Ontem disponibilizei a tarde para dar um largo passeio por Belver. A
ideia era explorar ruas, becos e travessas e, se possível, estabelecer
diálogo com as pessoas para me ajudarem a conhecer melhor a aldeia.
Fui
surpreendido, positivamente, (a maior parte das vezes) com aquilo que
encontrei. É uma aldeia muito romântica, onde o granito domina, cheia de
becos e ruelas com de histórias para serem contadas.
Encontrei pouca gente.
Tentei observar as casas de longe e afastei-me.
Os
campos ainda estão verdes, por pouco tempo, e maior parte deles
abandonados ou utilizados apenas para pastagem. O barulho do motor de rega levou-me ao passado e quase
senti a água fresca a escorrer-me por entre os dedos dos pés descalços,
no rego, entre as batateiras.
Ouviam-se chocalhos de vacas e ovelhas e o colorido das flores atraiu o meu olhar.
Depois de algumas horas a deambular pelos campos, voltei à aldeia.
Visitei o moinho de água, a igreja e a capela do Santo Cristo.
Bebi
um copo de vinho numa adega fresca.
Infelizmente o dia tinha passado e
já as paredes das casas da Praça estavam pintadas do amarelo que
antecede o adormecer do sol.
Parti com mil imagens ao tiracolo e o peito cheio de emoções.
Sou muito feliz, nem todos podem saborear momentos assim.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
I Festa da Cereja - Amedo (II)
Mais um conjunto de fotografias da I Festa da Cereja realizada em Amedo no dia 10 de Junho de 2012.
Na primeira fotografia vemos uma panorâmica parcial da aldeia do Amedo. Ao centro um dos núcleos habitacionais principais uma vez que o povoamento está dividido em vários núcleos levando as pessoas a falarem "7 Amedos".
Na segunda fotografias vemos os cozinheiros a tratarem da saúde ao porco. A carne estava muito tenrinha e bem temperada. Penso que toda a gente adorou.
Houve também uma quermesse. Arrisquei algumas moedas e consegui ficar com alguns rebuçados no bolso e uma pequena recordação feota em croché. É um pequeno galo a envolver um copo plástico. Não percebi bem qual é a utilidade, mas é engraçado. Quase todos os objetos foram comprados. Não sei se foi da crise mas não vi muito entusiasmo na compra dos papelinhos enrolados.
O porco era bastante grande mas (da carne) nada sobrou. As pessoas eram muitas e ao longo da tarde foram-se comendo as pequenas lascas de carne acompanhada por salada.
Pareceu-me que faltou a fruta, pelo menos não a vi.
Foram bons momentos passados no Amedo.
Na primeira fotografia vemos uma panorâmica parcial da aldeia do Amedo. Ao centro um dos núcleos habitacionais principais uma vez que o povoamento está dividido em vários núcleos levando as pessoas a falarem "7 Amedos".
Na segunda fotografias vemos os cozinheiros a tratarem da saúde ao porco. A carne estava muito tenrinha e bem temperada. Penso que toda a gente adorou.
Houve também uma quermesse. Arrisquei algumas moedas e consegui ficar com alguns rebuçados no bolso e uma pequena recordação feota em croché. É um pequeno galo a envolver um copo plástico. Não percebi bem qual é a utilidade, mas é engraçado. Quase todos os objetos foram comprados. Não sei se foi da crise mas não vi muito entusiasmo na compra dos papelinhos enrolados.
O porco era bastante grande mas (da carne) nada sobrou. As pessoas eram muitas e ao longo da tarde foram-se comendo as pequenas lascas de carne acompanhada por salada.
Pareceu-me que faltou a fruta, pelo menos não a vi.
Foram bons momentos passados no Amedo.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Associação do Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães
Gosto muito desta fotografia que tirei a dois elementos da Associação do Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães, em Beira Grande. Não conhecia este grupo, mas, em poucos dias assisti a duas duas atuações suas.
As suas musicas e danças transpiram alegria e o folclore é uma manifestação artística e cultural como qualquer outra. É importante acarinhar e incentivar estes grupos e este em especial porque integra um bom conjunto de crianças.
As duas fotografias anteriores foram tiradas na festa S. António, na Beira Grande, mas a seguinte foi no Amedo, durante a I Festa da Cereja de que também dei notícia neste blogue.
Mais fotografias do Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães:
As suas musicas e danças transpiram alegria e o folclore é uma manifestação artística e cultural como qualquer outra. É importante acarinhar e incentivar estes grupos e este em especial porque integra um bom conjunto de crianças.
