizado. Estamos a falar em Património da Humanidade destruído desnecessariamente. Fiz questão de alertar o sr. Presidente da Junta.
Chagámos ao Castanheiro quase sem darmos por isso. O Almoço já esperava e não tive tempo de visitar a fonte de mergulho ali perto.
A alteração dos traçados realmente marcados talvez seja com boa intenção, mas fica ser ser testado o traçado original dos percursos. Este, do Castanheiro, pareceu-me muito bonito e interessante. Se fosse eu a imaginá-lo ou a planear este passeio, faria os possíveis por integrar o máximo de elementos do património que fosse possível, como igrejas, capelas, alminhas, fontes de mergulho, curiosidades naturais, etc.
Os quilómetros percorridos são secundários, o importante é desfrutar de cada passada, apreciar cada um dos elementos que integram a paisagem e conhecer (Descobrir) a particularidade das aldeias em que passámos. Não compreendo porque é que a igreja de S. Brás não estava aberta.
Esquecidas as dificuldades do caminho, agora estava no momento do almoço. O que restou do mata-bicho serviu de aperitivo enquanto o espaço, antiga Escola Primária, foi preparado. A ideia era comer em pé, mas não sei se pelo cansaço, se pela elevada média de idades, quase todos procuraram uma cadeira para se sentarem.
Vinho, água, sumo, pão, fruta e feijoada compuseram o almoço. Não faltou o folar, característico da época, com as carnes saborosas. Não percebi porque é que numa das mesas se bebia vinho verde! Serão alguns turistas pouco habituados à qualidade dos vinhos da terra? Talvez não.
Em jeito de balanço, foi uma excelente manhã. As expectativas foram preenchidas e até superadas. Ficou a vontade de visitar outros locais, mas isso ficará para outra caminhada, mais demorada, quem sabe se a fazer em breve.
A próxima caminhada está marcada para o Vilarinho da Castanheira dia 22 de Abril. Se esteve nas anteriores, já sabe que não pode perder mais esta, se ainda não participou, do que é está à espera?
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Trilho de Foz do Tua - 1 de Abril (1ªParte)
Não é mentira, aconteceu mesmo mais uma organização da Câmara Municipal desta vez em colaboração com a freguesia do Castanheiro, que levou mais de uma centena de pessoas a percorrer montes, caminhos e trilhos em redor de Tralhariz, Fiolhal e Castanheiro, todas da freguesia do Castanheiro.
Confesso que era um trilho que tinha muita vontade de fazer. Conheço muito melhor as aldeias, e o seu termo, situadas no planalto, do que as da ribeira, e por isso, foi um bom momento de Descoberta. Quase tudo seria novo.
Muito cedo já eu estava junto à Câmara Municipal em Carrazeda de Ansiães. Desta vez acompanhavam-me um colega e o meu filho mais novo que se iria estrear À Descoberta de um concelho que mal conhece, mas de que natural. O autocarro levou-nos até Castanheiro, em duas viagens.
A surpresa começou na Junta de Freguesia. A mesa, além de bem recheada estava arranjada de uma forma muito artística e profissional! Deu gosto ver! Se os olhos também comem, eu penso que me fartei só de olhar e tirar fotografias. O sr. Presidente da Junta, sempre alegre e prestável, deu as boas vindas e convidou para o mata-bicho. Nestas terras o vinho é algo de especial, mas é demasiado para mim, logo ao pequeno almoço.
Distribuídos os bonés, pela Junta, foi a altura de nos deslocarmos para a igreja de S. Brás onde ia começar a caminhada.
A arqueóloga da Câmara Municipal fez uma apresentação do percurso, falando de alguns castros, abrigos rupestres e da Quinta da Ribeira. Considerou esta última como o maior centro de interesse do concelho, devido aos vestígios romanos, logo a seguir ao Castelo de Ansiães!
A caminhada começou. A igreja estava fechada e juntei-me ao grupo. O percurso descendente fez imprimir um ritmo que não era muito compatível com as minhas fotografias e, rapidamente, fiquei para trás.
Sempre tive esperança de conhecer, finalmente, a capela das Chãs, mas ainda não foi desta.
