terça-feira, 12 de junho de 2012

III Passeio Pedestre - Carrazeda/Fontelonga (2)

 São muitas a imagens para recordar do III Passeio Pedestre realizado entre Carrazeda de Ansiães e Fontelonga. Hoje deixo mais um conjunto de fotografias, o terceiro, com diferentes fazes da caminhada.
A primeira foi logo em Carrazeda, depois da partida, na sede da Junta de Freguesia, quando o grupo ainda seguia todo em pelotão. À cabeça o amigo Manuel Joaquim, do blogue Ripar Ansiães, também divulgador destes eventos e do concelho.
Depois do moinho do vento o grupo já seguia um pouco disperso, por entre pomares de macieiras.
Fazia momentos de sol, mas o ar era muito frio. Ainda chegaram a cair algumas gotas de chuva.
 Após o reforço havia dois percursos alternativos. Quem seguiu o percurso mais longo foi brindado com uma paisagem fantástica onde o amarelo das maias e o verde das giestas se destacavam em forte contraste. Parte deste percurso entrou pelo termo da freguesia de Selores, com a aldeia bem próxima.
À chegada a Fontelonga a Igreja Matriz deu-nos as boas-vindas. O céu alindou-se, as árvores criaram um moldura e não resisti a tirar mais uma fotografia. Esta já é a terceira fotografia que publico das traseiras desta igreja, mas vale a pena admirá-la (Primeira, Segunda).

Mais sobre esta caminhada:

 

domingo, 10 de junho de 2012

Aos 100 vai chegar


Quem souber comer,
E na vida andar,
Aos l00 vai chegar:
- Haja calma,
Barriga cheia,
Paz na alma,
Barriga meia,
Após a ceia!...
- E, quantas vidas se perdem,
Por não saberem ouvir
O que a vida lhes pede!
E quantas, quantas se vão,
Por não lhe saberem
Dizer: - Não.

Poema da autoria de Morais Fernandes, do livro Fogo e Lágrimas 2.
A fotografia; Sr. António Pereira, de Linhares.