As duas fotografias anteriores foram tiradas na festa S. António, na Beira Grande, mas a seguinte foi no Amedo, durante a I Festa da Cereja de que também dei notícia neste blogue.
Mais fotografias do Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães:
segunda-feira, 18 de junho de 2012
S. António em Beira Grande
A aldeia de Beira Grande não deixa passar o dia de S. António sem uma boa festa ao seu padroeiro e foi isso que aconteceu no dia 13 de Junho.
A missa aconteceu pela manhã, mas a procissão só aconteceu ao final da tarde.
Sou, quase em cima do acontecimento, desta festa e não quis desperdiçar a oportunidade de fazer uma visita à aldeia e conhecê-la um pouco melhor.
Quando cheguei junto da igreja as pessoas esperavam a chegada do Sr. Padre Humberto para orientar a procissão.
Não conhecia a igreja e aproveitei para a conhecer. A minha presença não passou despercebida e tive que "enfrentar" a desconfiança de uma zeladora que foi baste brusca comigo. Em parte até compreendo, mas há sempre mais de uma maneira de dizer a mesma coisa.
A igreja está muito bem preservada e, é claro, em dia de festa não faltavam flores de várias cores principalmente gerberas e gladíolos. Os altares não são de uma riqueza assinalável em talha, mas as imagens são realmente extraordinárias. Não todas, mas um bom conjunto delas. A Nossa Senhora da Luz que saiu na procissão ofuscou um pouco o brilho do andar do padroeiro. Aliás na procissão seguiram três diferentes imagens de Nossa Senhora, mais a do Santo António e a da Santa Quitéria.
A procissão percorreu as principais ruas da aldeia. O dia estava a declinar e tive dificuldade em encontrar locais e ângulos para fazer boas fotografias, mas o possível.
Embora a aldeia seja pequena não faltaram pessoas para carregarem os andores e os variados estandartes, enquanto se rezava o terço, pelas ruas.
Já perto das vinte horas como terminada a procissão. Os assadores já espalhavam aromas a carne assada pelo ar, e a música alegrou o largo.
Chegou a Associação do Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães que deu um colorido e uma alegria especial à festa. Para a noite guardou-se o grupo Estrela da Noite.
A missa aconteceu pela manhã, mas a procissão só aconteceu ao final da tarde.
Sou, quase em cima do acontecimento, desta festa e não quis desperdiçar a oportunidade de fazer uma visita à aldeia e conhecê-la um pouco melhor.
Quando cheguei junto da igreja as pessoas esperavam a chegada do Sr. Padre Humberto para orientar a procissão.
Não conhecia a igreja e aproveitei para a conhecer. A minha presença não passou despercebida e tive que "enfrentar" a desconfiança de uma zeladora que foi baste brusca comigo. Em parte até compreendo, mas há sempre mais de uma maneira de dizer a mesma coisa.
A igreja está muito bem preservada e, é claro, em dia de festa não faltavam flores de várias cores principalmente gerberas e gladíolos. Os altares não são de uma riqueza assinalável em talha, mas as imagens são realmente extraordinárias. Não todas, mas um bom conjunto delas. A Nossa Senhora da Luz que saiu na procissão ofuscou um pouco o brilho do andar do padroeiro. Aliás na procissão seguiram três diferentes imagens de Nossa Senhora, mais a do Santo António e a da Santa Quitéria.
A procissão percorreu as principais ruas da aldeia. O dia estava a declinar e tive dificuldade em encontrar locais e ângulos para fazer boas fotografias, mas o possível.
Embora a aldeia seja pequena não faltaram pessoas para carregarem os andores e os variados estandartes, enquanto se rezava o terço, pelas ruas.
Já perto das vinte horas como terminada a procissão. Os assadores já espalhavam aromas a carne assada pelo ar, e a música alegrou o largo.
Chegou a Associação do Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães que deu um colorido e uma alegria especial à festa. Para a noite guardou-se o grupo Estrela da Noite.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
I Festa da Cereja - Amedo
No dia 10 de junho teve lugar em Amedo a I Festa da Cereja. Nesta aldeia existe uma quantidade apreciável destas árvores de fruto. Há árvores dispersas, mas também alguns pomares de dimensões consideráveis tendo em vista a comercialização.