Chegámos a Tralhariz. Pelos campos havia muitas flores e na aldeia também. Mal deu tempo para respirar e já estávamos a descer por um trilho bastante interessante. O sumagre também abunda por aqui!
O percurso até à Quinta da Ribeira é algo de extraordinário! É um trilho estreito, quase invadido pela vegetação, ladeado por torga florida e outras espécies como o escambroeiro (nome local dado ao pilriteiro). Eu ficava por ali horas, mas, desde cedo percebi que era o último da caminhada. Os mais idosos não seguiram o mesmo percurso, estando possivelmente a fazer um percurso mais curto e menos perigoso.
Chegados à Quinta, o percurso tornou-se ascendente mantendo-se assim até ao Fiolhal. Seria capaz de ficar fascinado com a paisagem, mas a barbaridade da barragem no rio Tua tira-me qualquer inspiração. As feridas já são bem visíveis, ao longo de vários quilómetros para montante.
Fiolhal foi a maior e melhor surpresa. A aldeia é linda, muito fotogénica. Um atropelo no percurso levou o meu grupo, éramos quatro, a fazer o percurso pelas ruas da aldeia em sentido contrário dos restantes. Não foi propriamente engano, foi antes intencional, para, desta forma, poder fazer algumas fotografias outros participantes na caminhada.
Passar por Fiolhal já justificava plenamente o suor já vertido. O dia estava bastante abafado. Estas terras são mais quentes do que o resto do concelho, por isso produzem o melhor néctar dos deuses.
Continua...
Confesso que era um trilho que tinha muita vontade de fazer. Conheço muito melhor as aldeias, e o seu termo, situadas no planalto, do que as da ribeira, e por isso, foi um bom momento de Descoberta. Quase tudo seria novo.
Muito cedo já eu estava junto à Câmara Municipal em Carrazeda de Ansiães. Desta vez acompanhavam-me um colega e o meu filho mais novo que se iria estrear À Descoberta de um concelho que mal conhece, mas de que natural. O autocarro levou-nos até Castanheiro, em duas viagens.
A surpresa começou na Junta de Freguesia. A mesa, além de bem recheada estava arranjada de uma forma muito artística e profissional! Deu gosto ver! Se os olhos também comem, eu penso que me fartei só de olhar e tirar fotografias. O sr. Presidente da Junta, sempre alegre e prestável, deu as boas vindas e convidou para o mata-bicho. Nestas terras o vinho é algo de especial, mas é demasiado para mim, logo ao pequeno almoço.
Distribuídos os bonés, pela Junta, foi a altura de nos deslocarmos para a igreja de S. Brás onde ia começar a caminhada.
A arqueóloga da Câmara Municipal fez uma apresentação do percurso, falando de alguns castros, abrigos rupestres e da Quinta da Ribeira. Considerou esta última como o maior centro de interesse do concelho, devido aos vestígios romanos, logo a seguir ao Castelo de Ansiães!
A caminhada começou. A igreja estava fechada e juntei-me ao grupo. O percurso descendente fez imprimir um ritmo que não era muito compatível com as minhas fotografias e, rapidamente, fiquei para trás.
Sempre tive esperança de conhecer, finalmente, a capela das Chãs, mas ainda não foi desta.
Chegámos a Tralhariz. Pelos campos havia muitas flores e na aldeia também. Mal deu tempo para respirar e já estávamos a descer por um trilho bastante interessante. O sumagre também abunda por aqui!
O percurso até à Quinta da Ribeira é algo de extraordinário! É um trilho estreito, quase invadido pela vegetação, ladeado por torga florida e outras espécies como o escambroeiro (nome local dado ao pilriteiro). Eu ficava por ali horas, mas, desde cedo percebi que era o último da caminhada. Os mais idosos não seguiram o mesmo percurso, estando possivelmente a fazer um percurso mais curto e menos perigoso.
Chegados à Quinta, o percurso tornou-se ascendente mantendo-se assim até ao Fiolhal. Seria capaz de ficar fascinado com a paisagem, mas a barbaridade da barragem no rio Tua tira-me qualquer inspiração. As feridas já são bem visíveis, ao longo de vários quilómetros para montante.