sábado, 9 de junho de 2012

III Passeio Pedestre - 27 de Maio

 Depois de se terem realizado uma série de caminhadas no concelho, durante os meses de Abril e Maio, o grupo de adeptos das caminhadas foi engrossando e era esperado um bom número de pessoas para o III Passeio Pedestre da Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães, esta ano estendendo-se a Fontelonga, também com o apoio da Junta de Freguesia local. Devo salientar, desde já, que a organização deste evento se fez de forma distinta das anteriores que aqui tenho mostrado, quase todas organizadas pela Câmara Municipal. A Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães já organizou Passeios Pedestres em anos anteriores e, por isso, já tinha alguma experiência na planificação destes eventos.
Nos dias anteriores já se sabia que o número de participantes seria elevado, ultrapassando o número de participantes dos anos anteriores e surpreendendo até a própria organização. Foi necessário proceder a alguns ajustes na logística para que não faltasse nada no que seria um excelente manhã por terras de Ansiães.
 A concentração aconteceu na Junta de Freguesia de Carrazeda. O grupo habitual estava presente, mas desta vez havia muito mais gente. Foram dadas algumas instruções e fornecido um esboço do percurso a fazer. Não se tratou de nenhum Trilho com marcações definitivas mas de um percurso delineado de propósito para o passeio.
Descemos da fundo da vila e dali ao Moinho de Vento. Foi pena ainda não ter as velas, pois seria uma inauguração em grande. Mesmo assim muitos aproveitaram para entrar no moinho e ver toda a estrutura que enche quase por completo o interior. À entrada foram distribuídas cerejas!
Descemos à estrada N214 atravessando-a em direção ao ribeiro da Verga. O percurso estendeu-se por uma zona bastante plana em direção a sudoeste entrando nos pomares de macieiras perto da barragem da Barragem de Fontelonga. Foi pena não terem prevista a passagem junto da barragem, talvez até visitar a fraga das ferraduras, ali próxima. Mesmo sem estes atrativos a paisagem estava fantástica e em o estado do tempo instável perturbava a caminhada.
 Numa curva do percurso esperava-nos o reforço. Sumo, fruta, água, sandes e madalenas eram os géneros  disponíveis. A paragem foi curta e o grupo não chegou a juntar-se. À medida que chegaram partiam em grupos mais pequenos, com dois percursos alternativos: um de 9 quilómetros, outro de 12 quilómetros. Optei pelo mais longo e acho que fiz uma boa escolha. À medida que o caminho se aproximava de Selores, foi percorrendo áreas mais arborizadas, com pinheiros e giestas em flor. À distância via-se o castelo de Ansiães vigilante do vale do Douro, fronteira to território do concelho. Foi a parte do percurso que mais apreciei.
Ao som de cânticos dos escuteiros seguimos até que o caminho fletiu para sueste, ao encontro da estrada Fontelonga - Besteiros. Foi percorrendo esta estrada que atingimos a aldeia. Embora o percurso fosse agora ascendente, quase não se deu por isso.
Atravessámos a aldeia para seguirmos depois em direção ao pinocro, que em Fontelonga dizem pinoco!
A azáfama já era grande com os preparativos para dar de comer a mais de 220 pessoas. Os assadores já estavam acessos e as mesas e cadeiras preparadas. Formaram-se filas para o caldo verde, para a feijoada e para a carne assada. O vinho era bom, o ambiente animado e a companhia bem disposta. Não faltou mesmo a música pimba para dar o ambiente de um arraial.
Estão de parabéns os organizadores do evento. Conseguiram mobilizar um grande número de participantes e tudo correu às mil maravilhas. O Sr. presidente da Junta de Freguesia de Carrazeda (com raízes em Fontelonga) mostrou-se bastante satisfeito com adesão e com a forma como tudo decorreu. As experiência de partilha da organização com Fontelonga foi positiva proporcionando além da caminhada momentos de convívio entre pessoas de vários pontos do concelho e de várias faixas etárias. Esta foi a caminhada que teve gente mais jovem, de todas as que participei.
GPSies - Carrazeda_Pinoco

sexta-feira, 8 de junho de 2012

III Passeio Pedestre - Carrazeda/Fontelonga (1)

Ainda não tive tempo para escrever algumas linhas sobre o III Passeio Pedestre que aconteceu no dia 27 de Maio, em Carrazeda de Ansiães, organizado pelas Juntas de Freguesia de Carrazeda de Ansiães e Fontelonga. Entretanto, e como o tempo passa, adianto algumas fotografias que já fui pondo a circular na página do Facebook que criei, dedicada ao concelho de Carrazeda de Ansiães.
Só há aqui fotografias junto à sedes da Junta de Freguesia em Carrazeda de Ansiães e depois já no parque de merendas junto ao Pinoco, na Fontelonga. O caminho foi longo e cheiro de paisagens bonitas, que espero mostrar.
O almoço foi do melhor, num espaço que estava preparado para nos receber. Até o S. Pedro ajudou, com uma temperatura mais amena do que aquela que eu esperava encontrar no ponto mais elevado do concelho.

terça-feira, 5 de junho de 2012

No Jardim da Praça

Jardim da Praça Dom Lopo Vaz de Sampaio, em Carrazeda de Ansiães.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Frutos de maio

Apetitosas cerejas no Bairro Novo em Pinhal do Norte.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O moinho de vento, em Carrazeda de Ansiães

