No dia 24 de junho realizou-se em Beira Grande o II Passeio Pedestre, com o nome de II Caminhada por Terras de Beira Grande. À tarde realizaram-se atividades relacionadas com o S. João.
A primeira realização do evento teve lugar mais cedo, a 12 de junho de 2011, mas, como este ano se realizaram um conjunto pouco habitual de caminhadas e percursos pedestres, o calendário foi ficando mais preenchido e não foi fácil conseguir encaixar mais uma. Ainda bem que há esta preocupação, porque os caminheiros gostam de poder participar e é mais fácil se não houver sobreposição.
Apesar do calor que já se fazia sentir, a freguesia de Beira Grande tem atrativos mais do que suficientes para proporcionar percursos com paisagens lindíssimas e eu não queria desperdiçar esta oportunidade.
A concentração aconteceu pelas 8 da manhã junto ao largo da Igreja Matriz. Como vem sendo habitual, o mini autocarro da Câmara Municipal transportou um grupo de caminhantes desde Carrazeda, mas os habitantes locais, de distintas faixas etárias, também marcaram presença.
Mesmo com uma deficiente publicitação inscreveram-se perto de 60 pessoas.
Depois de distribuídos um boné e uma t-shirt alusivos ao evento, e feitas algumas observações pelo Presidente da Junta de Freguesia, o grupo arrancou para a Costa, o monte onde se situa Nª Sª da Costa, de Seixo de Ansiães. As marcações estavam feitas com fitas, não era recomendável que as pessoas caminhassem isoladas, sob pena de se perderem do grupo.
Desde cedo que o sol mostrou a sua fúria e perseguiu os caminhantes de forma persistente até final da caminhada.
O percurso estendeu-se pelo Campo, Vale Curvado, Almares, Formarigo, Fonte das Vinhas e Cascalheira. No alto da encosta, a 600 metros de altitude, adivinhar-se o vale, com o Douro, mas não se via. Quando se entrou numa zona descendente começaram a aparecer as vinhas, aquelas que justificam o nome de Alto Douro Vinhateiro. Devemos ter passado perto de um marco geodésico, do Arejadouro, mas não o vi. Em determinados pontos deu também para apreciar Lavandeira e o altaneiro castelo de Ansiães. Avistavam-se algumas aldeias do outro lado do rio, mas o meu conhecimento geográfico dessa área é mais reduzido do que o que tenho do concelho de Carrazeda.
O reforço foi servido numa curva acentuada do caminho. Desse ponte avistava-se o rio Douro quase até à estação de Freixo de Numão. Reconheci Coleja, Pinhal do Douro e a famosa queda de água, entre elas. O ano vai seco e não se avistava água alguma. Também se encontrava completamente envolta em sombra. Os olhos conhecedores de alguns habitantes da aldeia, trabalhadores do campo, reconheciam sem esforço todas as quintas em redor. Alguns nomes são-me familiares: Quinta da Coelheira, Quinta da Sª da Ribeira, Quinta do Comparado, Quinta do Vesúvio, já do lado de lá do rio, foram algumas das que se avistaram.
Os participantes temiam as horas de calor e não estavam muito dispostos a admirar a paisagem, com muita pena minha. Por isso, fui ficando na retaguarda do "pelotão", esquecendo o grupo e usufruindo das vistas únicas, razão forte da minha participação nesta caminhada.
Estávamos perto de atingir o ponto de menor altitude, 360 metros. A ambulância dos bombeiros não tinha mais condições para acompanhar os participantes e desceu até à Quinta do Comparado, para subir pela estrada (bem que eu gostava de ir nela até ao miradouro!). A certa altura apercebe-mo-nos que algumas pessoas estavam a gesticular na encosta, do outro lado do vale! Três jovens tinham-se enganado no caminho e seguido em frente, quando era preciso voltar à direita. Depois de se aperceberam que estavam sozinhos, voltaram para trás, mas já não encontraram ninguém. Por sorte, nós, os últimos do grupo, vimo-los. Foram auxiliados, mas estavam bastante fatigados e assustados.
