Trata-se de uma calçada formada por lages de granito, algumas de grande dimensão, que descem a encosta voltada para o vale da Ribeira da Cabreira.

Embora muitas vezes se atribua a estas calçadas, e no concelho de Carrazeda há várias, a designação de romanas, elas são, na maior parte das vezes, de construção muito posterior. Neste caso concreto, a cronologia é indeterminada.
Uma análise mais atenta, mesmo de um leigo como eu, permite verificar que algumas das rochas usadas são bastante grandes e os cortes parecem ser relativamente recentes. Não são visíveis mascas de rodados de carros a não ser nalguns pontos, muito pouco significativos. O declive é muito acentuado, sendo possível um traçado melhor a poucas centenas de metros de distância passando por exemplo pelo Amêdo ou pela Fraga do Medo. Embora se aponte esta calçada como possível ligação a Freixiel, custa-me a crer que fosse a principal via de comunicação entre estas duas localidades, inclinando-me mais para a utilização da calçada para acesso aos campos cultivados.
De qualquer forma, dada a importância da calçada para o Mogo e para o concelho e ao potencial número de visitantes, parece-me que a mesma deveria estar mais cuidada. Houve, em tempos, alguns desentendimentos entre a Junta de Freguesia de Mogo de Malta e a Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães. Está mais do que na hora dessas questões serem ultrapassadas. Há lixo espalhado em vários locais, muito mesmo! É importante que os residentes tenham mais zelo, é a sua freguesia que está em cheque. Também as giestas e arçãs crescem descontroladamente em todo o lado.
2 comentários:
Olá amigo Anibal,
uma vez que é conhecedor dessa zona, e natural de Zêdes, pergunto-me se o amigo conhece alguma ligação dessa calçada à Quinta do Pobre que possa ser efectuada de bicicleta?
Obrigado pela atenção
Atento
Olá Atento
É como diz o ditado "Todas os caminhos levam a Roma". Nunca fiz essa ligação em bicicleta mas já a fiz a pé, há muitos anos atrás, quando fui a pé, de Zedes à festa de Nossa Senhora da Saúde, no Mogo. No final da calçada é necessário virar seguir pelo caminho para montante em relação ao sentido da Ribeira da Cabreira. O local para atravessar a ribeira é mais ou menos ao nível da Pé-de-cabrito mas rapidamente se atinge o caminho que desce até à Quinta do Pobre. Desconheço se existe outra possibilidade, mas acho pouco provável. Numa caminhada que fiz de Vila Flor a Zedes percorri trilhos inimagináveis na zona da Cabreira, quando me perdi e fui ter a folgares. São trilhos criados pelas ferraduras dos animais ao longo de séculos, apenas transitáveis por animais de carga (e também por BTT) ou a pé. Espero voltar lá um dia.
Fotografia
Aníbal
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