O moinho de vento, em Carrazeda de Ansiães, há muito que "vigia" quem entra na vila, da sua posição altaneira. A idade deu-lhe estatuto que estendeu às casas em redor, o Bairro do Moinho do Vento. Eu sempre o conheci assim e lembro-me de lhe ter feito uma "visita de estudo" num dos anos seguintes à revolução dos cravos, era ainda criança. A sua ruína talvez até nem seja muito antiga, uma vez que muitas pessoas ainda dele têm memória.
Foi pertença do Dr. Orlando e, posteriormente adquirido pela Câmara Municipal. Mesmo em tempo de crise, houve vontade e coragem para a sua recuperação. As obras estão praticamente concluídas, faltando apenas as velas.
Esta fotografia foi ficando aqui esquecida no computador, mas, quando no domingo passado visitei o interior do moinho, pude verificar que está operacional, falta apenas captar a energia para fazer rodar toda a engrenagem.  Só no domingo teve mais de 200 visitantes, foi, portanto, uma abertura em grande.
Há ruínas de outro moinho de vento em Mogo de Malta e, ao contrário do que se diz por aí, no alto do castelo, em Vilarinho da Castanheira também ainda conserva a estrutura de um antigo moinho de vento. Nas terras vizinhas, apenas conheço estruturas semelhantes na Lousa, concelho de Torre de Moncorvo.

domingo, 27 de maio de 2012

Rua Sra dos Aflitos

Já há bastante tempo que a entrada em Carrazeda de Ansiães anda em obras. Recentemente as coisas melhoraram e já se fazem os arranjos finais.
Também a rua Sra dos Aflitos, que muitos desconhecerão, foi melhorada e, posso afirmar, que está fantástica. Saindo da Fonte das Sereias em direção às últimas casas do fundo da vila (não seguindo a rua Sacadura Cabral, que indica direção Vila Flor, mas seguindo à direita, entra-se na rua Nossa Senhora dos Aflitos). Penso que deve esse nome à existência de um nicho antigo (recuperado, mas com muito mau gosto). Esta saída da vila já existia, mas o piso deixava muito a desejar. Com as obras mais recentes, além de um novo piso, há lugares de estacionamento e foram plantadas árvores, criando um espaço muito airoso e agradável.
Essa rua vai dar à Luís de Camões à entrada de Carrazeda, por baixo do Moinho de vento (que espero visitar ainda hoje).

sábado, 26 de maio de 2012

III Rota das Maias - Pombal, 20 de Maio

 A Associação Cultural e Recreativa de Pombal de Ansiães (ACRPA) organizou no dia 20 Maio a III Rota das Maias, percurso pedestre pelo temo da aldeia com passagem por algumas vizinhas.
O mês de maio já se assumiu há muito como o mês do coração, por isso as caminhadas são frequentes por todo o lado, criando o hábito e o gosto por caminhar, aliado ao convívio, contacto com a natureza e até oportunidades gastronómicas interessantes.
Mesmo sem grande publicidade ao evento a ARCPA conseguiu juntar perto de uma centena de pessoas prontas para percorrerem mais de uma dezena de quilómetros numa freguesia em que a possibilidade de traçar percursos planos é muito reduzida.
Tal como comentei durante a caminhada, é possível que a organização tenha escolhido os melhores percursos da 1.ª e na 2.ª edição, mas, nesta altura do ano haverá algum caminho que não seja agradável de percorrer?
A concentração aconteceu às nove horas junto à sede da Associação, tendo o caminhada iniciado poucos minutos depois. Percorridas a rua da Escola, a rua da Capela e a rua do Concelho o trajeto afastou-se da aldeia pela tão famosa calçada romana. Esta calçada de cronologia indeterminada, mesmo não sendo romana, não deixa de ser local interessante para visitar, tal como as restantes calçadas existentes no concelho. Não sei se repararam, mas junto da ribeira há um marco com a data de1851.