Resolvido este contratempo e imaginando o resto do grupo a alguns quilómetros de distância, só restava seguir calmamente, doseando o esforço, porque estávamos a subir e a temperatura já era muito alta. Passámos por Vais, Fonte D'Ouro, Cusqueira, Eiras e Lameirinha. Quando chegámos à estrada, perto da ribeira do Síbio, o autocarro esperava-nos. Estávamos a 2 km de Beira Grande e ainda era relativamente cedo (11 horas). Decidimos fazer o percurso até à aldeia a pé. Pelo caminhos encontrámos um simpático casal transportado numa carroça puxada por um burrico. A conversa com eles "encurtou" o caminho.
O almoço foi servido na sede da Junta de Freguesia, que não é mais do a primeira Escola Primária da aldeia, recuperada. Da ementa constou sopa (caldo verde ou canja, à escolha) e rancho. Havia vinho, cerveja, sumo e água à descrição. Como sobremesa foi servido melão, maçãs, peras e cerejas.
Ao grupo de caminheiros juntaram-se mais algumas pessoas, que encheram o salão. O almoço decorreu com muito boa disposição e sem pressas. Aliás tão devagar que no final começaram a servir sardinhas assadas e barriga de porco que estavam previstas para a tarde, no convívio das festas de S. João.
Como balanço desta caminhada há vários aspetos que podem ser realçados. O montante pago, 8 €, depois reduzido a 7, foi o mais elevado das caminhadas da temporada e acabou por afastar algumas pessoas; o percurso foi muito bom, quer no traçado quer na extensão, dadas as condições climatéricas existentes; o apoio dos bombeiros e fornecimento de água esteve muito bem.
Um aspeto que não posso deixar de realçar foi a simpatia e boa disposição da população de Beira Grande e do seu Presidente (que desfez a errada ideia com que tinha ficado na festa de S. António).
Aproveitei o facto de estar na aldeia para fazer um largo passeio, conversei com muitas pessoas, mas isso é assunto para outras reportagens.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Inauguração do Moinho de Vento
No dia 17 de Junho Carrazeda de Ansiães pode assistir à invulgar visão do seu moinho de vento a girar. Depois de um processo de aquisição e recuperação, com um orçamento de 97 mil euros (financiado em 50% por fundos comunitários) a inauguração aconteceu finalmente.
Às 17 horas foi inaugurada a exposição de pintura Moinhos de Vento, de António Santos Silva. Este pintor, natural de Castro (Valpaços), foi emigrante em França dedicando-se atualmente à pintura e restauro de imóveis.
A exposição integra 16 telas sobre a temática dos moinhos de vento. Além de moinhos há telas que mostram moleiros e mais pormenores da engrenagem.
A exposição vai estar patente na Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães entre os dias 17 de Junho e 20 de Julho.
Depois da inauguração oficial e do Porto de hora a comitiva dirigiu-se para o moinho de vento onde já havia algumas centenas de pessoas para assistirem a inauguração.
O moinho de vento de Carrazeda é um dos 3 que existiram no concelho: um em Carrazeda, outro em Mogo de Malta e o terceiro em Vilarinho da Castanheira. A juntar a este conjunto, há ruínas de mais dois moinhos de vento em Lousa, no concelho de Torre de Moncorvo.
Este moinho foi construido em 1900 e funcionou cerca de 10 anos. Desde então para cá foi-se degradando tendo a maior parte das pessoas apenas memória das ruínas.
O edil de Carrazeda apostou na recuperação desta estrutura de forma a criar uma rede de elementos culturais como o castelo de Ansiães, os moinhos de água de Vilarinho da Castanheira, tendo em vista a atração de mais visitantes ao concelho.
A recuperação foi levada a cabo por construtores e obreiros da região, sendo necessário um processo de investigação, quer a nível do pessoal técnico da autarquia, quer dos trabalhadores, por forma a concluir com êxito a tarefa.