Embora esta atividade não estivesse prevista, nestes moldes, no programa da Associação Recreativa Desportiva e Cultural de Amedo para 2012, deve ter havia razões para o previsto Passeio Pedestre tenha sido subsistido por esta Festa, mais completa e arrojada. Os últimos meses têm sido férteis em caminhadas no concelho de Carrazeda de Ansiães e o fim de semana de 9 e 10 de junho calharam mesmo bem na época de comercialização da cereja.
A Missa Campal teve início às 8:30 sendo celebrada pelo Sr. Padre Bernardo. Participaram cerca de 60 pessoas, mesmo com condições atmosféricas pouco favoráveis, com ventos fortes e momentos de sol intenso que levaram o sr. Padre a lamentar-se com alguma ironia.
O recinto da escola foi adaptado para a Eucaristia e tudo estava muito bem preparado. O clima ninguém consegue controlar. O Sr. Padre apercebeu-se da chegada dos romeiros (como ele próprio disse) e acelerou as exéquias para não atrasar o programa.
Chegou o autocarro da câmara com um grupo de caminheiros vindos de Carrazeda.
O Percurso Pedestre teve o apoio da Câmara Municipal e com a presença a arqueóloga que enriqueceu o Passeio com os seus conhecimentos especializados. Penso que a autarquia também colaborou na seleção do traçado.
O grupo foi tomando forma e arrancou pouco depois das nove e meia em direção à capela de S. Martinho. Depois da uma curta paragem e ouvida a história da capela, o grupo dirigiu-se para o Campo de Futebol continuando depois em direção à Ponto do Torno, na Ribeira da Regada. Penso que não chegámos a alcançar a ponte, eu pelo menos não me apercebi dela. Foi pena, era um ponto muito interessante.
Iniciámos o regresso à aldeia. Pelo caminho passámos num grande pomar de cerejeiras do sr. Castro onde podemos saborear várias variedades, qual delas a mais saborosa. Houve pessoas que pouco ligaram às cerejas e obrigaram os restantes a seguir caminho, para não atrasarem a caminhada. Esta visita ao pomar foi um dos aspetos mais positivos deste percurso.
Pouco depois estávamos na Igreja Matriz, orago de S. Tiago e que dá gosto visitar. No teto, ao centro do corpo da igreja está pintada uma imagem de Nossa Senhora da Graça. Sempre esperei que a caminhada me levasse à capelinha desta Senhora, mas as opções foram outras. Como também há um nisso com uma imagem da Senhora da Graça, depreendi que tem muitos devotos na aldeia. No teto da capela mor está pintado S. Martinho.
A caminhada continuou pela rua da Oliveira, depois pela rua Camões e pelo Fundo do Povo, afastando-se depois em direção à serra da Reborosa. O sol escaldava mas a beleza da paisagem fazia esquecer qualquer cansaço. Os caminhos que percorrem a serra são de uma beleza rara, acrescida da exuberância de flores de muitas cores que formavam tufos, nas bermas do caminho. Eram muitas as espécies e muita a vontade de parar a fotografar cada uma delas. Só o carro vassoura não me deixava descansado.
O grande grupo foi-se separando em grupos mais pequenos. Só de onde em onde, quando se avistava um pouco mais de caminho, se viam outras pessoas. A árvore mais abundante é o castanheiro, para madeira, e não para a produção de castanha. Como árvores de cultivo havia muitas amendoeiras, oliveiras e cerejeiras que apareciam com muita frequência.
De alguns locais avistava-se bem a aldeia do Amedo e de outros uma grande vastidão de terra, estendendo-se desde Areias e Pombal até ao outro lado do Tua. O olhar perdia-se por aldeias e vales que não consegui identificar.
Pensei que viríamos sair às primeiras casas da aldeia, na Av. dos Maios, mas não. Uma mudança de direção fez-nos entrar na aldeia e chegar ao Gricho. Estávamos de novo no povoado, quase sem dar por isso, tão entusiasmados que seguíamos a olhar a paisagens e a apreciar as espécies vegetais e animais que encontrámos.
Chegámos ao recinto da escola perto do meio dia. Devo dizer que fui o último a chegar, mas não me arrependi do tempo que demorei.
As entradas estavam servidas e foram saboreadas com algum entusiasmo. Parecendo que não, foram cerca de 9 quilómetros de caminhada, o que abriu o apetite. Havia queijo, chouriço, presunto, pão, vinho, sumo e água. O porco, já no ponto, no espeto, não demorou a chegar às mesas, acompanhado por uma salada alface.