Quando chegámos à estrada  EN314-1 pensava que iríamos em direção a Paradela, mas junto à ribeira do Frarigo mudámos de direção começando a subir uma encosta íngreme com vinha.
O tempo estava muito instável, com frio e ameaças de chuva a qualquer instante. Se por um lado não havia calor, por outro o ar encontrava-se saturado de água, o que também não é propriamente agradável para a respiração. Mas o grupo seguia animado, começando a fracionar-se consoante a velocidade adequada a cada um. Escusado será dizer que rapidamente fiquei na cauda do pelotão! Além de tentar fotografar os participantes, não queria desperdiçar este percurso sem registar as belas paisagens e, se possível, alguns exemplares interessantes da flora ou formações rochosas. Como não fazia ideia do percurso, não sabia o que viria a seguir.
Consegui algumas fotografias panorâmicas do Pombal. Há anos que não o via assim. Depois de encontrar o caminho de terra batida que une Pombal a Areias, senti-me de novo orientado, em terrenos que já conhecia.
O percurso desenvolveu-se numa zona de pouco declive, paralelamente à ribeira que desce do Pinhal, contrastando com os picos quartizíticos do Seixigal. A capela de Santa Marinha anunciou-me de novo território conhecido. Há pouco mais de ano que andei por ali num largo passeio pelos locais interessantes de Pinhal do Norte. Um pouco mais adiante, depois de passar sob a estrada vi à direita a Senhora dos Aflitos, mas não tive tempo para lhe fazer uma visita. Seguia nesta altura completamente sozinho, com o grosso do grupo já distante, à minha frente, e um pequeno grupo, também distante, atrás de mim. Pensei que o reforço seria no centro do Pinhal, ali pelo largo do Terreiro, com tantas coisas interessantes para rever, mas não aconteceu.
 As ruas do Pinhal estavam cheias de rosas, rosa, mas principalmente vermelhas. Apeteceu-me afrouxar o passo, consolar-me com a beleza das imagens, ou com o sabor das cerejas maduras que já espreitavam das cerdeiras. A aldeia parecia meia adormecida, muitos idosos foram nesse dia em passeio a Salamanca, onde foi também a minha mãe.
Depois de deixar as últimas casas de adivinhei a descida para o vale do Tua. Entusiasmava-me a ideia. Depois de tantas vezes palmilhar o fundo do vale, ao longo da linha, ia conhece-lo de cima, de um ângulo completamente novo. À direita, mesmo sem ninguém para mo confirmar, percebi que havia um cabeço que seria o Castelo ou Castelejo. Neste morro granítico existem vestígios de um povoado da Idade do Ferro.
Absorto na paisagem que se estendia do Castelejo até ao outro lado do rio onde se exibia Franzilhal, quase tropecei no grupo que já se deliciava com um apetecido e apetecível reforço.