Por sorte, e mercê da estudada implementação do moinho, o tempo esteve favorável e o vento soprou com força, mais do que suficiente, chegando a ser necessário refrear, pelo mecanismo adequado, a velocidade de rotação do engenho. Quanto mais velocidade a vela adquiria mais os olhos das pessoas se enchiam de admiração, pois não é uma coisa a que estejam habituados.
Existe no local uma placa explicativa sobre moinhos de vento, com a tipologia e a cronologia deste monumento. É bastante educativa porque apresenta também a constituição dos moinhos de vento. Esta informação está disponível num desdobrável que foi distribuído no local e que, certamente os serviços do Turismo disponibilizaram a quem desejar..
As visitas ao moinho de vento de Carrazeda de Ansiães podem ser efetuadas através de marcação no GAM – Gabinete de Apoio ao Munícipe ou pelos números de telefone 278 610 200 ou 913875116.
Não fazendo parte do programa oficial, mas também com bastante adesão foi a confeção de um porco no espeto e a sua distribuição à população de forma gratuita.
Este convívio gastronómico iniciou-se bastante cedo. Antes das 3 da tarde já o bicho apresentava a assadura necessária para serem cortadas as primeiras lascas. O pão e o vinho chegaram logo a seguir e, apesar das muitas pessoas que por ali passaram e que saborearam o petisco, às 20 horas ainda sobrava uma boa quantidade de carne e alguns garrafões de vinho.
Ao que consegui apurar o porco no espeto foi oferecido pela empresa Construções Armando Matos, Unip., Lda de Paradela, freguesia de Pombal.
Às 17 horas foi inaugurada a exposição de pintura Moinhos de Vento, de António Santos Silva. Este pintor, natural de Castro (Valpaços), foi emigrante em França dedicando-se atualmente à pintura e restauro de imóveis.
A exposição integra 16 telas sobre a temática dos moinhos de vento. Além de moinhos há telas que mostram moleiros e mais pormenores da engrenagem.
A exposição vai estar patente na Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães entre os dias 17 de Junho e 20 de Julho.
Depois da inauguração oficial e do Porto de hora a comitiva dirigiu-se para o moinho de vento onde já havia algumas centenas de pessoas para assistirem a inauguração.
O moinho de vento de Carrazeda é um dos 3 que existiram no concelho: um em Carrazeda, outro em Mogo de Malta e o terceiro em Vilarinho da Castanheira. A juntar a este conjunto, há ruínas de mais dois moinhos de vento em Lousa, no concelho de Torre de Moncorvo.
Este moinho foi construido em 1900 e funcionou cerca de 10 anos. Desde então para cá foi-se degradando tendo a maior parte das pessoas apenas memória das ruínas.
O edil de Carrazeda apostou na recuperação desta estrutura de forma a criar uma rede de elementos culturais como o castelo de Ansiães, os moinhos de água de Vilarinho da Castanheira, tendo em vista a atração de mais visitantes ao concelho.
A recuperação foi levada a cabo por construtores e obreiros da região, sendo necessário um processo de investigação, quer a nível do pessoal técnico da autarquia, quer dos trabalhadores, por forma a concluir com êxito a tarefa.
Por sorte, e mercê da estudada implementação do moinho, o tempo esteve favorável e o vento soprou com força, mais do que suficiente, chegando a ser necessário refrear, pelo mecanismo adequado, a velocidade de rotação do engenho. Quanto mais velocidade a vela adquiria mais os olhos das pessoas se enchiam de admiração, pois não é uma coisa a que estejam habituados.
Existe no local uma placa explicativa sobre moinhos de vento, com a tipologia e a cronologia deste monumento. É bastante educativa porque apresenta também a constituição dos moinhos de vento. Esta informação está disponível num desdobrável que foi distribuído no local e que, certamente os serviços do Turismo disponibilizaram a quem desejar..
As visitas ao moinho de vento de Carrazeda de Ansiães podem ser efetuadas através de marcação no GAM – Gabinete de Apoio ao Munícipe ou pelos números de telefone 278 610 200 ou 913875116.