As pessoas estavam distribuídas em pequenos grupos, possivelmente familiares ou de amigos. No meu grupo predominavam "caminheiros" de anteriores passeios, vindos de Pombal, Castanheiro, Carrazeda, Linhares, Mogo, Vila Flor, etc.
Perto das duas da tarde fizeram-se ouvir as vozes. Desfilaram canções, a maior parte delas muito conhecidas, que me fizeram viajar no tempo. Muitas eram canções de toda a parte, outras tinham um cunho bem local.
Vai de roda, vai de roda,
Não te encostes à videira,
Ainda sou muito nova,
Para andar na brincadeira.
Ó meu rico S. Tiago,
Meu rico S. Tiaguinho,
No S. Tiago pinta o bago,
E do bago faz-se o vinho.
Ó meu rico S. Tiago,
És o nosso padroeiro,
E nas festas do concelho
Tu és sempre o primeiro.
Tu és sempre o primeiro,
Porque pertences ao Amedo
É uma aldeia bonita
Rodeada de arvoredo.
Além das muitas canções que cantaram descobri, mais tarde, que se recordavam de autênticas relíquias dos anos 50, como esta:
Aí vai Amedo
Meu amor que tanto brilha
A mocidade vai cheia de maravilha
Pela manhã quando sai o sol da aurora
Tua és a terra mais bonita e encantadora.
Aí vai Amedo
Botão de rosa
És a mais linda
E a mais formosa.
Durante a tarde houve tempo para jogos de cartas e de dominó. Jogou-se a malha e até se ensaiaram alguns passos de dança. Em exposição estavam bordados realizados num curso. O valor da venda revertia a favor da Associação. Também se realizou uma pequena quermesse, mas adesão não me pareceu grande.
Havia algumas cerejas à venda. Tratando-se de uma Festa da Cereja esperava mais destaque a esta fruta, por exemplo na sobremesa. Além de não haver muita à venda, pareceu-me que o preço não era muito convidativo, o que fez com que ainda sobrasse. Eu comprei e eram muito boas.
Já perto das seis da tarde chegou o Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães. Arranjou-se o terreiro para o baile. O grupo de bailadores integra bastantes crianças que já mostram muita desenvoltura nas danças de roda ou outra qualquer.
E foi ao som de folclore que dei por terminada a minha visita ao Amedo. O dia foi longo e cheio de motivos para Descobrir e fotografar. Como em todas as iniciativa, nem tudo foi perfeito, mas só quem nunca tentou organizar uma coisa semelhante é que pode dizer que é fácil.
Estão de parabéns os que se envolveram a organizar e a levar a cabo esta I Festa da Cereja.
Estou convencido que a segunda edição vai ser ainda melhor. Entretanto, já se falava da festa de julho e da realização de uma prova de carrinhos de rolamentos.
É assim que uma aldeia se quer, viva.
Percurso:
Embora esta atividade não estivesse prevista, nestes moldes, no programa da Associação Recreativa Desportiva e Cultural de Amedo para 2012, deve ter havia razões para o previsto Passeio Pedestre tenha sido subsistido por esta Festa, mais completa e arrojada. Os últimos meses têm sido férteis em caminhadas no concelho de Carrazeda de Ansiães e o fim de semana de 9 e 10 de junho calharam mesmo bem na época de comercialização da cereja.
A Missa Campal teve início às 8:30 sendo celebrada pelo Sr. Padre Bernardo. Participaram cerca de 60 pessoas, mesmo com condições atmosféricas pouco favoráveis, com ventos fortes e momentos de sol intenso que levaram o sr. Padre a lamentar-se com alguma ironia.
O recinto da escola foi adaptado para a Eucaristia e tudo estava muito bem preparado. O clima ninguém consegue controlar. O Sr. Padre apercebeu-se da chegada dos romeiros (como ele próprio disse) e acelerou as exéquias para não atrasar o programa.
Chegou o autocarro da câmara com um grupo de caminheiros vindos de Carrazeda.
O Percurso Pedestre teve o apoio da Câmara Municipal e com a presença a arqueóloga que enriqueceu o Passeio com os seus conhecimentos especializados. Penso que a autarquia também colaborou na seleção do traçado.
O grupo foi tomando forma e arrancou pouco depois das nove e meia em direção à capela de S. Martinho. Depois da uma curta paragem e ouvida a história da capela, o grupo dirigiu-se para o Campo de Futebol continuando depois em direção à Ponto do Torno, na Ribeira da Regada. Penso que não chegámos a alcançar a ponte, eu pelo menos não me apercebi dela. Foi pena, era um ponto muito interessante.