Fiolhal foi a maior e melhor surpresa. A aldeia é linda, muito fotogénica. Um atropelo no percurso levou o meu grupo, éramos quatro, a fazer o percurso pelas ruas da aldeia em sentido contrário dos restantes. Não foi propriamente engano, foi antes intencional, para, desta forma, poder fazer algumas fotografias outros participantes na caminhada.
Passar por Fiolhal já justificava plenamente o suor já vertido. O dia estava bastante abafado. Estas terras são mais quentes do que o resto do concelho, por isso produzem o melhor néctar dos deuses.
Continua...
terça-feira, 3 de abril de 2012
1 Dia por terras de Ansiães (7b)
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| Flores de macieira (Selores) |
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| Capela de S. Brás (Selores) |
Ao aproximar-nos de Selores começámos a sentir o cheiro das flores de macieira. Apesar de estas fruteiras ainda não estarem em floração em todo o concelho, é aqui que me parece que a floração está mais adiantada.
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| Pormenor da talha do altar da igreja matriz de Selores. |
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| Casa e Capela de Santo António (Alganhafres) |
Seguiu-se o pequeno povoado de Alganhafres. Praticamente não se percebe quando se deixa Selores e quando começa Alganhafres! Não me tinha apercebido da proximidade destas duas aldeias porque não fiz todo o percurso da procissão no dia 12 de Março.
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| Ruínas da capela do Divino Espírito Santo (Alganhafres) |
O percurso pedestre terminou junto às ruínas da capela de Ferraz ou do Divino Espírito Santo.
Seguimos mais ou menos de perto o traçado do Trilho do Castelo, que integra a Rede Municipal de Percursos, mas, penso que este trilho não contempla Alganhafres.
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| Almoço - Albufeira da Fontelonga |
Recuperados os carros, rumámos ao Parque de Merendas junto à albufeira de Fontelonga. A zona é muito aprazível, embora não esteja nas melhores condições (não há qualquer casa de banho e há algum lixo espalhado).
O almoço foi preparado pelo grupo e consistiu de carne assada no churrasco, alheira, caldo verde, pão e fruta. Para beber foi servido um bom vinho tinto, especial, produzido por um grupo de amigos para ocasiões especiais.
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| Folar e vinho fino (Casa Dona Urraca, Vilarinho da Castanheira) |
Fizemos uma visita cultural a alguns locais da aldeia: o pelourinho, a necrópole da Cerca do Fidalgo, o futuro Museus e a capela de S. Sebastião. Foi uma sorte por apesar de já me ter deslocado inúmeras vezes a esta aldeia aldeia, nunca tinha ali entrado. Também não estava planeada uma visita à Casa de Dona Urraca, uma infraestrutura de Turismo Rural que nos recebeu muito bem. Visitámos a adega e o folar juntamente com o vinho tratado da casa fizeram um dos melhores momentos do dia.
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| Na levada do moinho (Vilarinho da Castanheira) |
Já perto do pôr-do-sol deslocámo-nos para a Pala da Moura. Por coincidência ou "milagre" o céu escuro com ameaças de chuva abriu-se e o último raio de sol atravessou o espaço dos fortes esteios da anta. Foi um momento mágico.
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| A investigar a orientação da Pala da Moura |
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| Pôr-do-sol na Pala da Moura (Vilarinho da Castanheira) |
domingo, 1 de abril de 2012
1 Dia por terras de Ansiães (7a)
Para passar mais um dia por terras de Ansiães juntei-me a um grupo de pessoas numa iniciativa organizada, ao contrário do habitual, em que todas as opções são tomadas por mim. A iniciativa denominar-se Reviver Ansiães / Pôr-do-sol - Anta do Vilarinho da Castanheira. Tive conhecimento da iniciativa através do Sr. Padre Bernardo e do colega Alegre Mesquita, do Blogue Pensar Ansiães. Apesar de não constar no programa, quem esteve por detrás da iniciativa foi a Liga dos Amigos da Anta. Já tive vontade de participar na sua iniciativa levada a cabo em setembro de 2011, em Zedes, mas não me foi possível.