Não fazendo parte do programa oficial, mas também com bastante adesão foi a confeção de um porco no espeto e a sua distribuição à população de forma gratuita.
Este convívio gastronómico iniciou-se bastante cedo. Antes das 3 da tarde já o bicho apresentava a assadura necessária para serem cortadas as primeiras lascas. O pão e o vinho chegaram logo a seguir e, apesar das muitas pessoas que por ali passaram e que saborearam o petisco, às 20 horas ainda sobrava uma boa quantidade de carne e alguns garrafões de vinho.
Ao que consegui apurar o porco no espeto foi oferecido pela empresa Construções Armando Matos, Unip., Lda de Paradela, freguesia de Pombal.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
II Passeio Pedestre - Parambos
A Comissão de Festas de S Bartolomeu, em Parambos, organizou no dia 17 de Junho um passeio pedestre.
No corrente ano têm havido uma adesão invulgar à realização destes eventos, com reflexos muito positivos na adesão das pessoas, mas Parambos já não é pioneira na organização destas eventos, em que já tive o prazer de participar anteriormente. Talvez a novidade este ano tenha sido a maior abertura a pessoas de fora da aldeia, uma vez que as gentes de Parambos já estão "habituadas" e aderem com muita facilidade e entusiasmo.
A concentração aconteceu na sede do Sporting Clube de Parambos às 7 e meia da manhã. Sabemos a (má) fama que temos no cumprimento de horários, mas tem vantagem chegar cedo; apreciar (mas não comer) o farto pequeno almoço que já estava a ser preparado. Tivemos também tempo para uma visita guiada ao "covil" do leão, agradeço ao amigo Helder Seixas.
Quando o grupo se compôs, atacámos o pequeno almoço, e desta vez não foi só com a objetiva. Havia de tudo o que faz esquecer o regime, mas, talvez a maior parte destes caminheiros estejam pouco interessados no regime, ou então muito preocupados com o "combustível" para os quilómetros, porque o pequeno almoço foi substancial.
Depois de "merenda comida" é difícil segurar o grupo.
Fomos à rua dos Quinteiros ver "o Parambos", um deles, porque o outro está no fontanário. A primeira paragem foi na igreja matriz, com direito a uma bem preparada resenha história por parte da Srª. Dr.ª arqueóloga do Município.
Não tinha memória do interior da igreja, mas fiquei impressionado, quer pela talha dos altares (infelizmente bastante deteriorada), quer pelas pinturas dos caixotes do teto da nave da igreja. É um monumento que merece ser admirado com mais calma e, de certeza, que voltarei a visitá-lo.
Não fazia ideia do traçado do percurso nem da sua extensão, por isso, apenas me deixei levar pelo grupo. Tinha alguma esperança de admirar as encostas do Tua, Castanheiro, Ribalonga, etc. mas quando se organizam várias caminhadas, há a preocupação de não repetir os percursos anteriores e essas paisagens fizeram parte das primeiras edições. O importante é seguir com os sentidos bem desperto e, para mim, que gosto, com o dedo no "gatilho".
As marcações estavam bem feitas, não no final do percurso, onde os mais fatigados atalharam, porque conheciam os caminhos. Mas não há mal nenhum nisso, não há prémios e todas as pessoas estão ali para se divertirem.
Pouco tempo depois voltámos a Parambos, junto à capela de S. Pedro, para depois visitarmos um dos mais conhecidos conjunto de gravuras rupestres do concelho, a Fonte de Seixas. Esta designação é a oficial, consta nos guias do concelho e nas cartas militares, mas as designações Murancho e, sobretudo Castareja são bastante interessantes. É evidente a relação que existe entre Castareja e castreja ou de castro, o que relaciona as gravuras com um povoado anterior a Parambos, muito antes da história das formigas.
Houve uma abordagem histórica às gravuras, por parte da especialista e a oportunidade de repor as reservas de água e morder uma doce maçã.