Iniciámos o regresso à aldeia. Pelo caminho passámos num grande pomar de cerejeiras do sr. Castro onde podemos saborear várias variedades, qual delas a mais saborosa. Houve pessoas que pouco ligaram às cerejas e obrigaram os restantes a seguir caminho, para não atrasarem a caminhada. Esta visita ao pomar foi um dos aspetos mais positivos deste percurso.
Pouco depois estávamos na Igreja Matriz, orago de S. Tiago e que dá gosto visitar. No teto, ao centro do corpo da igreja está pintada uma imagem de Nossa Senhora da Graça. Sempre esperei que a caminhada me levasse à capelinha desta Senhora, mas as opções foram outras. Como também há um nisso com uma imagem da Senhora da Graça, depreendi que tem muitos devotos na aldeia. No teto da capela mor está pintado S. Martinho.
A caminhada continuou pela rua da Oliveira, depois pela rua Camões e pelo Fundo do Povo, afastando-se depois em direção à serra da Reborosa. O sol escaldava mas a beleza da paisagem fazia esquecer qualquer cansaço. Os caminhos que percorrem a serra são de uma beleza rara, acrescida da exuberância de flores de muitas cores que formavam tufos, nas bermas do caminho. Eram muitas as espécies e muita a vontade de parar a fotografar cada uma delas. Só o carro vassoura não me deixava descansado.
O grande grupo foi-se separando em grupos mais pequenos. Só de onde em onde, quando se avistava um pouco mais de caminho, se viam outras pessoas. A árvore mais abundante é o castanheiro, para madeira, e não para a produção de castanha. Como árvores de cultivo havia muitas amendoeiras, oliveiras e cerejeiras que apareciam com muita frequência.
De alguns locais avistava-se bem a aldeia do Amedo e de outros uma grande vastidão de terra, estendendo-se desde Areias e Pombal até ao outro lado do Tua. O olhar perdia-se por aldeias e vales que não consegui identificar.
Pensei que viríamos sair às primeiras casas da aldeia, na Av. dos Maios, mas não. Uma mudança de direção fez-nos entrar na aldeia e chegar ao Gricho. Estávamos de novo no povoado, quase sem dar por isso, tão entusiasmados que seguíamos a olhar a paisagens e a apreciar as espécies vegetais e animais que encontrámos.
Chegámos ao recinto da escola perto do meio dia. Devo dizer que fui o último a chegar, mas não me arrependi do tempo que demorei.
As entradas estavam servidas e foram saboreadas com algum entusiasmo. Parecendo que não, foram cerca de 9 quilómetros de caminhada, o que abriu o apetite. Havia queijo, chouriço, presunto, pão, vinho, sumo e água. O porco, já no ponto, no espeto, não demorou a chegar às mesas, acompanhado por uma salada alface.
As pessoas estavam distribuídas em pequenos grupos, possivelmente familiares ou de amigos. No meu grupo predominavam "caminheiros" de anteriores passeios, vindos de Pombal, Castanheiro, Carrazeda, Linhares, Mogo, Vila Flor, etc.
Perto das duas da tarde fizeram-se ouvir as vozes. Desfilaram canções, a maior parte delas muito conhecidas, que me fizeram viajar no tempo. Muitas eram canções de toda a parte, outras tinham um cunho bem local.
Vai de roda, vai de roda,
Não te encostes à videira,
Ainda sou muito nova,
Para andar na brincadeira.
Ó meu rico S. Tiago,
Meu rico S. Tiaguinho,
No S. Tiago pinta o bago,
E do bago faz-se o vinho.
Ó meu rico S. Tiago,
És o nosso padroeiro,
E nas festas do concelho
Tu és sempre o primeiro.
Tu és sempre o primeiro,
Porque pertences ao Amedo
É uma aldeia bonita
Rodeada de arvoredo.
Além das muitas canções que cantaram descobri, mais tarde, que se recordavam de autênticas relíquias dos anos 50, como esta:
Aí vai Amedo
Meu amor que tanto brilha
A mocidade vai cheia de maravilha
Pela manhã quando sai o sol da aurora
Tua és a terra mais bonita e encantadora.
Aí vai Amedo
Botão de rosa
És a mais linda
E a mais formosa.
