domingo, 20 de janeiro de 2008

Afogar um rio

Este pequeno pedaço de natureza é o Rio Tua logo por cima da ponte na Brunheda. Vemos a estação do comboio e um pequeno troço da linha.
Está quase certo que vão afogar o rio e a linha. Os autarcas que temos estão preocupados em fazer um bom negócio! "Vendem" a linha do comboio, vendem o rio, vendem a alma, só não sei a troco de quê. Chalaças de desenvolvimento estou farto de ouvir. Estamos tão longe que até o desenvolvimento não descobriu como cá chegar! Agora alguns políticos inteligentes, descobriram que temos que ser solidários com o país. Quando é que a EDP começa a ser solidária?

6 comentários:

piloto disse...

E se o povo TRANSMONTANO mostra-se a esses senhores a raça que lhes corre nas veias ou ja ñ ha Dons Afonsos Henriques em Portugal (dizem que o ultimo foi o Salazar),é preciso enraibecer e fazer com Viriato correr com eles (mas a sempre um traidor e neste caso o senhor presidente camarario)das nossas ilustres terras.

Anónimo disse...

Não acredito nisto e onde estão os Media e o povo pra barrar esta besteira .
Parece aquelas autoestradas que foram feitas e nao servem a ninguem...passam os dias vazias enqunto toda natureza foi abaixo.

Não estou por dentro dos fatos e vou procurar saber.

Hoje descobri este blog que ja esta nos meus favoritos .

abraços d´outro lado do Atântico .

at ento disse...

Olá.
Por mim, voto não à Barragem e viva a paisagem única e ao natural que cada vez escasseia mais no mundo europeu.
Se valorizarmos a paisagem estamos a valorizar um património que devemos deixar para os vindouros, pois nós não somos senhores da terra, apenas gestores e desta gestão seremos julgados pelos Cidadãos de amanhã.
Saudações com amizade.
At Ento

Mario disse...

in Diário de Noticias 02/02/2008

A ALDEIA DAS PROMESSAS


João Marcelino
1 Por estes dias, um cidadão tomou a palavra no DN para se afirmar candidato a "apertar o pescoço ao Sócrates e ao Durão, porque o PS e o PSD foram ambos responsáveis pelo estado lastimável a que chegámos". Assim, brutal.

Estaria ele a fazer chicana política? Não. Quereria, então, protestar contra a Guerra do Iraque, os voos da CIA ou, até, contra os resultados da presidência portuguesa da União Europeia? Também não. Seria, ao menos, um descrente perigoso e contumaz das virtudes da governação do imenso bloco central que ilustra a tendência bem portuguesa para fugir aos terríveis perigos da direita e da esquerda bem assumidas? Nem isso.

Francisco Oliveira é, apenas, um alentejano desiludido - com os políticos e com o País.

O destino quis que se tornasse presidente da Aldeia da Luz. E ele, ao leme de um processo doloroso que levou um aglomerado de 360 pessoas a mudar de lugar em nome do interesse geral, acreditou nas promessas que lhe fizeram. Sonhou, pois, em desfrutar de coisas tão extravagantes como uma adega cooperativa, um posto de recolha de azeitona, um embarcadouro (ele disse marina), um lar de idosos, enfim, luxos que tornassem menos pesada a vida. E como lhe prometeram...

Mas o Estado português habituou-se a nem sempre cumprir. Os políticos dizem mas não fazem, a tesouraria não paga a tempo e muito menos admite os juros que em caso contrário exige. Além do mais, vá lá saber-se porquê, o País acha-se no direito de se reinventar com cada governante. Há um antes e um depois, sendo que em cada eleição o contador é posto a zero.

Neste caso concreto, entre o Estado e os habitantes da Aldeia há uma Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva (EDIA) à espera, todos estes anos depois, de "um relatório" para saber o que falta construir e o que deve ainda obrigatoriamente fazer.

José Sócrates, que nos últimos dias foi ao Alqueva ver como estão os grandes projectos turísticos anunciados para o imenso lago, tem aqui um óptimo pretexto para dar uma lição: remodelar o desleixo. Demonstrar que é o primeiro-ministro de ricos e de pobres. E a seguir, quando for possível, pode fazer um desvio e parar na Aldeia da Luz. Será, com certeza, bem recebido. Assim ele julgue ser essa a sua obrigação.

2 Não é rigoroso falar em remodelação. Houve, sim, um despedimento, com justa causa, do ministro da Saúde, técnico competente, político nada hábil. A prioridade, tornada urgente pela gritaria nas ruas, foi acalmar o povo, e só porque era absolutamente necessário se prestou vassalagem aos agentes culturais, e também aos pseudo. De uma penada, a ala esquerda do PS teve duas vitórias. Resta saber se isso será suficiente para Manuel Alegre renunciar à vertigem que parece consumi-lo: a de lançar um movimento que, pela terceira vez (depois da sua campanha a Belém e da candidatura de Helena Roseta a Lisboa), prove existir um outro PS, ainda capaz de mobilizar a utopia. A maioria do PS, como parece evidente, não resistiria a tanto. E Alegre resistirá a esse apelo?

Pelo estilo, Marinho Pinto é um bastonário fiel a quem o elegeu: os advogados que não têm sociedades montadas para mamar na teta do Estado e dos grandes negócios. Resta saber se conseguirá dar o salto que coloque as suas denúncias, genéricas mas muito aplaudidas, a salvo de um populismo sem sentido nem futuro.

PARA MEMÒRIA FUTURA:

Os líricos de cá nem forças terão para gritar quanto mais coragem para apertar seja lá o que for
mário

Mario disse...

Parabéns pelo Blogue , pela coragem de ser diferente e pelo bom gosto
mario

Lita disse...

Tudo nos tiram,agora até o que nos vem dar um bocadito de vida nos querem levar.Se os Presidentes das Camaras envolvidas se unissem e fizessem a força,pensassem no desenvolvimento turístico.Para que as nossas terras continuem no mapa.Mas há que apostar bem forte no turísmo porque há quem seja mais pequeno,sem alternativas,mas já mostrou mais carácter .visite Congida-Freixo de Espada à Cinta. Tenho pena de estar a patrocinar outra terra.Porque temos as Termas do São Lourenço,a Sra da Ribeira,a linha do tua que mais queremos!Alguem que faça mexer este concelho,porque estamos tudos a morrer aos poucos. Parabéns .