Depois da partida da Fonte de Seixas o grupo foi-se fragmentando. Estava um dia muito quente, havia pessoas com mais idade, crianças, nem todos conseguiam seguir ao mesmo ritmo. Também eu me fui distanciando, mais absorvido pelas cores da natureza, do que pelos companheiros de caminhada.
Atravessámos a ribeira do Ribeiral e seguimos por entre árvores de fruta até em direção a Arnal. Cheguei a pensar que subiríamos à Nª Sª da Paixão, mas houve mais uma mudança de direção e fomos para Misquel. Contornámos a aldeia por nascente, entrando nela junto à capela do Divino Espírito Santo. Ninguém se lembrou, mas seria interessante tê-la aberto para apreciarmos a remodelação verificada há um ano atrás. A pessoas que seguiam comigo nunca tinham estado em Misquel e, não se sabe se voltaram.
Por esta altura já se notava algum cansaço. Os campos eram fantásticos, os caminhos bem escolhidos. Gostei particularmente de um troço junto à ribeira da Praçaria, onde foi limpo um caminho tradicional, possivelmente para nós passarmos.
O grupo estava muito disperso, mas já se agradeciam mais pontos de distribuição de água. À medida que entramos em meses mais quentes é necessário pensar em multiplicar os pontos de distribuição de água ao longo da caminhada. Nem toda a gente carrega água consigo, e, também acaba por pesar.
Perto do meio dia cheguei ao Cabeço. A azáfama já era muita e os cheiros a grelhado entrelaçavam-se com os da resina do pinheiros. Não levaram a tentação avante e, mesmo sendo o último, não quis perder a oportunidade de conhecer a pequena capela de Nª Sª da Assunção e da sua história. A capelinha foi inaugurada em agosto de 2008. Nª Sª antes de aparecer ajunto a Vilas Boas e depois no Cabeço (também em Vilas Boas), apareceu aqui, e este lugar foi palco de peregrinações. Para além das crenças e lendas o Cabeço é também um lugar de muitas recordações de infância (talvez de outras), de muitas pessoas da aldeia.
É uma cadeirinha de granito, um escorrega, a fraga que "chora", etc., muitas curiosidades num só espaço muito bonito.
Vale a pena subir ao Cabeço, a paisagem é deslumbrante.
Vencido pelo cansaço desci ao local do repasto. A mesa estava posta e a azafama era muita, quer na confeção quer na degustação, porque os quilómetros percorridos tinham aberto um buraco na barriga dos participantes e sendo necessário tapá-lo.
Havia sardinhas, carne assada, bifanas e, sobretudo, muita alegria que a música bem ao estilo pimba, transformava em arraial popular. De início o pessoal "de serviço" teve dificuldade em acompanhar o ritmo dos comensais, mas, estes foram-se acomodando, falando já mais do que comiam. Veio o melão, as maçãs e "lavaram-se" os dentes com um copo de tinto. A tarde estava terminada.
Descemos à aldeia meia adormecida no calor da tarde e tomámos um café. Com este gesto demos por terminado o II Passeio Pedestre de S. Bartolomeu. Foi uma manhã muito bem passada. Pela minha parte gostei de conhecer melhor o termo da freguesia, apreciei, a paisagem, a flora e o património. A gastronomia e o calar humano também foram excecionais.
Parabéns à organização. O pequeno almoço, o almoço, as marcações do percurso, o apoio dos bombeiros, etc. esteve 5 estrelas. Não faltaremos ao III.
No corrente ano têm havido uma adesão invulgar à realização destes eventos, com reflexos muito positivos na adesão das pessoas, mas Parambos já não é pioneira na organização destas eventos, em que já tive o prazer de participar anteriormente. Talvez a novidade este ano tenha sido a maior abertura a pessoas de fora da aldeia, uma vez que as gentes de Parambos já estão "habituadas" e aderem com muita facilidade e entusiasmo.