Durante a tarde houve tempo para jogos de cartas e de dominó. Jogou-se a malha e até se ensaiaram alguns passos de dança. Em exposição estavam bordados realizados num curso. O valor da venda revertia a favor da Associação. Também se realizou uma pequena quermesse, mas adesão não me pareceu grande.
Havia algumas cerejas à venda. Tratando-se de uma Festa da Cereja esperava mais destaque a esta fruta, por exemplo na sobremesa. Além de não haver muita à venda, pareceu-me que o preço não era muito convidativo, o que fez com que ainda sobrasse. Eu comprei e eram muito boas.
Já perto das seis da tarde chegou o Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães. Arranjou-se o terreiro para o baile. O grupo de bailadores integra bastantes crianças que já mostram muita desenvoltura nas danças de roda ou outra qualquer.
E foi ao som de folclore que dei por terminada a minha visita ao Amedo. O dia foi longo e cheio de motivos para Descobrir e fotografar. Como em todas as iniciativa, nem tudo foi perfeito, mas só quem nunca tentou organizar uma coisa semelhante é que pode dizer que é fácil.
Estão de parabéns os que se envolveram a organizar e a levar a cabo esta I Festa da Cereja.
Estou convencido que a segunda edição vai ser ainda melhor. Entretanto, já se falava da festa de julho e da realização de uma prova de carrinhos de rolamentos.
É assim que uma aldeia se quer, viva.
Percurso:
terça-feira, 12 de junho de 2012
III Passeio Pedestre - Carrazeda/Fontelonga (2)
São muitas a imagens para recordar do III Passeio Pedestre realizado entre Carrazeda de Ansiães e Fontelonga. Hoje deixo mais um conjunto de fotografias, o terceiro, com diferentes fazes da caminhada.
A primeira foi logo em Carrazeda, depois da partida, na sede da Junta de Freguesia, quando o grupo ainda seguia todo em pelotão. À cabeça o amigo Manuel Joaquim, do blogue Ripar Ansiães, também divulgador destes eventos e do concelho.
Depois do moinho do vento o grupo já seguia um pouco disperso, por entre pomares de macieiras.
Fazia momentos de sol, mas o ar era muito frio. Ainda chegaram a cair algumas gotas de chuva.
Após o reforço havia dois percursos alternativos. Quem seguiu o percurso mais longo foi brindado com uma paisagem fantástica onde o amarelo das maias e o verde das giestas se destacavam em forte contraste. Parte deste percurso entrou pelo termo da freguesia de Selores, com a aldeia bem próxima.
À chegada a Fontelonga a Igreja Matriz deu-nos as boas-vindas. O céu alindou-se, as árvores criaram um moldura e não resisti a tirar mais uma fotografia. Esta já é a terceira fotografia que publico das traseiras desta igreja, mas vale a pena admirá-la (Primeira, Segunda).
Mais sobre esta caminhada:
A primeira foi logo em Carrazeda, depois da partida, na sede da Junta de Freguesia, quando o grupo ainda seguia todo em pelotão. À cabeça o amigo Manuel Joaquim, do blogue Ripar Ansiães, também divulgador destes eventos e do concelho.
Depois do moinho do vento o grupo já seguia um pouco disperso, por entre pomares de macieiras.
Fazia momentos de sol, mas o ar era muito frio. Ainda chegaram a cair algumas gotas de chuva.
Após o reforço havia dois percursos alternativos. Quem seguiu o percurso mais longo foi brindado com uma paisagem fantástica onde o amarelo das maias e o verde das giestas se destacavam em forte contraste. Parte deste percurso entrou pelo termo da freguesia de Selores, com a aldeia bem próxima.
À chegada a Fontelonga a Igreja Matriz deu-nos as boas-vindas. O céu alindou-se, as árvores criaram um moldura e não resisti a tirar mais uma fotografia. Esta já é a terceira fotografia que publico das traseiras desta igreja, mas vale a pena admirá-la (Primeira, Segunda).
Mais sobre esta caminhada:
domingo, 10 de junho de 2012
Aos 100 vai chegar
Quem souber comer,
E na vida andar,
Aos l00 vai chegar:
- Haja calma,
Barriga cheia,
Paz na alma,
Barriga meia,
Após a ceia!...
- E, quantas vidas se perdem,
Por não saberem ouvir
O que a vida lhes pede!
E quantas, quantas se vão,
Por não lhe saberem
Dizer: - Não.
Poema da autoria de Morais Fernandes, do livro Fogo e Lágrimas 2.