O ponto de encontro foi na Lavandeira, no largo de Santa Eufémia. Mal o grupo ganhou forma, iniciou-se o percurso com uma visita guiada à Igreja Matriz. Curiosamente a paróquia é do Divino Rei Salvador e não de Santa Eufémia que "rouba" grande parte do protagonismo ao padroeiro da aldeia. Mas não faltam razões para uma visita cuidada a este templo. Com o senhor Padre Bernardo como guia, as coisas ganham ainda mais interesse.
A primeira curiosidade prende-se com o facto de existir alguma confusão na imagem e culto a Santa Eufémia. É que, na verdade, não existiu uma, nem duas, mas três santas com o mesmo nome. O que permite distinguir um santo de outro é um conjunto de elementos designados como iconografia, como no caso de Santa Eufémia da Lavandeira, a presença de dois leões junto da imagem. Ora, a imagem mais antiga desta santa existente na capela representa Santa Eufémia de Braga (e Orense), irmã de Santa Quitéria e de Santa Marinha (entre outras). Santa Eufémia com os leões representa Santa Eufémia da Calcedónia morta no ano 307 d.C. e que tem o seu principal templo na Croácia. A que está representada nos caixotões do teto da igreja é a primeira (juntamente com as suas irmãs), a que é levada no andor nas grandes festas de setembro é a segunda, ou a imagem da primeira a que juntaram dois leões, induzindo as pessoas em erro.
A caminhada prolongou-se até ao Castelo de Ansiães. O caminho não é longo e foi feita com calma, com paragens frequentes como a que aconteceu junto à Fonte Nova.
No castelo a igreja de S. Salvador foi alvo de uma atenção especial. Cada pedra tem uma história e o tímpano da igreja tem mil histórias para contar, tantas que a minha cabeça não as conseguiu processar todas, mas a que voltarei noutra altura.
A visita à igreja foi tão demorada que já não foi possível subir e visitar o resto das muralhas, o que foi uma pena. Saímos pela Porta de S. Francisco em direção a Selores, não sem antes visitarmos a Igreja de S. João Batista e o conjunto de sepulturas rupestres junto dela.
Continua...
O ponto de encontro foi na Lavandeira, no largo de Santa Eufémia. Mal o grupo ganhou forma, iniciou-se o percurso com uma visita guiada à Igreja Matriz. Curiosamente a paróquia é do Divino Rei Salvador e não de Santa Eufémia que "rouba" grande parte do protagonismo ao padroeiro da aldeia. Mas não faltam razões para uma visita cuidada a este templo. Com o senhor Padre Bernardo como guia, as coisas ganham ainda mais interesse.
A primeira curiosidade prende-se com o facto de existir alguma confusão na imagem e culto a Santa Eufémia. É que, na verdade, não existiu uma, nem duas, mas três santas com o mesmo nome. O que permite distinguir um santo de outro é um conjunto de elementos designados como iconografia, como no caso de Santa Eufémia da Lavandeira, a presença de dois leões junto da imagem. Ora, a imagem mais antiga desta santa existente na capela representa Santa Eufémia de Braga (e Orense), irmã de Santa Quitéria e de Santa Marinha (entre outras). Santa Eufémia com os leões representa Santa Eufémia da Calcedónia morta no ano 307 d.C. e que tem o seu principal templo na Croácia. A que está representada nos caixotões do teto da igreja é a primeira (juntamente com as suas irmãs), a que é levada no andor nas grandes festas de setembro é a segunda, ou a imagem da primeira a que juntaram dois leões, induzindo as pessoas em erro.
A caminhada prolongou-se até ao Castelo de Ansiães. O caminho não é longo e foi feita com calma, com paragens frequentes como a que aconteceu junto à Fonte Nova.
No castelo a igreja de S. Salvador foi alvo de uma atenção especial. Cada pedra tem uma história e o tímpano da igreja tem mil histórias para contar, tantas que a minha cabeça não as conseguiu processar todas, mas a que voltarei noutra altura.
A visita à igreja foi tão demorada que já não foi possível subir e visitar o resto das muralhas, o que foi uma pena. Saímos pela Porta de S. Francisco em direção a Selores, não sem antes visitarmos a Igreja de S. João Batista e o conjunto de sepulturas rupestres junto dela.
Continua...
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