A mesa estava farta, capaz de abrir o apetite ao mais fiel cumpridor de dietas. Desde presunto, chouriço, torresmos, rissóis, bola de carne, marmelada, fruta, água, sumo e... querem ver que se esqueceram do vinho?! E esqueceram mesmo. A verdade é que não fez falta e o percurso que seguimos era tão inclinado e escorregadio que qualquer copito de tinto (com o grau habitual do Pombal), teria dificultado as coisas.
Saciada a gula, mais do que a fome que era pouca, o caminho seguiu por entre vinhas até atingir a Linha do Tua, perto da foz da Ribeira das Loiras. Conheço cada curva do rio e imaginei o apeadeiro do Tralhão, escondido atrás de uma ravina mais saliente.
Rio e linha fazem um acentuada curva respeitando os caprichos da natureza. Este lugar, de nome Ferrado, parece distante de tudo o que é civilização, mas há muito que foi explorado pelo homem como o provam os restos de tégulas que os romanos por aqui deixaram espalhadas.
Entre momentos de sol abrasador e grossas gotas de chuva que teimavam e refrescar-nos a fronte, fomo-nos aproximando da linha. Nessa altura já eu seguia acompanhado por alguns caminhantes do Pombal que me confessaram terem tomado imensos banhos no Tua, no local com o nome de Poço Chorido. Deve ali ter existido em tempos uma azenha. O açude e o próprio leito rochoso do rio criaram uma represa que fazia as delícias da garotada no pico do verão.
 O percurso ao longo da linha tinha aproximadamente 2 quilómetros. Aqui não são as vistas largas que enchem os olhos mas é a harmonia, o abandono, o domínio da rocha e da água, a sensação de que a natureza nos acolhe no seu recanto mais íntimo e nos enche paz, de tempo até para esquecer o tempo, porque o que é bom é para ser vivido devagar.
As casas de S. Lourenço, ou o que resta delas, tornaram-se visíveis. Da estação subimos às termas onde o tempo parece ter parado. Um grupo de pessoas continuava à espera da sua vez para um banho cálido e revigorante; à porta do pequeno soto assomou a mesma cara, com os mesmo óculos, como se o tempo tivesse parado há décadas atrás; só as ruínas estão mais ruínas porque os pinheiros altos e vigilantes nas casas cimeiras continuam lá, testemunhando as histórias que talvez um dias as águas serenas da barragem venham a submergir.
A caminha terminou no caldas de S. Lourenço. O autocarro da câmara transportou os participantes para a sede da ACRPA, onde iria ser servido o almoço. Para não ficar à espera, eu e mais algumas pessoas, fomos subindo a encosta a pé. Tanto subimos que acabámos por fazer todo o percurso até ao Pombal.
O almoço foi preparado pela Associação à base de carne, sardinhas assadas e arroz branco. O salão transformou-se numa enorme sala de restaurante onde nada foi colocado ao acaso. As saladas, as frutas, os próprios talheres foram colocados nas mesas com gosto, próprio de quem tem prazer naquilo que faz.
Como já é habitual, para comer aparecem sempre mais uns quantos. Não consegui perceber se também havia inscrições só para o almoço, mas penso que sim. Almoçaram mais de uma centena de pessoas, sem pressas, num ambiente alegre e de amizade. Não faltou o tão afamado vinho do Pombal, de consumo mas também tratado, tão velho que parecia licor. Terminado o repasto, tomámos um café no bar da Associação e demos por terminada a missão que nos levou ao Pombal.
 Em jeito de balanço só posso dar os parabéns à organização.O percurso foi interessante e diversificado; a marcação estava exemplar, poucas vezes vi um trabalho tão bem executado; o reforço e o almoço estiveram para além de todas as expectativas. O grupo de caminheiros, esse então é sensacional. A maior parte tem-se encontrado nas caminhadas pelo conselho organizadas pela Câmara Municipal. Quanto às gentes do Pombal em geral e aos corpos gerentes da ACRPA em especial, a sua disponibilidade e simpatia são o melhor que a aldeia tem para oferecer e fizeram-nos sentir em casa. Só tenho pena de ter perdido as duas primeiras edições.
 Mais fotografias:

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Trilho do Castelo - 13 de Maio 2012

 
Mais algumas fotografias tiradas no dia 13 de Maio de 2012 no Passeio Pedestre realizado em Lavandeira, Castelo de Ansiães, Marzagão e Selores.
A reportagem pode ser lida aqui e aqui.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Trilho do Castelo - 13 de Maio (2.ªParte)