A fotografia; Sr. António Pereira, de Linhares.
sábado, 9 de junho de 2012
III Passeio Pedestre - 27 de Maio
Depois de se terem realizado uma série de caminhadas no concelho, durante os meses de Abril e Maio, o grupo de adeptos das caminhadas foi engrossando e era esperado um bom número de pessoas para o III Passeio Pedestre da Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães, esta ano estendendo-se a Fontelonga, também com o apoio da Junta de Freguesia local. Devo salientar, desde já, que a organização deste evento se fez de forma distinta das anteriores que aqui tenho mostrado, quase todas organizadas pela Câmara Municipal. A Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães já organizou Passeios Pedestres em anos anteriores e, por isso, já tinha alguma experiência na planificação destes eventos.
Nos dias anteriores já se sabia que o número de participantes seria elevado, ultrapassando o número de participantes dos anos anteriores e surpreendendo até a própria organização. Foi necessário proceder a alguns ajustes na logística para que não faltasse nada no que seria um excelente manhã por terras de Ansiães.
A concentração aconteceu na Junta de Freguesia de Carrazeda. O grupo habitual estava presente, mas desta vez havia muito mais gente. Foram dadas algumas instruções e fornecido um esboço do percurso a fazer. Não se tratou de nenhum Trilho com marcações definitivas mas de um percurso delineado de propósito para o passeio.
Descemos da fundo da vila e dali ao Moinho de Vento. Foi pena ainda não ter as velas, pois seria uma inauguração em grande. Mesmo assim muitos aproveitaram para entrar no moinho e ver toda a estrutura que enche quase por completo o interior. À entrada foram distribuídas cerejas!
Descemos à estrada N214 atravessando-a em direção ao ribeiro da Verga. O percurso estendeu-se por uma zona bastante plana em direção a sudoeste entrando nos pomares de macieiras perto da barragem da Barragem de Fontelonga. Foi pena não terem prevista a passagem junto da barragem, talvez até visitar a fraga das ferraduras, ali próxima. Mesmo sem estes atrativos a paisagem estava fantástica e em o estado do tempo instável perturbava a caminhada.
Numa curva do percurso esperava-nos o reforço. Sumo, fruta, água, sandes e madalenas eram os géneros disponíveis. A paragem foi curta e o grupo não chegou a juntar-se. À medida que chegaram partiam em grupos mais pequenos, com dois percursos alternativos: um de 9 quilómetros, outro de 12 quilómetros. Optei pelo mais longo e acho que fiz uma boa escolha. À medida que o caminho se aproximava de Selores, foi percorrendo áreas mais arborizadas, com pinheiros e giestas em flor. À distância via-se o castelo de Ansiães vigilante do vale do Douro, fronteira to território do concelho. Foi a parte do percurso que mais apreciei.
Ao som de cânticos dos escuteiros seguimos até que o caminho fletiu para sueste, ao encontro da estrada Fontelonga - Besteiros. Foi percorrendo esta estrada que atingimos a aldeia. Embora o percurso fosse agora ascendente, quase não se deu por isso.
Atravessámos a aldeia para seguirmos depois em direção ao pinocro, que em Fontelonga dizem pinoco!
A azáfama já era grande com os preparativos para dar de comer a mais de 220 pessoas. Os assadores já estavam acessos e as mesas e cadeiras preparadas. Formaram-se filas para o caldo verde, para a feijoada e para a carne assada. O vinho era bom, o ambiente animado e a companhia bem disposta. Não faltou mesmo a música pimba para dar o ambiente de um arraial.
Estão de parabéns os organizadores do evento. Conseguiram mobilizar um grande número de participantes e tudo correu às mil maravilhas. O Sr. presidente da Junta de Freguesia de Carrazeda (com raízes em Fontelonga) mostrou-se bastante satisfeito com adesão e com a forma como tudo decorreu. As experiência de partilha da organização com Fontelonga foi positiva proporcionando além da caminhada momentos de convívio entre pessoas de vários pontos do concelho e de várias faixas etárias. Esta foi a caminhada que teve gente mais jovem, de todas as que participei.
Nos dias anteriores já se sabia que o número de participantes seria elevado, ultrapassando o número de participantes dos anos anteriores e surpreendendo até a própria organização. Foi necessário proceder a alguns ajustes na logística para que não faltasse nada no que seria um excelente manhã por terras de Ansiães.