A concentração aconteceu na sede do Sporting Clube de Parambos às 7 e meia da manhã. Sabemos a (má) fama que temos no cumprimento de horários, mas tem vantagem chegar cedo; apreciar (mas não comer) o farto pequeno almoço que já estava a ser preparado. Tivemos também tempo para uma visita guiada ao "covil" do leão, agradeço ao amigo Helder Seixas.
Quando o grupo se compôs, atacámos o pequeno almoço, e desta vez não foi só com a objetiva. Havia de tudo o que faz esquecer o regime, mas, talvez a maior parte destes caminheiros estejam pouco interessados no regime, ou então muito preocupados com o "combustível" para os quilómetros, porque o pequeno almoço foi substancial.
Depois de "merenda comida" é difícil segurar o grupo.
Fomos à rua dos Quinteiros ver "o Parambos", um deles, porque o outro está no fontanário. A primeira paragem foi na igreja matriz, com direito a uma bem preparada resenha história por parte da Srª. Dr.ª arqueóloga do Município.
Não tinha memória do interior da igreja, mas fiquei impressionado, quer pela talha dos altares (infelizmente bastante deteriorada), quer pelas pinturas dos caixotes do teto da nave da igreja. É um monumento que merece ser admirado com mais calma e, de certeza, que voltarei a visitá-lo.
Não fazia ideia do traçado do percurso nem da sua extensão, por isso, apenas me deixei levar pelo grupo. Tinha alguma esperança de admirar as encostas do Tua, Castanheiro, Ribalonga, etc. mas quando se organizam várias caminhadas, há a preocupação de não repetir os percursos anteriores e essas paisagens fizeram parte das primeiras edições. O importante é seguir com os sentidos bem desperto e, para mim, que gosto, com o dedo no "gatilho".
As marcações estavam bem feitas, não no final do percurso, onde os mais fatigados atalharam, porque conheciam os caminhos. Mas não há mal nenhum nisso, não há prémios e todas as pessoas estão ali para se divertirem.
Pouco tempo depois voltámos a Parambos, junto à capela de S. Pedro, para depois visitarmos um dos mais conhecidos conjunto de gravuras rupestres do concelho, a Fonte de Seixas. Esta designação é a oficial, consta nos guias do concelho e nas cartas militares, mas as designações Murancho e, sobretudo Castareja são bastante interessantes. É evidente a relação que existe entre Castareja e castreja ou de castro, o que relaciona as gravuras com um povoado anterior a Parambos, muito antes da história das formigas.
Houve uma abordagem histórica às gravuras, por parte da especialista e a oportunidade de repor as reservas de água e morder uma doce maçã.
Depois da partida da Fonte de Seixas o grupo foi-se fragmentando. Estava um dia muito quente, havia pessoas com mais idade, crianças, nem todos conseguiam seguir ao mesmo ritmo. Também eu me fui distanciando, mais absorvido pelas cores da natureza, do que pelos companheiros de caminhada.
Atravessámos a ribeira do Ribeiral e seguimos por entre árvores de fruta até em direção a Arnal. Cheguei a pensar que subiríamos à Nª Sª da Paixão, mas houve mais uma mudança de direção e fomos para Misquel. Contornámos a aldeia por nascente, entrando nela junto à capela do Divino Espírito Santo. Ninguém se lembrou, mas seria interessante tê-la aberto para apreciarmos a remodelação verificada há um ano atrás. A pessoas que seguiam comigo nunca tinham estado em Misquel e, não se sabe se voltaram.
Por esta altura já se notava algum cansaço. Os campos eram fantásticos, os caminhos bem escolhidos. Gostei particularmente de um troço junto à ribeira da Praçaria, onde foi limpo um caminho tradicional, possivelmente para nós passarmos.
O grupo estava muito disperso, mas já se agradeciam mais pontos de distribuição de água. À medida que entramos em meses mais quentes é necessário pensar em multiplicar os pontos de distribuição de água ao longo da caminhada. Nem toda a gente carrega água consigo, e, também acaba por pesar.