Vista parcial de Marzagão
Continuação de: Trilho do Castelo - 13 de Maio (1.ªParte)
Entusiasmado com o Castelo de Ansiães perdi-me do grupo! O percurso oficial do Trilho do Castelo foi alterado levando a caminhada a Marzagão. Não é coisa que me tenha incomodado, mas para não ser agradável anunciar um percurso de 5,3 km e alarga-lo mais de 10!
Interior da Igreja Matriz de Marzagão
Junto à Igreja de S. João Baptista o percurso deixou a estrada e meteu por um caminho que desce o vale em direção ao Douro. Há tempos que sonhava conhecer este vale, mas não me senti muito à vontade. O carro vassoura já tinha passado e foi recolhendo as marcações existente. Um companheiro da caminhada apercebeu-se da minha ausência e esperou por mim. Não sabíamos se estávamos no percurso certo e não conseguimos apreciar a paisagem como pretendíamos.
Apesar de toda a área ter ardido à poucos anos, há muita vegetação. Algumas manchas não arderam, outras recuperaram parte da vegetação. Havia muita erva e de vários locais corria água que se juntava no ribeiro da Ferradosa para se precipitar no Rio Douro.
Exterior da Igreja Matriz de Marzagão (e S. João Batista)
 Quando nos pareceu que podíamos inverter o sentido descendente e tentar alcançar Marzagão, fizémo-lo e foi a opção correta. Ficámos mais sossegados quando chegámos à Igreja Matriz, pouco depois de terminar a Eucaristia. A festa de Nossa Senhora do Rosário aconteceu dia 6 de Maio e a igreja ainda ostentava uma roupagem florida exuberante. Mas não precisava. A igreja de S. João Baptista da paróquia extra-muros do castelo de Ansiães foi transladada para aqui no ano de 1575. A ela estiveram ligadas mais de metade das atuais paroquias do concelho, tendo Marzagão um papel invejável na vida religiosa (e não só) do concelho.É um templo que visito muitas vezes, mas nunca me canso de apreciar o trabalho em talha dourada dos altares, os caixotões do teto, as imagens...desta vez o que entusiasmou foi apreciar a imagem de S. João Baptista que era exibida na igreja mãe, no castelo!
Sobremesas, em Selores
Mais seguros do caminho a seguir, dirigi-mo-nos em direção ao cemitérios e depois à Quinta da Abeleira. Esta é uma grande exploração de maçã, sendo este uma das principais produções agrícolas também em Selores e mesmo na Lavandeira.
Sargaço (em Mazagão)
Atingimos a a estrada municipal 632 sabendo que todo o grupo nos levava um grande avanço. Seguimo-la até Selores. Pretendíamos "saltar" a visita à igreja para termos hipótese de visitar a capela de S. António, em Alganhafres, era uma oportunidade rara de a encontrarmos aberta. Acabámos por desistir de Alganhafres. Havia um grupo de pessoas na igreja que nos informou que o almoço já estava a ser serviço na antiga Escola Primária da aldeia. Acabámos também por entrar na igreja e dar por termino o nosso percurso pedestre.
Altares laterais da Igreja Matriz de Selores
A igreja matriz de Selores, de orago de S. Gregório, é de arquitetura religiosa, seiscentista e barroca. Igreja de planta retangular composta por nave e capela-mor. Fachada principal em empena truncada por sineiras. O retábulo-mor de talha barroca joanina.
Entradas, em Selores
Dirigimo-nos ao local do almoço. Depois da longa caminhada, com momentos de bastante calor, o apetite já era muito. Tivemos direito a entradas, com presunto, rissóis e bolinhos de bacalhau. O prato principal foram panados com arroz seco e alface, servido depois de uma sopa de legumes. Houve ainda como segundo prato rojões. De sobremesa tivemos direito a laranjas, maçãs e diversos tipos de bolos.
A refeição foi mais uma vez servida pelo serf-service D. Miguel, de Carrazeda de Ansiães, mas muitos dos alimentos que mencionei foram da responsabilidade da Junta de Freguesia de Selores.
Almoço (Selores)
Durante este trilho andei constantemente atrasado, não conseguindo acompanhar o grupo. Isso fez-me perder as preciosas explicações da arqueóloga e não tirei muitas fotografias ao grupo. Não sei se também foi culpa minha não perceber o percurso. Não adianta distribuir um panfleto com um percurso que não é seguido. A refeição em vários espaços e sem lugar para todos se sentarem também foi algo conturbada. É complicado comer de faca e garfo, segurando o prato, o garfo, o copo, etc. Isto também se deveu ao crescente número de participantes, aos quais se soma um bom grupo de pessoas responsáveis pela logística.
O descanso depois da tarefa concluída
O Trilho do Castelo tem um conjunto de ingredientes que fazem dele único no conjunto de todos os percursos sinalizados. Quer pelas ruínas do castelo, quer pelo conjunto de templos, ou ainda pela paisagem que se avista do castelo. A somar a estes ingredientes houve também o facto desta caminhada acontecer em Maio, mês das flores. Posso ter andado sempre atrasado em relação ao grupo, mas não perdi a oportunidade de captar alguns exemplares da flora que muito chamam à atenção nesta altura do ano.
Trilho do Castelo Sinalizado (5,3 kms)
GPSies - Trilho do Castelo
Percurso realizado em 13-05-2012 (10,6 kms)
GPSies - Trilho do Castelo (modificado)