A concentração aconteceu na Junta de Freguesia de Carrazeda. O grupo habitual estava presente, mas desta vez havia muito mais gente. Foram dadas algumas instruções e fornecido um esboço do percurso a fazer. Não se tratou de nenhum Trilho com marcações definitivas mas de um percurso delineado de propósito para o passeio.
Descemos da fundo da vila e dali ao Moinho de Vento. Foi pena ainda não ter as velas, pois seria uma inauguração em grande. Mesmo assim muitos aproveitaram para entrar no moinho e ver toda a estrutura que enche quase por completo o interior. À entrada foram distribuídas cerejas!
Descemos à estrada N214 atravessando-a em direção ao ribeiro da Verga. O percurso estendeu-se por uma zona bastante plana em direção a sudoeste entrando nos pomares de macieiras perto da barragem da Barragem de Fontelonga. Foi pena não terem prevista a passagem junto da barragem, talvez até visitar a fraga das ferraduras, ali próxima. Mesmo sem estes atrativos a paisagem estava fantástica e em o estado do tempo instável perturbava a caminhada.
Numa curva do percurso esperava-nos o reforço. Sumo, fruta, água, sandes e madalenas eram os géneros disponíveis. A paragem foi curta e o grupo não chegou a juntar-se. À medida que chegaram partiam em grupos mais pequenos, com dois percursos alternativos: um de 9 quilómetros, outro de 12 quilómetros. Optei pelo mais longo e acho que fiz uma boa escolha. À medida que o caminho se aproximava de Selores, foi percorrendo áreas mais arborizadas, com pinheiros e giestas em flor. À distância via-se o castelo de Ansiães vigilante do vale do Douro, fronteira to território do concelho. Foi a parte do percurso que mais apreciei.
Ao som de cânticos dos escuteiros seguimos até que o caminho fletiu para sueste, ao encontro da estrada Fontelonga - Besteiros. Foi percorrendo esta estrada que atingimos a aldeia. Embora o percurso fosse agora ascendente, quase não se deu por isso.
Atravessámos a aldeia para seguirmos depois em direção ao pinocro, que em Fontelonga dizem pinoco!
A azáfama já era grande com os preparativos para dar de comer a mais de 220 pessoas. Os assadores já estavam acessos e as mesas e cadeiras preparadas. Formaram-se filas para o caldo verde, para a feijoada e para a carne assada. O vinho era bom, o ambiente animado e a companhia bem disposta. Não faltou mesmo a música pimba para dar o ambiente de um arraial.
Estão de parabéns os organizadores do evento. Conseguiram mobilizar um grande número de participantes e tudo correu às mil maravilhas. O Sr. presidente da Junta de Freguesia de Carrazeda (com raízes em Fontelonga) mostrou-se bastante satisfeito com adesão e com a forma como tudo decorreu. As experiência de partilha da organização com Fontelonga foi positiva proporcionando além da caminhada momentos de convívio entre pessoas de vários pontos do concelho e de várias faixas etárias. Esta foi a caminhada que teve gente mais jovem, de todas as que participei.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
III Passeio Pedestre - Carrazeda/Fontelonga (1)
Ainda não tive tempo para escrever algumas linhas sobre o III Passeio Pedestre que aconteceu no dia 27 de Maio, em Carrazeda de Ansiães, organizado pelas Juntas de Freguesia de Carrazeda de Ansiães e Fontelonga. Entretanto, e como o tempo passa, adianto algumas fotografias que já fui pondo a circular na página do Facebook que criei, dedicada ao concelho de Carrazeda de Ansiães.
Só há aqui fotografias junto à sedes da Junta de Freguesia em Carrazeda de Ansiães e depois já no parque de merendas junto ao Pinoco, na Fontelonga. O caminho foi longo e cheiro de paisagens bonitas, que espero mostrar.
O almoço foi do melhor, num espaço que estava preparado para nos receber. Até o S. Pedro ajudou, com uma temperatura mais amena do que aquela que eu esperava encontrar no ponto mais elevado do concelho.
Só há aqui fotografias junto à sedes da Junta de Freguesia em Carrazeda de Ansiães e depois já no parque de merendas junto ao Pinoco, na Fontelonga. O caminho foi longo e cheiro de paisagens bonitas, que espero mostrar.
O almoço foi do melhor, num espaço que estava preparado para nos receber. Até o S. Pedro ajudou, com uma temperatura mais amena do que aquela que eu esperava encontrar no ponto mais elevado do concelho.
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