Perto do meio dia cheguei ao Cabeço. A azáfama já era muita e os cheiros a grelhado entrelaçavam-se com os da resina do pinheiros. Não levaram a tentação avante e, mesmo sendo o último, não quis perder a oportunidade de conhecer a pequena capela de Nª Sª da Assunção e da sua história. A capelinha foi inaugurada em agosto de 2008. Nª Sª antes de aparecer ajunto a Vilas Boas e depois no Cabeço (também em Vilas Boas), apareceu aqui, e este lugar foi palco de peregrinações. Para além das crenças e lendas o Cabeço é também um lugar de muitas recordações de infância (talvez de outras), de muitas pessoas da aldeia.
É uma cadeirinha de granito, um escorrega, a fraga que "chora", etc., muitas curiosidades num só espaço muito bonito.
Vale a pena subir ao Cabeço, a paisagem é deslumbrante.
Vencido pelo cansaço desci ao local do repasto. A mesa estava posta e a azafama era muita, quer na confeção quer na degustação, porque os quilómetros percorridos tinham aberto um buraco na barriga dos participantes e sendo necessário tapá-lo.
Havia sardinhas, carne assada, bifanas e, sobretudo, muita alegria que a música bem ao estilo pimba, transformava em arraial popular. De início o pessoal "de serviço" teve dificuldade em acompanhar o ritmo dos comensais, mas, estes foram-se acomodando, falando já mais do que comiam. Veio o melão, as maçãs e "lavaram-se" os dentes com um copo de tinto. A tarde estava terminada.
Descemos à aldeia meia adormecida no calor da tarde e tomámos um café. Com este gesto demos por terminado o II Passeio Pedestre de S. Bartolomeu. Foi uma manhã muito bem passada. Pela minha parte gostei de conhecer melhor o termo da freguesia, apreciei, a paisagem, a flora e o património. A gastronomia e o calar humano também foram excecionais.
Parabéns à organização. O pequeno almoço, o almoço, as marcações do percurso, o apoio dos bombeiros, etc. esteve 5 estrelas. Não faltaremos ao III.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
À Descoberta de Belver (2)
Ontem disponibilizei a tarde para dar um largo passeio por Belver. A
ideia era explorar ruas, becos e travessas e, se possível, estabelecer
diálogo com as pessoas para me ajudarem a conhecer melhor a aldeia.
Fui surpreendido, positivamente, (a maior parte das vezes) com aquilo que encontrei. É uma aldeia muito romântica, onde o granito domina, cheia de becos e ruelas com de histórias para serem contadas.
Encontrei pouca gente.
Tentei observar as casas de longe e afastei-me.
Os campos ainda estão verdes, por pouco tempo, e maior parte deles abandonados ou utilizados apenas para pastagem. O barulho do motor de rega levou-me ao passado e quase senti a água fresca a escorrer-me por entre os dedos dos pés descalços, no rego, entre as batateiras.
Ouviam-se chocalhos de vacas e ovelhas e o colorido das flores atraiu o meu olhar.
Depois de algumas horas a deambular pelos campos, voltei à aldeia.
Visitei o moinho de água, a igreja e a capela do Santo Cristo.
Bebi um copo de vinho numa adega fresca.
Infelizmente o dia tinha passado e já as paredes das casas da Praça estavam pintadas do amarelo que antecede o adormecer do sol.
Parti com mil imagens ao tiracolo e o peito cheio de emoções.
Sou muito feliz, nem todos podem saborear momentos assim.
Fui surpreendido, positivamente, (a maior parte das vezes) com aquilo que encontrei. É uma aldeia muito romântica, onde o granito domina, cheia de becos e ruelas com de histórias para serem contadas.
Encontrei pouca gente.
Tentei observar as casas de longe e afastei-me.
Os campos ainda estão verdes, por pouco tempo, e maior parte deles abandonados ou utilizados apenas para pastagem. O barulho do motor de rega levou-me ao passado e quase senti a água fresca a escorrer-me por entre os dedos dos pés descalços, no rego, entre as batateiras.
