quinta-feira, 17 de maio de 2012

Trilho do Castelo - 13 de Maio (2.ªParte)

Vista parcial de Marzagão
Continuação de: Trilho do Castelo - 13 de Maio (1.ªParte)
Entusiasmado com o Castelo de Ansiães perdi-me do grupo! O percurso oficial do Trilho do Castelo foi alterado levando a caminhada a Marzagão. Não é coisa que me tenha incomodado, mas para não ser agradável anunciar um percurso de 5,3 km e alarga-lo mais de 10!
Interior da Igreja Matriz de Marzagão
Junto à Igreja de S. João Baptista o percurso deixou a estrada e meteu por um caminho que desce o vale em direção ao Douro. Há tempos que sonhava conhecer este vale, mas não me senti muito à vontade. O carro vassoura já tinha passado e foi recolhendo as marcações existente. Um companheiro da caminhada apercebeu-se da minha ausência e esperou por mim. Não sabíamos se estávamos no percurso certo e não conseguimos apreciar a paisagem como pretendíamos.
Apesar de toda a área ter ardido à poucos anos, há muita vegetação. Algumas manchas não arderam, outras recuperaram parte da vegetação. Havia muita erva e de vários locais corria água que se juntava no ribeiro da Ferradosa para se precipitar no Rio Douro.
Exterior da Igreja Matriz de Marzagão (e S. João Batista)
 Quando nos pareceu que podíamos inverter o sentido descendente e tentar alcançar Marzagão, fizémo-lo e foi a opção correta. Ficámos mais sossegados quando chegámos à Igreja Matriz, pouco depois de terminar a Eucaristia. A festa de Nossa Senhora do Rosário aconteceu dia 6 de Maio e a igreja ainda ostentava uma roupagem florida exuberante. Mas não precisava. A igreja de S. João Baptista da paróquia extra-muros do castelo de Ansiães foi transladada para aqui no ano de 1575. A ela estiveram ligadas mais de metade das atuais paroquias do concelho, tendo Marzagão um papel invejável na vida religiosa (e não só) do concelho.É um templo que visito muitas vezes, mas nunca me canso de apreciar o trabalho em talha dourada dos altares, os caixotões do teto, as imagens...desta vez o que entusiasmou foi apreciar a imagem de S. João Baptista que era exibida na igreja mãe, no castelo!
Sobremesas, em Selores
Mais seguros do caminho a seguir, dirigi-mo-nos em direção ao cemitérios e depois à Quinta da Abeleira. Esta é uma grande exploração de maçã, sendo este uma das principais produções agrícolas também em Selores e mesmo na Lavandeira.
Sargaço (em Mazagão)
Atingimos a a estrada municipal 632 sabendo que todo o grupo nos levava um grande avanço. Seguimo-la até Selores. Pretendíamos "saltar" a visita à igreja para termos hipótese de visitar a capela de S. António, em Alganhafres, era uma oportunidade rara de a encontrarmos aberta. Acabámos por desistir de Alganhafres. Havia um grupo de pessoas na igreja que nos informou que o almoço já estava a ser serviço na antiga Escola Primária da aldeia. Acabámos também por entrar na igreja e dar por termino o nosso percurso pedestre.
Altares laterais da Igreja Matriz de Selores
A igreja matriz de Selores, de orago de S. Gregório, é de arquitetura religiosa, seiscentista e barroca. Igreja de planta retangular composta por nave e capela-mor. Fachada principal em empena truncada por sineiras. O retábulo-mor de talha barroca joanina.
Entradas, em Selores
Dirigimo-nos ao local do almoço. Depois da longa caminhada, com momentos de bastante calor, o apetite já era muito. Tivemos direito a entradas, com presunto, rissóis e bolinhos de bacalhau. O prato principal foram panados com arroz seco e alface, servido depois de uma sopa de legumes. Houve ainda como segundo prato rojões. De sobremesa tivemos direito a laranjas, maçãs e diversos tipos de bolos.
A refeição foi mais uma vez servida pelo serf-service D. Miguel, de Carrazeda de Ansiães, mas muitos dos alimentos que mencionei foram da responsabilidade da Junta de Freguesia de Selores.
Almoço (Selores)
Durante este trilho andei constantemente atrasado, não conseguindo acompanhar o grupo. Isso fez-me perder as preciosas explicações da arqueóloga e não tirei muitas fotografias ao grupo. Não sei se também foi culpa minha não perceber o percurso. Não adianta distribuir um panfleto com um percurso que não é seguido. A refeição em vários espaços e sem lugar para todos se sentarem também foi algo conturbada. É complicado comer de faca e garfo, segurando o prato, o garfo, o copo, etc. Isto também se deveu ao crescente número de participantes, aos quais se soma um bom grupo de pessoas responsáveis pela logística.
O descanso depois da tarefa concluída
O Trilho do Castelo tem um conjunto de ingredientes que fazem dele único no conjunto de todos os percursos sinalizados. Quer pelas ruínas do castelo, quer pelo conjunto de templos, ou ainda pela paisagem que se avista do castelo. A somar a estes ingredientes houve também o facto desta caminhada acontecer em Maio, mês das flores. Posso ter andado sempre atrasado em relação ao grupo, mas não perdi a oportunidade de captar alguns exemplares da flora que muito chamam à atenção nesta altura do ano.
Trilho do Castelo Sinalizado (5,3 kms)
GPSies - Trilho do Castelo
Percurso realizado em 13-05-2012 (10,6 kms)
GPSies - Trilho do Castelo (modificado)

2 comentários:

Luiz disse...

Bom dia. Antes de mais, parabéns pelo fantástico blog e devoção para com a terra.

Quando tiver disponibilidade, verifique o seu e-mail. Deixei uma mensagem que tenho a certeza ser do seu particular interesse.

Com os melhores cumprimentos,
Luís Costa

luis disse...

Mais um percurso interessante e tão nosso.
adorei.
http://luisruieasvespas.blogspot.pt/
Abraço