Ouviam-se chocalhos de vacas e ovelhas e o colorido das flores atraiu o meu olhar.
Depois de algumas horas a deambular pelos campos, voltei à aldeia.
Visitei o moinho de água, a igreja e a capela do Santo Cristo.
Bebi um copo de vinho numa adega fresca.
Infelizmente o dia tinha passado e já as paredes das casas da Praça estavam pintadas do amarelo que antecede o adormecer do sol.
Parti com mil imagens ao tiracolo e o peito cheio de emoções.
Sou muito feliz, nem todos podem saborear momentos assim.
I Festa da Cereja - Amedo (II)
Mais um conjunto de fotografias da I Festa da Cereja realizada em Amedo no dia 10 de Junho de 2012.
Na primeira fotografia vemos uma panorâmica parcial da aldeia do Amedo. Ao centro um dos núcleos habitacionais principais uma vez que o povoamento está dividido em vários núcleos levando as pessoas a falarem "7 Amedos".
Na segunda fotografias vemos os cozinheiros a tratarem da saúde ao porco. A carne estava muito tenrinha e bem temperada. Penso que toda a gente adorou.
Houve também uma quermesse. Arrisquei algumas moedas e consegui ficar com alguns rebuçados no bolso e uma pequena recordação feota em croché. É um pequeno galo a envolver um copo plástico. Não percebi bem qual é a utilidade, mas é engraçado. Quase todos os objetos foram comprados. Não sei se foi da crise mas não vi muito entusiasmo na compra dos papelinhos enrolados.
O porco era bastante grande mas (da carne) nada sobrou. As pessoas eram muitas e ao longo da tarde foram-se comendo as pequenas lascas de carne acompanhada por salada.
Pareceu-me que faltou a fruta, pelo menos não a vi.
Foram bons momentos passados no Amedo.
Na primeira fotografia vemos uma panorâmica parcial da aldeia do Amedo. Ao centro um dos núcleos habitacionais principais uma vez que o povoamento está dividido em vários núcleos levando as pessoas a falarem "7 Amedos".
Na segunda fotografias vemos os cozinheiros a tratarem da saúde ao porco. A carne estava muito tenrinha e bem temperada. Penso que toda a gente adorou.
Houve também uma quermesse. Arrisquei algumas moedas e consegui ficar com alguns rebuçados no bolso e uma pequena recordação feota em croché. É um pequeno galo a envolver um copo plástico. Não percebi bem qual é a utilidade, mas é engraçado. Quase todos os objetos foram comprados. Não sei se foi da crise mas não vi muito entusiasmo na compra dos papelinhos enrolados.
O porco era bastante grande mas (da carne) nada sobrou. As pessoas eram muitas e ao longo da tarde foram-se comendo as pequenas lascas de carne acompanhada por salada.
Pareceu-me que faltou a fruta, pelo menos não a vi.
Foram bons momentos passados no Amedo.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Associação do Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães
Gosto muito desta fotografia que tirei a dois elementos da Associação do Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães, em Beira Grande. Não conhecia este grupo, mas, em poucos dias assisti a duas duas atuações suas.
As suas musicas e danças transpiram alegria e o folclore é uma manifestação artística e cultural como qualquer outra. É importante acarinhar e incentivar estes grupos e este em especial porque integra um bom conjunto de crianças.
As duas fotografias anteriores foram tiradas na festa S. António, na Beira Grande, mas a seguinte foi no Amedo, durante a I Festa da Cereja de que também dei notícia neste blogue.
Mais fotografias do Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães:
As suas musicas e danças transpiram alegria e o folclore é uma manifestação artística e cultural como qualquer outra. É importante acarinhar e incentivar estes grupos e este em especial porque integra um bom conjunto de crianças.
As duas fotografias anteriores foram tiradas na festa S. António, na Beira Grande, mas a seguinte foi no Amedo, durante a I Festa da Cereja de que também dei notícia neste blogue.
Mais fotografias do Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães:
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